<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1890524997916153226</id><updated>2012-02-17T00:00:15.235-02:00</updated><category term='extras'/><category term='Versos Perdidos 2'/><category term='Guardians'/><category term='Amigo Oculto'/><category term='Versos Perdidos 1'/><category term='Versos Perdidos 3'/><category term='Alma Nova'/><category term='Fichas'/><category term='Registro'/><category term='Rebelião'/><title type='text'>Saga dos Assassinos de Deuses</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Demiris Ikarus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14863139989794869952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SUupetsftoI/AAAAAAAAAzY/YXuGqaC9M6o/S220/musicas_espada_de_ovo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>72</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1890524997916153226.post-757175258896643228</id><published>2012-12-05T04:24:00.000-02:00</published><updated>2011-07-01T08:41:08.060-03:00</updated><title type='text'>Bem-vindos</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Saga dos Assassino de Deuses&lt;/span&gt; é a história de um mundo paralelo em sua estrutura ao Saint Seiya, com mesma mitologia e armaduras, mas de personagens que não correspondem a obra original. Construida inicialmente para ser um cenário de RPG, numa campanha que durou cinco anos! Porém muitas histórias ficaram sem explicação, e aproveitando o cenário já montando eu, Demiris Ikarus. Resolvi contar essas histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não penso em recontar fielmente a história do RPG jogado mas sim aproveitar personagens criados, para contar novas histórias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Registro da Ultima Guerra Contra Hades&lt;/span&gt;, conta a saga da Guerra santa ocorrida de Athena versus Hades, porém devido ao rompimento do selo que aprisionava Hades; os cavaleiros lutaram essa guerra sem o auxilio divino de sua Deusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Versos Perdidos&lt;/span&gt;, a proposta é contar algumas histórias dos personagens que participaram da Guerra Santa contra Hades. Em andamento está A História de Câncer e Sagitário mas tem o projeto de mais duas que são Balada do Traidor e o Passado Esquecido; porém os Versos Perdidos não são parte orquestrada da Saga do Assassino de Deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda parte da Saga é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rebelião – O Inimigo Divino&lt;/span&gt;, que vai recontar a história do real vilão da saga, e esclarece mistérios que o Registro da Ultima Guerra Contra Hades deixou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SDMUVgKCENI/AAAAAAAAAYc/s0rm7G3swtQ/s1600-h/MoviePoster.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202524354184876242" src="http://2.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SDMUVgKCENI/AAAAAAAAAYc/s0rm7G3swtQ/s400/MoviePoster.jpg" style="cursor: pointer; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma Nova&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SShASPyxTiI/AAAAAAAAAqs/8cCBqDNob2Y/s1600-h/alma+nova.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271534046058466850" src="http://4.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SShASPyxTiI/AAAAAAAAAqs/8cCBqDNob2Y/s400/alma+nova.JPG" style="cursor: pointer; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova saga de Saint Seiya?! Não... Apenas mais um dos absurdos que eu criei na minha incrivel falta do que fazer. Eu tenho uma sincera cisma (no mínimo) com Cavaleiros do Zodiaco. Adoro a obra mas o cara que criou, desculpa quem gosta dele, Masami Kurumada é apenas um idiota que teve uma grande idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem não sabe, eu sempre tive uma grande cisma com o Seiya , nunca achei o personagem dele agradavel pra mim. E sempre tento recriar, tirando que eu sempre pensei se os cavaleiros de bronze não fossem cavaleiros, quem seriam os cavaleiros no lugar deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passasse o tempo, e visito a comunidade do fórum do Panbox e fui fazer um desafio lá chamado Seven Days: A idéia era fazer uma fanfiction em sete dias com mais de 2000 palavras, eu acho... nem lembro mais direito. O tema era “E se...” no caso teriamos que mudar alguma coisa em algum cenário de anime e escrever sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uni o util ao agradavel e escrevi, pensando que fato faria tudo mudar... Pensei... pensei... pensei (que foi... sou homem e burro u.u) Até que vi que o que era o elo de ligação era o Mitsumasa Kido que uniu os moleques para espalha-los pelo mundo. Ai com umas teorias doidas sobre o que iria acontecer, consegui terminar a fic em cinco dias \o/ (e cumpri o desafio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passou dois dias, e a administradora do site\fórum e ficwriter famosa Juliane-chan bateu a minha porta perguntando se eu iria continuar o projeto, pois a ideia estava muito boa. E minha mente já tinha formulado como seriam os próximos capitulos da saga sem eu querer. Eu disse que iria, mas o meu real projeto era a “Saga dos Assassinos de Deuses”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai como eu queria ter menos problemas com essa fic disse que eu só iria atualiza-la com cada capitulo comentado, até mesmo porque os leitores em geral não se dão ao trabalho de comentar o trabalho do cara que se matou de escrever... Mas não é que dia seguinte comentaram?! O.O*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui estamos nós no quinto capitulo já de Alma Nova e com 8 (oito) comentarios, pra ter uma noção... O Registro da Ultima Guerra contra Hades, com seus atuais 5053 acessos teve 14 comentários. Logo, sim, pra mim isso é uma graaaaaaaaaaaaaaaaaaande coisa mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem achar que em outros lugares está mais avançado (como no Panbox, onde foi inicialmente postado), haverá aqui um ou outro extra (que geralmente pode ser feito a pedido de quem quiser sobre alguns personagens), e as imagens são meramente ilustrativas procuradas pelo google e yahoo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentários sobre a história sempre serão bem-vindos!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1890524997916153226-757175258896643228?l=assassinodedeuses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/feeds/757175258896643228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2008/05/ola-caro-leitor-deste-fanfic-vagabundo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/757175258896643228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/757175258896643228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2008/05/ola-caro-leitor-deste-fanfic-vagabundo.html' title='Bem-vindos'/><author><name>Demiris Ikarus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14863139989794869952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SUupetsftoI/AAAAAAAAAzY/YXuGqaC9M6o/S220/musicas_espada_de_ovo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SDMUVgKCENI/AAAAAAAAAYc/s0rm7G3swtQ/s72-c/MoviePoster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1890524997916153226.post-6941018857858054427</id><published>2011-06-30T22:25:00.001-03:00</published><updated>2011-07-01T16:51:46.458-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alma Nova'/><title type='text'>Alma Nova 13 - Somos O Que Devemos Ser, Somos Quem Podemos Ser</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;No Capitulo Anterior de Alma Nova...&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;A “Resistência Aioros” começa a se organizar e Hana aceita o papel imposto de Athena e, ao mesmo tempo em que questões importantes são discutidas, Ares continua a perder o controle para com o Santuário e para com ele mesmo. Enquanto tramas e estratagemas estão sendo traçados, Marin, descoberta como uma traidora, começa a ser torturada por Moses de Baleia e Asterion de Cães de Caça, que planejavam com isso trazer para uma armadilha parte dos “traidores” ou pelo menos o irmão da amazona.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Marin conseguirá escapar? Hana será realmente Athena? Saga voltará à tona para deter os planos malignos de Ares? Não percam mais um capitulo de Alma Nova.&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Milo estava em um humilde casebre, sentado com um nutritivo prato de sopa na mão, alimentando uma jovem que estava deitada em sua frente. Ela estava em um estado deplorável, sua pele estava solta nos ossos, flácida e suja, completamente doente. Nada que ele fizesse a ajudaria, até mesmo aquele sorriso sedutor que desmancharia o coração dela naquele momento não era nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O futuro cavaleiro de escorpião, o qual adorava sua vida mundana à sua vida sagrada, agora só queria ter uma vida divina, para tirar toda a dor e a tragédia de um único ser... Dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vamos, coma garota. Como você quer melhorar sem se alimentar? – dizia Milo pelo quinto dia seguido. Seu treinamento havia parado devido a um cavaleiro que havia enlouquecido e começado a fazer chacinas pelas vilas da Itália. Como havia mais gente cuidando da caça desse famigerado criminoso, ele ficou para cuidar das vítimas. Não sabia se felizmente ou infelizmente, ela era a única.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sabe que não tenho fome, sabe que eu não tenho sede e que só posso morrer quando aquele demônio que matou minha família e destruiu minha vila morrer(?)/ for capturado(?)/ tiver o que merece(?). Aquele demônio que destruiu minha vida. Se eu tivesse poder para matá-lo, eu teria um objetivo, mas só pude ver minha vila ser carbonizada. – Não havia emoção nas palavras dela, só havia certeza e fatos inexoráveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Já lhe contei que estamos trabalhando nisso, já te contei sobre o que nós fazemos. Vamos pegá-lo e dar-lhe uma lição que ele não gostará. Portanto, considere-o morto. Vamos falar mais sobre o que você vai fazer da sua vida. – dizia Milo com seu melhor sorriso e com seu tom de voz mais animador. – Você só não vai poder contar o que fazemos, a menos que você queira ser do Santuário. Não há apenas cavaleiros, ou aprendizes de cavaleiros como eu, mas também há oficiantes, gente que faz o bem, mas não luta...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Já te disse, só quero ter a certeza de que quando eu morrer, ele já esteja morto. Não quero saber se irei viver, apenas quero que ele morra. – dizia olhando para o fundo dos olhos do escorpiano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia tanta certeza naqueles olhos quanto a de um cavaleiro de ouro experiente, havia as dores físicas, e também as emocionais, de um treinamento de um cavaleiro de ouro podiam ser facilmente vistas ali. Havia um motivo para um querer, maior que a própria vida. Havia uma banalização da morte. Milo não apenas sentia pena, mas sentia como se estivesse falando com um cavaleiro de Athena ou qualquer outro servo de qualquer outro deus. Sentia-se conversando com uma igual, uma solidariedade. Tinha um sentimento que poderia ser ele naquele estado, uma compaixão não apenas por ela ser uma vítima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abruptamente, além disso, sentia aquele cheiro adocicado de rosas cortando sua nostalgia de memórias. Via-se novamente sentado nas escadarias da oitava casa zodiacal, com o cavaleiro de peixes em pé a sua frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se eu fosse um inimigo, você poderia ter morrido. – dizia Afrodite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É... – dizia Milo com seus pensamentos ainda naquela mulher em cima daquela cama. – Eu poderia ter morrido...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E havia apenas um nome gravado no oitavo degrau da oitava casa zodiacal, escrito pelo prenuncio da agulha Antares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Irynna.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No orfanato Filhos das Estrelas, todos ainda estavam recuperando as forças para o próximo passo da resistência. Thouma foi colocado no quarto de Mihu, com a mesma como sua companhia. Ela fazia questão de trocar as bandagens do cavaleiro de Pegasus e observar se sua febre havia passado. Havia alguma coisa no ruivo que a deixava com o mais puro desejo de protegê-lo, cuidar de suas feridas, como se pudesse acontecer qualquer coisa com ele, mesmo que sentisse que ainda sim ele sempre voltaria para ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mihu ria de si mesma. Sempre foi uma moça certa e direita, tinha seus pretendentes, mas sempre esperava que fosse alguém de sua idade, ou de sua realidade pelo menos. Ele era exótico demais para ela, mas nada a proibia de sonhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Thouma estava melhor que Isaak, mas era o segundo pior em condições físicas. Algumas de suas feridas, causadas ainda pelos golpes da amazona de Fênix, tinham sido abertas. Havia também as sequelas do Golpe Fantasma, que não deixava sua mente funcionar sem flashs daquele pesadelo quase real. Apesar de suas condições físicas, ele admitia intimamente que era bom ser cuidado daquela forma pela garota de cabelos azuis. Ela trazia um pouco de amenidade aos pesadelos que sofria mesmo quando acordado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No hall de entrada, estava Kiki, dormindo sentado em um dos sofás, Garan, Shun, Hana e Okko, por sua vez, estavam apenas a discutir. O cavaleiro de Dragão, apesar de não ser o melhor em forma física, parecia ser o único capaz de dar atenção aos planos da Resistência, Isaak, Thouma e Shiryu estavam em uma grave situação, e Pandora estava cuidando do cavaleiro de Cisne e do jovem cego. Cabia a ele, portanto, saber dos próximos passos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Okko, não é?! – perguntava Garan, sendo confirmado pelo próprio. – Fico imensamente agradecido pelo que você e os outros cavaleiros de bronze fizeram até agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não precisa agradecer. É nossa missão e fomos treinados para isso. Pelo menos eu. – dizia Okko, que lembrava de Isaak, apesar de ter duvidado, ter lutado ao lado deles,  e também de Esmeralda, que se converterá no ultimo momento, e que morrera ao lutar contra Shaka, um dos cavaleiros de ouro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tem razão. – dizia Hana saindo dos braços de Shun, indo abraçar o cavaleiro de Dragão. – Muito obrigada. Não agradeci a vocês ainda por cuidarem de mim e por me protegerem. Obrigada, por tudo. Espero que eu possa retribuir essa confiança que vocês depositam em mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Okko ficava constrangido, não sabia lidar com situações onde violência não era necessária, não sabia se deveria retribuir ao abraço ou manter-se impassível. Mas aquele afeto era bom, era calmante. Dava a sensação de querer sempre defendê-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Fico mais tranquilo em saber que ela está em boas mãos. Posso partir em paz. – diz Garan.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como assim, mestre Garan? – Indagava Okko, com Hana olhando-o também com a mesma pergunta com nos olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não posso ficar, estava para me encontrar com mestre Mu para discutir os próximos passos. Ia com Marin, mas ela foi designada para uma missão. Quis passar aqui antes de ir para tal encontro para encontrar Athena em sua forma humana. – diz Garan. – Mas não se preocupe. Vocês são capazes de proteger Athena, custe o que custar. Inclusive, pedi para mais um dos nossos aliados vir para cá ajudar. Sinto seu cosmo, ela já deve estar por perto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marin novamente acordava com uma dor enorme, só lembrava-se de ter resistido bravamente à leitura mental de Asterion e depois de ter sido espancada agressivamente por Moses. Não pode ao menos lutar por ter se concentrado tanto em não deixar sua mente fraca, o corpo cedeu em uma rigidez quase cadavérica. Não lembrava muito bem como estava naquela situação. Depois do espancamento, provavelmente uma amnésia temporária acontecia devido a algum trauma ocorrido, esperava que não fosse craniano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo menos, eles não haviam tirado sua máscara, por mais que fossem facínoras, respeitavam a ordem de nunca retirar a máscara de uma amazona. Ou apenas esperavam fazer isso em um momento mais propício.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Via o mundo de cabeça para baixo, via que estava crucificada na praia e de cabeça para baixo. Sentia mais dor do que nunca, mas ainda forçava o bloqueio mental, sua vida não valia nenhuma informação sobre a Resistência Aioros. Na verdade, ela tinha que dar um jeito para derrotar os dois mesmo naquele estado. Os cavaleiros de bronze tinham sobrevivido e possivelmente estavam com Athena. Se fossem descobertos, Athena estaria em risco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era difícil manter a concentração com tantas dores fazendo parecer que sua cabeça iria explodir, e ainda mais planejar. Porém, bastaria um erro, e todos os sacrifícios feitos até agora iriam ser em vão. Tinha que se manter firme. Olhava para seus dois inimigos e tentava ouvi-los, mas o barulho do mar e suas próprias dores abafavam o som de suas vozes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Asterion percebe que ela estava acordada, e já se punha a caminhar em sua direção. Marin tentava escapar, porém além de pregada estava amarrada, incapaz de liberar seu cosmo. Não era uma guerreira como Moses, era uma planejadora, assim como Asterion.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vejo que acordou e mesmo depois de tantos ferimentos aposto que está usando todo o cosmo que lhe resta para manter seu maldito bloqueio mental, não é?! – Asterion aplica um soco na mandíbula da ruiva. – Não se preocupe, vamos dar um jeito de chamar seu irmãozinho, é evidente que ele está vivo. Se ele for seu irmão consanguíneo mesmo, será mais fácil achá-lo ainda. A ressonância de seus cosmos deve ser parecida, bastar usar você como filtro e trazê-lo aqui! Só espero que ele não tenha tanta fibra quanto você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Asterion colocava uma das mãos em cima da máscara da amazona de Águia, nada ela poderia fazer para detê-lo. Não podia negar o que ela era realmente, irmã de Thouma de Pegasus...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como assim não há notícias dos cavaleiros de prata enviados para o Japão? – Gigars estava desesperado, pois cinco cavaleiros de prata tinham partido para missões simples. Estava testando demais a paciência do Grande Mestre e a misericórdia de Athena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Os cavaleiros de Centauro e Lagarto não deram noticias, os de Águia, Cães de Caça e Baleia apenas informaram que encontraram o corpo dos cavaleiros de bronze da rebelião, além de Docrátes, mas isso já tem mais de 3 horas, estamos sem comunicação alguma. – Piton dizia sem ao menos olhar a face de seu mestre, abaixado em servidão para o homem mais próximo de suceder o Grande Mestre Ares. Era difícil para ele dar notícias de fracasso, mas ele tinha que as reportar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Isso são péssimas noticias. Era simplesmente para os cavaleiros negros matarem aquela falsária, junto com Docrates que seria nomeado outro traidor, e Shaka mataria todas as testemunhas. Simples, mas tinha que haver intromissão dos cavaleiros de bronze e sabem-se lá quem mais que está nesse complô. – O asqueroso cavaleiro de Altar, com seu olho de joia, tinha engasgos de frustração pelo seu plano perfeito ter ido por água abaixo. – Só pode haver um traidor aqui para essa maldita rebeliãozinha ter tanto êxito assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E de quem suspeita, mestre? O nível de informação que eles teriam haveria de ser no mínimo um cavaleiro bem próximo do Grande Mestre, do senhor e de Athena. – dizia Piton, que de repente engasgava, pois ele poderia ser um dos suspeitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É difícil saber, nem mesmo eu poderia saber de tantas coisas. Apenas se o próprio mestre ou nossa Athena tivesse falado para com a Resistência. Tem que ser alguém bem manipulador e que esteja bem debaixo de nossos narizes. Teria que ser alguém disposto a isso e que tenha agido estranho desde a tomada desse plano. – Por um momento, algo parece fazer sentido na cabeça de Gigars. – Onde está Shina, a amazona de Cobra?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Shina? Não há mais sinais dela desde que o irmão de Marin conseguiu vencer o discípulo dela, que era o irmão de Docrates. – Ao dizer essas palavras, encaixavam a mesma situação em sua cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Shina é a nossa traidora...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Thouma estava numa praia deserta, sem alma viva alguma por perto. Tudo que via eram as ondas do mar, indo e voltando lentamente, em sua dança marítima eterna conhecida como maré. Era um ambiente de calma e paz, mais do que ele sentia, desde muito tempo. Tudo era tão previsível, com uma plenitude infinita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daquele horizonte azul algo se destacava: uma cruz invertida. Forçando um pouco mais a vista, via uma mulher crucificada de cabeça para baixo, com o nível do mar chegando aos seus olhos. Tentava levantar-se, mas os sangramentos de vários ferimentos recentes tinham exaurido suas forças por completo, era sua própria vontade de viver contra um corpo fatigado querendo apenas desistir. O cavaleiro de bronze reconhecia aquela mulher. Era a amazona de prata da constelação de Águia. Era Marin, sua irmã, sua mestra, sua família. Correu em sua direção aflito, desesperado para salvá-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao tocar na água, surgiu um homem enorme, cheio de cicatrizes e com um olho perdido, que o pegou pelo rosto para afogá-lo em quinze centímetros de água. Thouma apenas podia respirar quando a maré se afastava. Nesses breves momentos, foi ainda capaz de notar que esse cavaleiro não estava sozinho, viu mais um par de pés, que depois se tornaram três pares, e depois ainda nove, para depois apenas ser novamente afogado pela maré que voltava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De repente, era jogado para o ar com uma força arrebatadora. Não conseguia mover um músculo sequer com o atrito do ar em seu corpo. Não conseguia respirar, e em um último flash de consciência, via as nuvens como chão e o céu escurecendo cada vez mais. Quando recuperava a consciência novamente, estava caindo, ainda sim, sem poder se mover.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conseguia ver na queda o chão se aproximando. O que eram cores voltavam a ser a praia, aquele monstro que o havia arremessado e aquela centena de cavaleiros idênticos, até que tudo se tornou apenas o punho daquele cavaleiro acertando-o em cheio, estourando seu elmo, e lhe causando um traumatismo forte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caía inerte no chão, agradecendo por não estar morto, arrastava-se para salvar sua irmã, até ser puxado por um dos cavaleiros, que eram muitos e um só ao mesmo tempo, sendo agredido por apenas um, enquanto todos os outros observavam sadicamente seu massacre. Não conseguia levantar-se mais, nem ao menos rastejar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto o cavaleiro não parava de se multiplicar, um dos milhares homens que estavam a sua volta abaixou-se e disse:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Venha nos deter, senão faremos coisa muito pior com sua irmã do que espancá-la e matá-la.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Thouma levantou-se e disparou um raio, mas quando viu estava no orfanato com um enorme rombo feito em uma das paredes. Mihu olhava-o assustada por conta desse ataque. Não entendendo nada, Pegasus cai exausto sendo amparado pela governanta do orfanato que trata de colocá-lo em cima da cama novamente com grande esforço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;June chegava à costa com Spika e Heda ainda desmaiados na jangada que eles escaparam da devastação do cavaleiro de Touro sobre a ilha de Andrômeda. Confiava que seu mestre, um dos principais homens da “Resistência Aioros”, o de prata mais poderoso, poderia lutar de igual para igual, porém já havia um bom tempo que não sentia mais os cosmos de ambos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhava para praia, enquanto esperava Albior aparecer ferido, pois uma luta entre dois cavaleiros de ouro poderia durar até mil dias. Mas encontrou o cavaleiro de Cefeus mais cedo do que esperava. Chorava em desespero, seu mestre e seu pai estava morto ali na sua frente. Boiando com a armadura de Cefeus destruída, e com uma rosa fincada no peito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os poderes do cavaleiro de Touro superaram o cavaleiro protetor da ilha de Andrômeda. O ódio cegava June, porém ela não gritava, pois seus companheiros precisavam de descanso e não precisavam ver isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pergunta que restava era: como o Santuário descobriu, se apenas a alta-cúpula da “Resistência” sabia quem eram os cavaleiros, e se todos tivessem metade do caráter e devoção à verdadeira Athena que Albior tinha, eles nunca falariam. Apenas uma palavra veio iluminar sua mente: Pandora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles foram traídos por Pandora e eles teriam que detê-la antes que ela mesma desse um jeito para destruir a Resistência ou mesmo matar Athena a mando de Ares e da falsa Athena. Mas primeiro teria que enterrar um nobre cavaleiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adentrava na porta do orfanato, uma jovem de cabelos e olhos tão azuis quanto um céu de um dia de sol radiante. Mesmo naquela altura da madrugada, nada dela estava a mostra, estava coberta por mantos além de uma máscara que lhe cobria o rosto, apenas deixando que, de relance, fosse vista uma tatuagem no antebraço direito com o nome de Athena em grego arcaico. Ela parecia trazer paz àquele ambiente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Apresento a vocês a Sacerdotisa Lynna, irmã do cavaleiro de ouro Kamus de Aquário. Ela é uma poderosa sacerdotisa, uma ótima amiga e um ser único e iluminado. – Sorria Garan ao apresentar a amiga de longa data.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Exagera nas palavras, nobre amigo. Sou assim como você uma serva aos desígnios de Athena e da justiça. Não atuando como guerreira, mas sim como uma guia, um oráculo para Athena e seus servos combatentes. – dizia a sacerdotisa Lynna, com sua voz abafada pela máscara, mas ainda sim, uma voz melodiosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Uma sacerdotisa mascarada, mestre Garan? De acordo com os tomos antigos apenas as guerreiras de Athena, a apenas as guerreiras sagradas devem esquecer sua feminilidade e abraçar a causa de Athena. – dizia o Cavaleiro de Dragão, citando as sagradas escrituras de Athena, quase que literalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Muito bem, mestre Okko. – dizia Lynna sinalizando para Garan não intervir em sua explicação. – Sou amaldiçoada, o primeiro cavaleiro que olhar para meu rosto irá se apaixonar imediatamente. Por isso, fugi do Santuário há muito tempo. Escapei da tirania de Ares e da falsa Athena, muitas sacerdotisas foram mortas para a farsa de Ares não ser descoberta. Sou uma das poucas vivas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sei que não faço parte dessa revolução. – O diretor do Orfanato começava a falar. – Mas o que uma sacerdotisa iria ajudar nessa guerra? Ao que parece, vocês precisariam de guerreiros e não de sacerdotes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eis que você se engana, mestre Shun. – diz Garan. – Ela cuidará que Hana manifeste e controle seus poderes como deusa. Já que esse seria o dever do Grande Mestre. Mas deverei partir, tenho encontrar a Alta-Cúpula da resistência e ver como vamos fazer para atacar o Santuário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cavaleiro de ouro da casa de Touro estava boquiaberto com o que o cavaleiro de Cefeus havia dito para ele. Todo Santuário era manipulado por uma falsa Athena, e o Grande Mestre na verdade não era quem dizia ser. Era difícil acreditar naquilo, era uma época boa para o mundo, já havia no mínimo alguns anos que não havia uma guerra santa. O máximo que havia eram os problemas internos do Santuário que ecoava o nome de Aioros até hoje. Mas nunca houve tantas mortes entre os aprendizes que discordavam do avatar de Athena ou mesmo das decisões do Grande Mestre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acreditava em castigos, mas não em execuções sumárias, mas esse era o atual ambiente do santuário de Athena. Admitia que ser um cavaleiro de Athena não era uma profissão, mas sim uma vocação, um talento, um dom, e não uma maldição, como muitos diziam. Na verdade, “ser cavaleiro de Athena é uma maldição” era uma das frases mais proferidas nessa época. Talvez Aldebaran fosse o único que acreditava que ser um cavaleiro de Athena, não era uma maldição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao conversar com Albior, não via um traidor, ou mais um que dizia que ser um cavaleiro de Athena era uma maldição. Muito pelo contrário, podia-se quase tatear o orgulho de ser um santo-guerreiro de Athena. Sua devoção, o carinho que ele falava dela, a honra de ser um cavaleiro, a benção de ser alguém com o poder de servir a uma causa maior, e a mesma coisa ele sentia pela Resistência Aioros. Sentia-se conversando consigo mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Realmente, era muito difícil compreender as escolhas de cavaleiros dessa geração, era estranho. Era difícil acreditar que Máscara da Morte era um cavaleiro como ele. Era muito difícil compreender as coisas como eram sob a ótica de quem está dentro do problema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era muito mais fácil acreditar que uma falsa deusa estava no Santuário sendo manipulada por um ex-Cavaleiro que deseja ter os domínios de Athena, usando de artimanhas como mentiras, devoção, fé, discórdia... Por mais que ele quisesse acreditar nas duas versões, a verdade estava em uma linha tênue entre as duas linhas de pensamento. O melhor que ele podia fazer era no momento se omitir e deixar que os fatos se mostrarem para ele. Pelo menos, Albior estava vivo, era o beneficio da duvida que o cavaleiro de Touro dava para a famigerada “Resistência Aioros”...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há 23 anos atrás...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um jovem lemuriano estava consertando a armadura de Aries, que há muito tempo havia sido danificada, mesmo em tão baixa idade, ele era o Mestre de Jamiel. Não se achava digno de tal missão que lhe foi passada, existiam poucos de seu povo. Ele era dos raríssimos que não tinha uma gota de sangue humano em suas veias, era apenas por isso que era o Mestre de Jamiel. Terra adotada pelo povo escolhido de Athena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, seu mestre é que deveria estar em seu lugar, mas por coincidência ele também era o Grande Mestre do Santuário. Shion, o cavaleiro da casa de Aries, um dos dois únicos sobreviventes da última guerra contra Hades que se tem registro. Achava que o outro sobrevivente, o humano conhecido como Mestre Ancião, deveria cumprir essa missão, mas eles tinham seus motivos e ele não iria discordar de cavaleiros de tamanha sabedoria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A armadura de Aries estava prestes a ser concluída, o jovem Mu usava de seu próprio sangue para consertar as armaduras. Afinal, era a armadura de seu mestre, o qual ele mesmo tinha uma devoção e orgulho de ser seu discípulo. O que geralmente acontecia, era que um cavaleiro desse o sangue para consertar a armadura do discípulo. Era um trabalho solitário, mas ser um lemuriano era ser solitário. Vivendo três vezes mais que um humano normal, Mu já teve sua fase revoltada, teve família, tentou fugir de seu fardo, mas viu toda a sua família mudar, envelhecer e morrer, enquanto ele continuava o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem ao menos sentir qualquer cosmo, sentia uma mão em seu ombro enquanto deixava a mente voar e a inspiração de sua arte de ferreiro vibrar por suas mãos. Ao olhar para trás via seu mestre sobre as vestimentas do sacerdócio. Sorria para o mesmo, por ele mesmo ver que seu trabalho estava sendo feito o melhor possível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mestre Shion, fico imensamente feliz por vê-lo aqui. Estava exatamente trabalhando em sua armadura. – dizia Mu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vejo que fiz a melhor das escolhas ao torná-lo mestre de Jamiel. – Sorria por debaixo da máscara. – Só esperava que eu pudesse doar meu sangue para a armadura de Aries, a qual já me salvou diversas vezes a vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Preferi fazer do meu, para o senhor carregar um pouco de mim quando voltar a vesti-la. – dizia o mestre de Jamiel, que na presença do Grande Mestre do Santuário se sentia um feliz aprendiz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Estou velho para isso, meu caro. Se tiver mais vinte anos de vida será muito. Meu ciclo de vida está acabando e um novo ciclo de vida deve começar. – Shion passava as mãos nos pulsos cortados de Mu, cicatrizando imediatamente os ferimentos. – Você é o novo cavaleiro de Aries.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como assim, mestre? – Mu estava surpreso com o fato, sentia um misto de sentimentos e confusões. – Eu sou meramente o ferreiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não diga isso, você tem o poder, o coração e a alma de um cavaleiro. E você será necessário para alguns anos, os quais possivelmente você será o líder de nosso povo, assim como eu sou. Você é como um filho para mim, em quem mais posso confiar? – As palavras do antigo cavaleiro de Aries não eram, como eram sempre, as ordens de um líder sábio, mas sim o pedido de um pai amoroso. – Estou vendo uma sombra no futuro e temos que estar preparados para o que pior aconteça. Estou dedicado demais procurado a pessoa que trará Athena a esse mundo. Portanto, passo a você o dever de cuidar de Jamiel, de encontrar e treinar o futuro mestre de Jamiel e um futuro Grande Mestre para suceder meu escolhido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu? Porque, mestre? E como assim o sucessor do seu escolhido? – Mu estava demasiadamente confuso com tudo aquilo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim, temo que teremos outra guerra santa se aproximando, e creio que eu já esteja morto antes dela acontecer. Gostaria que você fizesse isso, e quando eu partir, procure o mestre Ancião. Ele guiará você. – O grande mestre rasgava um de seus pulsos e colocava o sangue na armadura. – Queria que você fosse o novo grande mestre, mas nós, lemurianos, somos um povo de paz, Lemuria deixou de existir a muito tempo, o real dever de escolhas deve vir de um humano, o povo protetor de Athena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mu ainda estava confuso com tudo isso, estava feliz de ser essa pessoa que seu mestre confiava, e estava triste, pois sabia que nem mesmo os lemurianos eram eternos, havia um pingo de esperança que Shion fosse, mas infelizmente ele não era.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Procure dois discípulos e os treine de acordo com o seu coração. Esses dois serão o futuro de uma geração de paz. – Shion fechava o próprio ferimento. – Sorria, cordeiro de Athena, pois você é a pessoa que vai continuar o meu legado de Mestre de Jamiel e de como Cavaleiro de Aries.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O novo cavaleiro sorria e chorava de emoção e se colocava a trabalhar na sua nova armadura, feita de seu sangue e do sangue de seu mestre. Uma verdadeira armadura lemuriana, usaria-a como todos os lemurianos antes dele. Com honra, proteção e amor.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1890524997916153226-6941018857858054427?l=assassinodedeuses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/feeds/6941018857858054427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2011/06/alma-nova-13-somos-o-que-devemos-ser.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/6941018857858054427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/6941018857858054427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2011/06/alma-nova-13-somos-o-que-devemos-ser.html' title='Alma Nova 13 - Somos O Que Devemos Ser, Somos Quem Podemos Ser'/><author><name>Demiris Ikarus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14863139989794869952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SUupetsftoI/AAAAAAAAAzY/YXuGqaC9M6o/S220/musicas_espada_de_ovo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1890524997916153226.post-710554319763827141</id><published>2010-12-04T19:35:00.000-02:00</published><updated>2010-12-04T19:35:34.383-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alma Nova'/><title type='text'>Alma Nova 12 – Dualidade: Quando os Deuses são os Humanos.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;No Último Capítulo...&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Aldebaran lutou com Albior tendo como resultado a Ilha de Andrômeda apagada do mapa e Albior conversando abertamente com o cavaleiro de ouro. Já o cavaleiro de prata de Cristal não teve a mesma sorte, foi congelado em gelo eterno por seu mestre\amigo Kamus de Aquário, como um exemplo com o que acontece com traidores e como um símbolo sagrado da “Resistência Aioros”. Máscara da Morte tentou matar o mestre Ancião e Shunrey, mas graças a Mu de Áries não houve mais uma chacina.&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Os cavaleiros de bronze, por sua vez, estão em um estado deplorável, principalmente Isaak que fora atingido pela “morte negra”. Pandora ficou designada a proteger Hana, e Garan, servo da casa de Leão, cuidou dos ferimentos de Thouma, Isaak, Okko, Kiki e Shiryu.&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Quais serão os passos tanto do Santuário quanto da Resistência Aioros? Não perca mais um capítulo de Saint Seiya – Alma Nova.&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;19 anos atrás...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aioros ainda estava chocado com o anuncio, estava completamente em choque. Não queria essa honraria, ela pertencia ao seu amigo Saga, queria liberdade, proteger os humanos como sempre fez e, quem sabe, ser um deles. Mesmo assim, Aioros era parabenizado por todos, pelos cavaleiros de prata que serviam como guardiões, pela sacerdotisa que iria ter Athena, pelos oficiantes-auxiliares; mas ao procurar o único que realmente lhe importava naquele salão sentia que o lugar estava vazio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saga estava nos corredores subterrâneos do Santuário, uma rota segura de fuga para Athena e outros que não fossem cavaleiros em tempos de guerra, um lugar que abafava o cosmo de um deus. Sempre ia para ali quando estava com seus problemas, preferia escondê-los, suprimi-los ao máximo, porém esquecia que ele não podia fugir de si mesmo. Não podia fugir do sentimento de não ser o Grande Mestre para proteger o Santuário que tanto ama, Santuário ao qual ele fez tantos sacrifícios como o de seu amor e de seu irmão que padeceu como um criminoso indigente. Tudo isso para ser rejeitado, ter seu maior sonho destruído.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;-Está vendo o que ganhou com tanta devoção? Apenas ingratidão.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A voz parecia com a sua, parecia que vinha de todo lugar e de lugar nenhum ao mesmo tempo. Será que Kanon, seu irmão, havia sobrevivido? Somente ele poderia achá-lo ali, mas era impossível que estivesse vivo. Ninguém sobreviveria. Ninguém sobreviveu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- Ainda com remorso por ter matado seu irmão? De ter estripado uma parte de você? E não, não sou seu irmão, mas sou parte dele, sou tudo que você reprime e anseia. Eu sou você.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não pode ser. Não sou como meu irmão. E não estou ficando louco. – O cavaleiro de Gêmeos tapava os ouvidos com força, quase estourando sua cabeça. Era apenas uma situação traumática para ele. Forçava sua mente a também suprimir aquela voz, mas ela apenas se tornava cada vez mais clara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- Não adianta, eu sou você. E não me confunda com seu irmão, ele morreu injustamente, sem um julgamento de seus semelhantes, pela pessoa que ele considerava mais importante. Morreu pelas suas mãos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ele era um traidor, um assassino, um conspirador. Queria governar a Terra, não queria ser mais vassalo, mas sim um suserano! – Gritava Saga com os dentes cerrados, e quase estourando sua própria cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- Não! Ele queria a mesma coisa que você tentou desejando ser o Grande Mestre. Apenas proteger com as suas próprias mãos tudo que acreditava. Ele podia ser maligno em sua concepção cega e manca, mas ou você morre como herói ou vive o bastante para ver você mesmo se tornar o vilão. Por isso que ele contou para você, ele lhe deu a missão de ser o seu limite moral, a sua âncora, e o que você fez? Trancafiou-o para morrer de acordo com seu parâmetro de justiça.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mestre Shion concordaria comigo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- E acha justo o que ele fez? Quem por acaso é a justiça? Ele ou Athena? Você ou Athena? Athena é apenas uma arma, um instrumento, o real deus é o Grande Mestre que manipula uma criança, ensinando-lhe sua justiça. A justiça é questão de um ponto de vista, não há justiça absoluta. Tudo é uma guerra que o vencedor conta a história.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não é verdade. A justiça é como a direção de um vento, é como a gravidade. É única e verdadeira, não tem lado, não tem desvio e é incorruptível, somente essa é a justiça verdadeira. – dizia Saga repetindo seus ensinamentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- E que justiça há em um irmão matar o outro? Que justiça há em um homem e uma mulher que se amam não poderem ficar juntos? Que justiça é essa que não permite um pai cuidar de sua filha?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquilo era monstruoso para Saga, ouvi-lo dizer tudo aquilo, mas não na voz de seu irmão, e sim na sua voz. Uma justificativa para ele aceitar se corromper por uma boa causa, a sua causa. Quem melhor que ele para educar Athena, educar sua própria filha? Mas essa era uma decisão que não cabia a ele, e o cavaleiro de Gêmeos não iria ceder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Saga! Saga!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu nome era chamado, trazendo-o de volta daquele embate. Viu-se parado sem mover um músculo, por um momento que durou uma eternidade, sua voz não era chamada pela sua própria, mas sim por Alana, a sacerdotisa que possuía a próxima reencarnação de Athena no ventre. A única mulher que com uma palavra podia trazer a realidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Alana? O que faz aqui? – Saga via a mulher que tanto amava grávida correndo para os seus braços sem sua guarda pessoal de cinco cavaleiros de prata, sem o Grande Mestre e sem o futuro Grande Mestre Aioros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sacerdotisa apenas corria em sua direção, abraçando seu amado com a armadura, que era feita para resistir ao mais poderoso golpes, resistindo por eras. Era impotente perto de um abraço da pessoa amada. Alana, apesar de ser dois anos mais velha que Saga, era uma flor perto do cavaleiro de ouro da casa Gêmeos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Fiquei preocupada, não o vi no salão cerimonial. Não sabe o quanto você me assustou! – A preocupação da sacerdotisa dos cabelos violeta era genuína, o amor que ela nutria pelo cavaleiro era de maneira tão grandiosa que o desarmava contra qualquer ação que ele visse que a negasse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abraçada e aconchegada em seu peitoral, Saga tentava abraçá-la com cuidado para que a intensidade de seu abraço não a ferisse. Ao mesmo tempo sentia o corpo mole, rendido àquele ato de carinho. Não queria fazer nada há não ser retribuí-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mesmo assim, meu amor, você não pode estar aqui. – dizia Saga. - É perigoso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Jagga está me protegendo, e Maya esta de prontidão para avisar qualquer coisa. – Sua amada olhava para seus olhos apenas saindo o mínimo de seu abraço para olhá-los. – Acho que temos problemas maiores que esse...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Sim. - Concordava com ela, com sério pesar. – Mas não sei como rever essa situação, fui o melhor que pude, tentei ser o melhor para o Santuário, mas foi em vão como você pode ver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Talvez seja o melhor, apenas fomos instrumentos de Athena. – Sorria Alana conformada. – Eu serei a santa que Athena escolheu para vir a Terra e você será o guardião da casa de Gêmeos. Talvez seja aonde podemos chegar graças aos planos divinos que eles reservaram para nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;-NÃO! VOCÊ NÃO PODE DEIXAR SUA FILHA E SUA MULHER DESPROTEGIDAS. SEM TOCÁ-LAS, AMA-LAS E PROTEGE-LAS. É O SEU DEVER COMO SER HUMANO. ESQUEÇA QUE É UM CAVALEIRO, SEJA HUMANO! &lt;/i&gt;– A voz que Saga ouvira e discutia em sua cabeça, que também era a sua, gritava em desespero. Parecia chorar. Seja quem fosse ele também amava sua filha e Alana, e ao contrario dele mesmo, ele expressava e se desesperava, luxo o qual ele próprio não se dava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Sim. – Saga assentia reabraçando-a. – Pode ser o plano divino, mas eu sempre as protegerei, custe o que custar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O casal se beijava com força como se aquele fosse o último. A voz entendia a mensagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saga seria humano...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;******&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos picos de Rozan, estava Mu ajoelhado perante o velho ancião da China que em sua concepção era o segundo no comando da Resistência Aioros. Ainda sim, era estranho demais um cavaleiro de ouro da casa de Áries ajoelhado diante de uma figura de aparência tão deplorável, mas Mu e Shunrey sabiam que o Mestre Ancião era mais que sua aparência, era sua experiência e sabedoria. Especulações sobre sua estada ali são diversas, mas ele mesmo nunca dizia, ela apenas rezava vendo o passar das eras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Os cavaleiros de bronze de Pegasus, Dragão, Cisne e Andrômeda estão protegendo Athena. Garan, o servo da casa de Leão está também no Japão, e deixei meus dois discípulos: Shiryu e Kiki, como suporte. – Mu era quase um militar se reportando para com o antigo cavaleiro de Libra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sinto uma magoa em você jovem Mu de Áries. Como se tivesse perdido uma vida nesse meio de caminho. – dizia Dohko.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim, mestre. - Mu se choca, ainda estava sentido com a morte da amazona de Fênix. Culpava-se por não conseguir salvá-la de Shaka de Virgem. A única que não estava nessa guerra, que estava em uma guerra pessoal e que foi convertida por Athena sem saber que era a Deusa que ela foi destinada a proteger. – Tentei salvar uma amazona de bronze, mas ela foi morta por Shaka. Eu não entendo, já que Shaka é o mais próximo de nós dos deuses, o cavaleiro mais poderoso, e ainda cai na rede de intrigas que é o Santuário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não se abale, Mu. – dizia Dohko em uma sabedoria pausada. – Shaka ainda é uma criança, ele busca iluminação porque talvez seja o mais perdido de nós. Shaka fechou os olhos para tudo no mundo, fechou a alma para as pessoas para entender melhor o mundo, porém ele se esqueceu que o mundo não é feito de deuses, mas sim de pessoas. Ele pode ser o mais próximo dos deuses, mas ainda é um humano. Athena prega que a compreensão deve vir de compaixão, não por lógica ou equilíbrio. Athena prega a proteção e não a guerra pura e simples. Athena não quer isolacionismo, mas sim o acolhimento, se fosse ao contrario, porque reencarnar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mesmo assim, mestre. É injusto! – Mu por mais racional que fosse era ainda um ser vivo com sentimentos que o regiam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Por isso que existimos, todos nós temos uma função de corrigir as injustiças, algumas coisas nunca mudariam. Veja Aioros, um dos cavaleiros mais valorosos de Athena e o que ele teve como recompensa? Uma família morta, um irmão que lhe odeia e que largou mão de todos os seus ideais e de seu nome sujo com o mais vil dos traidores. – dizia o cavaleiro de Libra. – E não acho que seria diferente em qualquer outra situação, a pior das hipóteses seria não existir a “resistência Aioros” para lutar contra essa teia de mentiras. Veja o verdadeiro líder da “Resistência Aioros”, ele é o maior injustiçado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Injustiçado?! Acho que ele é um manipulador andando para o lado que mais lhe é conveniente. – Mu se arrependia de suas palavras. – Desculpe, mestre. Não sou ninguém para julgá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Relaxe, você ainda é jovem e ainda guarda muita mágoa dele. – dizia Dohko com uma risada leve e senil. – Mas ele quem começou a revolução, ele é o líder, mesmo que não possa fazer muita coisa morto. Como eu disse, todos temos uma missão de vida, a dele é que nem a do Aioros que conhecemos. Ser o Mal necessário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De repente, Dohko abaixa a cabeça, em um momento de tristeza mórbida que nem mesmo Mu consegue decifrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E mais sacrifícios foram feitos... – Dohko sente a partida dos cosmos dos cavaleiros da Coroa Boreal e de Cefeus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;******&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marin, a amazona de Águia, gritava mais uma vez, com esse era o oitavo grito da noite. Seu oitavo pesadelo. Asterion de Cães de Caça lançava uma sugestão de pesadelo para cada vez mais malear a mente da amazona de prata que era um escudo impenetrável, não conseguia decifrar a mente dela, não conseguia saber de nada além do que ele já sabia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estavam na praia, sentada na areia, enquanto Asterion estava sem as pupilas dos olhos. Tentando adentrar a mente de Marin, e Moses, o cavaleiro de prata de Baleia, estava entediado olhando o mar, a única coisa que lhe acalmava, pelo menos naquele momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Asterion pela oitava vez saía do transe, deixando cair a oitava lágrima de sangue. Um efeito colateral de seu dom quando não consegue o que quer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Larga de mão, Asterion. Vamos mandar essa vaca para o Santuário. Aposto que o Grande Mestre vai adorar essa traidora. – Moses era um homem rústico e de ação, odiava qualquer trabalho que não fosse combate, pelo menos enquanto cumpria sua função como cavaleiro. Ele já era um veterano de guerra, tudo que queria ou era uma guerra aberta ou paz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sabe que eu não consigo. – Por mais que tentasse, Asterion não conseguia parar com algo incompleto. Ele sempre queria mais, queria fazer além do seu serviço. – Quero descobrir o que Marin tanto esconde, mas acho que não vamos conseguir assim, precisamos de algo mais; mas o quê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ela não tinha um irmão? Acho que era o cavaleiro de Pegasus! –dizia Moses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E Pegasus está vivo... – Asterion iria cumprir mais que sua missão novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Santuário, o Grande Mestre estava ansioso. Cada segundo que se passava era angustiante para Ares, todo aquele tempo de espera. A equipe que ele mandara para o Japão para esconder as evidências e vigiar Shaka, não havia reportado o relatório. Havia mandado também dois cavaleiros de prata, Misty de Lagarto e Babel de Centauro, para eliminar os cavaleiros de bronze e Athena, que ainda não haviam retornado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- Você não vai conseguir, Ares. Eles estão certos, Athena está do lado deles, e você está confuso. Como você pensa ser o “novo deus do mundo” ao lado da deusa da discórdia?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- CALE A BOCA!!! – Gritava Ares em mais um de seus surtos esquizofrênicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;¬- Você sabe que vai perder, não há chance de você existir sem a Eris. E Athena vai vencer. Ela tem a Vitória ao seu lado.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Errado, Saga. – Dizia Ares em mais um diálogo \ monólogo. – Ninguém sabe onde Vitória está…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- Ela sempre estará ao lado direito de Athena. É o lugar dela, e ela sempre estará lá!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eris\Athena entrava no recinto, a mente de Saga se esvaia e Ares saía de seus transe, acordando de maneira assustada via a doce menina loira que era a reencarnação da deusa da discórdia. Ares realmente não sabia o que era pior: ser assombrado por Saga ou ser manipulado por uma garota que é a reencarnação do mal?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que foi, meu escolhido? Ainda o seu “antigo eu” lhe incomodando? – A voz de Eris era inebriante, era aconchegante, era boa demais para ser verdade. Era difícil não aceitar aquela voz lhe manipulando, mas por isso que ele era o “seu escolhido”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Nada, minha jovem deusa. Apenas aflições contínuas que logo serão estripadas. – Ares evitava que Eris dominasse sua mente sibilando suas mentiras. O grande problema de ouvir o que Eris dizia era perder sua própria vontade. Era só observar o Santuário, todos ajoelhados perante a um falso Grande Mestre e a uma Falsa Deusa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não se preocupe, vou logo acender ao status de deusa. Basta nossa querida “Athena” morrer, e imediatamente eu me fortalecerei, me tornando a nova deusa desse mundo. – Eris abria a enorme cortina cerimonial deixando o sol entrar. – Logo, não precisamos mais se esconder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-&lt;i&gt;“Quando uma mentira se torna realidade, o mundo será o errado”&lt;/i&gt; – Sussurrava Saga pelos lábios de Ares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Disse algo? – Indagava Eris.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Nada. – Ares escondia a verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Okko estava ainda sentindo a costela e o braço esquerdo reclamando, porém graças ao treinamento de cavaleiro, seu corpo se recuperava bem. Estava habituado a quase morrer e melhorar repentinamente. Tirando Pandora, ele era o melhor da equipe. Thouma mal conseguia respirar sem dor, foi lhe dado uma cadeira de rodas para que se locomovesse que era empurrada pela doce Mihu. Isaak estava entre a vida e a morte, sempre agonizante, pois seu sangue contaminado estava sendo expulso de seu corpo, e Pandora não saia de seu lado, sempre com uma toalha umedecida cuidando de Isaak.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguém quase nas mesmas condições de Isaak era Shiryu. O jovem cego cuspia sangue, apertava o coração tentando fazer ele não explodir, pois era isso que ele sentia. Kiki apenas rezava pelo seu irmão de treinamento sofrendo com seu karma e orava para quem quer que fosse para que ele não morresse, descia para a reunião deixando os dois cavaleiros abatidos nos cuidados da amazona sobrevivente, enquanto Garan cuidava para que o coração do cavaleiro voltasse a sua ritmia normal, sincronizando o seu cosmo com o de seu paciente. Shun, por sua vez, estava sentado no hall de entrada com Hana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Está bem mesmo, minha amiga? – Shun apesar de um rosto jovem, exalava segurança e um ombro amigo. Uma segurança indescritível para Hana que estava abalada no momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Realmente não sei. – Hana sentada com um vestido branco pertencido a mãe de Shun, estava quase em posição fetal, com os lábios tremidos e olhos mareados. – Dizem que sou uma deusa, pessoas morreram. Pessoas morreram por minha causa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hana desabava em um choro de desespero. Não havia divindade naquilo, aquele choro era tão humano quanto qualquer um. A jovem não entendia porque a necessidade deles se matarem, de se sacrificarem por ela. Shun abraçava a jovem das flores, a família Harusuki e a família Amanya sempre foram amigas, e Shun e Hana sempre foram como irmãos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Hana, ao que parece você é uma deusa de paz e proteção. Você é uma guia, talvez você seja a única que possa parar isso. – Shun colocava Hana contra o peito alisando seus cabelos púrpuras, como sempre fazia para acalmar sua amiga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu? Uma deusa de paz e proteção? Eu não consigo sequer me proteger, o que dirá ser uma deusa de proteção! – Hana tentava conter o choro, era desesperador para ela saber que pessoas morriam por sua causa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vai ver que por isso que essas pessoas existem. Para que você possa se importar com o mundo e esses “cavaleiros” se importarem com você. – Shun fala isso com uma convicção impressionante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mestre Amamiya esta certo, jovem Hana. – dizia Garan que descia pelas escadas com Thouma em uma cadeira de rodas, Okko com o braço ferido e sendo apoiado por Mihu e Kiki. Pandora não descera, pois estava cuidando das feridas de Isaak e Shiryu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O servo da casa de Leão deixava Thouma próximo ao sofá sendo amparado por Mihu, enquanto Okko sentava-se em outro sofá e Kiki saia da cozinha comendo diversas frutas encontradas na dispensa encostando-se em uma parede devorando uma maça. Garan era o único em pé, em uma imponência que mesmo tendo no lugar do braço esquerdo uma peça metálica e não possuindo um olho, que era tomado por uma grossa cicatriz, como um líder era completo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Deixe-me explicar o que realmente se passa, Athena. – Garan começava a falar até ser interrompido por quem ele achava que era a sua deusa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não sou essa Athena, me chame de Hana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Perdão, sei que estamos forçando você a esse título, mas você não sabe o quanto você é necessária. – Garan deixa a voz de professor estremecer um pouco com a emoção de encontrar a verdadeira Athena. – Deixe-me explicar o porquê de todos nós estarmos dispostos a dar nossas vidas por você.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Me forçando? – Hana levantava, exaltada, não querendo e nem assimilando muito bem aquelas informações. - Vocês me outorgaram a um título que eu não sou e nem quero ser, sou uma órfã, adotada por um casal de japonês. Não sou nenhuma reencarnação de uma deusa pagã destinada a proteger o mundo, sou apenas uma estudante de letras. Só!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hana caía e chorava novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vocês são pessoas com suas vidas, seus sonhos, suas esperanças. Vivam elas. – Hana caía no sofá, nos braços de Shun, que como um pai consolava uma filha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Nossas vidas são devotadas a você, jovem Athe... – Garan se consertava. – Jovem Hana, a diferença de nós e você é que sempre soubemos que estávamos destinados a isso. Fomos forjados para esse momento, para servi-la. – Era complicando para Garan explicar a complexidade de ser um cavaleiro de Athena, você ser destinado, querendo ou não. Alguns até hoje caiam em contradição até hoje. – Veja a amazona de Fênix que se sacrificou em seu nome, deu a sua vida para protegê-la, mesmo nem se considerando uma amazona de Athena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- EU NÃO SOU ATHENA!!! - gritava Hana. – SOU HANA HARUSUKI!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu sei que você é Hana, mas você também é Athena. Aioros se sacrificou para que você pudesse sobreviver, não porque você era Athena, mas sim porque você era uma criança. – Garan parecia se tornar um pouco mais sofrido com suas palavras. – Ele faria isso por qualquer criança. E a prova que você é Athena, é que você está com a armadura de Sagitário. A herança de Aioros para a sua deusa-menina, ele sacrificou tudo, sua vida, seu amor, sua honra, em nome de Athena. Por isso que nos intitulamos a “resistência Aioros”, ele é o maior de nossos mártires.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então, explique porque vocês acham que ela é Athena? – indagava Mihu, a melhor amiga de Hana, que empurrava a cadeira de Pegasus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Aioros deteve um plano maligno que visava o assassinato da reencarnação de Athena e trocá-la por outra criança. Sabendo o assassino iria tomar o lugar do Grande Mestre do Santuário, sendo o porta-voz de Athena. Ele fugiu com Athena para fora do Santuário. Foi caçado sem misericórdia, e todos que os caçaram acreditavam que ele tentou matar Athena. Pensaram que o plano que estava ocorrendo era o de Aioros, mas não era. – Garan lacrimejava e tremia ao contar a história. – Aioros era o símbolo de humanidade e de honra no Santuário de Athena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E esse santuário? O que pode fazer contra o governo do mundo inteiro? – Shun era metódico, mas era um fato. Vários exércitos contra quatro dúzias de pessoas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Muita coisa. Um cavaleiro de bronze tem o poder de derrubar um país com uma milícia bem-preparada, um cavaleiro de prata tem o poder de desafiar um país bem-preparado militarmente e um cavaleiro de ouro é tão poderoso que só um pensamento dele é equivalente a um cavaleiro de bronze. Todo esse poder ligado a toda devoção que os cavaleiros têm para com o Santuário e para com Athena em mãos erradas é catastrófico, mas graças a nós, a Resistência Aioros, a situação não está pior. Estamos causando uma guerra interna no Santuário contra o falso Grande Mestre com sua falsa deusa. Nem tínhamos mais esperança de encontrá-la, até que o cavaleiro de ouro de escorpião informou no Santuário que encontrara a armadura de Sagitário. – Garan respirava fundo ao contar bem resumida a história, mas sem omitir nenhum detalhe importante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história parecia um absurdo, parecia um conto de fadas ou no mínimo uma história ruim, mas explicava muita coisa. Explicava até mesmo aquela conversa, explicava as pessoas que tentavam matá-la. Até mesmo Mihu e Shun, que não tinham relação com os cavaleiros e nada daquilo, acreditavam naquela história. Hana estava chocada demais e chorava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Já disse, não quero ser deusa, não quero que mais mal seja causado; quero só que as pessoas sejam felizes, que tenham suas vidas, quero só paz. – dizia Hana ainda chorando nos braços de seu irmão de consideração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Isso é o mesmo de dizer que somos tolos que sacrificam suas vidas por uma ilusão. – dizia Garan se abaixando para olhar Hana nos olhos. – E nós queremos ser esses tolos. Queremos. Fomos talhados para essa tolice e escolhido pelas estrelas para essa tolice. Queremos apenas a paz e a sua felicidade. Todos nós nascemos para lhe adorar, e não sei quanto aos outros, mas o que me contaram era verdade. Você deve ser a pessoa mais bondosa desse mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hana olhava para todos os outros presentes na reunião, e todos confirmavam, fosse com um aceno, um sorriso ou mesmo um simples olhar. Aquilo emocionava Hana, pensando que eles estavam enganados, mas que não podia decepcioná-los...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pandora sabia que, taticamente para sua missão, deveria estar na reunião. Na verdade ela deveria ter matado Hana quando teve chance, no entanto se via cuidando dos cavaleiros de Athena abatidos. Era mais natural para ela que havia nascido para ser uma sacerdotisa e não uma guerreira, porém não uma sacerdotisa de cura e sim uma clériga da morte, servindo como porta-voz para Hades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda não sabia por que possuía tanto cuidado para com o cavaleiro de cisne, nem o porquê de se colocar na frente dele, sendo que havia sentido hostilidade em relação a ele. Pensava que poderia ser pela Morte Negra, o golpe que mesmo que seu usuário morresse lhe garantiria uma companhia para o Tártaro. Havia algo nele que Pandora não sabia realmente o que era, mas que lhe chamava atenção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pandora tirava a máscara e revelava seus olhos de cor violeta, a mesma que impermeava sua armadura de Andrômeda. Aquela máscara lhe sufocava, não por ser uma máscara, pois o objeto era claro e se modelava com seu rosto, mas por sentir que com aquela máscara todos sabiam que ela tinha algo a esconder. Albior de Cefeus sabia... Albior era sábio e inteligente, não fazia ainda sentido que ele a mandasse para “proteger” Athena. Logo ela. Ele simplesmente poderia não ter mandado ninguém, Heda, Spika e June tinham mais lealdade em um fio de cabelo do que ela mesma em toda a sua existência. Seria ela apenas um mero joguete dos Deuses-Gêmeos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ei, você. – Pandora se assusta. - Se não estiver muito perdida em seus pensamentos, poderia pegar um pouco d’água para mim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pandora percebe que era o outro paciente, o jovem com cabelos longos trazido pelo jovem Lemuriano, quase a beira da morte. Estava de olhos abertos, olhando diretamente para ela, apesar de ainda deitado em uma péssima posição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Melhor colocar sua máscara. Uma amazona não deveria tirá-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desesperada, a falsa amazona pega a máscara com certo desespero e a coloca rudemente no rosto, tanto que a deixa cair. A cena era acompanhada por um riso do cavaleiro que acabava de acordar. O que ela não compreendia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Do que está rindo? Terei que lhe matar se ver o meu rosto. – dizia Pandora evocando uma tradição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Por que eu sou a regra a sua exceção. – ria Shiryu leve e divertidamente. – Sou cego, sou a pessoa que você menos deve se preocupar em ver seu rosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pandora notara que ele realmente olhava fixamente para o vazio e não diretamente para ela, mas por via das duvidas ela ainda colocou a máscara. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Posso apenas imaginar com as informações dos outros sentidos, além de confiar certamente no meu sétimo sentido. Aprender a ver claramente o fluxo de cosmo de uma pessoa. – dizia o cavaleiro consciente e com o dorso nu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu tenho essa capacidade, mas só sinto como um arrepio. – dizia Pandora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ela substitui a minha visão, é como se eu visse tudo contra uma luz. Admito que estou privado dos detalhes, mas ainda sim consigo viver e ser um cavaleiro. – Shiryu dizia isso com orgulho e não com a esperada angustia. – E o cavaleiro de Cisne? Como está?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Mal. – Pandora respirava fundo como se o que ela iria dizer fosse uma fraqueza dela. – Foi acertado pela morte negra. Agora está sangrando e beirando a morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então não há nada que possamos fazer, só esperar que ele não atravesse a porta que divide o mundo dos vivos e dos mortos. – O cavaleiro sem armadura recitava a frase como cotidiana. – Também vivo nesse estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Como assim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tenho um sério problema cardíaco, toda vez que elevo meu cosmo demais meu coração não suporta, posso viver muito bem sem ser um cavaleiro, mas assim a vida não seria completa. Você deve me entender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim. – Não. A amazona não entendia, se ele podia viver como uma pessoa normal não fazia sentido ele ser um cavaleiro. Ela mesma queria ser uma pessoa normal. Era impossível aceitar que alguém havia escolhido essa vida por vontade própria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pandora se via humana demais, lembrava da luta contra o Andrômeda Negro. Os deuses-gêmeos possuíram sua mente e seu corpo. Tinha que afastar sua própria humanidade de si mesma...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;***** &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Avezzano, vila da Itália. Seis anos atrás...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O jovem cavaleiro de ouro da casa de Câncer olhava a devastação de uma pequena cidade e chorava sobre um cadáver. Tudo era destruição, ainda com as cinzas quentes, cadáveres recentes. Sabia de quem era obra, do homem que lhe treinou, que lhe deu seus poderes e técnicas. Era discípulo de um monstro. Giovani achava que era capaz de quebrar o ciclo de violência, mas viu que ele mesmo era parte desse ciclo sendo que o corpo que ele carregava no colo era de Alessa, sua noiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo por causa de uma omissão, por causa de esperança das pessoas serem boas e puras em essência, se enganara profundamente. Sua terra amada, sua mulher, sua honra, seu orgulho, morto e queimando em cinzas. Podia sentir o cosmo daquela cria do inferno com o poder de incinerar tudo que é vivo. Seu toque só trazia destruição e seus ensinamentos eram uma enfermidade para o mundo. Esse era Nabal, o Demônio dos Demônios, como era conhecido entre seu povo: os Lemurianos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixava o corpo de sua amada, iria vingar-se de tudo que ele causou de desgraças para esse mundo, inclusive a ofensa de ter nascido. As suas lágrimas se tornavam espíritos de um resto de humanidade de Giovani que morria naquele momento assim como tudo que ele amou. Caminhava para vingar a morte de Giovani, pois a partir de agora ele seria Máscara da Morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nabal havia concluído o treinamento de seu discípulo e o esperava ansiosamente...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1890524997916153226-710554319763827141?l=assassinodedeuses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/feeds/710554319763827141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2010/12/alma-nova-12-dualidade-quando-os-deuses.html#comment-form' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/710554319763827141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/710554319763827141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2010/12/alma-nova-12-dualidade-quando-os-deuses.html' title='Alma Nova 12 – Dualidade: Quando os Deuses são os Humanos.'/><author><name>Demiris Ikarus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14863139989794869952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SUupetsftoI/AAAAAAAAAzY/YXuGqaC9M6o/S220/musicas_espada_de_ovo.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1890524997916153226.post-5063736709999072575</id><published>2010-04-25T21:50:00.003-03:00</published><updated>2010-05-02T22:04:33.330-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alma Nova'/><title type='text'>Alma Nova 11 – Choros de Tempestade.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;No Último Capitulo...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;As lutas começaram, Kiki e Shiryu lutam por suas vidas contra os cavaleiros de prata Babel de Centauro e Misty de Lagarto. Enquanto isso, os cavaleiros de bronze continuam desaparecidos e Marin em sérios apuros, depois de ter sido descoberta. E ainda com os cavaleiros de ouro cumprindo ordens de aniquilar a Resistência Aioros.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;As lutas começaram, o Santuário começa a atacar às cegas, mas acertam em alguns alvos. Quem irá prevalecer? A Resistência Aioros ou os cavaleiros do Santuário manipulados pela falsa deusa Athena?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Não perca mais um capítulo de Alma Nova...&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Não acredito que você se tornou um cavaleiro de Peixes, estou muito orgulhosa de você! – dizia a garota com seus vinte anos, de cabelos beirando ao branco, mas com uma suavidade de verde-água quando tem batido luzes solares sobre si. Naquele dia que era o maior de todo ano, naquela terra fria e congelada da Groelândia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era ela bela, muito bela. Uma beleza conseguida apenas por aqueles que possuem esse dom na família e muita sorte. Ela realmente tinha orgulho de seu irmão, ele treinara e lutara por aquela armadura que era tão bela. Tão bela que talvez ofuscasse toda a sua beleza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Que é isso, mana. Sabe que me esforcei o suficiente para conquistar a armadura, e com uma rival como você, escolhida também para suceder a armadura de peixes. Foi páreo duro. –Dizia o cavaleiro de peixes que era maior que sua irmã, ofuscado pelo sol fraco daquela terra, reluzindo a ouro. –Mas foi bom você não ter conseguido a armadura. Não gostaria de ver sua beleza maculada por tanta maldade e crueldade da vida de um cavaleiro de Athena...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;******&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No quarto das crianças no orfanato Filhos das Estrelas estavam desmaiados os cavaleiros de bronze Thouma, Okko e Isaak, desmaiados em cima de camas, e Pandora estava consciente cuidando dos seus companheiros enquanto Hana estava encolhida em um canto do quarto e chorava copiosamente. Tantas pessoas já haviam morrido por causa dela, e agora uma criança lutava para protegê-los, Hana amava as crianças do orfanato e nunca iria colocar uma delas para lhe proteger. Era mais provável que ela morresse no lugar dela, e ela até tentou, mas levou um tapa de Pandora que se martirizava agora por bater no rosto de uma Deusa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém Pandora não sabia muito bem o que fazer com a cabeça tão confusa, se martirizava por bater em uma deusa que nem ao menos tinha sua devoção. Tinha a missão de protegê-la, mas porque simplesmente não a deixara sair para morrer pelas mãos de seu próprio cavaleiro? Ela se auto convencera que estava fingindo que queria sua proteção, mas o fingimento era real demais. Tinha que lembrar que era monitorada mentalmente pelos deuses gêmeos da morte e do sono. E a imagem do rosto do diretor do orfanato lembrava instintivamente a Hades...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o pior de tudo isso, entre as suas questões e indecisões de escala divina, parecia ocupar sua mente mais do que seus pensamentos era o cavaleiro de cisne, que tinha manchas negras como o ébano. Ele se debatia, estava em uma febre assustadora e ainda gritava algo sobre seu mestre e uma mulher chamada Mikkeli. Isso lhe deixava nervosa, com a força e intensidade que ele gritava. Ela sabia que aquilo era a conhecida “Morte Negra”, uma praga que devora o corpo, alma e cosmo. Tentava lembrar como era a cura, mas não lembrava devido a sua mente confusa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto isso, Hana só pensava em como se metera naquele turbilhão de coisas, sendo atacada por aquele cavaleiro de negro. Ou mesmo quando aquele homem de cabelos cacheados azulados havia lhe encontrado, mas ao que parece era tudo por causa dela e daquela urna dourada que estava a sua frente. Achava-se uma idiota por deixar logo “aquilo” no orfanato, atraindo esses seres sobrenaturais chamados “cavaleiros de Athena”. Achava que Shun iria lhe culpar para sempre, achava que as crianças podiam morrer com aquela idiotice que fizera, ela mesma achava que era melhor ela ter morrido para aquele cavaleiro negro. Ela fazia tudo, menos se preocupar consigo mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nenhuma das duas queria ver o que acontecia do lado de fora, Hana só queria que aquilo parasse, Pandora sabia que o melhor era olhar para o caso daquele aprendiz fosse derrotado, mas não conseguia se concentrar devido ao turbilhão de pensamentos e indagações que passavam por sua mente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis que ambas repararam que o barulho havia acabado e as luzes vermelhas não apareciam mais como um reflexo na parede. A luta estava terminada e passos vinham em direção do quarto. Pandora puxava Hana com uma força que ela não parecia ter, e já preparava para atacar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A maçaneta começava a girar e a porta a ranger, abrindo rapidamente...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era Shun, e ambas respiraram aliviadas, mas com ele estava um homem gigantesco, com cabelos loiros e curtos e com um dos olhos que não abria por causa de uma cicatriz enorme e grossa. Estava com um sobretudo marrom, e roupas esportivas, como qualquer pessoa do mundo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Er... Este é... Amigo do Mu... – Hana não fazia idéia quem era e nem Pandora, mas só no anuncio do nome de Mu, já lhe arrepiara. De acordo com seu mestre, Mu era o mestre de Jamiel, e ainda o verdadeiro coordenador da resistência Aioros. Agora fazia sentido quem os salvou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Olá, sou Garan. Um servo da casa de Leão. –Shun estava assustado, pois ele viu o que aconteceu com o aquele cavaleiro que manipulava as chamas, tivera um rombo feito no meio do peito, e apenas caiu, sem ao menos saber o que lhe havia atingido. Eram monstros em forma humana. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Garan ia imediatamente em direção a Isaak, chegava a ponto de derrubar Pandora sem o mínimo de cuidado, e atravessa Hana sem ao menos encostá-la. Pandora se levanta pronta para agredi-lo, e via que olhava para Isaak com olhos de curandeiro, não. Eram mais precisos como os de um cirurgião.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-É a morte negra. –Pandora dizia seu diagnostico para adiantar a cura de Isaak.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Eu sei... –Garan teve um olhar de desprezo. – Isso é obvio, e para isso só há uma solução...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mão esquerda é erguida e revela uma manopla de metal equivalente a uma mão humana, porém não havia espaço para uma mão, apenas se ela fosse atrofiada, era como uma mão biônica que não se movesse por energia elétrica, mas sim por cosmo. Mas o mais chocante ainda era que aquele misterioso homem estava prestes a atacar Isaak com um golpe com dois dedos direto, e era possível também ver o cosmo fluir para sua mão concentrando nas pontas dos seus dedos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imediatamente uma explosão de velocidade, e enquanto a mão de Garan descia, Pandora agarrava seu pulso. Era possível ouvir o metal ranger com a pressão que ela exercia, impedindo o golpe de misericórdia. Garan estava surpreso pelo potencial daquela garota, que exalava um cosmo púrpuro. Perguntava-se se ela era mesmo um cavaleiro de bronze, e ao reparar no paciente, aquela que todos estavam achando que era Athena estava debruçada sobre o corpo do cavaleiro de Cisne.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Não vou ver ninguém mais dos meus amigos morrendo. –Hana dizia sem olhar para Garan, com uma voz trêmula e lacrimejante, mas cheia de coragem e determinação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Essa não é a solução para a Morte Negra, eu sei que tem uma cura. –Pandora deixava seu cosmo púrpuro fluir até mesmo nos seus olhos de uma maneira intimidadora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Essa é a única... –Garan olhava diretamente aos olhos intimidadores da amazona de Pandora. -... Maneira de curá-lo. Tenho que abrir os pontos cósmicos para que com isso a “Morte Negra” saia junto com o sangue, é uma medida arriscada, mas no grau que ele esta, qualquer coisa é arriscada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era verdade, Pandora lembrava agora da cura citada pelo seu mestre, Albior. Lembrava que a Morte Negra deveria ser tratada o mais rápido possível. Ela vem com um golpe geralmente e não é sentida no momento, apenas se encubava acumulando os danos para atingir o corpo certeiramente, agravando ainda mais seu estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pandora larga o braço metálico de Garan, e tira levemente Hana de cima do corpo de Isaak, dizendo à Hana que estava tudo bem, que era melhor ajudarem Shun e Kiki. Tudo que queria era poupar a visão de Hana do que iria acontecer. Fecha a porta e tira a reencarnação de Athena do quarto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No saguão da sala, Shun estava no sofá, com a cabeça baixa, segurando levemente os cabelos. Como se algo o preocupasse, ou seja, tudo que ocorrera. Ouvia passos, era Hana sendo segurada por Pandora pelos ombros, que saia para os braços do diretor, chorando e pedindo mil perdões por colocar ele e as crianças em perigo, em uma cacofonia lamuriosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Shun a acalmava com todas as suas palavras de conforto para não dizer que a culpa era dela. Shun sabia que ela era a maior vítima daquela situação. Qualquer outro em seu lugar estaria a culpando, mesmo que guardasse dentro de si, mas não Shun. Ele acreditava que o mundo era um lugar bom, cheio de pessoas boas, que no máximo as pessoas sobreviviam, e que sua essência é bondosa. Talvez Shun fosse a pessoa mais bondosa do mundo e talvez realmente fosse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pandora apenas ficava parada em seu mar de dúvidas e devaneios, por trás daquela máscara que a sufocava. Perguntava-se o porquê de se preocupar mais com o cavaleiro de Cisne do que com sua missão, seja de proteger Athena ou mesmo para com os deuses que manipulam suas cordas. Até que a porta abre abruptamente, revelando o jovem lemuriano carregando e arrastando um homem totalmente ferido...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;******&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Heda e Spika estavam inconscientes já, apenas June mantinha a consciência de maneira muito turva. Ela não conseguia acreditar, era inconcebível em sua mente aquele homem que estava a sua frente. Seu corpo e o dos outros guerreiros da ilha de Andrômeda não reagiam, seus cosmos haviam queimado há um nível perigoso, no qual suas vidas poderiam se esvair. Mesmo com suas armaduras, elas eram apenas pesos naquele momento, junto com as armas que vinham nela, que era inútil. E aquele monstro em forma de gente nem ao menos descruzou os braços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cavaleiro de ouro não se movera um momento sequer, mas seus golpes vinham, não era psiquismo, não era nem ao mesmo um golpe de energia. Era possível sentir o punho do imenso adversário em seus corpos, rompendo sua pele e lesionando seus órgãos internos. E isso sem se mover, talvez apenas querendo que eles morressem, eles morreriam. Os cavaleiros de ouro não faziam jus a sua fama, eles eram muito mais fortes ainda. Mesmo os cavaleiros de bronze eram muito acima dos humanos normais, mas nem eram o poder de um dedo de um cavaleiro de ouro. O terror nos ossos da amazona era evidente e decepcionante para qualquer um que tivesse o mínimo de amor-próprio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E era pior do que June imaginava, pois Aldebaran nem havia usado sua força total, apenas o que ele chamava de “força contenção”, a força do touro dourado era absurda, assim como de todos os outros dourados. Aldebaran ao ver todos os jovens caídos imóveis, começa a andar lentamente, olhando a paisagem bela e letal. Esperava lutar logo com o cavaleiro de prata rebelde, de acordo com a fama do tal cavaleiro, não esperava que ele fosse se esconder atrás de seus valorosos discípulos, mesmo com sua imensa compreensão Aldebaran já estava repensando sua missão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anda aos poucos para dentro da ilha, observando tudo atentamente, e via que aquele lugar lembrava o Santuário Grego, porém mais afiado e menos clássico. Seguia o cosmo de seu oponente que estava do outro lado da ilha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*******&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Milo estava aos pés de sua escadaria, sentado e riscando um dos degraus com sua unha. Desenhava aleatoriamente, em um mínimo que era considerado vandalismo e um ato indigno para um cavaleiro de ouro, mas tamanhos eram os danos causados a cada dia a qualquer placa de mármore do Santuário apenas por citarem o antigo cavaleiro de Sagitário, ou mesmo quem era o antigo Grande Mestre. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tudo parecia piorar, e cada vez mais desde que Athena nasceu. As poucas vezes que estivera no Santuário durante sua fase de treinamento e a cerimônia para adquirir sua armadura tudo parecia piorar, os treinamentos, as gerações de cavaleiros que pareciam ter seus cosmos cada vez mais enegrecidos, parecendo mais máquinas que eram assassinas e apenas cumpriam ordens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cavaleiro de escorpião não achava aquilo certo. Acha que cavaleiros deveriam ser mais humanos que os próprios humanos para protegê-los. Cavaleiros tinham que trazer luz, e não somente fazer “limpeza” das trevas. Parecia que o marco dessa “Idade das Trevas” foi com a morte de Aioros e não com sua suposta traição. Afinal, já se passaram mais de 15 anos que aquilo acontecera... E só daí, que os “rebeldes” começaram a aparecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ele sempre pensava em Hana, na armadura de Sagitário e de como os cavaleiros de ouro começavam a esvaziar suas casas desde que ele relatara ao Grande Mestre Ares sobre a existência da armadura e de sua “guardiã”. Será que...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Já chega disso. –a voz grave e raivosa passiva de um leão prestes a atacar. –Afinal, de contas o que você é?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Como assim?! -Milo estava surpreso, não reparara a presença de Aioria. E pela voz ele estava o seguindo há muito tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Você é ou não é um traidor?! Se for, vou matá-lo aqui e agora! –Nunca viu Aioria tão raivoso. –Vamos! Diga!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Ficou louco? –Milo não sabia de nada que estava acontecendo, e muito menos queria lutar. –De onde você tirou isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Posso saber o porquê desse dialogo hostil? – Os passos eram de um militar, um verdadeiro executor. Um soldado que não precisava de Athena, seu próprio código de conduta era mais rígido que as ordens de Athena. Enquanto a palavra da deusa dava ordens e movia exércitos para a batalha, a dele dilacerava exércitos. Um cavaleiro que estava acima da ética de qualquer um, que todos temiam. Shura de capricórnio, o dito executor de traidores, já que ele mesmo sem armadura desafiara e lesionara o traidor de Sagitário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os olhos de Shura pareciam tão afiados quanto à fama do espanhol, era forjado para ser um “inquisidor do Santuário”, e acabava de ver Aioria tentando lhe tomar o cargo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Ou o que?! –Aioria estava desafiador, odiava seu irmão por trair o Santuário, mas odiava também Shura por ter matado sua família, exceto a que ele salvou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Não esta acontecendo nada, Shura. Apenas Aioria reclamando do meu vandalismo com o degrau do Santuário. –Milo odiava lutar, odiava matar e não queria ver cavaleiros de ouro se digladiando até a morte. –Logo mandarei um dos meus servos cuidar da minha “insolência”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Faça isso! –dizia Shura. –E cuidado Aioria, odiaria terminar completamente com a linhagem de traidores que assola o Santuário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sangue de Aioria começava a subir, pensava que poderia vencê-lo. Pensava que seu cadáver seria irreconhecível com uma cápsula do poder e poderia acusá-lo de traição. E Shura simplesmente começava a subir. Milo apenas queria que ambos saíssem de sua escadaria, até que uma jovem de cabelos verdes subia a escadaria. Era a serva da casa de Leão. Lithos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Mestre, você está ai! Fiquei preocupada com você. –De uma posição raivosa, ele passa a ser um Aioria protetor, até porque Lithos era sua protegida. –Vamos para a casa de Leão. –Começava a puxar seu mestre que não oferecia resistência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Milo respirava aliviado e ao mesmo tempo preocupado. Evitara uma guerra de três pessoas, mas agora sabia que era um dos suspeitos de ser um traidor. Uma guerra iria começar logo, e era uma questão de tempo até ela explodir. Só falta o lado inimigo, se é que ele é o “lado” inimigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rozan, as cachoeiras místicas e lendárias onde em eterna vigília se encontra o mestre Ancião. Em seu fardo enquanto admira toda aquela região crescendo, tem seus primordiais alicerce corpo e sangue de muitos cavaleiros e espectros, cobertos pelo minério místico do pó de estrela que cai sobre a região. Algo sempre nasce de guerras, dor e morte, pelo menos foi uma coisa boa. Aquelas plantas fortes, aquele chão poderoso, as águas selvagens e as pessoas que sobrevivem com humildade e respeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrava de seus irmãos de armas, até mesmo de seus rivais, todos mortos enquanto ele vivia. Cada batida de coração ele se recriminava por estar vivo. Queria estar na companhia dos outros cavaleiros, queria poder simplesmente viver ou morrer, mas ainda tinha a sua missão para seguir. Porém, pelo cosmo que se aproximava, seu tempo de confinamento iria acabar. Não sabia se sorria ou se lamentava, como sempre apenas aceitava o fato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vindo de uma pequena rachadura atrás de uma das diversas cachoeiras, surgia primeiro uma linha negra que se ampliava com um formato oval. De dentro daquele cosmo vinha gritos e lamurias de mortos fadados a caminhada dos mortos. Surgia aquele dos doze guardiões das casas zodiacais, o mais sombrio e soturno, capaz com a simples visão aterrorizar os sonhos de pessoas. O mensageiro da morte e guardião das portas do inferno que o faz simplesmente em nome de Athena. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo menos rezava-se para isso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Olá! Velhote. –Máscara da Morte, com seu olhar esguio de assassino e sanguinolento daquele italiano mórbido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;******&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cavaleiro de prata da Coroa Boreal estava meditando no meio do deserto da Sibéria com ventos que matariam qualquer cavaleiro que não fosse um guerreiro do ártico. Os ventos eram assassinos e congelantes. Congelando até mesmo a umidade natural da pele, o que causaria paralisia e tremedeiras compulsivas em guerreiros santos não acostumados com o frio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cristal sempre foi emocional demais comparado com seu mestre e com seu pupilo Isaak, intimamente, ele parecia mais com Jacob o qual deixara treinado em uma área onde os picos de gelo quebravam os ventos. Lembrava que sua missão não era apenas treinar, lembrava que ele não era apenas um cavaleiro de Athena e um membro da Resistência Aioros, mas que também era um Guerreiro Azul, um dos cinco com uma missão especifica, que ele pretendia passar para Isaak, mas que não seria possível. Teria que delegar seu peso para Jacob com apenas seus treze anos, pois sabia que seria a última vez que olharia para as planícies geladas da Rússia...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O motivo se aproximava em passos firmes e frios, com uma razão que acalmava até mesmo a tempestade de gelo, que era a Morte Branca, para os desavisados. Seu algoz era a pessoa que ele mais admirava, a pessoa que ele tinha como exemplo de vida, por que não, como deus. E esse mesmo Deus Ártico iria puni-lo por abandonar a religião, que era a mais pura racionalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto sentia ao longe o cosmo áureo se aproximando, começava a se levantar vagarosamente. E pensava porque aquela história toda era uma loucura, não fazia sentido aquela história de tanta conspiração e morte; mas seu coração dizia o contrário. Por haver tanta coisa duvidosa, que ela era. Era como confiar na existência do ar ou na gravidade quando se tem cinco anos, são coisas óbvias demais que não precisam de explicação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim chegava o cavaleiro de ouro, sua certeza agora era seu poder, sua razão só seria usada para combate. Razão e emoção fazem parte da mesma pessoa, intuição é o sexto sentido que todo cavaleiro tem que ter aprimorado. Finalmente conseguia vê-lo, e nunca deixava de se surpreender com a visão do mago do gelo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquele homem que aparecia envolto em uma névoa seca e fria, os longos cabelos azulados que em outras terras pareciam exóticos, ali parecia uma extensão do céu refletido no gelo. Com a capa que voava levemente, e junto com a sua armadura áurea, que lhe dava a imponência a qual era por direito dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um confronto de dois guerreiros do ártico, uma batalha monumental e histórica iria começar e ninguém registraria. Geralmente eram assim que as lendas eram contadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Máscara de Morte, o que faz aqui o cavaleiro de ouro da quarta fortaleza do zodíaco? Fico alegre em receber visitas, mas se tivesse avisado eu teria preparado algo. –A frase veio com um misto de humildade e ironia, junto com uma risada idosa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Máscara da Morte olha para a figura mítica e lendária no mundo dos cavaleiros de Athena. O que era irônico era que talvez o cavaleiro mais temido fosse um velho decrépito de menos de um metro e quarenta, o qual faltavam três dentes ou mesmo mais. Seria fácil demais se ele não fosse o cavaleiro de Libra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Desculpe velho, mas não sou muito sociável como você já deve ter ouvido falar. Vim aqui unicamente para lhe matar, nada pessoal, apenas ordens. –Uma risada mórbida e sem vontade alguma, praticamente a antítese total da risada de Dohko. Mas era a mais pura verdade, Máscara da Morte não tem nada contra o cavaleiro de libra, até mesmo tinha respeito pela figura já que o Mestre Ancião conhecera seu mestre. No entanto tinha que matá-lo, já que ele abdicara de sua consciência há muito tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Impressionante esses jovens cavaleiros que apenas “obedecem a ordens”, isso na minha época me pouparia de diversos problemas. Lembro-me de uma vez em que...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Todo velho mesmo gosta de enrolar ou é mesmo sua senilidade lhe afetando? –O cavaleiro de Câncer interrompe o discurso do velho mestre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Perdão, quando se vive tanto tempo quanto eu e sozinho. Quando se encontra alguém do mesmo oficio, ficamos com vontade de dividir as experiências, passar aos mais jovens sobre nossas histórias para que eles acertem onde nós erramos, para...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Você está começando a tornar isso pessoal, o bom que talvez eu tenha prazer nisso. –O cavaleiro italiano ia em direção ao misterioso cavaleiro de Libra para cumprir suas ordens. –E você? Não vai mesmo reagir?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Se eu fizer isso, irei descumprir ordens diretas de Athena, e você sabe que nós vivemos para cumprir ordens, não é?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Mais até do que você imagina... –Máscara caminhava cada vez mais em direção ao Mestre Ancião, até que uma jovem se jogara no meio de sua trajetória com o seu corpo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Não vou deixar você dar um passo na direção de meu mestre. –Era Shunrei que se colocava no caminho de Máscara da Morte, com sua constituição frágil, mas com uma vontade imensa. Tentava agir como Okko, mas não tinha aquela determinação e autoconfiança, e muito menos treinamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Há menos que você tenha o poder de suprimir seu cosmo inteiro e seja o próximo cavaleiro de Libra, sugiro que saia da minha frente, menina. –Máscara da Morte se satisfazia mais em matar Dohko do que Shunrei, até porque ela fazia lembrar o jeito sem autoconfiança própria e ao mesmo tempo com uma determinação ferrenha, assim como Gabrielle...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Não! Não vou sair!!! –Shunrei já com algumas lágrimas nos olhos, mas firme em sua decisão. E por um instante via Gabrielle com seus cabelos castanhos e cacheados e olhos escuros postos na sua frente, na mesma posição, com os braços estendidos, gritando com ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Shunrei, saia! –dizia o mestre Ancião para sua discípula. –Você não pode com ele. –Mas ela não queria saber, tinha que ficar lá e proteger seu mestre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Máscara da Morte começa a lembrar de tudo que era antes de ser Máscara da Morte, antes de não ter sua consciência. Lembrava de todos, todos que agora jazem na casa de Câncer. Isso lhe deixava com ódio de si mesmo, as memórias que ele reprimia tanto tempo começam a reaparecer, e nada lhe dava mais ódio. Iria torturar e matar aquela garota por abrir aquela ferida antiga. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levantava seu punho de maneira assassina, iria atravessá-la, mas não matá-la. Depois iria destroçar seu corpo no Yomustu Hirasaka e jogá-lo aos pedaços, mas não conseguia mais mover seu braço. Por um instante achou que era a sua consciência, mas da última vez que ela agiu dessa maneira ele completou o serviço e vomitou logo em seguida. E seu braço não tinha um cosmo próprio emanando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Agora mata inocente? Máscara da Morte?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Sempre matei, Mu de Touro...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*******&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aldebaran finalmente chegava a seu encontro, e não encontrava o que esperava. Viu um homem nobre, loiro, altivo trajando uma armadura de maneira nobre e respeitosa. Ele estava de costas, olhando para o horizonte. Com cabelos loiros ao vento, olhando o horizonte e o sol que começava a querer a desaparecer da ilha de Andrômeda ou mesmo procurava o melhor lugar para observar o que estava prestes a acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Fico agradecido que seja você a vir, esperava alguém com menos virtudes: como o Máscara da Morte ou mesmo aquele fanático do cavaleiro de Leão. –Albior se virava para o cavaleiro de ouro presente, e Albior poderia se passar muito bem por um cavaleiro de ouro. Sua postura autoconfiante, o ar de humildade e superioridade que todo o cavaleiro de ouro tem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Acho que nisso você tem razão, agora antes de nos combatermos, me responda: porque você mandou seus aprendizes primeiro e não me combateu? – Aldebaran não acreditava que um homem daqueles era capaz de uma covardia daquelas, principalmente daquela maneira inútil. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Discípulos idealistas são geralmente bem rebeldes, preferi você combatê-los a eu os atacar. Eles são como filhos para mim, só teria coragem para nocauteá-lo se fosse outro cavaleiro, agradeço a Athena por ser você. Foi bom para eles verem realmente o nível de um cavaleiro de bronze para um cavaleiro de ouro. –Albior só tinha sinceridade nos olhos, a mesma sinceridade que Aldebaran sempre carregou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O medo de Aldebaran era ser enganado por esses que eram os “traidores de Athena”, Athena estava no Santuário, e não era a primeira vez que tentavam um golpe desses contra o Santuário de Athena. Tinha medo que suas convicções fossem falsas, tinha medo de matar uma pessoa boa, tinha medo de deixar um algoz de Athena vivo. Pesando tudo, o lado que mais pendia era o de Athena, pois ele recebera ordens diretas de eliminar o cavaleiro de Cefeus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Colocava-se em modo de sua força de contensão, cruzando seus braços em uma posição sólida que muitos de seus adversários pensaram que era deboche, mas na verdade era a mais pura demonstração de poder e imponência do cavaleiro de ouro da casa de Touro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vendo aquela posição e o aumento de cosmo de Aldebaran, sabia que teria que vencer para convencê-lo. E preparava-se também. Albior deixava suas correntes criar vida, se espalhando pelo chão na forma de uma nebulosa. Albior parecia muito mais poderoso, pois agora todo o cosmo do cavaleiro de Cefeus fluía por onde tocava a corrente, como se parte da própria ilha de Andrômeda fosse ele mesmo. Além do próprio cosmo áureo reluzindo dele, o cosmo pertencido por aqueles que alcançaram o sétimo sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O incrível era que suas técnicas eram muito semelhantes: atrair o inimigo para sua defesa, para atacá-los. Era um momento tenso, até mesmo por ambos terem quase o mesmo nível de poder e técnicas similares. Era óbvio que um dos dois teria que largar a sua “defesa impenetrável” em nome de uma possibilidade de fazer o outro sair de sua defesa. Um verdadeiro combate digno dos mitológicos “mil dias de guerra” de cavaleiros de ouro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era algo aterrorizante, até mesmo para June que estava distante, colocando com ajuda de Spika e Heda, gravemente feridos, os que estavam em pior estado físico e mental. Sentiam na pele o atrito dos cosmos áureos, na forma mental de arrepios e terror, e na forma física de enjôo e espasmos involuntários. Mesmo sabendo que seu mestre era poderoso, nunca poderiam especular que seu poder fosse nivelado com o de um cavaleiro de ouro. Mesmo anoitecendo para os guerreiros feridos da ilha de Andrômeda, era um pôr-do-sol feito de cosmos dourados, que parecia mais vivo do que o do próprio sol. A amazona de camaleão agora sabia por que dizem que os cavaleiros de ouro são deuses com corações humanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-June, vamos sair desse inferno! –gritava Heda tirando ela de seu transe daquele crepúsculo artificial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Certo! Vamos! –June nunca considerou a ilha de Andrômeda como um inferno, mas sim como um lar, e até perder de vista seu lar, não deixou de olhá-lo, despedindo-se de seu mestre e de seu lar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;******&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kamus não acreditava, mas suas ordens eram específicas. Eliminar um traidor, que era seu próprio pupilo, seu irmão de armas, e um guerreiro do ártico assim como ele. Os cavaleiros de mesmo treinamento eram raros, e por serem raros e terem uma ligação de poderes e experiências eram considerados irmãos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cavaleiro áureo podia ser um iceberg por fora, mas por dentro era um verdadeiro turbilhão de confusão e emoções que passavam por dentro de si, que ele tentava abrandar com sua racionalidade e a inexorável ordem de eliminação vinda do Santuário. Seu pupilo era um traidor de Athena, alguém que ignorava a paz do Santuário e queria simplesmente o caos completo. E seu dever era eliminá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele não queria isso, não aceitava, mas se negasse tal ordem seria como se ele torna-se um traidor, como ele estivesse atacando a própria deusa-viva. E isso não era aceitável, trair sua religião, todos aqueles que morreram por um ideal de paz e manutenção no mundo, era uma heresia a tudo que Kamus acreditava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Andava devagar, querendo acordar daquele pesadelo. Queria no mínimo adiar aquele momento o máximo possível. Não queria manchar a sua terra-santa gélida com sangue, principalmente com um filho do deserto de gelo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já era possível sentir o cosmo de Cristal a poucos metros de distância. Era um cosmo de outro guerreiro, e não o mesmo Cristal que ele treinou durante anos. Um cosmo mais poderoso e refinado, cheio de certeza, inquebrável e transparente, como seu codinome anunciava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até que ambos se encontram, cara-a-cara. O pupilo e o mestre, os dois guerreiros do ártico, dois cavaleiros de Athena, os dois irmãos... Numa luta em que qualquer um dos deuses bondosos estaria chorando, a própria Athena, a verdadeira, estaria gritando desesperada para evitar essa luta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Por quê? – Perguntava Kamus ao amigo, mais serio e compenetrado do que nunca. – Porque você traiu o Santuário? Porque você traiu Athena? Porque você traiu os nossos ideais justiça e ordem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Kamus, meu mestre. Não sabe o quanto eu quis explicar, a cada vez que eu lhe encontrava depois daquele dia. Quando nós o encontramos... –Cristal fechava os olhos com força e lembrava-se daquele dia, quando Marin, Albior, Guilty, Mu e ele próprio, viram aquela conversa. – Infelizmente nem tentarei te explicar, até porque a própria realidade parecia ilógica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-O que aconteceu?! Eu só quero uma explicação plausível! –Kamus pedia uma explicação lógica. Apenas isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Não posso, e você sabe. –Cristal sabia. – Eu sei que você quer saber para ir atrás dos outros, mas o que eu posso dizer é que você não está seguindo o lado verdadeiro da Justiça. Aquela Athena não é Athena. Aquele Grande Mestre não é o Grande Mestre verdadeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vejo que eu te treinei bem demais a como estudar o inimigo, não é?! – Em parte era verdade, Kamus sempre tentava arrancar informações, mas dessa vez não era apenas isso, queria um motivo, queria saber o que levava Cristal a se tornar um traidor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cristal queria realmente falar, como depois daquele fato, como durante a vinda de Kamus para ver Isaak. Queria poder mandar uma carta contando tudo, queria mostrar o testamento que ele deixou para Jacob, na geleira a qual ele estava golpeando naquele momento. Na qual chorava, pois sabia que o mestre estava para se sacrificar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Acho que a hora das palavras acabou. E o sangue de um dos guerreiros do ártico iria macular o gelo puro da Sibéria. –dizia Cristal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Seja o meu ou o seu. – dizia Kamus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o embate mais doloroso da história do deserto de gelo: Gelo, Lágrimas e Sangue...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;******&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aldebaran sabia que ambos poderiam ficar ali vários dias, então resolveu atacar pelo menos para avaliar o potencial dele. E com uma simples rajada de seu poder e sem ao menos se mover, atacava Cefeus. As correntes reagem imediatamente, como um escudo, elas absorvem totalmente a rajada do cavaleiro de Touro, transformando aquela massa de poder, em alguma espécie de eletricidade que fluía pelas correntes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cavaleiro áureo se impressionava, a defesa das correntes de Albior se trata de absorver o cosmo lançando direcionando para seu próprio uso, o que denotava que ele não era um combatente, mas sim um manipulador de área, assim como é Kamus, Mu, Shaka, e outros... Sabia como lutar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante um piscar do cavaleiro áureo, Albior simplesmente desaparece como se fosse a mais pura miragem que nunca existiu, mas as correntes estavam lá. Em uma segunda olhada mais precisa esperando que fosse uma ilusão de ótica devido ao crepúsculo que acontecia, Cefeus aparecia do nada, mais próximo a ele aplicando-lhe um soco direto nas placas de metal, eficiente se não fosse contra ele. Um golpe que o nocautearia completamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aldebaran prepara seu enorme punho para esmagar o cavaleiro de prata, um golpe rápido preciso e simples, não para matar, apenas embalá-lo no manto de Morfeu. Seria simples, sem as correntes, sem a defesa de sua armadura era fácil demais... Fácil demais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sorriso de Albior fez o que tudo parecia mal encaixado se ajustasse. Notou que a sua orgulhosa defesa estava desarmada, e ele era enormemente inteligente, tão ou mais que Kamus. Descia o seu punho o mais rápido que podia com a ajuda da gravidade. E só sentiu pedras...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No piscar de olhos seguinte, o elmo do cavaleiro de touro voava pelo ar graças ao chute de Albior, que aparecia como um fantasma em pleno ar, com a perna esquerda esticada na nuca do gigante de touro. O corpo de Aldebaran era treinado o suficiente para aguentar aquele tipo de impacto, mas aquele golpe não era para causar danos físicos, mas sim lesionar o cerebelo e bulbo de seu oponente, que atingiria seu equilíbrio e coordenação motora. No instante seguinte, houve um segundo chute ainda em pleno o ar, e acertou a garganta de seu oponente com a ponta do pé em noventa graus com a sua perna, acertando em sua traquéia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A falta de ar e de equilíbrio de Aldebaran é quase que sentida automaticamente. Seu mundo era agora algo desfocado, desequilibrado e sufocante, aquela era a sua realidade graças por subestimar, por um instante, seu adversário. Aquele homem minava rapidamente suas forças não atacando diretamente, mas sim atacando suas funções motoras com cálculos quase cirúrgicos e em uma velocidade impressionante para um cavaleiro de prata. O cavaleiro de touro teria que prever o próximo ataque e detê-lo, mas isso era complicado com seu mundo se deformando e com você não conseguindo respirar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um soco na parte frontal foi o golpe que ele não previu e nem deteve, agora seu mundo tinha obscurecido, e mesmo não vendo seu mundo girar, a própria escuridão parecia alterar sua gravidade e seu chão. Albior era letal, a lenda de seu poder não era em vão. Inteligência tática, aliada a defesa das correntes de Cefeus e a uma velocidade que era assustadora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Albior finalmente colocava as pernas no solo da ilha de Andrômeda, e via que estava com alguma vantagem, pelo menos era o que ele esperava. Afinal, só sabia que Aldebaran era do tipo combatente, assim como ele, mas Albior sabia que apenas força não resolvia todas as situações, lutas contra seres mais poderosos ou numerosos tinham que ter planejamento, estratégia e o mínimo gasto de energia. Albior e Marin eram muito parecidos nisso, a diferença entre eles era que Marin não suportava lutas, preferia manipular seus adversários, já Albior tinha o dom para combates em desvantagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cavaleiro de prata sabia que não poderia encarar Aldebaran e nenhum cavaleiro de frente, primeiro tinha que conhecer seu tipo de luta, após isso achar uma falha em sua técnica ou criar uma, para ir minando lentamente para depois aplicar o golpe com força total. Saber disso poderia ser evidente, aplicar isso com o sangue lhe fervendo e com a ameaça de morte iminente fica difícil organizar e coordenar os movimentos no calor da batalha, porém para Albior era normal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E Aldebaran não pensava, apenas via seu mundo transmutando em algo parecido com a “luz” que todos vêem quando estão prestes a morrer. Era angustiante e doloroso, o mais impressionante era o poder e a tática do cavaleiro de Cefeus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O guerreiro da ilha de Andrômeda se afastava consideravelmente para junto de suas correntes, e as mesmas se acoplavam suas armas em seus punhos. Voltando a sua defesa perfeita, ele começava a concentrar seu cosmo para aplicar seu golpe, o que consistia em mais um golpe. Os ventos daquela ilha, antes inertes, agora mudavam subitamente, nuvens tempestade começam a se formar também, caindo relâmpagos, a chuva começa a cair de maneira forte, para logo em seguida se tornar granizo, junto com os retumbantes e ecoantes trovões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aldebaran perdia ainda o sentido da audição, eram tantos sons que ele mesmo não sabia definir. Enquanto cada respiração de Albior estava sincronizada com cada ruído da ilha. E a cada vez que o cosmo de Albior aumentava, a natureza respondia, até que chegou o vento cortante. O barulho do vento começava como uma lâmina afiada sônica no ouvido do emissário do Santuário, um filete de sangue começava a sair de seus ouvidos, e alguns instantes depois começavam a sair de seus olhos. O som piorava seu raciocínio e seu próprio peito começava a queimar, pois tudo aquilo fazia inconscientemente “esquecer” de respirar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Albior não sofria nada, pois ele estava no “olho do furacão”, o golpe dele consiste em canalizar toda a fúria da natureza e lançá-la contra seu oponente. Com os sentidos limitados e semi consciente, pouco podia fazer perante a Tempestade Nebulosa de Albior, o Cavaleiro de Prata da Constelação de Cefeus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-TEMPESTADE NEBULOSA!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda reação natural em que os ventos pudessem ter controle param durante um instante para se reorganizarem. As correntes de ar em volta de Aldebaran praticamente o paralisam, atuando na direção contraria como uma parede de ferro que igualava a força de Aldebaran deixando uma estátua viva. Enquanto, metros à frente, um principio de furacão se formava sendo canalizada pela força de Albior, que era assustadora, uma força digna de um cavaleiro de ouro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto isso, Aldebaran sabia que estava com sérios problemas, subestimou em um instante o adversário e estava entre a vida e a morte. Isso logo teria um fim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;********&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kamus não queria, mas teria que o fazê-lo. E com um movimento de mão, ele criara uma ventania que jamais a natureza criaria, mesmo a natureza fria do local, ela tem mais compaixão que Kamus. Cristal, em um movimento explosivo se joga para trás, sendo ainda mais rápido que a própria tempestade do Aquariano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cristal era muito veloz, até mais mesmo do que a tempestade criada pelo mago do gelo do Santuário. Ele deslizava sobre o gelo, como se tivesse patins, mas estava apenas com a armadura. Da tempestade saíram estacas de gelo em direção do cavaleiro de prata, o qual desviava com manobras dignas de contorcionistas, chegando a usar uma das mãos no chão, deslizando velozmente pelo deserto de gelo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com um movimento de pulso e o dedo indicador apontado para cima, estalagmites surgem do chão como uma ordem dada pelo próprio cavaleiro de ouro. Eram grandes como prédios de três andares com pontas de lança que cresciam no mesmo instante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo assim o cavaleiro azul desviava-se prevendo apenas com um mínimo de intuição, onde elas cresceriam. Seus movimentos eram flexíveis, rápidos e únicos, deslizando para longe de Kamus, onde sua influência sobre o gelo poderia diminuir. Não parecia fazer esforço nenhum, ia velozmente apenas desviando como se não houvesse atrito, desviava de costas para não perder Kamus de vista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kamus via a disposição de treinamento de seu antigo pupilo, Kamus era o tipo de cavaleiro manipulador de área, transformando a paisagem em volta a seu bel-prazer. Já Cristal era do tipo tático, usava de técnicas inusitadas para imobilizar e minar as forças de seu inimigo. Kamus nunca realmente viu Cristal usar suas técnicas, mas o cavaleiro de prata já viu grande parte de suas técnicas, senão todas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com mais um movimento de mão e um aumento de cosmo surpreendente o cavaleiro áureo consegue criar uma área enorme de estalagmites gigantescas, as quais pareciam querer alcançar o céu, mas Cristal não se abalava, parecia que ele esperava isso de seu mestre. E continuava sua patinação artística que um erro iria causar sua morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com um movimento de mãos horizontal, as estalagmites criavam estalagmites, menores e mais afiadas, que em saltos acrobáticos com uma velocidade assustadora Cristal ainda conseguia fugir. O cavaleiro do ártico parecia uma bala ricocheteando, em cada local em que pudesse tocar, mas sem perder o mínimo de velocidade. E começava a subir, sendo perseguido pelas lanças de gelo recém-criadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cavaleiro de Cristal conseguia sair da cidade de estalagmites. O que era o plano de Kamus. Cristal voa como se tivesse asas, apenas com um mero impulso de cosmo e ainda não tirava os olhos de seu antigo tutor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kamus erguia o braço com a mão em uma posição de ordem para algo se levantar. O gigantesco império de estalagmites de Aquário se tornava uma cidade-monstro, onde as estalagmites cumpriam seu trabalho como presas, garras e carapaça em um corpo gélido; o qual avançava para devorar o inimigo de seu criador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cristal aumentava seu cosmo e usava-o como impulso para fugir da monstruosidade criada por um cavaleiro de ouro. Canalizava no braço esquerdo, o Pó-de-Diamante, como uma mordaça para o monstro que o atacava. Para no mínimo, descer em segurança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pousando no chão, via uma abertura direta para o corpo de Kamus, do flanco esquerdo do monstro. Um caminho fácil para a vitória. E o cavaleiro de prata avançava com a espada de Cristal para cima de Kamus. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era o plano de Kamus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E no caminho de Cristal surgia uma segunda cabeça, como a de uma hidra, no caminho de Cristal. O devorando. No segundo seguinte, o monstro começa se tornar uma esfera de gelo, com um brilho dourado. Prestes a explodir. O cavaleiro da décima primeira casa zodiacal com um estalo de dedo explode a prisão de gelo, diluindo seu discípulo em neve e gelo. E com uma explosão que refletiu uma gigantesca aurora boreal na Rússia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kamus lamentava que logo um guerreiro do ártico, logo seu discípulo, logo alguém tão próximo fosse um rebelde do Santuário. Era algo que no fundo deveria fazer sentido, a proximidade de um cavaleiro de ouro; mas era impossível Cristal ser um traidor. O cavaleiro de ouro soltava uma de suas poucas lágrimas que congelavam e viravam pó logo em seguida. E abandonava a terra que agora era o túmulo de um traidor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao se virar para ir embora daquela terra cheia de lembranças, tanto boas quanto ruins, lembrava também de todo potencial que Cristal possuía, quase era possível o sentir alcançando o sétimo sentido. Na verdade, era possível até sentir o cosmo dele chegando ao sétimo sentido. E houve uma explosão vinda debaixo do gelo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kamus viu tudo em um flash sem reação, seu discípulo aparecendo do gelo emanando o sétimo sentido como um real cavaleiro de ouro, e com a espada de Cristal trespassando seu peito, ignorando a armadura de ouro de Aquário e seu cosmo protetor. Cristal aprofundava tanto a espada que seu punho chegou a entrar no peito de Kamus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cavaleiro de ouro, nunca foi tão ferido. Não conseguia racionalizar a cena, a dor, tanto física quanto emocional, era enorme. Cristal tinha nos olhos a tristeza de uma criança por ferir seu mestre e a certeza de um cavaleiro de Athena que luta pelo seu nome. Antes que Kamus pudesse pensar em algum contra-ataque, o cavaleiro da Coroa Boreal salta para longe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kamus tira a lâmina de seu peito e tentava controlar o desespero irracional de sua mente. Voltava a olhar para seu oponente, e novamente entrava em desespero.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Via Cristal com os braços erguidos e as mãos juntas como uma oração. Reconhecia a posição, não era uma prece de vida, mas um pedido de descanso eterno ao oponente. Era a Execução Aurora, o golpe máximo dos Guerreiros do Ártico. Quando as partículas e moléculas cessam seu movimento com o poder do gelo eterno. Alcançados apenas por aqueles que dominam o sétimo sentido, e seu ex-discípulo cumpria os pré-requisitos para isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kamus se colocava na mesma posição, mesmo com o peito transbordando sangue, Cristal tinha diversos ferimentos que fariam cavaleiros de prata agonizar. Ambos defendiam a vontade da Athena que acreditavam e preparavam seus golpes com todo o cosmo que suas almas e seus corpos podiam produzir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- EXECUÇÃO AURORA!!! – O grito mútuo foi dado pelos dois guerreiros do Ártico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E as rajadas áureas se encontram produzindo um clarão...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*******&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O golpe resultante na ilha de Andrômeda eleva destroços ao chão, que logo seguinte à gravidade tratava de trazer de volta. Quase que um quinto da ilha havia desaparecido, toda a biodiversidade daquela região havia sido violentamente morta, as mais próximas foram simplesmente destruídas sem vestígios de sua existência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando os destroços daquela parte da ilha caíram finalmente e a poeira baixou, Aldebaran estava em pé ileso, e ainda com seu elmo na mão esquerda e com o braço direito tencionado e com a palma da mão aberta, e a partir de dois metros distante da palma da sua mão começava a linha de destruição se ampliando, onde deveria estar o cavaleiro de prata.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Partes das correntes pertencentes à armadura de Cefeus estavam destruídas aos montes, a maior tinha apenas três elos juntos, e várias partes da armadura espalhadas, mas que não dariam para encher um copo, mas nenhum sinal de Albior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aldebaran limpava os olhos que antes vertiam sangue como se nada tivesse acontecido e estalava os ossos do pescoço que o incomodava devido à tensão que sofrerá. Achara seu adversário distante dali, escondido atrás de uma rocha do outro lado da ilha. Que em um piscar de olhos se desloca para lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mestre da ilha de Andrômeda estava apenas com as pernas da armadura em seu corpo, e mesmo assim não era nada agora além de um peso desconfortável, seu braço esquerdo tinha uma fratura exposta, um osso que se rompeu quando sua tempestade nebulosa falhou para o Grande Chifre do cavaleiro de Touro. Mesmo assim se considerava um homem de sorte, se não fosse a tempestade nebulosa, a defesa nebulosa e a própria armadura de Cefeus, seria pulverizado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Suas costelas haviam se partido também, não conseguia respirar normalmente, tinha que respirar diversas vezes e de forma chiada. E o sangue não parava de cair, não de forma letal que o matasse de hemorragia naquele momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Então essa é a diferença real dentre os cavaleiros de prata para um cavaleiro de ouro. –Falava para si mesmo, tudo que vira antes de sair do caminho do golpe do cavaleiro de touro era ele levantando e abrindo a gigantesca palma da sua mão, quando não devia se mover, devido aos golpes que lhe dera e devido aos efeitos das correntes de ar. Só havia uma explicação para aquilo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Não usei minha força total no começo de nossa luta. –Aldebaran aparecia respondendo a dúvida que estava transparecendo na face de Albior, e foi o erro de Albior, não considerar que ele iria usar todo o seu poder para combatê-lo. –Declara-se vencido?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Sim, acho que pelo menos posso morrer em paz. Só prometa-me que não irá matar meus discípulos. –Sua única preocupação era com seus discípulos naquele momento. Aldebaran poderia facilmente alcançá-los e matá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Minhas ordens eram apenas para eliminá-lo e destruir a ilha, mas já que eu venci e você mal pode se mover. Pode me explicar porque vocês são os “traidores”? Já que até agora quem atacou foi o Grande Mestre e não vocês! E por favor, desde o começo... –Aldebaran sentava-se para ouvir o relato de Albior, e aproveitava para cuidar dos ferimentos mais graves.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um sorriso surgia do rosto ferido de Albior, pensando que todos os elogios de caráter feitos a Aldebaran eram mera especulação diante a pessoa. Albior resolvera que iria contar cada detalhe de tudo que ele sabia...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;******&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kamus despertava, caído no chão com o ferimento sangrando menos devido ao frio e a própria armadura usando seu cosmo para cicatrizar o ferimento. Não conseguia sentir dor, seu corpo estava anestesiado. Ao levantar um pouco mais a cabeça, via seu amigo congelado em uma esfique de gelo com a armadura de Coroa Boreal, que tinha o formato de um cristal de gelo em forma de estátua, na mesma posição da Execução Aurora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cavaleiro de ouro se arrastava até chegar a escultura de gelo que se tornou Cristal. Subia agarrado na rocha de gelo eterno e cristalino, como se sua vida dependesse disso, tudo isso para poder ficar em pé e olhar para o cavaleiro de prata. Olhando seu rosto de seu ex-oponente, via tristeza, determinação e o sentimento de dever cumprido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Valeu apena? VALEU A PENA, KURT? – Kamus batia no gelo em uma tristeza sem razão. Batendo naquele que seria o exemplo do que seria dos traidores de Athena e ao mesmo tempo, o que um cavaleiro de Athena é capaz por sua fé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Longe dali, aplicando diversos socos na imensa rocha de gelo. Acompanhando a morte de seu mestre por seu cosmo, coberto de gelo, lágrimas e sangue; Jacob quebrava o gelo, encontrando o testamento de Cristal e suas últimas ordens...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;******&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Mu de Touro? Esta me confundindo. –Realmente era Mu, mas ele mesmo não entendia essa confusão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Desculpe, pelo coração bondoso e por ser inoportuno pensei que você era o Aldebaran, agora, se não se importar, posso continuar com o meu serviço? –Ele forçava o próprio braço, sentindo que estava mais frouxo pela simples confusão de nomes, sabia como lutar contra Lemurianos, afinal foi treinado por um e já matou um.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Sinto que não vou poder fazer isso, até porque não posso deixar outra pessoa morrer. –Mu ainda lembrava de Esmeralda de Fênix que lutou bravamente contra um cavaleiro de ouro, mesmo sabendo que não ia vencer, não quis que aquela cena se repetisse. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Shunrei começa a flutuar para longe de Máscara da Morte, sendo colocada ao pé da cachoeira. O mestre Ancião suspira em alivio, Máscara da Morte agora terá que destroçar mais uma pessoa, mas não ali e nem agora. Ele era um homicida, mas dois cavaleiros de ouro era burrice enfrentar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Está bem, mas da próxima vez não haverá impedimentos... –Uma abertura surge atrás do cavaleiro italiano, guiando para o mundo dos mortos. -... E isso vale para os três. –Após entrar em seu mundo mórbido a fenda desaparece, deixando apenas arrepios assustadores na mente e na carne dos dois cavaleiros de ouro e de Shunrei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos os três, sem exceção, respiram aliviados, porém com um pesar no coração, sabendo que quando pudesse iria cumprir sua promessa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Desculpe pela entrada assim, Grande Mestre Ancião. –Mu se curvava em respeito ao cavaleiro de Libra, que em sua cabeça era o atual Grande Mestre, e por mais que ele mesmo coordenasse os outros cavaleiros da rebelião, ele era a figura máxima, há quem ninguém poderia desrespeitar e qual a autoridade não havia par ou ao menos a qual ninguém ousaria questionar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Eu que agradeço, jovem Mu de Áries. Você salvou Shunrei e salvou-me de descumprir de meu dever sagrado. E salvou o próprio Máscara da Morte, deu mais um dia para ele se arrepender de seus pecados, ou mesmo para se perdoar de suas mágoas. –Eram as palavras sabias do Mestre Ancião, parecia que de alguma maneira ele conseguia ler os corações e as reais intenções de uma pessoa, vendo através de gentilezas, máscaras, bloqueios. Como uma simples definição do que era bom e mal e ainda conseguia enxergar suas nuances. –Mas acho que você não veio apenas para o meu socorro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Novamente o senhor tem razão, vim trazer os relatórios sobre os nossos avanços...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1890524997916153226-5063736709999072575?l=assassinodedeuses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/feeds/5063736709999072575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2010/04/alma-nova-11-choros-de-tempestade.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/5063736709999072575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/5063736709999072575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2010/04/alma-nova-11-choros-de-tempestade.html' title='Alma Nova 11 – Choros de Tempestade.'/><author><name>Demiris Ikarus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14863139989794869952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SUupetsftoI/AAAAAAAAAzY/YXuGqaC9M6o/S220/musicas_espada_de_ovo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1890524997916153226.post-711702131617891094</id><published>2009-08-23T22:44:00.002-03:00</published><updated>2009-08-23T22:48:27.346-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alma Nova'/><title type='text'>Alma Nova 10 - Ideologia e Devoção</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;No Último Capitulo...&lt;/span&gt;&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span class="" style="display: block;" id="formatbar_JustifyFull" title="Justificar" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 13);ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;img src="img/blank.gif" alt="Justificar" class="gl_align_full" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O falso Grande Mestre e a falsa Deusa Athena cada vez mais usam os cavaleiros de ouro como meros peões, eliminado mais a resistência que os opõem. Enviam os cavaleiros de prata para recuperar a armadura de Sagitário e eliminar todos aqueles que tiveram contatos com cavaleiros no Japão. Já Marin se encontra mais preocupada com seu irmão e com a própria vida em meio aos cavaleiros de prata de Cães de Caça e Baleia, que procuram incessantemente os cadáveres dos cavaleiros de bronze e o de Hana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que o garoto Lemuriano e o jovem cego detiveram os dois cavaleiros de prata? Marin conseguirá se salvar? Os cavaleiros de bronze e Hana estão mortos? O que acontecerá com o Orfanato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não percam mais um capítulo de Cavaleiros do Zodíaco – Alma Nova.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pandora, amazona de bronze de Andrômeda; Isaak, cavaleiro de bronze de Cisne, Okko, cavaleiro de bronze de Dragão; Thouma, cavaleiro de Pegasus; O cavaleiro de bronze de Docrátes; e Jango, o líder dos cavaleiros negros. –Asterion contava os mortos, repetindo as informações que Marin havia o passado, mas de acordo com o despacho enviado do Santuário, faltavam ainda quatro cavaleiros negros e uma amazona de bronze, mas era tudo que eles conseguiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os cadáveres estavam ali, estirados. Asterion tinha a certeza completa que todos estavam mortos, pois mesmo que tivessem a habilidade de parar seu metabolismo, Asterion podia ver o mínimo resquício de cosmo em um cadáver. Chegava a ver o fluxo de cosmo de uma pessoa. Era um dos poucos cavaleiros de prata com tal nível de poder. Moses observava a tudo entediado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Asterion sentia que havia algo errado, o cenário era perfeito demais. Nunca um cenário era perfeito demais. Quase não havia variações com o desmoronamento da montanha, era como se este conservasse as cenas do combate. Mas isso não mudava a história, o grande problema era a amazona em seu grupo, que antes era calada, soturna e misteriosa, e externamente ela continuava assim, mas seus sentimentos e pensamentos estavam mais leves. Era no mínimo suspeito, e o que incomodava também eram os sinos presos nos pulsos, porque os traidores usariam algo para se identificar se seus Modus Operantis era atuar entre os cavaleiros do Santuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que ele levanta Pandora para analisar mais de perto, o sino cai e algo acontece. Marin vê aquilo e tenta se afastar, pois ela foi a primeira a reparar, só não contava com Moses, que sempre a vigiava, pois ao virar apenas vê o punho enorme do cavaleiro de Baleia, e cai inconsciente, vendo seu mundo vermelho para depois enegrecer, caindo no vazio de sua consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-FURACÃO DAS TREVAS!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ventos circulares como um tornado horizontal atacava o rapaz cego, que pulava pela janela para evitar os danos maiores dos ventos. Misty não vestira sua armadura, poderia ser visto pela vizinhança, já que o barulho de uma das paredes sendo estilhaçada iria chamar bastante atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os discursos paranóicos do Grande Mestre para os cavaleiros do Santuário não eram frutos de uma imensa senilidade, pulavam rebeldes por cada lugar, e eles eram mais bem organizados que os próprios cavaleiros do Santuário, mas se dependesse do “Matador Prateado” seria menos um rebelde para espalhar a anarquia pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele passava pelas diversas pétalas e pela destruição que acabara de causar para eliminar aquele traidor de Athena, mas perdera-o de vista. Não seria difícil para ele encontrar o cosmo daquele cego, ele iria enfrentar um deficiente físico, para o cavaleiro de Lagarto era como um adulto espancar um recém-nascido. Ele amaldiçoava os rebeldes por mandarem um cego para ser sua vítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misty sentia que o cosmo dele se afastava, e que alguns vizinhos da loja começavam a olhar pela janela e alguns mais ousados a sair pela porta. O cavaleiro de prata entendia que o seu oponente não estava fugindo, mas sim mudando o local da batalha, para não serem realmente descobertos ou mesmo para não ferir os civis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pelo menos, esses traidores ainda não querem jogar tudo a público. –pensava Misty, após desaparecer em frente aos olhos dos que espiavam de alguma maneira. E só quando o burburinho dos próprios moradores se tornou o barulho predominante, os mais ousados começaram a sair querendo saber o que aconteceu. E um deles tinha uma câmera...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, você é o cara que mata criancinhas indefesas. –dizia o jovem de olhar vivido e com dois sinais no meio da testa. –Esperava alguém gigantesco, não alguém com um olhar psicótico, mas olhar psicótico combina com assassino de crianças e deficientes. Daqui vai pra onde? Pra um asilo? Um hospital?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Presumo que você seja um dos traidores. –O olhar de desprezo de Babel era intensificado para a criança que estava a sua frente, intimamente o cavaleiro de prata agradecia à Athena, por pertencer àquela missão de purificação, ele ainda iria se livrar de um verme que se autodenominavam “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Resistência Aioros&lt;/span&gt;”, homenageando o maior dos traidores. Para o cavaleiro de prata era uma heresia e uma blasfêmia se orgulhar da pessoa que quase destruiu o mundo que de alguma maneira eles protegem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vou queimar TUDO E TODOS!!! CHAMAS DE BABEL!!! –As chamas de Babel iam em forma espiral, parecendo querer engolir tudo com suas labaredas mortais, consumiria o orfanato e aquela semente de traição. Somente o ar quente já tirava a vida dos lindos jardins que havia em volta da mansão.  O calor era mesmo sufocante, geralmente a pessoa morria antes mesmo das chamas as alcançarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse não foi o destino do jovem, muito pelo contrário. As chamas de Babel se extinguiram antes de chegarem ao jovem, antes mesmo que o alcançassem, ou mesmo a mansão, apenas com um brilho dos olhos do jovem a sua frente. Um brilho que aparecia em apenas poucos cavaleiros dotados do dom da paranormalidade, ainda sim seria uma oferenda cada vez melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que diabos é você?! –Indagava Babel, desejando saber quem iria enviar ao Tártaro como oferenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sou Kiki, aprendiz de cavaleiro. Lemuriano de Jamiel. –O jovem se colocava em posição de luta zombeteira e desafiadora, assim como seu olhar se manifestava. Kiki como um combatente se mostrava como um desafio zombeteiro; seu olhar, sua posição, seu título e sua pouca idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente, o cavaleiro de prata ataca, mas dessa vez com uma investida flamejante, seu punho era o foco das chamas, mas as próprias chamas se alastravam pelo seu corpo. O lemuriano saia da rota de ataque do cavaleiro de prata, apenas desvanecendo no ar, como se não existisse. Babel sabe muito bem o que paranormais podem fazer, os poucos que surgiam nas fileiras da confrataria eram lendários com os seus feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um chute atingiu a nuca de Babel. Se não fosse um cavaleiro treinado e estivesse com sua armadura, provavelmente estaria com o pescoço quebrado, ou no mínimo desnorteado; mas nada que Babel não agüentasse com sua armadura de prata. O mesmo pega a perna de seu oponente, e o lança para cima da mansão e instantes depois uma enorme bola de fogo, em seqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kiki pensa durante um segundo em se teleportar, mas caso fizesse isso as chamas iriam consumir a mansão, que era abrigo de órfãos, e a vida do diretor com olhos gentis que ele sempre esquecia o nome. Se impulsionando com telecinésia ainda mais, para ganhar velocidade, ao se aproximar da parede da mão pisa nela ganhando estabilidade e depois com a mesma telecinésia joga a bola de fogo no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kiki agradecia por seus dons, porque sem eles não saberia como deter aquele ataque. Era muito complicado para ele cumprir aquelas façanhas, pois seus dons requeriam serenidade e calma, coisa que ele não tinha no meio de uma ação e principalmente depois de um impacto daquele. Teve que primeiro se estabilizar para depois agir novamente, seu mestre dizia que essa era uma grave falha em combates. E agora ele entendia por que.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Realmente, com esse chute da para ver que você é meramente um aprendiz incompleto mesmo. Vou te ensinar uma coisa. –Babel andava calmamente, se permitia dar um pouco de iluminação aquela criança por saber seu erro. –Uma armadura do zodíaco, tem um cosmo próprio que protege o seu cavaleiro, e o cavaleiro tem o poder de destruição, por isso que não nos preocupamos em desviar dos ataques, ser um cavaleiro é a harmonia plena entre combate e armadura, formando uma única criatura que é chamada de cavaleiro. A menos que seu cosmo supere o da armadura. Você não pode ferir o combatente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem ruivo sabia, era uma lição básica, quase que óbvia sobre o que é ser um cavaleiro. Kiki ouvia isso desde que nascera de seu mestre, e por não acreditar nele estava agora com o pé com uma luxação que incomodava e quase deixou a mansão ser incinerada. Seu treinamento básico foi para controlar seus dons de Lemurianos e para ser um auxiliar e não um combatente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Está na hora de se tornar uma oferenda à deusa protetora da Terra. –Babel olhava com desprezo para o jovem, num olhar insensível e duro. –CHAMAS DE BABEL!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em um movimento, o lemuriano estica os braços e as chamas não tocam nem o jovem e nem a mansão, mas ainda sim sofria com o calor do golpe, então com a própria telecinése, ele começa a empurrar as chamas com sua parede psíquica. Com o esforço conseguia aumentar a distancia das labaredas, mas as chamas começavam a se intensificar, já que Babel via que o garoto tinha potencial de crescer em combate. Tinha que fazer sua oferenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dessa vez, Kiki estava determinado a não deixar nada acontecer com aquele orfanato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem cego chegava em um shopping ainda em construção, foi o melhor lugar que ele havia encontrado desolado. Tinha pena que ele fosse se destruir com o combate e que pessoas ficassem desempregadas, mas era melhor que deixar o mundo cair em trevas. Só uma coisa era pior que esse pensamento, que era onde estava a armadura de ouro de Sagitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não teria muito tempo para pensar, pois aquele cavaleiro já havia chegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Muito bom, nocauteou os guardas da segurança, desligou o sistema de eletricidade provavelmente com um golpe, e mesmo que haja câmeras, nossos cosmos interferem com as transmissões. Vejo que você não quer aparecer, tanto quanto eu. –Misty tinha um cosmo assombroso, e um tom de cinismo ainda maior.  –Lhe matarei rápido se me disser onde está a armadura de ouro de Sagitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem sem visão respirava aliviado, achava que era uma armadilha, pois ele próprio não havia encontrado a armadura. Felizmente também não estava com ele. Apesar de ser desprovido da visão, nada passava pelos seus outros sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vim aqui mais para conversarmos, você tem que entender que você está sendo enganado. Que você é mais uma vítima que o Grande Mestre usa como peão. –Shiryu era assim, pacifista até o ultimo momento, nem sempre toda batalha era vencida apenas por lutas, mas também por palavras, ideologias. A luta em si é sempre o ultimo recurso, e recorrer a ele significa a possível morte de um dos lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O matador do santuário chama a armadura numa sincronia perfeita, a qual era de uma brancura ímpia e cegante, dando ao cavaleiro de prata um ar mais puro que ele exalava sem. E ao mesmo tempo ele apontava o dedo médio e indicador para o rebelde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-FURACÃO DAS TREVAS!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shiryu saia de forma rápida do caminho daqueles ventos que vinham como um ciclone deitado, deixando o corpo cair pelos diversos andares do shopping não-acabado, que tinha vários andares para o subsolo. Era o único jeito viável de escapar daquele golpe de área. Já havia recebido uma vez de surpresa, e estava com o ombro gravemente ferido por isso, mas apenas ignorava a dor. Qualquer outro cavaleiro ou ainda mais um humano comum haveria sido morto por aquele ataque; mas Shiryu conseguia ver o fluxo do cosmo de uma pessoa e com uma avaliação analítica simples e seu sexto sentido treinado, podia prever os golpes antes mesmo que eles acontecessem, porém o Furacão das Trevas era mesmo capaz de atingir qualquer um mortalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegava ao chão e não estava ferido, graças ao treinamento que seu mestre lhe deu. Esperava que o mesmo treinamento fosse capaz de vencer um cavaleiro de prata com armadura e habilidades completas, mas seus questionamentos que ecoavam na sua mente só o fizeram perceber o fluxo quando o cavaleiro de Lagarto se aproximava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguiu acompanhar sua velocidade que pegava o chute em pleno movimento do cavaleiro francês. O cavaleiro de prata estava impressionado com as habilidades do rebelde, escapar de um golpe era uma coisa, duas vezes era um fenômeno, um tremendo dia de sorte para um cego, agora três vezes era praticamente impossível, principalmente para alguém sem armadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misty apenas continua o movimento com uma força descomunal, mas Shiryu mesmo após voar alguns metros, conseguia se estabilizar no chão e bruscamente partia para o ataque com seu punho, que parecia ser capaz de atravessar qualquer coisa. O cavaleiro de prata ainda fazia movimentos como se criasse uma parede, e depois de cinco movimentos abria totalmente a guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem atacava com tudo para cima do cavaleiro, mesmo se ele quisesse parar não conseguiria, pois a inércia não permitia e nem mesmo seus músculos já enrijecidos. Tudo que podia fazer era continuar, porém para seu choque, seu golpe foi detido. Sentia seu punho deslocado por acertar uma parede feita de cosmo e ar. Shiryu voltava ainda para trás. Não esperava mesmo que o nível de um cavaleiro de prata fosse tão forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Achou mesmo que poderia me acertar com esse golpe. Não me faça rir... –Misty tinha uma arrogância que chegava a dar medo ao seu rival. Pela sua aparência, ele passava a impressão de fragilidade, e não um ser que não podia ser vencido, muitos percebiam isso apenas enquanto agonizavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles dois dedos eram novamente apontados para ele, novamente para a execução do Furacão das Trevas. Quando os ventos tomavam a forma de um ciclone, o guerreiro cego pulava no momento exato para escapar ileso para três andares acima. Enquanto Misty destruía quase que o andar inteiro o qual estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ora, ora! Não é que o rebelde cego é bom?! –Misty o procurava pelo cosmo, porém Shiryu tinha a habilidade de disfarçar o próprio cosmo. Geralmente esse era o tipo de treinamento para cavaleiros ou agentes do Santuário que trabalhavam mais com espionagem de campo inimigo ou mesmo como batedores. Era o tipo esquivo que Misty e grande parte dos outros cavaleiros de prata odiavam profundamente, eles que eram faróis de cosmos ofuscantes que apenas perdiam para os cavaleiros de ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shiryu estava escondido atrás de um balcão de alguma loja de eletrônicos, estava com o ombro e o pulso do mesmo braço deslocado e estava com seu melhor braço praticamente imobilizado. Forçava o braço para ele voltar para o lugar, melhor um braço com dor do que um braço inútil. Shiryu pensava em como vencer aquele cavaleiro, sempre pensou que tinha o poder de um cavaleiro de prata e que poderia derrotá-lo, estava enganado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha que descobrir como derrotá-lo, e de preferência rápido para logo encontrar Kiki. Tinha que descobrir algum jeito de um guerreiro sem armadura e sem dons derrotar um cavaleiro de prata completo e ainda com armadura. Tinha que conseguir de alguma maneira vencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, o cavaleiro de prata começava a se irritar com aquele rebelde, queria poder destruir todo o lugar soterrando-o, mas pensava que seu oponente era um verme muito sobrevivente e esquivo, muito bem seria capaz de emergir vivo, e ele já causara abalo demais em uma simples recuperação de uma armadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentava sentir o cosmo de seu adversário, mas sua raiva por aquelas táticas irritantes turvava sua detecção pelo cosmo, decidia procurar do método tradicional, pulando até onde ele estava e procurando loja por loja. Começava a destruir cada um dos possíveis refúgios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos começavam a notar que o dia começaria a raiar em menos de uma hora, tinham logo que acabar com aquele jogo. Nenhum deles iria ganhar revelando a existência de cavaleiros para o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shiryu aparecia concentrando toda a sua força e seu cosmo de uma vez nas costas de Misty, deixando seu cabelo fluir junto com o cosmo que se elevava, e por debaixo da camisa o dragão esmeralda aparecia em suas costas. Prepara com o braço ferido o seu golpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cavaleiro de prata ri, era ridículo atacá-lo pela frente graças a sua barreira de vento aliado a sua armadura de prata, era impossível tocá-lo. Queria ver o efeito de tamanha tolice de atacar sua defesa de maneira ofensiva. Seria uma morte a ser lembrada. Afinal, a justiça estava do lado de Athena e de seus cavaleiros, assim como a vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-DRAGÃO NASCENTE!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shiryu parecia voar rente ao chão, e seu punho parecia querer destroçar tudo a sua frente e tinha até mesmo uma certeza de conseguir. O mais assustador não era o cosmo do anarquista, mas sim a sua determinação fanática, que ele exalava em seu grito e em seu cosmo. Enquanto Misty refazia seus movimentos de mãos, usando seu cosmo para redirecionar os ventos fazendo sua defesa perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas técnicas se colidem, de maneira no mínimo assustadora. O braço já ferido de Shiryu se quebra, o som do osso partindo era claro, mas também Misty sofre um ataque no abdômen que nem mesmo a barreira natural da armadura consegue deter. A dor é alucinante para ele que nunca sentiu dor nem mesmo em seu treinamento por já nascer com o dom de manipular ventos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua raiva era enorme, aquele “verme” havia tocado-o, seu olhar ao invés de desprezo e superioridade, tornava-se uma expressão de puro ódio e sanguinolência. A morte seria pouco para ele, Misty virava-se, pois Shiryu havia trespassado por ele e não havia parado, apontando a posição de mãos que ele evocava para usar o furacão das trevas com todo seu cosmo. Para ele, não sobraria nem mesmo resquícios de sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ao virar, Shiryu já atacava novamente com o braço intacto com uma força descomunal e de surpresa. A mão do cavaleiro de prata foi totalmente destruída com o soco do guerreiro da resistência, e não se detia apenas na mão de Misty, mas sim ultrapassava chegando ao cavaleiro do santuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misty ao sentir a raiva tomar conta de si, já sabia que havia perdido. Seu inimigo tinha sobrepujado sua força, sua ideologia, sua fé apenas com a força de vontade e o punho. E enquanto sentia sua vida se esvaindo até o seu coração explodir na mão do inimigo, pensava que tudo estava errado, e que ele não estava certo e que tudo no Santuário estava errado. Desejava que apenas todos os erros fossem consertados, principalmente os que ele próprio cometeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo de Misty cai inerte, e Shiryu com o punho encharcado de sangue, antes mesmo que pudesse sentir a dor do braço esfacelado, sentia uma dor enorme em seu coração, apertando o peito numa dor aguda, que por mais que fosse poderoso, não poderia segurar ou deter. Apertando o lado esquerdo do peito, ele cospe sangue e vê seu mundo perder estabilidade e o chão e logo após as cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mansão Kido, o jovem lemuriano usava seu cosmo e todo seu dom de telecinése já há um bom tempo contra as chamas de Babel. Sabia que não poderia durar muito tempo naquele embate de forças, até mesmo porque a cara de Babel parecia obstinada e controlada. Ao contrário de Kiki, Babel sentia prazer naquela luta, para ele cada cosmo e gota de sangue naquela batalha era uma oferenda à deusa Athena no Santuário. O jovem usa todo o seu poder para devolver as chamas escarlates do seu oponente para o mesmo, que recebe além do impacto do próprio golpe o impulso da telecinése.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kiki caía de joelhos e suando além de por causa do calor das chamas do oponente, também por causa do esforço que fez. Não tinha poder algum para derrotar um cavaleiro de prata como Babel, mal tinha o poder de um cavaleiro de bronze, e muito menos tinha uma armadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Babel se levantava com pouquíssimas escoriações, alguns meros chamuscados. Nada que ele não sofrera já em outras missões. Divertia-se, pois aquele moleque não era mais que um aprendiz longe de conseguir qualquer armadura. Ele mesmo queria que tudo se prolongasse até onde pudesse, pois em sua doentia mente, cada sofrimento e cosmo usado pelas suas “oferendas” era para a força de sua deusa, levanta-se caminhando em sua direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Levante-se! Sofra! Gaste mais poder contra mim, assim você deixará minha deusa feliz e mais poderosa. –Babel tinha um tom louco e devotado na voz, era assustador até mesmo para os mais fanáticos dos cavaleiros do Santuário, talvez por isso que ele fora mandado, pois ele talvez fosse o único que queimaria um orfanato sem crise de consciência e nem se vender ao lado dos “traidores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pode ser a SUA deusa, mas não é Athena. A deusa protetora da terra não prega a violência irracional, mas sim a convivência por meio da paz. Seu poder não vem do sofrimento, mas sim pelo seu amor a humanidade. –Kiki mesmo eusarido continuava com a língua afiada e dono de um raciocínio mais sarcástico e óbvio dentre a resistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sabe que é hora então de você queimar junto com esse orfanato, fazendo uma grande chama para enaltecer a MINHA verdadeira deusa, e fique com a misericórdia fracassada de sua FALSA deusa. –Ele ria obstinadamente, como a prova de uma autenticidade para saber quem era a deusa verdadeira, e como comprovando com as chamas que carregava na mão prestes a incinerar as ideologias do seu oponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se deteve diante de uma gargalhada de felicidade e de cinismo em sua voz. Não era um riso de loucura e desespero, mas sim um riso de esperança. Isso perante a morte eminente era algo errado. Era algo que o irritava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Porque está rindo a beira da morte!? –Babel indagava ao jovem ruivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente por que minha luta não era para vencê-lo -Kiki, mesmo sem forças conseguia sentir de longe o cosmo que se aproximava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babel também sentiu o cosmo de seu adversário, simplesmente não acreditava quem era, apenas com o deslumbre da sua silhueta e com o brilho do seu cosmo, sabia quem era. E com um simples piscar de olhos, via-se caminhando em uma fila de pessoas mortas, um caminho de almas e zumbis indo em direção a uma grande cratera. Quando Babel entendera onde estava, não importava mais, pois ele agora era a oferenda, e apenas seguia seu caminho como todos os outros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A silueta negra que era oculta pela noite e que dera o fim a vida de fanatismo do cavaleiro de Centauro, volta-se para dentro da mansão adentrando-a. Kiki suspirava de felicidade e deixava-se cair e gargalhar um pouco pela sua sorte por tê-lo do seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldebaran era um homem enorme, um verdadeiro colosso dentre os cavaleiros do Santuário. Não apenas pelos seus 2,10 m de altura, mas também pelo seu cosmo e poder. Tinha feições extremamente duras, e quadradas. Tudo no cavaleiro guardião da segunda casa parecia ser tão resistente quando sua armadura, mas ele era só assim por fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por dentro ele era, talvez, o melhor dos cavaleiros. Não tinha magoas, grandes traumas, desastre que distorcera sua mente, absolutamente nada, era por dentro um homem simples que pregava mais proteger e conservar do que destruir. Lembrava até mesmo Aioros antes de se revelar um traidor, o que não seria estranho, pois foi ele que o encontrou perdido no meio do Brasil, pais da América do Sul, era filho de outro cavaleiro que queria apenas paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez soubesse que tinha nascido para algo ainda mais nobre do que viver em harmonia com o mundo que o rodeava, foi escolhido pela constelação solar de touro e decidiu que mesmo contra a vontade do pai, iria lutar para proteger o mundo. Lembrava de quantas vidas havia mudado quando trajou aquela armadura, por quantas vezes não salvara o mundo de uma ameaça terrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só odiou duas vezes ser cavaleiro. A primeira foi quando soou o alarme dizendo que Aioros, o cavaleiro de ouro de Sagitário, tentara matar Athena. Quando todos que estavam no Santuário foram ordenados a detê-lo, ele mesmo era uma criança que tinha uma armadura. Não mexera um dedo para deter Aioros, por saber que iria ser morto pelo legendário cavaleiro e por não poder levantar a mão contra ele, já que praticamente, foi ele que lhe deu sua armadura, que o achou e lhe ofereceu aquela chance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que sua mente lembrava daquilo, uma lagrima caía dos olhos de Aldebaran, naquela praia com diversas marcas de batalhas de cavaleiros e aprendizes, que apesar de ser um campo de batalha era lindo em cada detalhe. Aquela era a ilha de Andrômeda, uma beleza que somente os mais fortes poderiam apreciar e que os fracos padeciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cavaleiro de Ouro estava rodeado por três cavaleiros de bronze e mais seis aprendizes de cavaleiro, todos muito jovens, e mesmo juntos não seriam capazes de derrotá-lo, mas mesmo assim tentavam fazer frentes com as suas armas, armados de correntes, chicotes e outras armas de corpo-a-corpo que tinham um razoável alcance de ataque, era efetivo para cavaleiros bem controlados, racionais e protetores, mas aquela não era a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrario do Santuário onde o cavaleiro de touro era conhecido pelo seu coração benevolente, sua aparência inspirava terror em June, Heda e Spika, os únicos com armaduras que além de outros seis companheiros estavam tremendo. A visão do gigante blindado de ouro era assustadora, pois seu corpo fazia juz ao cosmo que ele possuía, o que era inacreditável para eles, já que seus ensinamentos nunca disseram nada sobre pessoas de força absoluta como Aldebaran.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De braços cruzados, aparência amedrontadora e um coração chorando teria que afundar a ilha de Andrômeda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1890524997916153226-711702131617891094?l=assassinodedeuses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/feeds/711702131617891094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2009/08/alma-nova-10-ideologia-e-devocao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/711702131617891094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/711702131617891094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2009/08/alma-nova-10-ideologia-e-devocao.html' title='Alma Nova 10 - Ideologia e Devoção'/><author><name>Demiris Ikarus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14863139989794869952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SUupetsftoI/AAAAAAAAAzY/YXuGqaC9M6o/S220/musicas_espada_de_ovo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1890524997916153226.post-1531312224142450516</id><published>2009-07-22T21:45:00.003-03:00</published><updated>2009-07-22T21:49:23.703-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alma Nova'/><title type='text'>Alma Nova 09 - Iniciativa Prateada</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;No último capítulo de Alma Nova...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Shaka anuncia que matará tanto Jango quanto Esmeralda e derrubando o topo do monte Fuji, elimina também todos os cavaleiros no local. Mu consegue fugir com Esmeralda no último momento, mas ainda sim é interceptado por Shaka, que não o reconhece como um cavaleiro, e sim como um agente menor do Santuário. E antes que os dois começassem uma luta de vida ou morte, Esmeralda os interrompe e ataca Shaka, o qual a elimina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ao mesmo tempo em que alguns cavaleiros são mandados ao Japão com missões designadas e restritas, no qual Marin, uma dos “traidores”, foi convocada. E ainda ficamos sabendo de fragmentos da história da “Traição de Aioros”, e sabemos que sua mulher foi morta por Shura e que aquele tinha uma filha. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem será essa filha?! Quais são as missões desses cavaleiros de prata?! E Athena e os cavaleiros de bronze, estarão vivos?!&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alma Nova 9 – Iniciativa Prateada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os escombros da montanha voam como se atingidos por um explosivo, mas era apenas Moses, levantando pedras com seu golpe, Asterion somente tentava detectar um resquício dos cavaleiros mortos com seu poder telepático, aliado à técnica natural de detectar cosmo de qualquer cavaleiro e Marin apenas rezava para Athena que seu irmão não estivesse morto, ou mesmo que a própria Athena não estivesse morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ei, Asterion! Achei um deles! - Até que finalmente, um dos corpos foi achado. O corpo da Amazona de Andrômeda sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não parece ser uma posição de quem morrera em batalha, mas sim de quem morrera fugindo. – Asterion comentava olhando o corpo, e sentindo mesmo a cosmo energia da armadura, que também estava morta. – Acho que ela já devia estar bastante ferida. O que acha, Marin?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amazona estava estática, parada como muitas vezes naquele dia, era como se não encaixasse algo em sua cabeça. Asterion sente uma confusão nas nuances de suas emoções e ela parece finalmente acordar de seus pensamentos, e confirma que esse era um dos traidores, uma amazona de bronze vinda da ilha de Andrômeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se ela estava fugindo, significa que estava vindo dali, o centro de batalha que devia ter sido destruído. –Marin apontava para a direção oposta onde o corpo fora encontrado e já caminhava nesta direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moses a seguia até que de repente foi detido por Asterion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não acha que pra uma investigadora introspectiva indagadora, ela não está solícita demais?! –Asterion não precisava e nem dependia demais de suas habilidades mentais para interpretar as nuances de humor humanas. Ao contrário de muitos outros telepatas que se consideram acima dos humanos, querendo se livrar de sua humanidade, ele era apegado demais a sua. Por ser humano, ele entendia as mudanças humanas, principalmente aqueles com uma força de vontade que impedia a aproximação de sua mente. Isso explicaria sua vinda especificamente para essa missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você é o telepata, mas se você estiver pensando o que eu estou, ela é minha. –Moses era um companheiro de longa data do cavaleiro de cães de caça. Não era um gênio e nem um prodígio, mas não era um acéfalo que pensava apenas com os músculos, tinha inteligência bélica. Cada cicatriz que possuía no corpo era uma lembrança de como ele escapou da morte diversas vezes. Ele quando conhecia alguém, já estudava seus atos e fazia um combate mental entre os dois, como um mero exercício mental. Tanto que fizera isso também com Asterion em cada missão junta. Não que ele fosse um inimigo, mas por via das dúvidas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como sempre. –dizia Asterion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos caminhavam na direção onde à amazona de prata havia se dirigido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misty era um homem belo, possuía a pele alva e sem uma cicatriz, sua pele chegava a se destacar na noite, como se ele fosse iluminado. O cavaleiro de prata passara mal por dividir o transporte com Moses, que contava com orgulho cada história de cada cicatriz. Para o cavaleiro, não havia beleza e nem mesmo lucidez em criar ferimentos, derramar sangue no solo e contar isso com orgulho. Isso na verdade era uma fraqueza, a sua incapacidade de deter ou escapar do ferimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na concepção do cavaleiro de prata sair vitorioso de uma batalha era o sinal que você era o melhor, mas sair ileso era o sinal que você era abençoado, iluminado, o escolhido. Sair sangrando era o sinal que o seu inimigo maculava seu corpo, sua ideologia, sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que seria simples, apenas recuperar uma armadura perdida em uma floricultura, o que era irônico, afinal, ele era dito como afeminado pelos cavaleiros que teciam comentários sobre a vida alheia em vez de aprimorar seus corpos. E era uma missão fácil, na pior das hipóteses era enfrentar um rebelde de bronze ou matar um civil, porém se tratando de um artefato daquela magnitude vidas podiam ser perdidas, e era tolerável. Não agradável, mas sim, tolerável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era noite e todos estavam em suas casas. Ao que parece houve um acidente da natureza ou uma aparição de um cavaleiro, se bem que ambos eram iguais, apenas que o segundo acontecimento geralmente era camuflado como o primeiro. Os cavaleiros eram forças da natureza invisíveis que simplesmente aconteciam. Só que ao contrário da natureza eles obedeciam à justiça. Ou aqueles que se diziam a mesma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de se perder por diversas horas e apenas seguindo um mapa, havia encontrado. E o lugar era lindo. Não era grande, não era ostentosa, não era opulenta. Era simples, deixando apenas as flores não só como decoração, mas algo vivo, como se elas realmente morassem na loja de dois andares. Era um verdadeiro tributo a deusa Perséfone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa da meia-noite, e Misty se aproximava da porta que tinha uma enorme janela. E já não gostara, sentia um resquício de cosmo em suave. Pensara no começo que era a influência da armadura, a ressonância de seu cosmo, mas não era. Não era constante e nem natural, tinha oscilações bem forçadas. Era óbvio que aquele era um cavaleiro, e bem treinado para esse nível. E a porta estava aberta, na verdade estava arrombada, a maçaneta estava deslocada violentamente e de maneira precisa ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele abria a porta e seu olfato era invadido por diversos cheiros florais, que não eram desagradáveis, mas o deixava entorpecido por diversas sensações sutis. Ao fundo aparecia a silhueta de um homem. Forçando a visão via mais um japonês, com cabelos enormes lisos e negros que se confundiam com a escuridão do local, porém com trajes típicos de outro lugar que o cavaleiro de Lagarto não reconhecia no momento, e possuía bandagens nos olhos, provavelmente era cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desculpe senhor, a loja está fechada no momento. –dizia o cego, esbarrando na mesa desastradamente, deixando cair um vaso com Crisântemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desculpe senhor, mas vim buscar uma encomenda. –Misty sabia que ele não era um dos Harusuki, até porque lera e relera o relatório da missão e a única Harusuki viva era uma tal de Hana. E era uma jovem, e não um jovem cego, mas queria ver até onde aquele teatro fajuto iria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho que não tem nada para o senhor aqui, melhor o senhor ir embora. –O jovem cego dizia com uma voz poderosa, séria e sóbria. E se acostumando com a iluminação, Misty via que o corpo do cego era calejado de treinamento, era no mínimo um cavaleiro de bronze ou um agente do Santuário muito poderoso, mas nada que um cavaleiro de prata pudesse dar conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No orfanato Filhos das Estrelas, Shun olhava pela janela de escritório. Depois de acompanhar pela televisão todo o desmoronamento do topo do monte Fuji, só havia agora debates sobre isso em todos os canais, muitos culpavam o aquecimento global por causa do degelo que provocou a avalanche, outros culpavam o choque das placas tectônicas que sempre aconteciam e os mais conspiradores achavam que era um ataque terrorista da guerra do ocidente com o oriente médio. Mas não, tantos estragos eram causados por uma deusa pagã ressuscitada, que era uma de suas melhores amigas, e de seus servos místicos que protegem esse mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era muita insanidade todos esses acontecimentos aparecendo todos de uma vez, e o pior era que ele não poderia dizer nada, afinal quem iria acreditar. Provavelmente falariam que estaria louco, e tirá-lo-iam da administração do orfanato. Deixando provavelmente o lugar uma mansão abandonada no nome do único dos bastardos Kido que o velho assumira, o qual era um aventureiro e sumiu pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensava que no mínimo poderia contar essas histórias para as crianças, ou mesmo não. A mente de Shun continuava a vagar, pensando. E se um dia todos soubessem dessa verdade? Que na verdade o Islamismo, Cristianismo e diversas religiões estavam erradas, e que a verdadeira era uma religião morta há muito tempo? Que todos lutaram, morreram e viveram, por uma ideologia falsa? E imaginar que jovens de mesma idade que a sua tem um poder destrutivo de exércitos e que cada nação guerrearia para dizer que “Athena” estaria do seu lado, criando seus próprios “cavaleiros”. Imaginava o Papa e Hana, discutindo sobre filosofia e quem estava certo. Ou mesmo pior, numa época de terrorismo e guerras acusar Hana de ser uma “inimiga publica”, com seu pequeno exército capaz de devastar cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era bizarro demais, por mais que escondessem, provavelmente isso não iria durar para sempre. Por mais que ocultassem os fatos, culpando outros, não iria durar pra sempre. Era difícil pensar nisso, toda essa informação que aquele garoto ruivo lhe passou foi demais. E ao que parece, dessa vez ele presenciaria essa luta, e o garoto que deveria ter seus treze anos estava no portão do orfanato, esperando a pessoa que viria os matar. E tudo que o jovem diretor poderia fazer era observar. Todos estavam em uma excursão, inclusive Minu que foi como responsável. Ele também poderia ter ido, mas algo o pediu para ficar e ver. E ainda havia uma chance da casa ser destruída, e aquele era seu lar, se fosse destruído, ele morreria junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, esperava que os quatro cavaleiros e sua amiga Hana estivessem vivos e que se recuperassem, seja qual fosse o mal sofrido por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem ruivo tinha um corpo calejado, mas olhos curiosos e imperativos, que fitavam a rua em frente ao orfanato e possuía dois pontos bem formados na testa de um lilás muito claro. Estava lá após ter comido muito no orfanato e ter discursado sobre dez por cento do que eram os cavaleiros do zodíaco e a situação atual para o diretor, afinal, ele o tratara bem e o alimentara. Era razão suficiente para ele ter aberto sua mente, afinal por ajudar seu mestre, agora ele estava correndo perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honra e o certo a se fazer, preceitos básicos (ou pelo menos deveriam ser) aos cavaleiros de Athena; mas nem tudo eram as histórias e lendas que eram passadas de geração em geração. Os cavaleiros eram simplesmente humanos, com suas aflições, vícios e loucuras. Por mais que todos fossem santos, ou dito como santos, até santos eram humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o ar que era frio e úmido começava a se tornar quente e seco, era sufocante mesmo para aqueles que não tinham a mínima noção do que era Athena, e para o jovem de cabelos rubros e revoltos era clara a fonte dessa “massa de ar”, que não era um fenômeno da natureza, mas sim um cavaleiro. E não um sem-armadura ou mesmo um dos fracos. Ao que parecia, o Mestre do Santuário estava disposto a eliminar toda e qualquer resistência, mesmo que isso fosse matar bebês e criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis que ele aparecia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa enorme e treinada na arte de combate dos cavaleiros era possível se notar só pelo olhar daquela pessoa. Era com certeza um cavaleiro, e do tipo fanático, que segue ordens sem pensar, apenas exaltando o orgulho por sua fé. Era um homem medonho, pois o fanatismo saltava aos olhos. Passos decididos, olhando com desprezo para o orfanato. Este com certeza iria queimar se o jovem não detesse aquele fanático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babel foi criado sempre dentro do Santuário. Foi filho de servos de cavaleiros de ouro, sempre se orgulhando por servir, mesmo que indiretamente a Athena. Sabia a história completa de cada geração de cavaleiro, desde as três ultimas guerras santas. Olhava cada estrela torcendo para que um dia fosse escolhido por Athena para defender seus preceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia completado o treinamento que todos os guerreiros e soldados fazem; e mesmo após a morte dos pais continuava tentando. Até que foi sagrado cavaleiro de prata de centauro. Foi a maior emoção, sagrado pelo próprio Grande Mestre Ares, o qual ele mesmo deve a vida e jurou seguir sua palavra como lei, não importando o que fosse, mesmo se houvesse que tirar sua própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele estava lá, estando prestes a incinerar um orfanato cheio de crianças, e não tinha a mínima crise de consciência. Afinal, tudo fazia parte de um plano maior que Athena e as estrelas traçaram. Todos eram traçados por algumas estrelas, aquelas crianças apenas nasceram para serem incineradas, meramente, era assim que sua mente funcionava, incinerando sua consciência, humanidade e mesmo suas culpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andando calmamente, encontrara o seu alvo, uma mansão enorme feita de madeira, concreto e tijolos, na mente de Babel, uma verdadeira oferenda as suas chamas e à Athena. Reconstruir um novo mundo a partir das cinzas do velho. Até que encontrara um garoto sentado em frente à porta, com cabelos ruivos revoltos e olhos extremamente curiosos. A primeira oferenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na Grécia, no mítico lugar onde os cavaleiros do zodíaco tem como base de operações, o lendário Santuário de Athena, mas precisamente no Salão do Grande Mestre. O coração do Santuário, onde as acomodações de Athena se localizam também, um lugar onde poucos possuem acesso, apenas conselheiros, soldados de honra, auxiliares e os cavaleiros de ouro, e todos com sua devida permissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam a sua Santidade, Mestre Ares ao lado direito da divindade que se dizia Athena. E a frente deles, dois seres que não podiam se chamar simplesmente de pessoas, dois protetores das casas zodiacais, dois cavaleiros de ouro ajoelhados perante o sumo-sacerdote e a sua deusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro a chegar foi Aldebaran, o cavaleiro protetor da segunda casa do zodíaco. Um homem enorme em todos os sentidos, claro que havia cavaleiros maiores, mas não mais poderosos. Um homem de feições duras e quando sem obrigações, um homem de um riso extremamente fácil e com uma extrema preocupação com as pessoas a sua volta. Um cavaleiro de caráter e coração perfeito para ser um dos supremos protetores de Athena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E seu companheiro que estava ajoelhado ao seu lado, não era nada mais nem nada menos que Kamus, o cavaleiro protetor da casa de Aquário, conhecido fora da redoma que os cavaleiros de ouro se mantinham hierarquicamente como “Mago do Gelo”, devido as suas habilidades de manipulação de gelo superior a de qualquer Guerreiro do Ártico, e até mesmo por todo ar de sobriedade e nobreza que o francês carrega como personalidade. O mais racional das doze casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos ajoelhados humildemente, perante aos representantes máximos da justiça a sua frente. Sendo apenas agentes da vontade de Athena na terra e o Grande Mestre Ares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sem bem vindos e abençoados cavaleiros de Touro e Aquário, infelizmente não os chamei aqui para um momento de cortesia, mas sim para anunciar somente a vocês que estamos em uma guerra aberta agora. –Ares era preciso em cada palavra, pois em uma época com a que ele vivia, bastava apenas uma palavra errada para que a semente da dúvida germinasse na certeza do teatro do qual ele fazia. –Os traidores espreitam por todos os lados, que talvez nos leve a uma anarquia a nossa confrataria ou mesmo a matar nossa deusa. E vocês, Kamus e Aldebaran, são grandes opostos entre si, mas com algo equivalente, a justiça em suas almas. É com pesar que eu tenho que mandá-los como executores para alguns traidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brasileiro e o francês se enaltecem com as palavras do grande mestre e estremecem com a noticia de serem executores, eles já souberam que o próprio Shaka, foi enviado para o Japão para eliminar cavaleiros negros e dizem ainda que ele afundou a Ilha da Rainha da Morte durante sua trajetória, causando ondas gigantescas, que provocaram em curto prazo a destruição de alguns vilarejos litorâneos, fome, doenças, dentre outros. Shaka estava tão ligado a sua proximidade com os deuses que se esquecia da sua proximidade com os humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Até mesmo enviaria Shaka novamente, mas lhe falta o senso que vivas não são apenas carmas que as pessoas estão destinadas a continuar sua jornada, mas sim alguém que devote sua vida a proteger as pessoas no plano material, claro que nossa função é lutar contra qualquer tipo de ameaça, mas ainda servimos aos humanos que não tem poderes para se defender. –A força e sinceridade das palavras de Ares tanto o assustou, quanto assustou Eris, não parecia Ares, a voz e a ideologia de Saga, as palavras foram tão fortes que até mesmo aos cavaleiros ajoelhados foi tocante, e nem mesmo pelas palavras em si, mas sim pela força e obviedade da voz. –Então, necessitamos que vocês eliminem essas potenciais ameaças, para até mesmo evitar uma guerra interna desnecessária de irmão de armas, e defensores de Athena morrendo por causas inúteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para os cavaleiros isso era verdade, não suportavam guerras, para Aldebaran a própria palavra guerra era insuportável. Com a guerra vinha o caos, o medo, o terror, a angustia, dentre outros males humanos que afloram o pior do ser humano. E Kamus achava que isso era à volta dos primórdios do barbarismo, que toda evolução humana era jogada por terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Agora meus amados cavaleiros peguem suas missões santas e vão em meu nome purificar esses maculadores de armaduras. Levem o significado de justiça a eles, levem o significado de Athena aos seus corações profanados. –Eris motivava com as palavras certas, com a tonalidade certa, com a delicadeza certa ao coração dos guerreiros áureos. A jovem deusa da discórdia tinha esse poder de convencer, de fazer guerras apenas por amor, um amor falso, ou mesmo palavras saborosas feitas de puro veneno. Um veneno que corrompia a alma de maneira lenta e eficaz. O exemplo disso foi Gêmeos ter se tornado Grande Mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cavaleiros assentiram e respeitosamente saíram sem falar entre si, deixando novamente a deusa e o sumo-sacerdote sozinhos, acatando as suas ordens. Ambos sabiam que havia algo errado, ambos de maneira diferente, mas ainda sim sentiam que algo não se encaixava. Kamus sabia que não havia um manifesto muito claro para os traidores se rebelarem, há não ser que soubessem algo que o traidor Aioros iria fazer com a morte de Athena. Já Aldebaran só sentia que algo não se encaixava, afinal, todos os cavaleiros eram escolhidos por suas armaduras e constelações a servir à Athena. Era difícil entrar a idéia de “cavaleiros traidores”, mesmo a idéia de Aioros ter tentado matar Athena lhe soava absurda, mas naquela caça às bruxas, o melhor que fazia era ficar calado, não queria ter o mesmo fim de Aioros, matando ou morrendo por quem foi já seu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos cavaleiros guardavam o que achavam errado para si mesmo, dentro de seus corações e trancados em suas mentes. E fechavam a enorme entrada que dava ao salão da divindade da Justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Podem sair agora. -Eris, com a mesma voz doce que sibilara para Aldebaran e Kamus ordenava de maneira sutil agora para as duas figuras que se ocultavam naquele lugar. O primeiro tinha um sério ar de despreocupação, recostado em uma pilastra de maneira desrespeitosa, como se não tivesse apego por nada, por religião, conduta ética, nada. Esse era Máscara da Morte, o sinistro guardião da casa de câncer. E do lado oposto, contrastando com a figura fúnebre, estava Afrodite, em sua beleza andrógena e ar de nobreza que parecia rivalizar com a essência divina de “Athena”. Era no mínimo hipnotizante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como os dois cavaleiros que acabavam de sair, eles se encontravam em um antagonismo amistoso, quase com uma guerra prestes a acontecer, mas que nunca acontecia. Era quase assustador que entre as doze casas, pessoas tão poderosas e tão divergentes vivessem sobre ordens de uma jovem e um velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E então, o que quer conosco, ò vossa Santidade. –dizia Máscara da Morte com seus olhos que pareciam adagas prestes a perfurar o flanco de quem o olhasse diretamente, enquanto Afrodite era indiferente sobre qualquer assunto, como se não valesse a pena discutir com quem quer que fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desculpem-me por convocá-los nas sombras de Kamus e Aldebaran. –dizia Eris descendo alguns degraus do qual seu trono era distante do chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim, sabemos como somos desprezíveis, mal-falados e bastardos inglórios que não devem ser misturados com os de coração puro-. Os comentários do canceriano faziam, até mesmo que involuntariamente, Afrodite rir. Seu sarcasmo agressivo era uma verdadeira afronta a quem fosse sua vítima. Numa época daquela, ele seria condenado por traição facilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Muito pelo contrário, eles que não podem ser misturados a vocês. –Eris novamente destilava seus elogios e enaltecimentos que ludibriavam aqueles que não possuíam uma força de vontade pétrea e firme. –Vocês realmente são puros, vocês se assumem do jeito que são, não importando quem os olhem. Vocês são simplesmente vocês e eu admiro isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afrodite já estava enredado pelas palavras de Eris, mas Máscara da Morte não se importava com as palavras doces que aquela ninfeta poderia dizer. Não iria rastejar aos pés dela como todos os outros faziam, ainda possuía um pouco de dignidade e orgulho, mesmo que decadentes, mas como ele decidira há muito tempo que nunca mais iria fazer o que achava que deveria e sim simplesmente acatar ordens, ele era apenas um instrumento da “justiça”, e não um filósofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Apenas fale, vossa divindade. –Máscara da Morte tinha um engasgo cada fez que fazia reverência ao casal. –Não tenho a mínima disposição de apenas ser adulado. Se fosse, eu seria mais popular ou benevolente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eris tentava ler o coração de Máscara da Morte, mas não era possível, era tenebroso demais, um labirinto de sentimentos acumulativos e negativos, como desprezo, rancor, ódio, amargura, dentre outros. Um turbilhão de coisas que escondiam uma verdade ainda pior que aqueles sentimentos. Assim como Afrodite, que tratava tudo superficialmente, mas escondia algo que assombrava sua alma, o sueco era como uma arca de ouro cravada de pedras preciosas que apenas servia para lacrar um demônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos achavam que o demônio que carregaram era pior que os demônios que viviam assolando a Terra, tornando-lhes seres maquiavélicos, que cumpriam ordens. Pois sabiam que o mundo não era uma lenda bonita que os mais velhos contavam aos mais novos. Que a diferença do bem e do mal era menor que um fio de cabelo, prestes a se romper. E que tudo era relativo, bondade ou maldade, justiça e injustiça, caos e ordem. Era óbvio para os dois apenas manter suas convicções e seguir em frente, ocultando e enterrando suas origens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Ares apenas observava o fracasso que era manipular o italiano com a alcunha fúnebre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E qual seria o porquê de toda essa hostilidade comigo? –Eris desejava saber o motivo da sua resistência, o porquê de suas palavras não o seduzirem e nem o conduzirem da maneira que sempre conduzia. Ele não tinha uma fraqueza aparente, a sua estava enterrada. Literalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você pode lamber a pélvis do meu ego, mas nada disso não vai tornar meu trabalho agradável. Você é a justiça que eu sigo até encontrar uma melhor. –Máscara da Morte pegava os dois despachos da mão de “Athena”, um ele lançava para Afrodite e se dirigia para outro enquanto ia embora deixando o salão do Grande Mestre abrindo o despacho oficial. Ares por sua vez, já se manifestava para repreendê-lo, mas Eiri o impediu dizendo que ele era “espirituoso”, e Afrodite se desculpava pelo desrespeito perante a deusa pedindo para punir o cavaleiro de Câncer, o que foi dito não ser necessário pela jovem diva. Máscara da Morte então volta com passos decididos, e joga o despacho dentro do salão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Orfeu já está morto. Eu mesmo o matei. –dizia o italiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você matou Orfeu? – Ares não acreditava, pois Orfeu era um cavaleiro de prata com o oitavo sentido desperto, era praticamente impossível derrotar um cavaleiro de ouro  sem estar com ferimentos, a batalha entre os dois deveria ser catastrófica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sempre subestimam minhas habilidades. Poderia dar conta de você, Grande Mestre, mas isso não vem ao caso. –diz o cavaleiro de Câncer com arrogância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ora seu... –Ares estava revoltado, ele mesmo poderia matar o cavaleiro de prata, e se o podia fazer sem ter danos mais sérios, Orfeu sobreviveria de alguma maneira por pelo menos um golpe, o que revelaria sua identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não se preocupe, Ares. Ele é bastante espirituoso. –Ares tentava se recompor mentalmente, pois esse pico de instabilidade era a brecha que Saga usava para aparecer, mas tinha alguma coisa na voz de Eris que parecia mais uma de suas manipulações... –Acho então que proporei uma tarefa ao seu nível. Matar o mestre Ancião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ar parece parar, os estômagos gelam, o corpo estremece só nas duas palavras que faziam referência àquela pessoa. A verdadeira lenda, um dos poucos mitos vivos entre os cavaleiros atuais. Contam-se lendas de até cem anos atrás, e outras histórias não confirmadas que datam mais de duzentos anos. E todas apontam, mesmo que vagamente, que o Mestre Ancião é o cavaleiro de Libra, a armadura perdida durante anos, desde a última guerra contra Hades, acontecida há 243 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que poderiam ser apenas boatos, poderiam ser especulações e meramente histórias, mas era isso que essencialmente eram os cavaleiros de Athena. Todos eles eram uma lenda, e o Mestre Ancião talvez fosse a maior delas, tirando a vinda de Athena na terra, mas não ficava muito longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Esta bem, finalmente vou poder brincar! –Máscara da morte não tremeu, nem muito menos gaguejou. Em alguma parte ele saberia que poderia de alguma maneira insana se redimir e sai sem ao menos fazer reverência aos seus superiores. Afrodite pede desculpas pelos atos do cavaleiro de câncer, e se retira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ares e Eris observavam aqueles dois cavaleiros se retirando, dos quatro que passaram ali naquele momento, eles eram aqueles que serviam ao senso de justiça de outros porque não acreditavam no seu próprio senso de justiça, com segredos que atormentavam suas almas, talvez das dozes casas, aqueles fossem os únicos que o seguiriam sem mentiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 19 anos atrás...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Salão do Grande Mestre estava cheio, com os poucos cavaleiros que havia aquela época, na época em que o Grande Mestre regente do Santuário era Shion. Todos ali eram algum tipo de guerreiro de Athena, ou no mínimo ligado a eles, mas isso ainda era raro em eventos desse tipo, ter os dois únicos cavaleiros de ouro que existiam no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles era Aioros, o cavaleiro da casa de Sagitário, um jovem de cabelos castanhos bem cortados porem sempre revoltos. Sua armadura era uma das mais impressionantes do Santuário, a única com asas douradas. Sempre com um sorriso no rosto e uma face amigável, apesar da pouca idade que exalava, tinha passado também por muitas coisas, coisas que amadurecem pessoas mais cedo. Seu dever era atuar como agente externo do Santuário, mandado para missões que somente um cavaleiro de ouro poderia sobreviver, e procurar potenciais cavaleiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o outro era Saga, o cavaleiro de ouro da casa de Gêmeos, um jovem com longos cabelos azuis portando a armadura de Gêmeos que lhe dava um porte impressionante de realeza. O geminiano tinha um olhar gentil, mas sempre uma face muito séria. Sua missão era defender o santuário de qualquer ameaça, ele era a defesa absoluta de todo o santuário, já que era o único cavaleiro de ouro fixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saga e Aioros eram amigos apesar de tudo, e nenhum deles tinha remorso de seus deveres. Aioros adorava explorar o mundo, adorava as pessoas e se sentia sufocado preso em sua casa zodiacal, em seu próprio pensamento, acreditava que para proteger a humanidade tinha que conhecê-la e amá-la de verdade. Já Saga amava o Santuário, pois aquele era seu mundo, seu lar; seu único remorso foi ter dado a pena de morte para seu irmão gêmeo, Kanon, que tramara um plano que nem ele mesmo queria lembrar, mas que sempre ecoava em sua cabeça. A desculpa que ele dera para o sumiço do irmão era uma doença que o matou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto que eles especulavam sobre como seria sua vida quando se tornassem mais velhos. Aioros desistiria de ser cavaleiro apenas para ser pai de seus filhos e marido de sua mulher, que já estava grávida de seu primeiro filho. Aioros adorava crianças, inclusive seu irmão mais novo que tinha um potencial incrível para ser um cavaleiro de prata e quem sabe um de ouro. E Saga seria o novo Grande Mestre, pois o velho Shion já avisara que a senilidade estava chegando e que sua vida estava chegando ao fim, afinal ele possuía uma idade quase que incalculável para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia também quatro cavaleiros de prata, veteranos de batalhas que apareciam esporadicamente, os quais eram Maya de Sagitta, Ian de Escudo, Kraysto do Cruzeiro do Sul e Jagga de Orion, o último era considerado um dos cavaleiros mais fortes para a sua casta, era possível que despertasse o sétimo sentido. Os quatro foram promovidos à guarda pessoal de uma única mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele festejo para os cavaleiros era para comemorar a vinda de Athena para a Terra. E no trono que era posse de Athena estava uma mulher vestida como uma sacerdotisa, e grávida de seus sete meses. Estava feliz por trazer a reencarnação de Athena à Terra, mas achava mais que aquela comemoração era para ela do que para a criança. Estava feliz também por outro motivo, mas não ousava pensar próximo ao Grande Mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Atenção. –Dizia Shion com sua voz poderosa e única, apesar da avançada idade. –Estamos aqui para festejar a aproximação da vida de Athena para a terra e por ela vir de uma de nossas sacerdotisas. – Todos os cavaleiros levantavam a taça de vinho. –E venho aproveitar também para proclamar quem será o meu sucessor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saga estava esperançoso, seu trabalho seria reconhecido por ter a fama local de “homem santo” e Aioros ficava feliz antecipadamente pela conquista do amigo. E todos os outros olhavam para o Grande Mestre, inclusive os oficiantes que serviam os comes e bebes, e mesmo os soldados que faziam a segurança do local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Aioros se tornará o novo Grande Mestre quando eu partir para o lado de meus companheiros de batalha. –dizia Shion, levantando a taça. E todos levantaram suas taças, exceto Alana que não possuía taça e os dois cavaleiros de ouro que estavam perplexos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas de Rodapé!&lt;br /&gt;Agradecimaneto a minha namorada simplesmente porque eu a amo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1890524997916153226-1531312224142450516?l=assassinodedeuses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/feeds/1531312224142450516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2009/07/alma-nova-09-iniciativa-prateada.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/1531312224142450516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/1531312224142450516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2009/07/alma-nova-09-iniciativa-prateada.html' title='Alma Nova 09 - Iniciativa Prateada'/><author><name>Demiris Ikarus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14863139989794869952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SUupetsftoI/AAAAAAAAAzY/YXuGqaC9M6o/S220/musicas_espada_de_ovo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1890524997916153226.post-1111569878026144602</id><published>2009-07-22T21:07:00.004-03:00</published><updated>2009-07-22T22:14:44.998-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alma Nova'/><title type='text'>Alma Nova 8 – Inquisição! Caça e Morte aos Traidores!</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;No Último Capitulo de Alma Nova...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os cavaleiros finalmente tiveram seu encontro derradeiro com Fênix, com todos os cavaleiros negros mortos. Até que descobrem que Fênix não era sua real inimiga, mas sim Jango e o seu companheiro, que era na verdade, Docrátes, um cavaleiro de bronze, a mando do Santuário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As lutas se iniciam e Thouma, Okko e Isaak vencem Docrates, mas em compensação desmaiam por não ter energias para se levantar mais. Pandora foge com Hana nos braços. E a esperada luta de Esmeralda e Jango é cancelada pela aparição de Shaka, o Cavaleiro de Ouro da Casa de Virgem...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Shaka chegou, e agora?! O que ele iria fazer?!&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alma Nova 8 – Inquisição! Caça e Morte aos Traidores!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-A divindade está presente! –Era a apresentação de Shaka para qualquer leigo ou não, sua aura divina e seu cosmo partilhado com algumas entidades da cosmologia Hindu, o tornava o cavaleiro mais próximo dos deuses. Além do fato que ele mesmo recebera seu treinamento de seu avatar supremo: Buda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Esmeralda apenas estava surpresa com o cosmo daquela entidade que aparecia em sua frente. Sabia que era pra ter medo daquele ser que acabará de chegar, sabia que devia correr, mas seu ódio por Jango lhe permitia ficar, lhe permitia não ter medo. Se ela soubesse de quem se tratava, talvez tivesse medo, ela mesma só sabia a existência de cavaleiros de Athena e os cavaleiros negros, nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tinha uma reação diferente era Jango, não sabia quem era Shaka, mas acreditava que ele de fato era um deus, pois estava portando uma armadura dourada de algum dos doze signos solares. Era amedrontador, seu medo de padecer nas mãos de Fênix voltava, mas dessa vez para um cavaleiro de ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, você é o cavaleiro negro fugido da ilha da rainha da morte. –Olhava para os olhos de Jango, enxergando sua própria alma, porem não queria permanecer naquela mente deturpada por sadismo e violência por muito tempo. E ao olhar no fundo dos olhos de Esmeralda via apenas um passaro totalmente de fogo, queimando Jango, e que por trás das chamas havia uma menina chorando. Via que ambos eram da Ilha da rainha da Morte, o lugar onde os cavaleiros negros deveriam estar. –Vocês todos são resquícios da ilha da Rainha da Morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jango lembra-se de Gigars, será que este havia mandado um cavaleiro de ouro para eliminar Fênix?! Não acreditava que praticamente era um cavaleiro das fileiras do Santuário e lutaria ao lado de um cavaleiro de ouro. Era o máximo de glórias que ele poderia ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Hora de purificar suas profanas existências vãs nessa terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pandora corria o máximo que podia com Hana nos braços, em uma velocidade alucinante, ganhando grande distância da área de combate. Já Hana gritava com a amazona e se debatia, pois queria voltar para ajudar Esmeralda, batia contra a armadura de Andrômeda com toda força que tinha, mas que para um cavaleiro de Athena, não era nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Me solta, eu tenho que ajudar a Esmeralda!!! –As mãos de Hana já estavam com hematomas, mas mesmo assim ela tentava fazer com que Pandora a largasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não posso, se você ficasse lá iria morrer. Aqueles dois são monstros, tenho que salvá-la. Você é a esperança do mundo. –Pandora usava as palavras de motivação que Albior usava para seus aprendizes, mas não saía convincente de sua boca, parecia mais que Pandora falava para si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu fui covarde, nem tentei ajudar, apenas chorava com medo, sendo protegida. –Hana começava a chorar, recostando o rosto no peitoral da armadura de Andrômeda. –Vocês estão morrendo por uma causa, e se eu não for essa Athena?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pandora sabia dessa possibilidade, mas ao mesmo tempo era tão certo que ela era Athena! De alguma forma... Era impossível ela não ser Athena, não pelos fatos, não pelas provas, ela apenas era Athena. E no final, ela também a entendia, também se sentia uma covarde, mas ia cumprir as ordens de Fênix por esta ter confiado nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você não a ouviu? Temos que nos salvar, ela decidiu assim. Pior do que sair fugindo de lá, é não respeitar sua vontade. –As palavras de Pandora faziam Hana chorar ainda mais, pois sabia que no fundo era verdade, ela sentia que Esmeralda iria morrer, mas por mais estranho que fosse sentia que a veria novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que ambas viam do local da batalha uma explosão de luzes, e apenas Pandora sentia aquele cosmo que inundava tudo, era assustador mesmo cheio de paz. Sabia que deveria correr para o mais longe daquele local. Nunca era bom sinal seres com cosmos enormes aparecendo do nada. Voltava a correr como se não houvesse amanhã...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-M-mas c-como? – Jango estava amedrontado, não esperava por aquilo. Apesar que sua mente achava aquilo natural mas não esperava aquilo. Usar os cavaleiros negros para eliminar a garota e falar que a culpa era toda deles, mandando um cavaleiro de ouro qualquer para eliminar as provas. Era um fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não me interessa quem você é, eu vou acabar com Jango e somente eu o farei. Nada mais! –Esmeralda berrava, ela queria vencer mesmo não podendo naquele momento e naquelas condições, mas queria fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tola! Eu vim aniquilar todos, não só vocês como os três cavaleiros de bronze no desfiladeiro abaixo e a pessoa que está correndo! – Shaka, sentia o cosmo de todos, menos de Hana que não tinha um cosmo humano treinado, e Shaka achava irrelevante eliminar as pessoas comuns. –Eu vim eliminar todos vocês, já que os cavaleiros negros já foram mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esmeralda lança mais uma Ave Fênix destruidora para cima do cavaleiro de ouro, mas nada acontece, parecia que havia uma barreira circular invisível de puro cosmo. Era como se nada fosse puro o suficiente para tocá-lo, nem mesmo as chamas da amazona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vou eliminar a todos, e a esse lugar maculado por vocês. Khan!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explosão de luz foi assustadora, nada poderia se comparar àquilo, derrubando todo o pico do monte Fuji. A mídia local via a explosão de luz e de gelo, causando enormes deslizamentos. Todos chocados, estarrecidos, e amedrontados. A explosão coincidia com o sol se afastando no horizonte, mas ainda parecia dia, graças ao clarão do cosmo de Shaka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shaka, após liberar seu Khan, tenta sentir o cosmo de todos em volta. Todos eliminados, todos purificados por sua luz divina, mas algo estava errado. Algo que não se encaixava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esmeralda acordara, e estava em movimento. Não entendia, tinha apenas visto aquele cavaleiro emanar um cosmo absurdamente poderoso, lembrava-se de Jango gritando por sua vida, mais nada além disso. Agora estava sendo carregada, estava lúcida, mas o cenário parecia ser colocado um em cima do outro, como se o anterior nunca tivesse existido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que passasse mal, decidira desconcentrar do cenário para a pessoa que lhe carregava, e apenas via suas costas e seu cabelo lilás liso e farto. Suas vestes também não era nenhuma armadura e nem mesmo um traje de treinamento, mas sim uma roupa fina e regional de alguma cultura. Notara também que seu cheiro era delicado. Ela não queria ser carregada, pois isso era o que a antiga Esmeralda aceitaria. Mas ela não tinha forças nem mesmo para protestar. Tinha que recuperar as suas forças, tinha que matar Jango, tinha que proteger Hana. Ela sabia que era melhor continuar inconsciente para restaurar um pouco de suas forças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem que carregava esmeralda era jovem e apesar de se mover por intermédio do teleporte, as vezes que reaparecia corria ainda mais, mais que Esmeralda e Isaak poderiam realizar. E sempre olhando para trás com um semblante preocupado, mas ao mesmo tempo sereno. Por mais que ele fosse normal, sua marca de nascença se sobressaia, dois pontos roxos em sua testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intimamente, ele rezava para que tudo corresse bem, tinha conseguido pelo menos salvar a amazona de Fênix. Era só deixá-la em algum lugar seguro, pois sabia que seus discípulos conseguiriam dar conta dos outros. Pelo menos ele esperava, mas tinha que acreditar. Não poderia fazer tudo sozinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que em um de seus saltos dimensionais, foi bloqueado por um cosmo enorme, um cosmo que ele reconhecia, o qual estava fugindo. Apenas para segundos depois ter sua confirmação visual do seu temor. Shaka estava a sua frente, aparecendo com teleporte, assim como ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro dos dois se dá por um minuto de silêncio, ambos não tomam uma palavra se quer. A batalha que é travada naquele momento não é física, e sim paranormal. Ambos tentam invadir a mente do outro procurando por uma brecha, mas ambos são experientes demais para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não faço a mínima idéia de quem você seja, mas sei que já senti esse cosmo em algum lugar em algum momento da minha vida. –Shaka não usava de sua visão para reconhecer as pessoas, não que fosse cego, mas apenas mantinha os olhos fechados por algum voto. –Quem é você? E por que está tentando salvar essa traidora?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem de cabelos púrpura agradece intimamente por Shaka não o reconhecer e por não conseguir ler sua mente, mas tinha que de algum jeito manter a amazona de Fênix viva. Não podia deixar uma vítima ser punida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sou um agente do Santuário, estou aqui para evitar que você cometa um erro, cavaleiro de Virgem. –Mu não falava com dureza ou mesmo arrogância, muito pelo contrário, ele dizia serenamente como se fosse a mais óbvia das verdades. –Essa garota não é um cavaleiro negro, ela é uma vítima deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Minha missão é destruir tudo que estava ligado a Rainha da Morte, a ilha não existe mais. O último resquício dela é essa garota. Não me importa se ela sofreu, se é vítima ou não. É o destino dela morrer. São ordens de Athena. –Shaka estava determinado, eram ordens da deusa protetora da terra, não deixaria de acatá-las. Pois mesmo ele reencarnara como um cavaleiro de Athena, era seu dever servi-la! –Se pretende me deter, vou considerar você uma ameaça a minha missão e vou eliminá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem que salvara Esmeralda não se acovarda diante da ameaça, iria protegê-la. Shaka talvez por passar a maior parte da vida de olhos fechado não enxergava as coisas mais óbvias, talvez por buscar a verdade universal dentro de si, não via que tal verdade estava lá fora, fora de sua mente egocêntrica onde ele era a perfeição. Não havia outro caminho, se Mu quisesse salvar a amazona de bronze, teria que lutar contra Shaka ali mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Mu pensa em tirar Esmeralda de seu ombro, ela mesma sai, cambaleante, sem forças para nada, apenas para manter-se em pé e preservar um pouco da consciência que tentava fugir-lhe. Mas ainda usava seu salvador como apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Obrigado por tentar me salvar, mas eu luto minhas lutas. – Esmeralda queria lutar contra Shaka, ele matou Jango, lhe tirou toda sua vingança que lhe daria finalmente paz. Agora seu ódio foi transferido para o virginiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tola, acha mesmo que pode vencer Shaka? A reencarnação de Buda? – Por mais que a voz de Shaka estivesse serena, fica indignado com o desafio da amazona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pare de referir a si mesmo na terceira pessoa e lute! –Esmeralda corre com o punho levantado para o indiano, sem cosmo e sem chamas, apenas com seus sentimentos. Não a importa se vai morrer, desde que Shaka vá com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mu tenta fazer algo, mas o movimento de Fênix foi tão intenso que ele não previu suas ações, nem mesmo Shaka, já que ela não estava usando seu cosmo, mas ainda sim não é o bastante para ameaçá-lo. Ele por pena de matá-la usaria seu Circulo das Seis Existências, iria jogar sua oponente para um dos mundos karmicos, para nunca mais voltar. E ele o faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shaka antes de vê-la sumir, pode sentir o punho cheio de raiva de Esmeralda tocar-lhe a face, não fizera nenhum corte, não deixara nenhuma marca. Ele apenas sentira, o homem mais próximo dos deuses foi tocado por uma amazona de bronze. O cavaleiro indiano mantém a calma e não mostrava seu abalo. E ao ver sua missão cumprida se retira, mas antes diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Caso você se interponha novamente em meu caminho, não deixarei você vivo. –E desaparecia como se nunca estivesse estado naquele local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mu apenas se recriminava por não ter protegido a amazona de Fênix, e ela ter padecido de uma maneira tão injusta, rezava para que os outros estivessem bem. Sumia esvaindo-se no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A área do monte Fuji é interditada pela polícia local, como sempre, diversos curiosos e a imprensa local fazendo vigília no local para terem a notícia mais rápido que outros. Agentes federais japoneses e peritos geológicos e do esquadrão antiterrorismo. Até que três figuras surgem com imensas mochilas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem cheio de cicatrizes lhe faltando o olho esquerdo, com músculos inchados que davam a impressão de se romper a qualquer movimento, o segundo, de pele morena e feições atléticas, longe da aparência de um japonês comum, e a terceira parecia uma mulher, carregando a mesma mochila, coberta por uma capa enorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não podem passar. –dizia o agente federal do Japão obstruindo o caminho do trio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Somos da ONU. –dizia o moreno passando a mão pelos olhos do agente federal, para logo em seguida lhe mostrar três lenços de papel, que o policial pega. –Pode ver nossas credenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O policial examina as credenciais que eram meros lenços de papel, conferindo sua autenticidade como um verdadeiro documento diplomático. E levanta o cordão de isolamento, deixando os três passarem. Corria mais a frente para avisar ao encarregado do caso da chegada dos investigadores da ONU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar em seu superior, o moreno levanta a mão em direção para o encarregado. No momento, todos que olham os lenços de papel, vêem as credenciais dos investigadores da ONU. O Encarregado se encontra com o grupo de diplomatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bem-vindos, senhores. Sou o tenente Yagami Souchirou, desculpem-me é que são tantas pessoas em volta que temos que ter alguns cuidados. Senhor?! –Indagava o policial apenas para saber se os nomes dos documentos batiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Maren Hanssen! Por favor. Falta de cortesia minha. Estes são: Tim McIvor e Aleka Niotis. –Os nomes eram simplesmente inventados pelo moreno e jogados na mente do japonês. –Desculpe ser rude, mas temos que investigar, já que fomos mandados pra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mil perdões, querem que eu envie alguns dos meus homens com vocês? –O policial parecia nervoso, afinal era a primeira vez que ele se metia com pessoas da ONU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não é necessário. A ONU designou somente a nós fazermos um relatório e iremos embora. Queremos apenas que ninguém se aproxime, podem ver que estamos bem equipados. –Apontava para as enormes mochilas que carregavam. E os três adentravam andando calmamente, até serem perdidos da vista dos policiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao perderem de vista os policias, os três começam a correr em sua velocidade normal, que era no mínimo assombrosa, com o peso que carregavam não eram humanos normais, mas sim cavaleiros do zodíaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você cada vez me assusta mais, Asterion. –Dizia o homem cheio de músculos e cicatrizes para o moreno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nem tudo se resolve com força bruta, Moses. –dizia o cavaleiro com poderes telepáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas com certeza é a parte mais divertida! –Ria o cavaleiro companheiro de Asteiron. Geralmente eles eram uma dupla, e não um trio, mas ela fora também mandada para investigar, não exatamente a causa da explosão, mas sim para confirmar os cadáveres dos cavaleiros de bronze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E onde estão Lagarto e Centauro? Vieram conosco até o Japão, mas se separam de nós. –Indagava o terceiro integrante, que era na verdade Marin, a amazona de prata de Águia, que era a perita em investigação do Santuário, e um dos lideres da rebelião contra o Santuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marin estava apreensiva, não estava no Santuário, mas sim no Japão, onde seu irmão podia estar morto e talvez Athena também, mas o que não entrava na sua cabeça era porque lhe chamaram com a companhia de uma equipe de prata. Talvez fosse porque ela é a perita em investigação, mas Asterion também era desse tipo, especializado em infiltração de qualquer lugar e em arrancar as informações de qualquer um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mouses era o braço armado da equipe, caso acontecesse alguma coisa. De equipes inteiras ele sempre sobrevivia, não sem um arranhão, muito pelo contrário era o primeiro a entrar em combate e sempre saia vivo. Isso era prova de seu poder perante o Santuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sobre os cavaleiros de Lagarto e Centauro, ela não tinha muitos dados, apenas sabia que era do tipo de cavaleiros que trabalhavam sozinhos para que seus companheiros não sofram o “fogo-amigo”. Não fazia sentido tantos cavaleiros de prata em uma missão de reconhecimento, poderia mesmo ter mandado Shaka que estava ali momentos atrás para averiguar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eles tem outra missão aqui no Japão. A nossa é reconhecer os mortos e eliminar ainda os vivos. –dizia Asterion que fora nomeado chefe da equipe. –Fiquei sabendo que pode haver alguém ligado a você, Marin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marin sentia que sua mente estava sendo invadida por Asterion, apesar de não ser uma paranormal, tinha aprendido a repeli-los, bloqueando apenas com a sua vontade.  Mas apesar de tudo, tinha que ainda dar uma resposta para os cavaleiros de prata a sua frente, ela poderia com apenas um deles, e não dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Só conferindo para saber, mas creio que seja meu discípulo um dos traidores. Ele veio para cá com algum motivo. –Intimamente se amaldiçoando por jogar a culpa apenas no irmão, mas tinha que saber que ele estava vivo, para isso tinha que acompanhá-los até o local da batalha contra os cavaleiros negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada passo que a amazona de prata dava, mas ela se sentia encurralada. Sua mente tentava cada vez mais achar não apenas um plano B, mas sim um plano C, D e mais, apenas mesmo porque devido àqueles dois era no mínimo necessário. E rezava sem deixar sua vontade enfraquecer, que seu irmão mais novo estivesse bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ares novamente pensava em seus planos, tinha que dar certo a segunda investida dos cavaleiros de prata. Ele sabia que havia tanto cavaleiros quantos não-cavaleiros entre os traidores. Tanto que restringia seu contato apenas àqueles, e mesmo assim sentia na pele a oposição. Sentia-se rodeado por traidores, e era nessas preocupações que a mente confusa de Saga começava a tentar suas investidas para tomar sua mente e seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você não vai vencer, nem você nem Eris. Você está no santuário de Athena, um dos lugares mais puros, cheio de santos que à primeira visão de Athena se revoltaram.&lt;/span&gt;” - dizia Saga apenas na mente que parecia fazer sua voz ecoar pelo mundo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Cale a boca, seu fraco! –Ares apertava os ouvidos inutilmente, tentava gritar para abafar a voz ímpia de Saga dentro de sua cabeça. –Você matou seu irmão, você é tão monstro quanto eu, eu sou a parte que você matou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A família de um cavaleiro é Athena, sua devoção é para com ela. Tentei simplesmente deter um mal, mas esqueci que era humano, que estava sujeito ao mesmo mal. Você é o resultado da minha fraqueza. É isso que você é, uma fraqueza&lt;/span&gt;”. –Ares sentia o seu mundo girar, passava mal, se sentia sufocado. Já adotara sua máscara para não ver mais a face de Saga, que também era a sua face, apesar de drasticamente mudada, com olhos densamente vermelhos e cabelos brancos. Ainda sim ele era uma paródia maligna do santo de Gêmeos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Maldito, eu não sou sua fraqueza, sou tudo que você não conseguiu ser, sou o líder do Santuário, defendo a minha deusa! E protegerei esse mundo! –gritava Ares, mesmo não precisando, e seu grito pode ser ouvido por todo salão do Grande Mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não. Você nasceu de uma fraqueza. De instintos vis que meu irmão me deixou. Você é uma fraqueza&lt;/span&gt;”. - Ressoava a voz de Saga que naquele momento não era nem um ser material, era a divindade maligna que ecoava na mente de Ares. As lutas dos dois não envolviam cosmo em si, mas a vontade de se permanecer no plano material, em se valer a sua consciência da outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que subitamente, a voz de Saga se cala, o mundo e a mente de Ares se tornam novamente sob seu controle. A simples presença de sua Deusa Eris no recinto era o bastante para calar Saga. Ela sim era sua deusa, seu apoio divino, até que ele superasse esse “estorvo”, para ele mesmo eliminá-la, seria idiotice confiar na deusa da discórdia plenamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ainda sofrendo com Saga em sua mente, meu amado?! –A voz de Eris era a plena dúbia e cheia de nuances, sempre possuía um tom de ironia, sarcasmo, falsidade e ludibriação envolvida de palavras doces e gestos amáveis. –Meu campeão deveria suprimir isso mais facilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desculpe minha deusa, pela fraqueza em meu coração, mas é que sempre me sinto cercado de traidores, e eis que Saga surge do escuro do esquecimento como um pesadelo. –O que era verdade, Ares evitava dormir para não enfrentar mais seus duelos de vontade no plano inconsciente, porém essas guerras passaram a eclodir mesmo quando Ares estava acordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ora meu amado servo, se não sabe quem são os traidores e eles te cercam, atire para todos os lados. Um deles você vai acertar. –Dizia a deusa loira aplicando um beijo leve em Ares. –Acerte em quem você suspeite, comece uma inquisição, afinal, você é o Grande Mestre e está sendo apoiado por Athena, a Deusa da Justiça. Você está apenas detendo os servos de um grande mal que está para surgir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mente de Ares aquilo era certo, porém algo realmente o assustava: A falsidade que dizia que ele era o Grande Mestre e que ela era Athena era a mesma falsidade que o chamava de amado, mas ela estava certa, Saga se mantinha com a ameaça da rebelião e se fosse acertado pelo menos um traidor, a morte de inocentes já bastaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que comece a Inquisição! –Ares gritava para seu alter-ego ouvir, e o mesmo temia pelo sangue justo que iria ser derramado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misty e Babel, os cavaleiros de prata que foram juntos até o Japão com Marin, Moses e Asterion, estavam no centro de Osaka, procurando a direção de seus alvos. Ambos sabiam que talvez tivessem que eliminar inocentes, mas eram ordens dadas por sua Santidade e sua própria deusa. Por mais que uma razão de moralismo lhes batesse no peito, eram apenas soldados da justiça, e às vezes ela não tinha um caminho muito coerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há anos atrás...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aioros corria com uma criança no colo, fugido da ira de seus irmãos de armas. Aqueles que ele mesmo acompanhou seu treinamento, muitos amigos dele, e todos inocentes, exceto a pessoa da qual ele nunca esperaria uma traição. Queria ele ser um paranormal nessas horas, mas nem mesmo mestre Shion conseguiria fugir com seu dom de teleporte graças ao campo de restrição que o Santuário de Athena proporcionava. Mas incrivelmente, ele não fugira pelo caminho mais curto para fora do Santuário. Corria para a sua casa, sua mulher e sua filha estavam lá. Tinha que salvá-las também, tinha que ter força o suficiente para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que viu sinais de luta, não de lutas comuns. Mas sim como se uma gigantesca espada tivesse passado por vários locais, ele reconhece esse golpe, o único que poderia fazer isso era um de seus subordinados. Shura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adentrava em sua casa correndo e via uma cena pavorosa. A casa ensangüentada, sua mulher, Miriam, morta, e sua filha recém-nascida aos berros nas mãos de Shura, um dos pródigos do Santuário, por duas coisas: seu senso de justiça e da excalibur em seus ataques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-S-Shura... O-o que você fez?! –O desespero bate no coração do sagitariano, ele não merecia aquilo. Seu mestre Shion, estava morto, seu melhor amigo, outro cavaleiro de ouro, traia-lo e tentava matar Athena, e agora sua mulher morta por uma criança, já que Shura possuía quase a mesma idade de seu irmão mais novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso é justiça, traidor. – Shura só via um inimigo de Athena a sua frente, via um ser desprezível que deveria ser morto, um ser que maculava o título de cavaleiro de ouro. –Me entregue essa criança e estará tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-SHURA!!! O QUE VOCÊ FEZ?!!!! –O grego gritava com tudo, a mulher que ele ama estava morta e sua filha estava na mira da excalibur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Justiça, traidor. Justiça – Shura tinha os cabelos sempre bem aparados como um verdadeiro militar e também um olhar como a de uma espada pronto em retalhar o que estava à sua frente. –Você matou nosso Grande Mestre, eu matei sua mulher. Agora venha comigo e me entregue Athena, que juro em meu nome que não irei matar sua filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aioros não confiaria nele, nem mesmo em seu irmão, já fora traído demais por um dia. Tudo que tinha que fazer era salvar Athena e sua filha, de uma maneira ou de outra. Nem que tivesse que passar por cima de cada um do Santuário e de seus próprios sentimentos, de seu nome, de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Essa criança não é Athena. –Dizia Aioros, para evitar que Athena fosse deixada de lado nessa luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mesmo assim, me passe a criança e venha comigo, redima o seu nome com sua morte e sua filha irá viver. –Shura era um obstinado pela justiça, e com a sua filosofia que encaixava bem com o seu golpe: “cortar o mal pela raiz”, mas justiça sem discernimento era falha e letal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aioros atacava Shura em uma velocidade assombrosa que não poderia ser acompanhada aos olhos não-treinados do espanhol. Um soco em seu peito seguido do golpe do cavaleiro de Sagitário, o seu trovão atômico, e no mesmo instante tirava sua filha das mãos de seu mais novo oponente, e este apenas voava com o impacto para fora da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cavaleiro áureo deixava ambas as crianças na casa, e decidiu deixar Shura inconsciente. Suas emoções diziam para ele o matar, mas não era o que sua mente dizia, ele sabia que não iria adiantar nada matar Shura, aquilo não iria trazer sua mulher de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aioria saía de dentro do armário onde Miriam havia o jogado. Miriam assim como muitas outras pessoas no Santuário tinham habilidades de sentir o cosmo, e com o boato, presumia o que iria acontecer, mas não foi rápida o bastante para esconder a própria filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O irmão caçula do traidor pega sua sobrinha, da qual apenas poucos sabiam da existência e escondia-se no armário. Não deixaria que ela sofresse como “a filha do traidor”, ele lhe daria uma vida normal e carregaria o fardo de ter o sangue do traidor, mas ela não. Em nome da santa mulher que Miriam foi enquanto estava viva...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Notas Finais:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Finalmente, depois de tempos terminei! Dedicado esse capitulo exclusivamente para a Virgo, a pessoa que mais queria que o Shaka aparecesse. E pra Saph, porque só esses meus agradecimentos mequetrefes não bastam para a minha beta!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1890524997916153226-1111569878026144602?l=assassinodedeuses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/feeds/1111569878026144602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2009/07/alma-nova-8-inquisicao-caca-e-morte-aos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/1111569878026144602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/1111569878026144602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2009/07/alma-nova-8-inquisicao-caca-e-morte-aos.html' title='Alma Nova 8 – Inquisição! Caça e Morte aos Traidores!'/><author><name>Demiris Ikarus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14863139989794869952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SUupetsftoI/AAAAAAAAAzY/YXuGqaC9M6o/S220/musicas_espada_de_ovo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1890524997916153226.post-7723803742057296503</id><published>2009-03-31T19:38:00.001-03:00</published><updated>2009-03-31T19:40:18.782-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alma Nova'/><title type='text'>Alma Nova 07 - Resquícios da Rainha da Morte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele estava lá, preso, sofrendo o vai e vem das marés do cabo Sunion. Preso pelo sangue do seu sangue, a parte pura dele. Seu próprio irmão impediu de cumprir seu destino, ele quis dividir o poder com ele, afinal eram pessoas incompletas. Seu ódio crescia a cada dia que se passava, sua fúria aumentava a cada aumento da maré. Ele ia pagar, assim como sua adorável humanidade que ele iria escravizar, assim como os deuses que criaram a humanidade. Iria dominar tudo sendo humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso ele tinha que descobrir uma maneira de sair, batia nas paredes, tentava arrancar as barras, mas tinha algo ali que o impedia de usar sua cosmoenergia. Até que finalmente ele acreditava ter chegado seu dia, depois de quatro anos se alimentado dos peixes que caiam na sua cela. Ele quase conseguia tocar a lua de tão próxima que estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a água cobria já toda a caverna, ele não sentia como as últimas vezes, como se algo o protegesse. Só a água fria do mar batendo violentamente na encosta. Já que era seu último momento de vida, não iria padecer sem luta, mesmo que fosse contra a natureza, atacava as grades com tudo que tinha, com tudo que lhe sobrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que o impacto de uma onda o fez bater na parede da caverna. E seu mundo de ambição e loucura tornaram apenas breu. Apenas antes de se tornar parte do breu viu uma luz ímpia, na forma de um tridente, seu último pensamento foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O inferno não parece tão ruim assim!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de sua consciência se tornar breu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fênix se levantava rápido, não esperava dormir no colo de Hana. Não tivera o pesadelo de que matara seu pai, que na verdade não era um pesadelo, e sim uma lembrança, dessa vez apenas descansou sua mente no colo de sua refém, por mais estranho que isso parecesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dormira muito, porém cochilou bem mais do que estava acostumada. Não havia acompanhado os cosmos em suas lutas, porém não sentia mais os dos cavaleiros negros. Apenas daqueles cavaleiros de bronze que ela derrotou na floresta. Não queria combatê-los, queria apenas chamar a atenção dos cavaleiros negros. E por acreditar que Jango não havia morrido, afinal, este era covarde demais pra isso, decide então devolver sua refém para eles. Mas seriam eles capazes de protegê-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela levantava o rosto e via que Hana também tinha dormido. Esmeralda tentava se lembrar de como era dormir assim. Antes de ser Fênix, mesmo que o treinamento quase a matasse, ela dormia sem pesadelos, sem assombrações, um sono que lhe deixava recuperada. Agora seu sono era só para atender as necessidades básicas de seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esmeralda saía em silêncio, não queria atrapalhar os sonhos de sua refém que ela jurou para si mesma proteger com sua vida imortal, o que para ela é o maior juramento que ela poderia fazer. Fosse ela Athena ou não, iria protegê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Okko andava devagar devido aos seus ferimentos, os golpes de Dragão Negro afetavam tanto por dentro quanto por fora, sentia alguns vasos sanguíneos rompidos. Conseguia sentir também fracamente o cosmo de Isaak e Thouma, mas não sentia o de Pandora, ela era um companheiro de luta, por mais que a achasse arrogante e mandona. Seria então ele pelo menos o primeiro a lutar contra Fênix, talvez fosse o mais capacitado, graças ao escudo e o punho do Dragão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando próximo ao local, sentia um clima ao contrário do que a montanha sugeria: Um ar abafado, quente e sufocante. Podiam até ser vistas algumas poças de água próximo ao cume da montanha, o que era ilógico, afinal deveria ficar cada vez mais frio. Ilógico? “Se eu consegui fazer uma cachoeira correr ao contrário, porque vou passar a duvidar das coisas?”, pensava consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cavaleiro de bronze chegava a um planalto da montanha, onde havia uma caverna com a forma da boca de um lobo, e a frente do sinistro abrigo a fonte de todo aquele calor. A amazona de Fênix, a oponente que todos esperavam enfrentar. O chinês tentava se recompor para não demonstrar fraqueza para seu oponente, mas este era diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era franzina, não tinha muita massa corporal, parecia ser até mais fraca que Shunrei. O cosmo que emanava parecia ser alimentado por algo maior que ela própria. Um sentimento muito forte, que Okko sentia que não era bom, mas mesmo assim tinha que resgatar Athena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Fênix me devolva a garota! –dizia Okko sem deixar a voz vacilar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acha mesmo que pode protegê-la? –Fênix parecia querer ser convencida de que eles pudessem proteger mesmo Athena, essa era uma batalha que ele teria que travar com as palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu venci Dragão Negro, os outros venceram as suas versões negras, nós vamos protegê-la, porque é nossa missão. –Okko chiava muito, devido à dor que tinha no peito, mas mesmo assim continuava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E Jango? –Esmeralda ficou dividida naquela pergunta, ela jurou matá-lo, já que ele era o líder dos cavaleiros negros, mas se eles o tivessem matado seria a prova que eles poderiam proteger Hana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Jango?! Que Jango? –Com essa resposta, Okko causou um suspiro na amazona da Ilha da Rainha da Morte, de alívio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então terá que me provar que pode protegê-la. –Fênix sumia da visão de Okko numa velocidade comparada a do cavaleiro de Cisne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela aparecia quase embaixo dele, e lhe aplicava um chute no maxilar, praticamente voando baixo. Fênix não tinha muita força, mas seus golpes eram bem colocados, causando danos mais específicos, o chute foi suficiente para pegar em sua traquéia e ele perder o ar, aliado aos danos que já havia sofrido por causa de Dragão Negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fênix mal tocava no chão e já avançava novamente com um soco igualmente bem colocado no estômago do cavaleiro de Dragão. Okko ainda ataca, a deixa basicamente presa, e avança com seu punho direito, mas só encontra o ar para logo em seguida levar um chute na nuca e uma rasteira que lhe fazem planar sem muito senso de direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Esmeralda se prepara para chutar a coluna de Okko ele some, e ela sente um cosmo vindo rapidamente e sai da onde estava no mesmo instante. Por pouco não foi atingida por um relâmpago, vindo do cavaleiro de Pegasus, que ela julgara que era um vegetal a essa altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver o outro lado, via Cisne que havia salvado Dragão no último momento, numa velocidade impressionante, mas não muito acima de sua velocidade. A loira via que apesar da desvantagem numérica, todos estavam em péssimas condições, passar pelos quatro grandes cavaleiros negros não era um desafio ao qual eles iriam passar ilesos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dragão se levanta ao lado de Cisne que mentalmente agradece ao cavaleiro, mas não fala por seu próprio orgulho. Thouma que estava do lado oposto se colocava em posição de combate. Isaak estava ofegante, sentia o calor se esvaindo do corpo, devido àquele clima, mais ameno que sua terra natal onde treinou. Okko e Fênix reparam pelos rasgões na roupa do finlandês que havia manchas extremamente negras, Esmeralda sabia o que eram, a marca da Morte Negra. Ela sabia que um dos cavaleiros negros tinha essa técnica, só não sabia qual. E por conhecer tal técnica, sabia também que em pouco tempo Cisne iria ficar totalmente negro, e assim sua vida começaria a ser drenada por essa força maligna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nos devolva Athena! –Falava Isaak ofegante, que ao contrário de seus companheiros era o menos atingido e com menos danos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acham mesmo que podem me vencer? Nem quando vocês eram quatro o podiam fazer. O que dirá agora. –Esmeralda não tinha arrogância, tinha um ar de obviedade, que irritava aqueles cavaleiros orgulhosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thouma, Okko e Isaak se colocam em posição de ataque, e Esmeralda nem ao menos se movia, com o corpo relaxado. Nem ao menos colocava os braços em modo de defesa, ela não estava nem tão pouco motivada a vencê-los. A amazona queria testá-los para saber se eles tinham poder o suficiente para proteger Hana, aquela garota que eles dizem ser Athena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo dos cavaleiros darem o primeiro passo, todos ali sentem uma enorme densidade de cosmo se aproximando que os faziam suar e estremecer, até mesmo Fênix... Até mesmo Hana, que acordou e já passava mal, tanto fisicamente com espiritualmente, ia se escondendo até a boca da caverna vendo aqueles jovens trajados de armadura parados e olhando para todos os lugares. Faltava uma pessoa, a de armadura lilás e de cabelos longos e arroxeados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pandora se arrastava com as correntes de Andrômeda, ela não acreditava no poder de Hypnos de manipular não só a armadura, mas a ela mesma inconsciente. Tudo que a sacerdotisa se orgulhava, que era sua força de vontade, fora totalmente ignorada pela simples vontade do Deus do Sono. Ela viu tudo enquanto estava “inconsciente” mesmo que não quisesse, as cenas da luta eram simplesmente despejadas em sua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ficar deitada, queria deixar que todos se matassem e apenas ficar segura. A espiã de Hades não queria lutar numa guerra que não era sua, mas era a sua vontade contra a vontade divina de dois Deuses. Se antes a pseudo-amazona de Andrômeda tinha medo de morrer atraindo a ira de Tanathos, agora também temia os domínios de Hypnos. E colocava-se mesmo contra sua própria vontade a caminhar para salvar Athena, mas um pensamento que invadia sua mente enquanto caminhava, era que Athena talvez não fosse a única que precisasse ser salva...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cavaleiros perceberam que aquela densidade de cosmo vinha de cima. Pegasus, Dragão e Cisne dão um passo para trás. Os cavaleiros tiveram então a visão de um verdadeiro monstro em forma de pessoa. Vindo como um verdadeiro meteoro, provocando uma enorme nuvem de poeira junta, estava um ser de quase seus três ou quatro metros, trajando também uma armadura do zodíaco assim como eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era muito assustador ver um monstro daquele trajando uma armadura do zodíaco. Thouma achava que o reconhecia, mas não sabia de onde. Não apenas havia aparecido aquele ser tão grande, havia também um outro homem, dono de um cosmo macabro e assustador, sem nenhuma armadura a não ser a básica de um soldado, e com uma enorme cicatriz no olho direto como uma mancha escura, mais pra uma queimadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, vocês são os cavaleiros que estão indo contra a vontade do Santuário e de Athena. –A voz daquele monstro em forma humana era digna dele. Era forte e ameaçadora, mesmo não querendo. Até que ele observa mais atentamente que um dos cavaleiros a sua volta era o cavaleiro de Pegasus. –Você Ruivo! Por acaso é o irmão de Águia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thouma afirma que sim, presumindo que aquele gigante viera do Santuário. E assim como ele, tinha um relativo conhecimento sobre os cavaleiros de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sou Docrátes, irmão de Cassius! – Thouma estremece, pois lembrara dos rumores que ouvia sobre o irmão de Cassius. Que era muito acima em poder, cosmo e crueldade. Designado a missões que nenhum cavaleiro com resquício de humanidade executaria. –Você decepou a orelha de meu irmão e ainda feriu Shina que é uma grande amiga minha. Vai sofrer por tudo isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eles são lixo, não esqueça de Fênix. Que por sinal, sinto o cosmo dela, mas não a vejo. –dizia Jango procurando sua tão temida inimiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Fala da pequena amazona que eu mirei enquanto descia? –Questionava Docrátes. –Deve ser apenas uma sujeira no meu pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que Docrátes não notava que sua perna estava dobrada, e que ao baixar definitivamente a poeira, via-se claramente Esmeralda bloqueando o pé de Docrátes com uma das mãos, sem qualquer dano grave. Até que a amazona de Fênix o empurra fazendo-o perder o equilíbrio e cair. Jango sai antes de ser esmagado pela queda de Docrátes. E via a mulher que ele tanto se preparava para combater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olá Jango! Finalmente consegui fazer você sair da toca e lutar! –O ar de indiferente de Esmeralda que ela esbanjava até agora se tornava uma alegria sádica. Era quase possível ver o sorriso cruel por debaixo da máscara. – Desculpem meninos, mas vou ter que confiar em vocês para proteger Hana que está na caverna. Acham que conseguem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente, os cavaleiros sentiram seu orgulho ferido, mas antes mesmo de sentirem, viram que a amazona não era seu real inimigo. E como todo cavaleiro de Athena, tinham que colocar a proteção de sua deusa acima de seu próprio orgulho. O que era difícil particularmente para aqueles três, mas eles o fizeram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Onde pensa que vai, sua anã! –Docrates atacava com seu enorme punho em direção à amazona, que destruía mais o próprio cenário que tudo. Ele porém, não sentia o corpo da amazona em seu punho, apenas as rochas. Esmeralda continuava a andar em direção de Jango, lentamente com passos obstinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Docrátes tentou se virar para tentar atingir a guerreira loira, teve que deter seu ataque para ele mesmo não ser atingindo por um rápido relâmpago que quase lhe acertou o rosto, vindo do homem que roubou a armadura de seu irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho que você não ouviu Fênix... Nós seremos seus oponentes! –dizia Okko ao lado de Isaak e Thouma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pandora chegava naquele momento, apoiada pelas paredes sem condição de luta, mas dessa vez suas correntes estavam reagindo, arrastando para a boca de uma caverna. Isaak tem uma fagulha de alegria por ver que a amazona estava bem, e apesar disso, não queria que ela se arriscasse naquela luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pandora! Cuide de Athena que nós cuidamos deles! –gritava Isaak para a amazona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amazona sem cosmo nenhum aceita a missão, mesmo querendo combater ao lado deles para não se tornar tão inútil assim no grupo. E ia em direção de Hana, na caverna na qual ela se ocultava para não ser atingida pelo combate, até que sente suas correntes reagirem ao cosmo de Athena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente num movimento intenso, Docrátes ataca o cavaleiro de Pegasus com seu punho monstruoso. Thouma sai da trajetória com um giro gracioso, para apenas Dragão parar seu punho com outro soco. O impacto, forte demais, criou uma pequena onda de choque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aqui&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Docrátes investe com um segundo soco para cima de Dragão, que se protege com o escudo. O cavaleiro-monstro não percebe até que é tarde demais. Isaak estava na abertura de seu golpe e usava seus ventos árticos para atingi-lo em sua lateral. Fazendo-o afastar do combate corpo-a-corpo de Okko. Apenas para logo em seguida receber o impacto do Relâmpago de Thouma que faz com que se aproxime cada vez mais do precipício. O gigante percebe e firma seus pés no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cavaleiro chinês corre em direção de Docrátes, que se sente desafiado e se coloca em uma posição mais sólida, para resistir ao golpe e contra-atacar. Então, Okko ataca com seu punho indestrutível no chão, provocando uma rachadura e o gigante tenta colocar sua enorme perna na base da rocha que ainda não estava despencando, mas com duas aparições, Cisne e Pegasus, ele é golpeado fazendo perder o equilíbrio e cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo de sua força e de sua fama, Thouma sabia que aquilo era meramente uma distração. Todos ali estavam fracos em comparação a quando chegaram na montanha. O pior deles era Isaak, que parecia estar cansando-se mais do que Okko e Thouma, mas não havia tempo hábil para eles se preocuparem consigo mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três pulam para onde caía Docrátes, deslizando montanha abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esmeralda caminhava lentamente, enquanto Jango tentava não tremer de medo daquela franzina amazona loira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shun, o diretor do orfanato, pegava-se tomando seu tradicional chá e olhando o noticiário local, que dizia que nunca houve tantos deslizamentos no monte Fuji. No fundo, ele sabia que isso tinha haver com seus hóspedes, até o ruivo fora correndo, mesmo não estando completamente bem. O diretor sabia que se contasse a alguém, qualquer um diria que ele havia enlouquecido. E por mais que tentasse negar, aquilo parecia muito óbvio para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aquele não era seu único pensamento, em relação a isso. Perguntava-se como aquela mulher de cabelos escuros e excessivamente lisos sabia da existência de seu irmão morto e de seu medalhão, a única lembrança que tinha de sua mãe e de seu irmão. As próprias lembranças que ele fazia questão de esquecer. Realmente sentia que conhecia aquela mulher de algum lugar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de serem sentimentos demais, ele não se dava o direito de pensar em si mesmo. Tinha as crianças do orfanato para se preocupar. Aquele era seu santuário, seu templo que ele tinha que defender. Rezava então para que aquelas pessoas estranhas conseguissem salvar Hana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Senhor Amaniya?! –Entrava Minu, a governanta da casa, que apesar da pouca idade para tal função, exercia com maestria a ordem do orfanato Filho das Estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim, Minu. Fale! –dizia o diretor ainda tomando seu chá e olhando o noticiário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sei que o senhor sempre toma as medidas mais acertadas, mas não concordo em você ter omitido àquelas pessoas sobre o que Hana deixou aqui, dias atrás, antes de ser seqüestrada. –dizia a jovem governanta com seu jeito submisso e cabisbaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Minu, eu sei também disso, mas você sabe muito bem o quanto eu sou preso a minha palavra. Assim como eu prometi a meu irmão e a minha mãe em seus túmulos que iria cuidar do orfanato, eu prometi a Hana que iria entregar o que ela deixou ou ao tal de Milo ou a ela própria. - Shun acabava de tomar o chá na mesa de seu escritório e virava a poltrona que o deixava de costas para Minu. –Queria muito acreditar que eles são mesmo quem dizem ser, mas não posso me dar ao luxo de ser tão ingênuo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esmeralda avança para cima de Jango, com um golpe direto no rosto, a uma velocidade que o cavaleiro negro não podia acompanhar, mas para surpresa da amazona, ele não cai. Ela investe novamente com um chute, mas dessa vez ele defendia. Golpeava com a outra perna, mas dessa vez não foi apenas bloqueada. A perna dela fora pega e ela fora impactada no chão. Como Jango conseguia fazer aquilo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o seu oponente apenas mantinha uma posição de combate zombeteira, afinal, ele sabia que o treinamento de Esmeralda não fora completo, pois ela não se dedicara até a morte de Guilty. Em perícia e em combate, Jango era muito superior. O que ele temia realmente era o cosmo alimentado pelo ódio dela, e quanto a isso, ele tinha um plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ar novamente começa a se aquecer, é sufocante até mesmo para Hana e Pandora que estão um pouco mais fora do combate. Pandora lembra-se do ataque de Fênix, joga então Hana no chão e a cobre com seu próprio corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-AVÊ FÊNIX!!!! – Num movimento rápido e furioso a amazona da Rainha da Morte lança seu golpe para cima de Jango, este chega a ser mais devastador que o primeiro lançado na faculdade em que Hana estuda. As chamas se espalhavam numa velocidade impressionante por causa dos ventos que lhe acompanhavam, e a mesma explosão causava vários deslizamentos que eram relatados pela imprensa local. Mesmo os helicópteros não se aproximavam devido ao calor que fazia haver o risco de desmaiar os pilotos devido à falta de oxigenação. Até mesmo fotos do satélite saíam de foco, mas para os cavaleiros do zodíaco isso era comum, já que de alguma maneira a cosmoenergia deles interferiam com a transmissão de radiofreqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esmeralda recupera sua racionalidade que juntara naquele momento e deseja ver apenas o corpo carbonizado de Jango, saciando assim seu propósito de vida. Porém, antes mesmo de se erguer recebe um golpe vindo de onde estaria as cinzas de Jango. Uma labareda de chama negra que acertava seu ombro, fazendo-a cair de dor, pois aquelas chamas pareciam arder também seu sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jango estava ali em pé, numa área circular intacta, não fora afetado de nenhuma forma pelo golpe devastador da pupila de Guilty. E carregava um sorriso sádico e insano estampado no seu rosto, que assustaria até mesmo o pior dos demônios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Docrátes caía em um lago enorme, que havia se formado com o derretimento de gelo causado pelos inúmeros golpes que se acumularam; este para ele era apenas uma grande poça de água. Via os cavaleiros descendo em alta velocidade para combatê-lo, o que os deixava como alvos fáceis. Unindo os dois punhos enormes e acumulando cosmo gigantesco transferia a energia para um punho só para a execução de seu ataque. O punho de Hercules. Um gigantesco meteoro feito de cosmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três vendo aquilo, saíram da rota do golpe sacrificando seu equilíbrio, caindo bruscamente no lago. Levantando-se, a água batia a um palmo abaixo de suas cinturas, enquanto Docrátes estava até, no máximo, com metade de sua perna submersa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um segundo Punho de Hercules é lançado contra eles. Todos conseguem escapar a sua maneira, mas vêem que cada vez mais os golpes daquele cavaleiro monstruoso estavam aumentando o poder, enquanto ele se entregava à batalha. Os três sabiam que o ideal era vencê-lo rapidamente e resgatar Athena. E seu senso de urgência aumenta mais ainda quando uma grande explosão de chamas ocorre de onde vieram, que eles reconhecem como o golpe da amazona de Fênix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Docrátes se impressiona com o tamanho da explosão, e não acredita que foi a amazona que ele chamara de “anã” que ocasionaria aquele show pirotécnico. Até que sentira uma dor enorme no estômago, era Okko, golpeando-o, ainda sim sentiu isso de forma fraca, pois seu corpo e sua armadura agiam por excitação à luta, e estavam mais rígidos ainda. Também, levara um chute no rosto proporcionado por Thouma, mas que não causara dano, apenas deixava o gigante furioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao atacar os dois cavaleiros, ambos escapam do oponente, que por sua sorte cada vez ficava mais lento na mesma proporção que ficava mais forte. Enquanto isso, eles apenas acobertavam Isaak que usava o círculo de gelo para deixá-lo imóvel, porém seu golpe não estava com a mesma intensidade. O cavaleiro em questão via mais chamas negras em seu corpo e via ele mesmo cada vez mais fatigado, mas como só ele tinha o poder de parar o gigante, toma uma decisão que poderia ser seu fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adquirindo velocidade, o cavaleiro de cisne sumia do campo de visão de Docrátes, este por sua vez, reparava que alguns cristais de gelo formados no ar atrapalhavam ainda mais seus movimentos. Odiava essas táticas, as achava ridículas, pois vários de seus oponentes já tentaram isso inúmeras vezes. Suas atenções eram mais para o usurpador da armadura de Pegasus, que deformara seu irmão mais novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que sentira um calafrio enorme subindo-lhe as pernas, era o guerreiro do gelo congelando as mesmas. Isso seria facilmente resolvido com um bom soco que iria quebrar sua coluna, seria um oponente a menos. Desce então o punho com a vontade de acabar com a vida de Issak.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao acabar a trajetória, não sentira o estalo de osso quando se quebrava, mas sim parecia que havia socado um muro de ferro. Quando vê, era o cavaleiro de Rozan que protegia Isaak com o lendário escudo do Dragão. Apenas ele para agüentar um golpe de Docrátes, o que na realidade não impedia este a continuar tentando. O escudo podia ser indestrutível, mas o cavaleiro não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do quarto golpe, Thouma ataca com seu Relâmpago Celeste na nuca do monstro em forma de cavaleiro. Não o feria, mas apenas chamava sua atenção, uma manobra apenas para chamar atenção, que foi bem-sucedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o suficiente para distraí-lo, as pernas de Docrátes, totalmente congelas pelo ataque de Cisne, que se afastava rapidamente dali, dando espaço para Okko que assim havia ganhado espaço para lançar seu golpe, a Cólera do Dragão. Golpe este que manipula a força da água manifestada na entidade draconiana e ataca o cavaleiro gigantesco, fazendo-o voar pelos ares, perdendo totalmente seu senso de equilíbrio e direção, pois ele mesmo, que não fosse pela sua própria vontade, nunca saiu do chão. Aproveitando ainda, o cavaleiro de bronze ruivo, ataca-o com seu relâmpago celeste, pois ele mesmo não teria mais força para lançar outra Altura Máxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaak preparava mais um círculo de gelo, dessa vez congelando as outras partes de seu corpo transformando apenas o imenso cavaleiro em uma escultura bizarra de gelo, que caia ao fundo da montanha, onde vários deslizamentos aconteciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três cavaleiros de bronze se entreolham e sorriem por terem detido aquele monstro, apenas num momento de não-hostilidade entre eles próprios antes de desmaiarem pela exaustão e ferimentos adquiridos durante a chegada ao Japão. Apenas deixando-se perder as forças naquele lago...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esmeralda estava chocada, aquilo não era possível, como ele escapara ileso de sua Ave Fênix? Era realmente impossível! Enquanto Jango gargalhava de maneira assustadora que apenas ele sabia, um som que fazia o seu estômago revirar de medo. Até mesmo Pandora se assusta, nem mesmo as correntes de Andrômeda e nem o escudo do dragão suportaram o golpe direto de fênix. Que tipo de oponente era aquele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, tive medo dessa menina o tempo todo... Realmente foi a pior idiotice que eu poderia fazer. – Jango se aproximava da amazona loira, que estava sem saber o que fazer. Resolvia atacar novamente, talvez fosse apenas um momento de sorte, mas era em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada soco e golpe aplicado era facilmente bloqueado por Jango, era o mesmo de ver um adulto brincando com uma criança de quatro anos furiosa. Era impossível, o grande temor de asas flamejantes era facilmente vencida por um não-cavaleiro. Até que o único cavaleiro negro restante esbofeteia a franzina amazona que cai no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fênix tenta usar o seu Golpe Fantasma, já que não podia destruir Jango por fora, poderia destruir sua mente, mas também fora inútil, ele apenas caminhava, sem ao menos hesitar para chutar a face de Esmeralda. A amazona da ilha de Andrômeda, ao mesmo tempo em que escondia os olhos de Athena, para que ela não visse aquele massacre, começava a ter pena da amazona. Por mais que tivesse uma parte que sentia que era aquilo que ela merecia, ela se via no lugar de Esmeralda, quando lutava com Andrômeda Negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para o Jango, aquilo realmente era o seu sonho de consumo, humilhar Fênix, a mascote de seu irmão Guilty,  que morreu praticamente para dar a armadura mais poderosa para Esmeralda. Ele realmente estava feliz como nunca, e no final, ainda iria se tornar um cavaleiro de Athena, finalmente o destino sorria para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como! –gritava Esmeralda. –Como você consegue?!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sua idiotinha, um golpe não funciona duas vezes contra o mesmo cavaleiro. –Jango a chutava novamente, jogando-a um pouco mais longe de onde estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu nunca combati você, como você pode ser imune aos meus golpes?!!! –Urrava Esmeralda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas você usou nos cavaleiros negros. Achava mesmo que eu estava fugindo de você?! Eu estava ganhando tempo. –Jango dizia aquilo se vangloriando. –Descobri um artefato que sempre esteve na minha frente e nunca enxerguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esmeralda recebia outro chute, mas dessa vez era jogada contra a parede da montanha, um pouco distante ainda da boca da caverna onde Pandora e Hana estavam. Seu corpo e seu orgulho doíam, era impotente assim como na vez em que deixou seu mestre se suicidar com suas mãos. Estava rendida, e Jango percebia isso sem ao menos ver seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jango tirava algo de trás das suas costas, Pandora prestava bastante atenção, enquanto Hana tremia de medo por sentir tanta destruição. A amazona de Andrômeda observava que ele retirava uma máscara muito estranha com uma essência assustadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Esmeralda põe os olhos na máscara, a mesma chama de ódio volta a se acender dentro dela. Era a máscara que seu mestre usava, era a máscara que ela sempre odiou, e mesmo que odiasse, era ainda sim parte de seu mestre. Novamente ela usa sua Ave Fênix contra Jango. Mas como da última vez foi inútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Essa máscara foi feita pra proteger o usuário tornando-o mais poderoso, usando tudo que ele tem de pior e aumentar seu cosmo. –Dizia Jango por trás da máscara e com a sua volta tudo queimado, menos o chão que ele pisava. –O problema é que tudo que eu tenho de pior já está exposto para quem quiser ver, ao contrario do idiota do meu irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esmeralda não acreditava, aquela máscara que transformava seu pai em um monstro estava com Jango, os dois seres que ela passara sua vida amaldiçoando. Os seres que ela devotava sua vida a destruir estavam a derrotando, aquilo para ela só poderia ser um pesadelo, ou no mínimo uma enorme piada de mau gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Agora que você não pode fazer nada, acho que lhe farei sofrer. –dizia Jango. –Vi que você fez amizade com a menina que o Santuário me mandou aniquilar. É unir o útil ao agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amazona de Fênix não devia ligar, mas ela sentia que aquela garota que lhe ofereceu o colo para dormir era diferente de qualquer pessoa. Era destinada a alguma coisa que ela mesma não entendia bem. Ela lhe deu sua única sonolência que não vinha acompanhada de pesadelos. A amazona havia prometido a si mesma protegê-la com sua vida. Não podia ficar parada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela voltava a atacar o cavaleiro negro, o qual, em um rápido movimento a jogava contra a parede novamente. Era ridículo pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você tem tudo pra ser uma guerreira imbatível, só lhe faltou treinamento adequado. –Jango dizia resoluto. –Usei os cavaleiros negros como cobaia aumentando o nível gradualmente para ver seu limite de poder, provavelmente você só os vencia por causa de sua aparência, e pela sua cosmoenergia, Tinha usado Dragão Negro e os outros para enfraquecê-la e Docrátes como plano B, só não contava com a aparição desses cavaleiros de bronze. Mas por fim, correu tudo certo, não terei um passado pois todos aqueles que conheceram “minha vida devassa” estão mortos ou vão estar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esmeralda sentia mais ódio ainda daquele que seria parte da sua família. Usara todos que conhecia para se beneficiar, matara indiscriminadamente apenas para sua satisfação pessoal. E ela não pode fazer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bem, hora de cumprir com o meu serviço. CHAMAS NEGRAS DA RAINHA DA MORTE!!!&lt;br /&gt;O golpe de Jango eram chamas profanas que pareciam queimar o próprio fogo que iam em direção de Pandora e Hana dentro da caverna. Provavelmente as incineraria e ainda faria a caverna desmoronar, sem chance de sobrevivência. Mas algo impediu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As correntes de Andrômeda formam na mesma hora uma defesa circular, só que ao invés de defender Hana e Pandora, canaliza com vento as chamas negras por dentro delas, jogando-as para cima e as dissipando no ar. Deixando Jango, extremamente irritado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ora sua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Andrômeda, leve Hana daqui! –dizia Esmeralda. –Eu vou cuidar dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não seja idiota, Fênix! –Gritava Pandora. –Você não pode com ele, você não viu?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não vou quebrar as promessas que fiz para mim, para meu mestre e para Hana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hana fica estática, não queria estar lá, e também não queria deixá-la sozinha, mas estava muito assustada com tudo aquilo que acontecia de uma só vez. E Pandora, exceto por ficar estática, estava na mesma situação de Hana vendo tudo aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você é uma amazona de Athena, trate de ser uma e tire Hana daqui agora!!! –Gritava ensandecida Esmeralda, temendo machucar Hana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era verdade, Pandora sabia que esse era o desígnio de qualquer cavaleiro de Athena, proteger sua Deusa. Pandora coloca a jovem nos ombros, mesmo contra a sua vontade e recua tentando fugir da montanha. Sair para longe daquele lugar, era o que um cavaleiro de Athena, mesmo ela não sendo uma, tinha que fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jango deu um impulso para persegui-las, mas fora bloqueado rapidamente por Esmeralda, que ainda era mais veloz que Jango. Dando espaço o suficiente para Pandora escapar com Hana, deixando apenas os últimos sobreviventes da Ilha da Rainha da Morte. Jango e Esmeralda ali parados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Idiotazinha! Acha mesmo que vai me deter?! Se escapar de mim, ainda terá o cavaleiro do Santuário para torcer o pescoço daquela ninfeta, se bem que se eu fosse ele, faria outra coisa! –O sorriso maquiavélico no rosto de Jango era assustador, monstruoso, aberrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ora seu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amazona foi interrompida por uma explosão de luz. Apenas uma breve aparição para a própria figura, mas que para qualquer outra criatura poderia chamar de milagre, de benção. Não apenas um guerreiro de Athena, não apenas um cavaleiro de ouro, mas sim a reencarnação de Buda à serviço de Athena. Shaka de Virgem. O cavaleiro que tinha como serviço executar a todos ligados de qualquer maneira aos cavaleiros negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A divindade está presente. – dizia Shaka em reverência a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1890524997916153226-7723803742057296503?l=assassinodedeuses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/feeds/7723803742057296503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2009/03/alma-nova-07-resquicios-da-rainha-da.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/7723803742057296503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/7723803742057296503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2009/03/alma-nova-07-resquicios-da-rainha-da.html' title='Alma Nova 07 - Resquícios da Rainha da Morte'/><author><name>Demiris Ikarus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14863139989794869952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SUupetsftoI/AAAAAAAAAzY/YXuGqaC9M6o/S220/musicas_espada_de_ovo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1890524997916153226.post-2074302118440357055</id><published>2009-01-25T23:39:00.000-02:00</published><updated>2009-01-25T23:42:20.544-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alma Nova'/><title type='text'>Alma Nova 6 – Lutas Obscuras parte 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Você sacrificaria uma peça que foi tão longe assim, meu caro irmão? -indagava Hypnos, o Deus do Sono, observando a cena numa nuvem que era tão nítida como a realidade. - Afinal ela já chegou dentro do Santuário, e só esta lutando para manter as aparências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E o que pretende fazer meu, caro irmão? -Tanathos desligava-se por um momento da festa das ninfas para saber mais do plano intricado do irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Simples. Você verá! -dizia Hypnos manipulando palavras em grego como magia apenas com um dedo. -Você verá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que decepção, eu esperando que minha batalha fosse mais divertida. -Andrômeda parecia feliz e decepcionado ao mesmo tempo. Não esperava que a original fosse tão fraca assim, mas aquilo não importava muito, ele seria um dos que lutaria com Fênix, e finalmente seria um cavaleiro de bronze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Decepção? Que tal eu lhe dar desespero ao invés disso? -Pandora se levantava com um cosmo que não pertencia a ela, o cavaleiro negro começa a se apavorar, pois nem mesmo o cosmo de Jango era tão apavorador. A máscara da amazona que não tinha marca alguma tinha agora a famosa estrela de Davi desenhada em sua face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-M-mas como? Você estava morta! -Andrômeda Negro não sabia o que estava acontecendo, ela estava morta! Seu cosmo havia se esvaído, ela estava envenenada graças à corrente negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Morta é uma definição muito abrangente e definitiva, mas acho que esse conceito vai servir bem em você. -Pandora não tinha nada mais da amazona que não controlava as suas correntes, mas sim dona delas forçando-as a se movimentar a seu bel-prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavaleiro negro atacava mais uma vez com seu golpe, as correntes negras, as mesmas que viravam víboras para envenenar seu oponente, mas com um simples movimentos de mão, as cobras param e se curvam como se admitissem a amazona de bronze como novo mestre. Como se fossem hipnotizadas, não respondiam mais ao cosmo de Andrômeda Negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-I-impossível!!! Como você consegue controlar as minhas correntes. -Andrômeda Negro em desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu disse que ia lhe dar desespero! Ataquem víboras negras esse herege! -Num simples movimento de mão, as serpentes se voltam contra seu criador. E o atacam com tudo, tentando inocular seu veneno, devorar sua carne, quebrar seus ossos, aniquilar sua existência. -Não há mais misericórdia em meu coração cara cópia sem aptidão. Só há o desejo de transformá-lo em cadáver para alimentar os vermes dessa terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não! Piedade! Não me mate! -Implorava por misericórdia, naquele cosmo não parecia haver esse sentimento, naquele cosmo que a amazona de bronze exalava não havia qualquer sentimento humano, parecia uma coisa distante, fria, que não respeitava nada a não ser sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-No inferno nós conversaremos! -As serpentes o cobriram totalmente, dos pés a cabeça, e atacaram mais uma vez, torceram, morderam e envenenaram até onde podiam, até que tornaram-se correntes de novo. E o cadáver inerte de Andrômeda Negro cai no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pandora/Hypnos olha aquele mundo e sente o cosmo de Athena próximo. Ele poderia a matar, mas se o fizesse, não poderia usá-la para matar na lutar contra Poseidon, os espectros teriam que lutar contra cavaleiros e marinas sobre a mesma bandeira. Que a sacerdotisa continuasse seu trabalho. E deixava de exercer sua influência no corpo dela, deixando seu corpo e sua alma sem consciência ali, logo ela iria se levantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Okko continuava a correr, sentia que algumas batalhas já haviam começado, mas com a falta de Pegasus, tinham um cavaleiro negro a mais para derrotar. Ao acabar de atravessar uma das cavernas para chegar numa encosta menos íngreme para se lutar, e seguia também o cosmo de um dos cavaleiros negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que encontrara a saída da caverna e a paciência de seu inimigo. Uma armadura idêntica a sua em cada detalhe, menos em sua coloração que era negra. E a aparência era totalmente diferente da sua. Tinha feições mais suaves, não de um combatente, mas sim como as de um artista marcial. Mas os olhos dele que mais lhe chamavam a atenção, seu globo ocular era de um azul muito escuro e profundo, facilmente confundido com negro se não fosse pela própria íris negra. Ele parecia à personificação do que era ser um “Cavaleiro Negro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ora se não é o Grande cavaleiro de bronze de Dragão. Treinado nos sete picos de Rozan. Realmente, o nosso encontro é feito! -dizia Dragão Negro, como se sempre esperasse o cavaleiro de Dragão ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ao que parece você esperava a mais tempo do que a entrada dessa montanha. Já que fui ordenado cavaleiro esses dias praticamente. -dizia Okko com o seu sorriso feroz no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim, todo cavaleiro negro espera encontrar-se com seu original, pois só assim podemos ser cavaleiros de bronze a serviço de Athena. Esperamos esse momento toda nossa vida, morremos esperando, e agora vai ser o momento de nós dois passar por nossa provação. -Após dizer isso, o cavaleiro negro se colocava em posição de combate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discípulo de Dohko sentia em seu rival um sentimento de serenidade e destino impressionantes. Parecia com o que ele sentia quando ganhou a armadura de Dragão, um sentimento de paz de espírito e equilíbrio, mas que o de seu oponente estava mais acostumado aquilo. E Okko também se colocava em posição de ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cosmo de ambos parecia equivalente, se os outros cavaleiros negros tivessem o mesmo nível de cosmo, os outros estariam com sérios problemas. Ele teria que vencer o Dragão Negro e todos os outros que aparecessem em sua frente. Ele prometeu que iria defender Athena para seu mestre, e não ia recuar. Era seu orgulho..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro golpe vinha de Dragão Negro, um soco direto que Okko facilmente defendia com o escudo e ia atacando com o punho direito até que teve que parar o ataque para segurar o chute de seu oponente. Era difícil prever seus movimentos, não tinha como interpretá-los, ele parecia impassível até o golpe ser transferido, se atacasse estaria com a guarda aberta. E ele odiava aquilo, aquela vulnerabilidade, mas não podia dar-se ao luxo de sair gravemente ferido sabendo que no final teria que lutar contra Fênix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um soco no punho, Okko fez que Dragão Negro se afastasse. O próprio oponente entendera a manobra e iria respeitar, até porque estava realizando seu sonho de lutar contra o cavaleiro de bronze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você é bom! -Okko passava a mão no rosto, por causa de um dos golpes de raspão que lhe acertará, mas nada grave para seu corpo, apenas em seu orgulho de guerreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E você está me decepcionando, Dragão. -dizia Dragão Negro. -Você só se defendeu, pensei que haveria uma batalha épica entre nós dois. Vejo que necessitarei apenas de um dedo pra te vencer. -Dragão apontava o dedo que iria usar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acha mesmo que vai me derrotar com um dedo, não seja estúpido! -Okko por mais que tivesse mudado depois de receber a armadura de Dragão, ainda não suportava provocação. Ia em direção de Dragão Negro sendo Okko apenas! Queria atravessar seu punho pelo corpo dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dragão Negro abaixava o dedo, como se fosse um momento de desistência! Okko por um momento pensa em desistir, mas não podia dar-se aquele luxo, tinha mais oponentes mais a frente. Tinha que vencê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa súbita mudança de cosmo, o cavaleiro negro volta a apontar aquele dedo, mas nele veio destruição numa rajada circular de vento que atinge Okko, jogando-o para a parede da montanha, mas sem antes destruir inúmeras formações rochosas em seu caminho. O cavaleiro de bronze caia de joelhos, fora pego em um chamariz idiota e por um golpe poderoso, rápido e limpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Prepare-se então! -Numa súbita explosão de cosmo, algumas pedras começam a tremer. Os cabelos de Okko começavam a subir a medida que seu cosmo aumentava. -Vai se arrepender por provocar a CÓLERA DO DRAGÃO!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O golpe ia em direção ao seu oponente, o formato de um dragão fazia o caminho de destruição, mas Dragão Negro não se movi, muito pelo contrário, parecia que ele queria resistir ao golpe. Colocava o escudo de sua armadura em posição de defesa enquanto resistia ao golpe. Até que desviava o golpe e corria em direção ao cavaleiro, Okko não acreditava nisso. Odiava aquele golpe, deixava-o desprotegido logo ali, quando seu coração estava vulnerável devido a pressão que a Cólera do Dragão exercia sobre seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um piscar de olhos, Dragão Negro estava face-a-face com ele. Apontando aquele maldito dedo para o seu coração, com um sorriso maligno de vitória no rosto. Okko quis fazer alguma coisa, mas não houve tempo. Um golpe direto em seu ponto fraco, chegando a fazê-lo perder a consciência imediatamente, sendo acordado pelo impacto no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Levante-se! Não treinei tanto para lutar contra um desistente como você! -O cavaleiro negro caminhava em direção do cavaleiro caído, Okko tentava levantar, mas sentia uma dor aguda no peito. Se estivesse sem armadura estaria morto, um impacto localizado daquele tipo era monstruoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ora, você treinou a vida toda para ser o cavaleiro de Dragão e vai cair assim sem uma luta? -Dragão Negro levantava Okko, o cavaleiro de Athena, pelo colarinho da camisa, até que algo encaixou na mente dele. Não achava que ele seria um cavaleiro de Dragão, principalmente pela tatuagem do tigre que aparecia em suas costas; mas ele não admitia ser um perdedor. Se não pudesse vencer como um Dragão, lutaria como um tigre que era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um soco voou direto no rosto do cavaleiro da rainha da morte, que quase o fizera perder alguns dentes se não fosse a própria aura mística das armaduras. Dragão Negro reparou que agora seu oponente mudava, não era aquele misto de energias que se formava completando uma a outra e divergindo em algum ponto, mas agora era um misto de energias selvagens, indomáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você vai se arrepender por ter me feito fazer isso! -Os ventos à volta de Okko se tornavam mais furiosos e indomáveis assim como ele mesmo. -Vou lhe contar uma coisa! Eu realmente não esperava me tornar o cavaleiro de Dragão, mas jurei ao meu mestre que iria defender Athena. Então, sempre treinei para lutar sem armadura, e tenho um golpe meu que eu pensava que não seria necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria armadura de dragão saia do corpo de Okko, prevendo a vontade de seu cavaleiro. Okko só estava com o dorso nu e em posição de ataque que fazia lembrar mais um tigre. Em suas costas começava a aparecer um tigre completo, com a pata esquerda indicando o coração de Okko.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dragão Negro se preparava novamente elevando seu cosmo para mais um golpe, mas não chegava agora a se comparar ao cosmo de Okko. Era o desafio de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Okko partia em direção do cavaleiro negro, o qual fazia o mesmo para lhe atacar. Ambos espalhavam cosmo por onde passavam no formato que seus golpes representavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-GRANDE FURACÃO DO TIGRE!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um furacão o golpe vai em direção, o Dragão Negro utiliza sua técnica que apenas por pouco tempo se mantém, cedendo totalmente a técnica de Okko. Dragão Negro tenta se defender com seu escudo negro, mas quando começa a fazer o movimento vira apenas aquele tigre humano, atravessando o braço nu em seu peito, como uma verdadeira garra atravessando seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os ventos não cessavam, ainda atacavam rasgando a armadura negra e a pele de seu portador. O ataque do guerreiro de Rozan era devastador, até mesmo para ele, já que o mesmo não contava com a proteção da armadura naquele momento. O golpe também o afetava, mas se fosse para ele não perder seu amado orgulho, ele sacrificaria sua vida sem hesitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Okko força o braço para fora do corpo de seu adversário, mas ventos do golpe ainda conseguem jogar Dragão Negro para longe, num tremendo impacto que ainda o faz ficar soterrado sobre dezenas de pedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tigre de Rozan caia ajoelhado, exausto, pois aquele golpe era demais para ele mesmo. Via seu punho direito praticamente destruído por trespassar o peitoral de Dragão Negro. Mas ainda se sentia bem, agradecia pelas armaduras negras não fossem tão duras quanto as armaduras de bronze, senão, seu braço de ataque estaria quebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via a armadura e sentia um sentimento de orgulho, como se ela o parabenizar-se, por não depender dela. Surgia um sorriso no rosto de Okko, para logo depois vir o olhar de surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dragão Negro se levantava mais uma vez dos escombros, se colocando em posição de ataque. Para Okko aquilo era impossível! Aquele era o seu golpe mais poderoso, e o mais arriscado, não tinha mais energia para lançar um segundo furacão. Dragão Negro por mais que quisesse aparentar que está bem, não estava. Tinha no mínimo três costelas quebradas, e seu sangue escorria sobre o ferimento do peito e dos vários cortes que receberá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Okko também se levantava, sabia que não podia contar com sua técnica, e muito menos contar com a armadura de Dragão, que não passaria nada a mais que uma algema pesada. Tinha que confiar mais uma vez no golpe que mais odiava, a Cólera do Dragão. Elevava mais uma vez seu cosmo para um golpe que possivelmente o mataria, mas ao que parecia, nenhum dos dois iria ao inferno sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos elevavam seu cosmo ao máximo que podia. O cavaleiro da Ilha da Rainha da Morte avança mais lento que a ultima vez, mas ainda veloz. Okko já sabia onde ele ia atacar e ficou no mesmo lugar, e preparava apenas o golpe para derrubá-lo definitivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve o encontro e tudo em volta explodiu em um enorme clarão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thouma corria, acordava de seu estado vegetativo recentemente e só sentia os cosmos de clarões enormes de cosmos se chocando, alguns muitos estranhos, o que parecia ser o de Pandora uma hora definhava a outra ressurgia monstruoso. O de Dragão tinha parecido explodir agora contra seu adversário. Parecia apenas que o cavaleiro de Cisne estava inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Logo ele. -Pegasus sentia um pouco de rivalidade com o guerreiro do gelo, afinal não tiveram o desfecho de sua luta, mas primeiro iria se vingar de Fênix por deixá-lo daquele estado. Estava com a mente confusa e perceberá que perdia momentaneamente seu senso de equilíbrio, por causa daquele ataque mental. E ainda sentia as dores de algumas queimaduras, mas agora já sabia do que ela era capaz. E ela iria cair diante de seus relâmpagos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocava-se a correr novamente a correr em direção da montanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois dragões estavam parados, o negro apontando o dedo para o coração de Okko, e o Tigre havia acertado as costas, na direção do coração, de Dragão Negro. O cavaleiro negro caia, mas o guerreiro de Rozan o aparava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Por que você não usou o seu golpe? Você teria me matado na mesma hora! Por quê?! -Gritava Okko, por não entender a reação do oponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quer saber mesmo? -Dragão Negro cuspia sangue. -Porque eu fui derrotado por um tigre, mas a minha missão era de vencer ou morrer pelas mãos do cavaleiro de Dragão. Quis pelo menos morrer pela cólera do Dragão, nunca iria prever que enfrentaria um tigre e um dragão em uma só pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desculpe por não ser o Dragão que você quis confrontar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Idiota. -Dragão Negro cuspia mais sangue forçando as últimas chamas de sua vida. -Você é mais que um Dragão, mas eu viverei também em seu escudo, te forçarei a lutar mais e mais. Pois a perfeição é o destino de todo o dragão. Agora vá que você tem uma deusa a salvar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Okko via Dragão Negro morrer em seus braços, mas parte dele iria viver no escudo do dragão. E colocava novamente sua armadura para ir ao encontro de Fênix e salvar Athena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaak continuava sua subia pela íngreme montanha, pulando de rocha em rocha. Sentindo o cosmos de seus amigos sumirem aos poucos, principalmente o de Pandora. O qual ele quis voltar para ajudá-la, mas tinha que enfrentar mais um cavaleiro negro, pois não podia contar com Pegasus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando há uma das várias áreas planas do local, estava lá um cavaleiro com a armadura deturpada de Pegasus, um jovem assim como ele de olhos negros e com um ar de rebeldia. Apoiado no paredão da montanha como se o esperasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vejo que foi o idiota do Cisne Negro que perdeu primeiro, como o esperado. Vejo que vou ter que lutar com você, não é?! Ganso Branco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaak não acredita no desrespeito que o cavaleiro negro demonstrará com ele. Aquilo só lhe dava mais vontade de derrotá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegasus Negro avança contra Isaak que praticamente desaparece da vista de seu oponente e o ataca de cima, que esquiva apenas por perceber o cosmo de Cisne em cima da hora. E á área de impacto tornava-se o nascimento de diversas estalagmites de gelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaak não acreditava naquilo, raramente alguém prevê seus golpes em alta velocidade, ele esquivara antes mesmo que ele atacasse como se fosse uma coreografia. O guerreiro do gelo tinha que manter sua mente limpa tinha que ser racional para que algo explicasse aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que foi ganso? Não consegue encostar em mim? -Isaak começava a se irritar seriamente com aquilo. Iria acabar aquilo com um único golpe logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-PÓ DE DIAMANTE!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ventos gélidos atacam os cavaleiros negros, que numa velocidade assustadora se movimenta mais rápido que o golpe. Chegando a subir o paredão da montanha, mas o Pó de Diamante era o golpe mais básico dos cavaleiros do ártico, então podia forçá-lo a mudar de direção. E com um pouco mais de concentração e cosmo gasto ele fazia os ventos se dobrarem a sua vontade para acertar seu oponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda sim, Pegasus Negro conseguia fugir do ataque de gélido. Pousando no chão após um salto acrobático e ia em direção para um combate direto contra Isaak, que ainda não havia parado de atacar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegasus Negro chuta a garganta de Isaak, fazendo-o parar de lançar o golpe; e ainda sendo arremessado em direção do abismo que tinha acabado de escalar. Isaak ainda parava, e bloqueava o soco que vinha para dar o impulso para ele realizar a queda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era impossível aquele nível de improviso, já que ele nunca lutará contra o cavaleiro negro. Era como se ele já estivesse acostumado a lutar com ele, como se conhecesse cada movimento dele. Pegasus Negro só demonstrava aquela cara debochada irritante, que não lhe deixava concentrar, mas tinha que descobrir qual era o truque dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cavaleiro negro atacava com uma chuva de meteoros negros, que ia em direção de Isaak. Que desaparece com a sua velocidade, mas ainda estava sobre a mira de seu oponente. Até que Isaak lembra que Cisne Negro passou o símbolo do cisne, possivelmente, aquele cavaleiro negro que deve ter estudado cada movimento dele e seu potencial, mesmo que ele inove, será muito difícil vencê-lo nessas condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um dos meteoros negros que iria atingi-lo foi cortado por um relâmpago em alta-velocidade, destruindo totalmente o meteoro negro. Os dois oponentes olham a fonte de tal ataque e enxergam o cavaleiro de bronze de Pegasus um pouco mais acima da deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Querendo me trapacear, Cisne? –dizia Thouma. –Quem deve vencer esse cavaleiro negro sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você que é um incompetente, ficando dormindo quando tem que salvar uma deusa! –Sorria Isaak ferozmente para o companheiro recém-chegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vá que eu cuido dele. –dizia Pegasus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vai cuidar também de mim sozinho? –dessa vez a voz era feminina, para Pegasus Negro e para Isaak, não fazia lembrá-los de nada, mas para Thouma aquela voz era recente e mesmo assim não acreditava que ela o seguiria até aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amazona estava com uma nova máscara, idêntica a outra que Thouma havia quebrado, mas dessa vez estava com sua armadura: armadura de prata de Serpente. Isaak e Pegasus Negro sentiam seu cosmo é ela era poderosa. E Pegasus Negro era o que estava mais nervoso, afinal eram três cavaleiros de Athena para combater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Hora de morrer, seu insolente! –Shina colocava-se em sua posição de ataque com suas enormes unhas e com um faiscar de um relâmpago passando por seus braços em direção de Thouma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo era muito confuso, Isaak não acreditava naquilo, mas aquele dia era realmente de coisas inacreditáveis. Possivelmente aquela amazona estivesse a serviço da falsa Athena, mas era a oportunidade de Pegasus Negro continuar a atacar Cisne. Enquanto, o cavaleiro ruivo estava ocupado com a amazona, e disparava seus meteoros negros para cima de Isaak, que forçava-se a imaginar para onde iria para não ir. O que tomava tempo demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois cavaleiros de bronze apenas esquivavam, pois mesmo que Thouma soubesse como Shina lutava, ele ainda estava com algumas queimaduras e sérios danos fortes por debaixo da armadura. E seus respectivos oponentes já conheciam suas táticas e golpes. Até que ambos ficaram de costas um para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que bom que eu não sou o único a não gostar de você! –Dizia Isaak ao bloquear um chute do cavaleiro negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Cale-se, temos que vencê-los! –Thouma segurava o pulso de Shina, e lhe aplicava um golpe no abdômen para ela recuar. –Tem algum plano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A única coisa que eu vejo é aproveitar que eles estão lutando separados para lutarmos juntos! –Isaak lançava sua rajada ártica para apenas afastar Pegasus Negro. – O que pra nenhum de nós é uma boa escolha, mas é a necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como você disse: Não é boa, mas é necessária! –Shina voltava a atacar com as suas Garras de Trovão, porém Thouma energizava seus braços com seus relâmpagos e segurava o golpe de sua oponente e a jogava para trás, ao mesmo que Isaak se abaixava. A amazona de prata caia em cima do cavaleiro negro, que adorou a cena, mas tinha que tomar cuidado agora, pois dos dois cavaleiros de bronze começavam a aumentar seus cosmos de forma assustadora, lado-a-lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo Pegasus Negro que era treinado na ilha da Rainha da Morte, treinado para ser ele mesmo o bastante para as suas lutas, treinado para nunca depender de ninguém; mas naquele momento era mais do que óbvio que teria que lutar ao lado dela, mas Shina só via seu objetivo. Matar o cavaleiro de bronze de Pegasus, e mataria também Pegasus Negro depois, apenas por que suas armaduras eram similares. E investia sobre o ruivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thouma apenas com um bater de braços o céu começava a se fechar com uma nuvem pesada e escura que repentinamente aparecia acima deles, parecendo que chamava o cavaleiro de Pegasus que flutuava em pleno ar. Shina não se importava com o feito visual daquele golpe, apenas queria ver o sangue do irmão de Marin esvaindo por um ferimento grave. E ignorava o cavaleiro de cabelos esverdeados que fazia a mesma imensa nuvem nevar ao mesmo que relampejava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guerreiro negro atacava cisne com seus meteoros negros para detê-lo, mas era tarde demais! Com um simples movimento de mãos, sem exageros e ainda sim com um ar majestoso lançara seu pior golpe: a Aurora Boreal. Uma rajada ártica extremamente mais agressiva, como se fosse uma tentativa do guerreiro ártico de dividir seu sofrimento do treinamento de anos em apenas um momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O frio avançava cobrindo tudo que estivesse na sua frente, envolvendo os meteoros negros e partindo-lhes como vidro. Até que chegava ao seu oponente congelando-o totalmente, e mesmo Shina que havia saltado para ataca o cavaleiro que roubou a armadura de seu discípulo sentira a brisa do golpe que fora o suficiente para deixar suas pernas dormentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os raios que caiam sobre a área, Thouma transformou seu golpe em um raio e lançou diretamente a Shina, que perderá velocidade graças à Aurora Boreal de Isaak, acertando-a em cheio. Que ao chegar ao chão, os raios seguiram por terra por todos os lados evitando apenas Isaak, mas acertando o guerreiro congelado, Pegasus Negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A combinação dos golpes fora devastadora, com uma grande área negra no ponto de impacto e no abdômen da amazona de Cobra, com várias estacas de gelo encravadas por todo lugar, inclusive no corpo de Pegasus Negro. O efeito foi no mínimo devastador, os golpes sozinhos não teriam esse efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thouma ainda vê que a amazona que estava lhe caçando, ele poderia ser problemas mais a frente. Parado ele levantava o punho para dar-lhe um último golpe, o que acabaria com a obsessão dela e com a sua vida. No momento que descia o punho, ele sentiu travar na metade de sua trajetória. Isaak estava segurando o braço de Pegasus, o que assustava com a velocidade com que ele chegará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você já venceu, não precisa matá-la! –dizia Isaak forçando o aperto no braço de Thouma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como não? Não viu que ela é vai atrás de mim depois que acordar. E quem sabe não é uma agente do Grande Mestre?! –dizia Thouma tentando tirar o braço preso em vão, pois ali era um dos vários lugares de seus ferimentos não curados, mas não demonstrava dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E presumo que você a vencerá? Ou a convencerá que está do lado errado? Não é? – Isaak começava a esfriar o ar junto com o braço do companheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thouma se livrava mais bruscamente da mão de Cisne e ia continuava a andar, mesmo sabendo que aquele seria um erro. E Isaak via esperava o ruivo se distanciar, para ver uma ardência que sentia no braço, uma mancha negra. Pensava que era um dos vários hematomas que adquiria e logo se ia, e colocou-se a andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu último sopro de vida, Pegasus Negro via a marca da Morte Negra, logo Cisne iria sofrer as consequências de uma morte dolorosa e corruptora sobre ele. E o cavaleiro negro deixava-se ser levado para o reino dos mortos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1890524997916153226-2074302118440357055?l=assassinodedeuses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/feeds/2074302118440357055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2009/01/alma-nova-6-lutas-obscuras-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/2074302118440357055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/2074302118440357055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2009/01/alma-nova-6-lutas-obscuras-parte-2.html' title='Alma Nova 6 – Lutas Obscuras parte 2'/><author><name>Demiris Ikarus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14863139989794869952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SUupetsftoI/AAAAAAAAAzY/YXuGqaC9M6o/S220/musicas_espada_de_ovo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1890524997916153226.post-4014186498009771726</id><published>2008-12-28T22:29:00.003-02:00</published><updated>2008-12-28T22:49:59.939-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guardians'/><title type='text'>Presente de Amigo Oculto pt.2</title><content type='html'>Fanfic de Amigo Oculto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Título&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Dia que o Herói Partiu – Parte 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As equipes se dividem, Matheus pega sua moto e vai na frente a toda velocidade com Fox como segundo passageiro, carregando seu rifle e duas pistolas. O resto dos guardiões formaram equipes de dois a três integrantes, nos carros. Que foram: Sofie e Yin; Odara e Kazumi; e Gabrielle, Brigite e Shaniqua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os rastreadores desenvolvidos por Gabriele funcionavam quase como um sonar, mas apenas específico para a energia youki. Seguiam a força do sinal, mesmo Gabrielle já lhes tendo avisado que o local da fonte era a maior fenda entre o nosso mundo e o mundo youkai. E era lá que Marco estava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No Honda Civic, estava Kazumi na direção, que não se acostumava a dirigir com aquela mecha de cabelo em cima do olho. Odara olhava pela janela a paisagem mudar, enquanto comia uma barra de chocolate cantarolando alguma coisa que não era um de seus mantras. O que tirava mais ainda a concentração da sagitariana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Até que ela começa a ouvir a indiana cantar baixo e movimento a cabeça dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Here I am, rock you like a hurricane!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Odara, você está bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Nada, to ótima! Só estou estranhando eu comer tanto chocolate, essa coisa capitalista pouco nutricional u.ú. E sempre lembro dessa música quando me lembro dele. -Odara sempre com aquele sorriso enorme como se nada a afetasse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Nem parece que estamos indo para a nossa possível morte, parece que você está indo apenas para outro lugar. -Kazumi fazia ultrapassagens perigosas assim como faziam seus companheiros nos outros carros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Ora Kazumi, somos os Guardiões dessa realidade! -Odara abria seu largo sorriso. - E o que tiver de ser, vai ser! Mas não podemos nos dar ao luxo de perder a capacidade de sermos felizes, apesar de tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Perder a capacidade de ser feliz”, Kazumi repetia isso mentalmente, isso era válido no mínimo para metade dos Guardiões dessa geração. Principalmente para ela que se apaixonara por um idiota que a espancava e lhe tomava tudo que tinha. Ela, a mais poderosa entre os Guardiões, sofria eternas “quedas de escada”; pois não era capaz de levantar a mão contra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Você possivelmente tem razão, Reichert-san! -Apesar de numerosos pensamentos invadir-lhe a cabeça, a Toshihiko se focava em seu objetivo mais próximo, salvar Marco e lacrar a barreira de uma vez. -Espero que tudo saia bem, por que depois disso nada mais será o mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Odara entendera aquilo como um sinal positivo, e sorria mais ainda! E continuava a cantarolar: Here I am, rock you like a hurricane!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No Fiat Tempra estavam Brigite dirigindo o carro de Gabrielle, a geminiana no banco de trás cheia de aparatos, medidores e Shaniqua no carona. Gabrielle tentava manter a mente limpa, mas estava desesperada. Seu irmão talvez estivesse preste a morrer a cada segundo que se passava, não conseguia triangular muito bem a posição onde Marco estava, pois as lágrimas impediam ela de entender os números e configurações a sua frente, mesmo ela tendo as criado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Calma, my friend! -Shaniqua sempre conseguira manter o japonês, mas estava nervosa. Não acreditara que Marco fora sozinho, porque ele não chamou um deles para ajudar. Até que lhe vem a mente que Andrew não estava presente em nenhum dos carros. -E onde está Andrew?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Provavelmente ele estava na patrulha com Miguel. -respondia Brigite, sabendo que sua amiga estava muito ocupada (e preocupada) para responder a Shaniqua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Mas mesmo assim, não faz sentido aqueles três sumirem assim do nada, principalmente depois daquela conversa. -dizia Shaniqua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Que conversa. -apesar da pergunta feita por Brigite, a expressão de surpresa das duas guardiãs do elemento ar era a mesma: curiosidade e surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Peguei Andrew, Miguel e Marco, conversando baixo, no nosso quarto. Geralmente, Andrew não gosta quando eu atrapalho suas conversas. Então esperei que eles terminassem para que eu pudesse entrar. Não entendi muito bem, mas não me lembro muito bem como, ouvi Miguel gritando que aquilo além de infantilidade era burrice, e Andrew dizendo que era uma chance. Marco disse que era a chance dos filhos dos guardiões, e os seguintes terem uma chance de uma vida normal durante um bom tempo. E ele mostrou um frasco com uma substância arroxeada que me deu arrepios. Disse que era a cura de todo mal dos Guardiões, eu realmente tinha pensando que era um remédio para Sofie...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Brigite e Gabriele estavam chocadas, apesar das suspeitas, não tinha nada confirmado. Afinal, ninguém além delas duas sabiam daquele veneno anti-youkai. Brigite, não acredita que Marco tenha descoberto aquilo sozinho. Até que ouve os equipamentos sendo jogado e Gabrielle agredindo os bancos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A italiana sabia, ela tinha contado a Marco sobre a toxina. Ela queria dar uma esperança ao irmão que era um farrapo do que era antes de começar essa história de Guardião. Sofie apesar de tudo, era que dava força para Marco continuar de pé. Ela era a assassina de Marco. Não tinha cabeça de procurar mais nada, e Shaniqua e Brigite não podiam fazer nada para consolá-la. Tinham que evitar que Marco morresse! Brigite pisava mais fundo no acelerador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E no Citröen, estava Yin na direção que só havia se acostumado a dirigir carros franceses, enquanto a amiga estava deitada no banco traseiro, segurando o sabre francês com a mente distante. Totalmente diferente da Sofie, animada e sorridente que se irritava com tudo, era como se ela estivesse deixando de ser ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Yin, você acha mesmo que eu matei o Marco. -Yin não tirava os olhos da direção seguindo os outros carros, mas sentia a voz de desespero e angústia. -Eu só havia percebido que só eu estava sofrendo, não vi que ele estava morrendo por dentro também. Eu sempre pensando em mim, sempre achando que tudo que acontece comigo é o pior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Você não fez nada, Sofie. -dizia Yin. -Você apenas foi humana, nós que deveríamos ter prestado a atenção no que Marco sofria. Esquecemos que o guardião dos guardiões necessitava também de proteção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não minta pra mim, Yin! -Sofie se voltava com raiva e dor, mas não para a capricorniana, mas sim uma parte que lhe soltara. -Eu achava que apenas eu estava sofrendo o mais duro golpe, achei que somente eu tivesse perdido uma filha; mas ele também sofreu tudo isso. Eu sou um monstro pior que os youkais que combatemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Novamente está pensando em somente em si, Sofie. -Yin ajeitava o retrovisor do carro para ver como Sofie estava. -Todos nós cometemos erros, nem por isso somos malignos. Eu deixei duas crianças sozinhas enquanto eu vinha cuidar do mundo. Matheus deve ter feito a mesma coisa para vir pra cá! Nem por isso somos monstros, você sofreu. Cabe a você agora decidir o que fazer. E o que devemos fazer é que nossos filhos não passem metade do que passamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As palavras de sua amiga pesaram em seu estômago, ela não podia ser frágil e nem bancar a princesa que o cavaleiro da espada de prata iria salvar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; *****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Matheus e Fox, saíram mais rápido, pois o próprio trânsito da área estava congestionado, mas havia espaço o suficiente para que o guardião de touro pudesse manobrar. E com Fox na garupa, os youkais que cismavam de atacar eram sumariamente exterminados com um único tiro preciso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No entanto após passar o caos urbano, em direção a praia, aquela rua estava praticamente deserta. Eles seriam os primeiros a ajudar Marco, a lutar. Um pensamento que ambos compartilhavam era: Por que Marco não os chamara apesar de tudo? Ir sem ninguém desafiar Kuro, era o mesmo de se jogar num precipício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Até que de longe viram um obstáculo. Um carro atravessado no meio da pista! Não que aquilo fosse problema para as habilidades de Matheus, mas aquele carro cinza era familiar, uma Mercedes enorme, forçando a visão, dava para ver Miguel e Andrew apoiados no carro. O que deixava os guardiões na moto muito felizes, afinal eles não conseguiram se comunicar com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O guardião de Leão ia em direção dele, Matheus não acreditava que ele iria fazer aquilo. Só teve a confirmação quando ele colocou uma das mãos nas costas. Fox não entendia a nenhum dos dois brasileiros, mas começava a sentir um começo de manobra evasiva do Taurino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fox só teve tempo de ver algo alaranjado indo em sua direção, parecendo uma estrela cadente. Não só uma, mas sim uma atrás da outra. E Matheus conseguia desviar de todas ainda em cima de uma moto. Até que um dos pneus estoura com uma das shurinken incandescentes. Danificando parte das engrenagens do motor da ZX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já os guardiões de Touro e de escorpião não sofreram danos, apenas estavam tontos com a queda da moto, que já na vista os outros Guardiões, Matheus havia diminuído a velocidade. O rifle de Fox havia ido parar longe, agradecia ainda por ter suas pistolas mas não entendia o motivo do ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -O que deu neles, Matheus? -perguntava Fox, com a mão debaixo do sobretudo, pronto para puxar uma das pistolas, enquanto Andrew se aproximava com o bastão e Miguel sem arma alguma. -Shit, Andrew! Viemos salvar Marco! Ele foi enfrentar Kuro sozinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Por isso que estamos aqui! Para detê-los, a pedido do próprio Marco. -dizia Andrew com o bastão nas costas, sua clássica posição de ataque. -Tudo que temos que fazer é esperar os outros, e iremos todos juntos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Vocês dois ficaram loucos! -gritava Matheus em fúria. -Ele está encarando o Kuro e sozinho! Temos que ajudá-lo! Não vou deixar que ele morra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Pare de ser teimoso, Matt. -Miguel segurava seu companheiro de treino pelo colarinho da camisa. -Marco é um guardião, tem seu orgulho a zelar! Ele tem que defender isso Matt! Será que você não entende?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Matheus para de argumentar, e olha para um lado. Onde sentia levemente a energia de Marco e o youki de Kuro. E era aterrorizador a diferença de poderes, mas parecia que Marco continuava a lutar. O guardião de Touro pára por um instante respira fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Miguel entende aquilo como um sinal de que ele entendeu a situação, o que era um milagre, já que raramente Matheus desistia de uma idéia fixa; um ledo engado do guardião de Leão que recebe um soco no queixo de baixo pra cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não, Miguel! Você é que não entende. -dizia o Taurino. -Nem todo mundo vive para alimentar um orgulho, uma vida é muito mais importante que o orgulho que alguém carrega. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -São vocês que não entendem. -dizia Andrew. -Marco está lutando por todos nós, temos que respeitar sua vontade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não me importa a vontade, se ele está próximo de morrer! Nossa missão como guardiões é proteger vidas e não sacrificá-las. -Fox puxava a glock 17 que estava embaixo do sobretudo, mirando para a perna de Andrew. -Não posso te matar, mas ainda posso estourar sua rótula. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os quatro guardiões não sabiam o que fazer, todos em suas cabeças estavam certos, mas era errado eles lutarem entre si. Todos se sentiam mal, mas Miguel e o americano sabiam que iam se sentir assim, mas tinham que continuar, pelo menos pelo Marco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Leão aplica uma rasteira em Matheus, fazendo-o cair, Fox se distrai vendo aquela cena. Toda abertura que Andrew precisava para desarmar Fox imediatamente. O que o virginiano não esperava era o chute quase automático do escorpiano, que o jogara para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O inglês assumia uma postura de kung-fu, com os dedos da mão como se fossem um gancho, com o pé direito firme e com o esquerdo livre para um golpe rápido. O americano se surpreendia com aquilo, como ele não carregava armas marciais presumia que ele não soubesse nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Kung-fu estilo Louva-Deus sete estrelas.-Sorria Fox selvagemente, era o estilo perfeito para ele. Já que a própria posição lembrava um escorpião também. -Quando eu falo que eu sou o cara, não é brincadeira não, my brother. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Andrew coloca o bastão de lado, e se coloca em uma base rígida e com um punho para frente. Parecendo que ia atacar a qualquer momento, Fox reconhecia como Nan Quan, e pensava consigo mesmo que guardiões tendem a ter alguma carta na manga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já com Matheus e Miguel, os golpes já haviam começado há muito tempo. Chutes e socos fortes e rápidos, variando entre diversas artes marciais, como Karatê, Tae Kown Do, Boxê, dentre outros. Ambos treinaram sempre juntos, seus golpes por mais que fossem pensados e praticamente indefensáveis, um deles sempre saia da trajetória do mesmo, da luta entre o taurino e o leonino, não iria sair diálogo. A disputa estava entre o orgulho e a teimosia deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Marco caia de cansaço, já tinha algumas unhas de Kuro atravessadas pelo corpo, que ele agradecia não ter acertado em nenhuma parte vital, mas sentia uma dormência e sua visão embaçando, provavelmente as unhas tivessem algum veneno. O canceriano não se importava, tinha que vencê-lo. E ao que parecia estava conseguindo vencer Kuro, pois já fizera uma enorme cicatriz no peito dele que sangrava enormemente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não fisicamente, pois os danos que o Guardião causava eram mínimos se comparados ao que recebia, mas psicologicamente estava. Era a vantagem que ele precisava, em uma luta normal, ele já teria sido retalhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Maldito, o que você fez comigo!!! -Kuro soltava um urro bestial, não conseguia usar seus poderes, só alguns de seus poderes se mantiam e muito mal. Por que aquilo acontecia? O que aquele guardião fizera para anular seus poderes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O italiano levantava-se com a espada como apoio, pois levar por si mesmo já era uma tarefa mais danosa a ele, mas ele tinha que continuar. Não podia voltar atrás daquela decisão, seria um mundo em que a Sofie só iria se preocupar em criar a Hikari. Os Benetti continuariam com a Gabrielle, e o que um guardião de Câncer poderia fazer? Ele não faria falta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Levantando a espada, parte para cima daquele monstro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; *****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Temos que tirar fotos mesmo, mãe? -dizia uma menina com aproximadamente seus 4 anos reclamando com a guardiã francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Sim, temos porque eu temos que deixar num hall de fotos para os outros guardiões, e para você ver quando crescer o quanto nós te amamos! -dizia Sofie, com o orgulho que só uma mãe poderia ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Tá bem, mas porque eu tenho que aparecer Sofie? -perguntava Marco. -O ideal você aparece com ela, e eu não gosto de tirar fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Você é o Guardião de Câncer e ela também será! Vocês são loiros! E são lindos! E principalmente... -Sofie apontava a câmera para seu amor e sua filha. -Porque eu to horrorosa hoje, por tanto me obedeçam! ¬¬''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Mamãe ta nervosa?! -perguntava Giulia para seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Acho que deve ser vingança que demos mais atenção a Sasha do que a ela. -sussurrando baixo, enquanto Sofie procurava o melhor ângulo para tirar a foto.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Mas a Sasha era linda papai *_*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Eu sei, tirando os altos papos que ela respondia ^-^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Eu não acredito que estão falando daquela cadela Ò_ó&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Pare de ser ciumenta, amor. Admita que ela era linda ^-^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E eu lá quero ser comparada a uma cadela! ¬¬''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Cadela não! -corrigia a pequena Giulia. -Labradora! ^-^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E o pelo dela parecia com a cor de seu cabelo, amor! ^-^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Agora vocês vão ver! Comparar-me com uma cadela é o cumulo! Ò_ó&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Giulia corria e pulava no colo do pai que corria enquanto ria, de Sofie, por todo parque. Sofie perdia o fôlego, e parava vendo que Marco corria com Giulia numa facilidade tremenda, e tirando que aquela cena era linda. Até que Marco para e começa a rir com Lia agarrada em seu pescoço. O momento ideal da foto deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sofie se lembrava da última foto de Giulia, e que nem chegou a revelar. Depois de tantos desastres em sua vida, esquecera da foto. Não era um bom momento para lembrar daquilo, na verdade Sofie não queria lembrar-se de nada. Queria apenas não lembrar, não sentir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Até que Yin freia bruscamente, jogando a ariana de um lado para outro; contando seus lamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Encontramos Andrew e Miguel. -a capricorniana saia do carro, para logo ser seguida por Sofie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Encontraram Matheus, Miguel, Andrew e Fox sendo segurados por Kazumi, Odara, Brigite e Shaniqua; não pela força, até porque só Kazumi e Yin tinham força o suficiente para parar um deles. Elas obstruíam o caminho deles, e eles eram incapazes de levantar a mão para elas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Esses idiotas. -Gritava Matheus se referindo a Miguel e Andrew. -Acobertaram Marco na vinda dele pra encarar Kuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sofie ia direto passando por Yin, indo em direção a Andrew, chegando a empurrar Shaniqua de lado. Pegando no colarinho de Andrew, com violência e um olhar determinado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -O que Marco foi fazer? -Andrew receia em dizer a ela, quando Yin vai para tirá-la de perto de Andrew, Gabrielle a impede. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Marco foi encarar Kuro sozinho, ele vai matá-lo, e depois nós vamos lacrar a barreira. Simples. -dizia Andrew sem se aprofundar em detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Então, por que você não foi? -apertava mais o colarinho da camisa do Guardião de Virgem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Porque Marco que teve a idéia, e de acordo com ele, somente ele poderia fazê-lo. -Andrew respirava apara explicar o que era realmente o plano de Marco. -Kuro nunca viria se soubesse de uma emboscada, por isso estamos aqui, já que é a distância limite para que ele não nos sinta. E Marco havia conseguido uma toxina que iria atravessar a barreira que Kuro projeta pra se defender como se fosse nada, além dele estar usando sua energia exclusivamente para deter o teleporte dele, já que ele está em seu elemento predomina, ele vai matá-lo e nós lacraremos a barreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Seu idiota, você vai é matar o Marco, Marco vai morrer! -Sofie batia no peito de Andrew, mas aquilo doía mais em seu ego do que em seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Seja grata, porque ele esta fazendo isso pra te poupar de mais sofrimento. -dizia Miguel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E acha que eu não vou sofrer mais sem ele estando aqui?! -Gritava Sofie em desespero. -Acha que posso viver sem ele? -Sofie aplicava um soco no rosto de Miguel, que o derrubara no chão, ninguém imaginava a força de Sofie para derrubá-lo. -Não me importa Kuro, eu quero o meu Marco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Vamos logo, salvar Marco! -Yin puxava Sofie para dentro do carro de novo, que era acompanhada de Matheus, que ia dirigindo, já que sua moto não estava mais em condição de uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Todos começam a entrar em seus carros, e Fox acompanha Andrew e Miguel, mas antes que o virginiano entrasse no carro, ele o puxa pelo ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não estou zangado com você e nem com o Miguel, estou mais zangado com o Marco por também não ter me chamado. -dizia Fox, com o rifle apoiado no ombro, e com um sorriso entrou no carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E foram os onze guardiões salvar Marco, e lacrar a barreira de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Marco ataca com todo fôlego que possuía, Kuro continuava escapando, ainda não conseguia se movimentar da maneira que queria, pois sua mente era agora sua inimiga. O guardião sabia apenas que tinha que acertar o borrão que se movimentava a sua frente. Atacava com a adaga na mão esquerda e com a espada na mão direita. Nunca conseguira lutar com a espada em uma mão e a adaga na outra, pois a espada era demasiadamente pesada, e raramente ele tinha força e equilíbrio para essa façanha, ou eram as duas adagas ou a espada em punho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E hoje ele conseguia fazer a tão esperada façanha! Usando a espada para causar um grande estrago e usando a adaga para conseguir entrar pela brecha concedida pelo inimigo. Nunca conseguira coordenar as mãos em proveito da circunstância, sempre atacava primeiro com a direita para depois atacar com a esquerda, agora ele mesmo se surpreendia com a dança de lâminas que fazia contra Kuro. Ele sentia que as lâminas tomaram vida, e tudo que ele tinha que fazer era escapar dos golpes de Kuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O lorde-monstro bloqueava os ataques com as imensas unhas que eram cortadas no segundo golpe, mas que podiam crescer. Já estava provado com o imenso corte no seu peito que subestimar Guardiões era uma atitude deveras estúpida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Me diga humano, por quê? Por que consegue me ferir desse jeito?! Por que meu teleporte não funciona?! -Kuro tinha bloqueado a espada e a adaga do canceriano, que lhe aplica uma cabeçada no nariz, e repetia o ataque até fazer Kuro largá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Kuro sente a dor de ter seu nariz quase que destruído, e tenta inutilmente conter o sangramento com as mãos. Apenas para abrir mais uma brecha para Marco aproveitar, que lhe aplica uma rasteira que o faz cair pesadamente no chão. O rei youkai ao abrir os olhos apenas para desviar da lâmina reluzente que ia encravar em sua cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E a espada continuava a tentar perfurar seu crânio, até que ele chutou o estômago do Guardião para ele se afastar, e lhe faz cair de joelhos mais uma vez. O suficiente para recuperar o ar para voltar ao ataque. Tinha algo errado com aquele Guardião, desde que começaram essa batalha tinha algo errado. Por que ele não disparava sua energia de guardião contra ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Parte do mistério fora solucionado quando uma onda mais forte bateu na encosta, fazendo que algumas gotas chegassem a subir, e ante a investida do italiano. A escolha do lugar, o cancelamento de seus poderes, o fanatismo que ele atacava. Só não explicava como as lâminas do humano atravessavam sua pele de maneira tão fácil. Era algo que ele tinha que saber pelo seu oponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Marco na investida consegue atravessar o bloqueio de Kuro e acertá-lo no abdômen com a espada e a adaga, foi muito fácil. Era uma armadilha. Segurando a espada no ventre e atravessava o ombro esquerdo de Marco com as unhas e com sua força descomunal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Já descobri seus truques! -dizia Kuro, cuspindo parte do sangue venenoso que ele carregava. -Você está usando seus poderes de guardiões aliado ao seu elemento para inibir alguns de meus poderes, e se aproveitou da minha confusão para me ferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao bater da segunda onda as gotas que apareceram não eram de água propriamente dita, mas sim, aos leigos, parecia mercúrio em seu estado natural, mas era a energia do Guardião que se manifestava em seu elemento. A resposta dele foi apenas uma torção na lâmina que estava alojada, agravando seu ferimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O monstro não queria mais saber de resposta, aquilo estava claro o suficiente que poderia ser seu fim, poderia ser o fim de sua vida, de todo seu esforço de subjugar o mundo youkai aos seus pés, toda a sua utopia pessoal seria destruída graças há um humano.  Coisa que ele não permitiria, nunca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele com a mão que segurava o ombro ferido do canceriano para quebrar a espada que estava enfiada em si, já que era a principal arma de combate, e a que causava mais dano. Marco olha e tenta atacar mesmo assim com a espada quebrada, porém não consegue, pois Kuro aperta seu braço e o guardião sente aos poucos seu osso se romper. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A dor estava em seu limite, não podia mais manter a mente limpa para lutar. Não tinha mais o que fazer, há não ser desistir, como últimos pensamentos ele dedicava desculpas aos seus pais por não completar a missão de sua vida, aos seus amigos por ter sido tão egoísta em seus últimos momentos e a Sofie, por não ter sido capaz de protegê-la e nem a Giulia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Até que Kuro urrava de dor, via uma flecha encravada nele, e vários estampidos. Reconhecia aqueles projeteis azulados, era Fox. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao fundo a água começava a perder seu tom prata, e começava também a revelar um buraco dimensional, onde vários youkais tentavam sair. Era realmente uma visão aterrorizadora, os Guardiões iam em direção de Marco. O italiano ao ouvir as vozes deles tentando ajudar, forçava sua garganta enquanto Kuro se protegia da mira certeira de Fox.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -ANDREW! MIGUEL! CONTINUEM COM O PLANO!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aquilo fora uma ordem de Marco, eles sabiam o que tinham que fazer, em seu olhar sabia que ele iria vencer Kuro. Matheus e Fox sentiram aquilo também em seus estômagos, eles pararam e detiveram as Guardiãs que avançavam. Dessa vez Matheus que segurava Sofie pela cintura, e Andrew segurava Gabrielle, as quais tentavam se desvencilhar dos braços dos guardiões que a detinham. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E num momento que parecia eterno, os olhares de Sofie e Marco se cruzaram, o canceriano sabia que era sua amada, mesmo não a enxergando e tudo que pode fazer é gesticular um “eu te amo”, antes do que ia fazer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Benetti forçava a adaga que estava no ombro de Kuro o máximo que podia até ele urrar de dor, e pisava-lhe no abdômen forçando o lorde-monstro até se aproximar mais e mais do penhasco. E cada vez fazia mais e mais Gabrielle e Sofie gritar em desespero. Mesmo com as unhas de seu oponente lhe rasgando a pele, tudo que ele conseguia pensar é que aquele seria o último sofrimento de Sofie. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Marco fazia ambos caírem no penhasco, ainda com o urro de desespero do Youkai e sua própria felicidade de ter se livrado daquela ameaça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; *****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não havia tempo para se lamentar pelos vivos, os youkais usavam parte de sua energia para destruir a barreira que se formava, e a felicidade deles era enorme por ver Kuro morrer, eles novamente estavam livres, e podiam retornar ao seu estado de anarquia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Sofie, não temos tempo para isso, temos que lacrar a barreira. -dizia Yin, a melhor amiga de Sofie, segurando-a pelos ombros enquanto ela estava ajoelhada soluçando a perda de Marco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Todos se sentiam culpados, não havia ninguém ali que não sentisse culpa por Marco ter ido sozinho enfrentar Kuro, mas nenhum queria deixar que seu sacrifício fosse em vão. E já se posicionavam para lacrar a barreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Até mesmo a ariana se preparava, comparada ao seu estado emocional só estava a italiana que também via seu mundo girar, mas mesmo assim se colocavam de pé para um último esforço.  E disparavam suas energias contra a barreira, apagando aquela mancha como a visão da porta do inferno que estava prestes a abrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As energias em várias nuances começavam a fechar aquele buraco negro no céu azul, mas Sofie não conseguia se concentrar, não conseguia manter o mesmo nível e compatibilidade de energias dos outros. Estava com a mente perdida, sentindo diversas dores e sofrimentos de vários tipos e de mesma intensidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Yin não conseguia ver a amiga sofrer daquele jeito, sofrerá demais para esse momento, decidira compensar o esforço e sofrimento de sua amiga com seu próprio poder. Ela se lembrava de Qiang e Ziyi, de seus filhos amados, mas Qiang tinha um olhar determinado para que nada acontecesse com Ziyi, e qualquer um dos Guardiões iria lhe dar apoio que precisasse, mas não poderia deixar também esses monstros atacarem seus filhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Kazumi também passava por uma confusão interna, se sobrevivesse ou se não conseguisse lacrar a barreira, teria que continuar a encarar monstros, fossem youkais ou fosse seu marido. Não havia muito o que fazer enquanto isso, fora diversas vezes humilhada. Tinha força para fazer aquilo parar, mas não tinha vontade, sempre achando que um dia ele iria melhorar, mas nunca melhorava. Então ela iria recuperar sua honra como Marco fizera, iria ser uma mártir ao invés de uma vítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Andrew e Miguel estavam com um enorme pesar, mas fizeram de acordo com o que Marco lhes ordenara, mas não tinham muita vontade de encarar os rostos dos outros Guardiões. Logo os dois, que tentavam regrar a vida dos outros com os seus próprios conceitos e filosofia. E se sentiam criminosos, assassinos de um deles. Eles teriam que compensar de alguma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fox e Matheus tinham não raiva por si, mas sim por Marco. Não que eles fossem concordar com a enorme besteira que ele planejou, mas sim por não ter-lhes chamados. Eles não queriam assistir sua morte, queriam ter lutado ao lado dele. E se culpavam também por não ver o óbvio, por pensar que ele por tentar protegê-los, que ele podia se proteger. E não iam deixar barato para Marco, nem que eles mesmos fossem reclamar pessoalmente com ele no outro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Gabrielle ainda conseguia manter o seu nível de energia melhor do que o de Sofie, mas não era o bastante, pois tentava colocar em sua mente que a morte de Marco foi necessária para os outros, era a opção que ela optaria também, mas ela odiava a lógica naquele momento. Queria Marco do seu lado, com aquele eterno sorriso, com aquela cara boa que ele fazia quando estava feliz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Brigite senta a confusão na mente da amiga, mas não tinha a coragem que ela tinha, nem a de Sofie de continuar. Tinha medo do que aconteceria se morresse, tinha medo de deixar Maire sozinha naquele mundo. Pensava que podia cuidar dos feridos depois de lacrarem a barreira, que ela era necessária viva. Tentava se iludir, mas sentia no fundo de seu coração a covardia e a sua necessidade de viver, e se culpava por aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Odara só queria ajudar, queria até dar a sua vida também por aquele mundo que amava, cheio de diversidades e cores únicas como ela e seus amigos, mas também sentia uma energia a mais lhe dando apoio vindo de seu ventre. Naquele momento sabia que estava grávida, não podia morrer, mas não podia oferecer a sua criança um mundo dominado por monstros que iriam destruir tudo aquilo que os humanos demoraram a ser. Mas iria lutar até o fim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Shaniqua sentia as frustrações de todos praticamente em sua pele, por mais que ela fosse distraída no plano material, sempre podia sentir a necessidade dos corações de seus amigos. Sabia que aquilo iria acontecer, mas o destino era como uma onda que não podia parar. E decidira que não iria deixar Andrew doente e fadado a morrer, ela sempre o protegeria. Porque o amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Até que um enorme clarão cobriu todo o lugar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; **********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Passaram três dias após aquele dia fatídico, onde as lapides estavam os nomes de muitos que os Guardiões não conseguiram proteger. Alguns amigos que não tinham poder algum mais tentaram do mesmo jeito, Giulia, Marco, Kazumi e Yin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sofie estava com Hikari no colo, iria cumprir o desejo de Marco e criá-la como uma filha e uma guardiã. Matheus que voltava com Miguel, ambos parecendo irritados e com o sangue quente por terem barrado o pai de Hayato na entrada, que estava alcoolizado. Andrew e Shaniqua agarrados num abraço, evitando que o outro desabasse. Brigite segurando o pequeno Toshihiko. Fox tossindo muito, e com vontade de atirar em alguém por odiar aquelas formalidades fúnebres, Odara abraçando o próprio abdômen, como se protegesse o que estava dentro dela. E Gabrielle com óculos escuros mais ao fundo, soturna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Todos estamos indo embora hoje, mas por mais que evitemos o assunto temos que discuti-lo. -dizia Sofie com uma voz dura e pesada, como alguém que cansou de chorar. -Diga a eles o que você me disse, Gabrielle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Se desencostando de onde estava, Gabrielle tirava o óculos e dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -A barreira foi fechada por pouco tempo, conseguimos apenas setecentos e oitenta e nove pontos na medida, é o suficiente apenas para vinte anos, se os youkais não fizerem nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Todos ficaram chocados, aquilo era como se nenhuma morte tivesse valido apena, como se todo aquele sofrimento fosse inútil. Como se tudo que passaram fosse insignificante. E o pior que nenhum deles tinha energia para tentar fazer de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Isso significa o quê? -perguntava Odara sabendo da resposta e apertando mais o ventre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Significa que os filhos pagaram pela incompetência dos pais. -dizia Fox tossindo mais ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Eu ficarei no Japão. -dizia a francesa. -Ficarei com o trabalho de vigiar a barreira e irei guiar os novos guardiões. Já que não tenho mais família e todos vocês têm, pra mim isso é o de menos. Só gostaria que você, Andrew, cuidasse das finanças dos Li e dos Toshihiko.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Nem precisava pedir, isso já foi providenciado. -dizia Andrew.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Peço também que não comentem sobre o que aconteceu, e omitam o que puderem sobre a nossa missão para que ela. -Ariana olhava para a criança em seu colo. -Para que ela tenha uma chance de ser normal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Todos admitiam isso, afinal, ela era a nova Guardiã de Áries.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No final, todos se despediram de Sofie ali mesmo para pegar seus aviões de volta para seus respectivos lares. Mas a última a sair foi Gabrielle que queria dar uma última palavra com Gautier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não ouse derramar mais nenhuma lágrima, meu irmão morreu para nunca mais te ver triste. Respeite isso -Angeli segurava-a pelo colarinho da sua blusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não se preocupe... -respondia Gautier com o mesmo olhar para sua cunhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; *********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Kuro acordava em seu castelo. Só lembrava-se de ter caído do penhasco com o Guardião de Câncer. E abria os olhos e estava rodeado por uma youkai com poderes curativos, Haru e Mushi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Ficamos felizes por estar vivo, Kuro-sama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Como eu sobrevivi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Haru-Senpai abriu um portal na hora para o mundo Youkai durante a sua queda, enquanto eu incitava os youkais a forçar a barreira, para que os outros guardiões não percebessem nosso plano de última hora -sorria Mushi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E enquanto ao guardião?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não sabemos. -dizia Haru. -Quando vocês se soltaram essa diferença não pôde ser adivinhada por nós, mas sabemos que o cadáver dele está no mundo Youkai e já deve estar sendo consumido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -De qualquer maneira, capturem-no, quero descontar cada gota de sangue minha com os gritos de dor dele...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1890524997916153226-4014186498009771726?l=assassinodedeuses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/feeds/4014186498009771726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2008/12/presente-de-amigo-oculto-pt2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/4014186498009771726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/4014186498009771726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2008/12/presente-de-amigo-oculto-pt2.html' title='Presente de Amigo Oculto pt.2'/><author><name>Demiris Ikarus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14863139989794869952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SUupetsftoI/AAAAAAAAAzY/YXuGqaC9M6o/S220/musicas_espada_de_ovo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1890524997916153226.post-884040548933262758</id><published>2008-12-15T19:12:00.002-02:00</published><updated>2008-12-15T19:25:53.002-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Guardians'/><title type='text'>Presente de Amigo Oculto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Titulo: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;O Dia que o Herói Partiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alertas: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Universo Alternativo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Notas da Fanfic: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Realmente eu tenho o estigma de criar cenários alternativos, e Guardians não podia ser diferente... Eu por puro tédio comecei a escrever os Guardians do passado, mas errei muita coisa de acordo com a Lucy. Que Serge (pai de Sofie) morreu bem antes, que Sofie tem 32 anos (eu jurava que ela tinha 41, por isso eu a chamava de quarentona O.o). Pois bem, tantos foram os erros que eu acabei jogando o projeto fora; mesmo a Lucy incentivando a fazê-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt; Quando a Josy apareceu com a idéia eu topei... até o meu PC ficar no estado que estava, desligando a cada 20 minutos, e toda vez que eu ia no doc. De texto pra salvar, o desgraçado cismava de desligar, deletando tudo que eu tinha escrito ¬¬, e a uma semana atrás ele desligou de vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt; Só sábado que ele voltou a funcionar decentemente e Domingo eu tinha já o antecipado do Anime Family, seria um prejuízo enorme então mesmo assim consegui fazer alguma coisa, mas ta bem as pressas e com erros, já que o Office é uma porcaria e não vê e só corrige o que não é pra ser corrigido. Se não fosse isso, de acordo com meu cronograma seria um dos primeiros a acabar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt; Eu acelerei bem a fic, e parti logo pro final. Sei que a Lucy vai me matar... mas adoro viver perigosamente! E essa seria a versão pro começo de Guardians na tão temida “versão do publico masculino”! Espero que me matem rápido XD&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Titulo:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Dia que o Herói Partiu – Parte 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os ventos sopravam intensamente naquele penhasco, numa elevação muito próxima da barreira Youkai. A pressão de poderes parecia refletir sobre a natureza do local, que era ao mesmo tempo, mundano e místico. Talvez não tivesse cenário mais apropriado do que aquele para o que estava de minutos acontecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Duas figuras antagônicas em aparência, filosofia e poderes se encontravam ali para, quem sabe, acabar com a batalha que começaram; que não era mais apenas uma luta em defesa de suas raças, mas sim uma questão pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Kuro, o lorde-monstro do mundo youkai, quase que uma aberração para a realidade humana. Sua própria aparência parecia um ataque ao mundo dos homens, era quase um humano, mas apenas em uma vaga silhueta, com olhos arroxeados num tom maligno, que qualquer um teria sua mente destroçada por tamanha maldade. Dentes afiados como se todos fossem caninos, e os que deviam ser caninos eram grandes que saltavam a boca. Apenas uma coisa superava sua aparência em maldade, que era somente seu coração e alma enegrecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Seu oponente era um guardião daquela realidade, Marco, o Guardião de Câncer. Talvez uma das principais vítimas das vilanias de Kuro, com uma filha morta e a mulher que amava esperando um filho daquele monstro. Realmente era demais para um homem só, principalmente ele que jurou protege-la de qualquer mal, e lhe acontecera tantas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele não aguentava mais lutar, seria melhor mesmo acabar com tudo ali, mesmo que ele morresse e matasse Kuro, os outros guardiões poderiam lacrar a barreira sem ele; mas aquele monstro tinha que padecer para que não destruísse mais vidas. Na mente do canceriano aquela não era a idéia mais certa, deveria ter chamado mais alguém, mas ele não se perdoaria perder mais uma vida... A não ser que fosse a sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sofie acordará com pesadelos devido a tudo que passará: o cativeiro, o estupro, a gravidez, a perda de sua mãe e a perda de sua Giulia. Talvez Marco fosse o único ser que estava ali para mantê-la. Ele que a convencerá para ter aquele monstro como filha, e quem sabe cria-la. Aquela cria do mal que germinará em seu ventre, do mesmo jeito que a Giulia nascerá. Não do mesmo jeito, aquela coisa parecia querer destruir o lado humano, tanto da criança quando dela. Sofie não aguentava aquilo, era demais pra ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A francesa esperava que seus olhos se acostumassem com a claridade natural, eram cinco horas da tarde. Esperava ver Marco dormindo na cadeira ao lado do berço, como sempre estava durante aqueles dias, mas não o vira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em seu lugar via Fox descansando com Catarine, seu rifle sniper do qual nunca se separava. O que era uma cena no mínimo cômica, ele dando pequenos beijos na arma pensando que era sua amada. Olha mais ao lado, a criança estava lá dormindo como se fosse humana, Sofie queria que nenhum despertasse, ela se enrolava num roupão e ia em direção a cozinha, com um frio enorme, desde que tiverá Hikari sentia aquele frio e saia com todo silêncio. Sem ao menos desperta-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Era possível ouvir a voz de Shaniqua de longe, já até imaginava que ela estava cozinhando, de novo. Esperava que Andrew ou alguém estivesse com a pisciana. Afinal, ela não queria comer algo com gosto de carvão. Ao entrar na cozinha, agradecia silenciosamente suas preces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Yin estava lá, silenciosa e sempre com um livro na mão. Não que fosse anti-social, mas fora educada daquele jeito e sempre era muito reservada, mas sempre ficava próximo ao movimento de pessoas. Ela era mais uma observadora do mundo do que uma atuante dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas antes mesmo de Yin fechar o livro ao ver a entrada de Sofie, Shaniqua larga o que estava fazendo e vai em direção da ariana para abraça-la, coisa que Sofie nunca gostou e nunca entendeu essa mania de abraçar que Shaniqua e o outro brasileiro, Mathias, tinham; porém parecia tudo que ela precisava, de um abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Durante a ida de Shaniqua em direção a Sofie, a frigideira ia em direção ao teto e caia no chão sem seu conteúdo, que estava no teto. Sofie só percebeu onde estava o conteúdo pela cara de Yin, que apenas balançou os ombros e olhava o abraço da pisciana com a ariana, enquanto ignorava o que devia estar no teto, pingando no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Menina, você devia estar deitada. -Shaniqua agora apertava as bochechas de Sofie. -Se bem que você tá anêmica, você precisa é comer!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao virar Shaniqua percebe que a frigideira não se encontra mais em cima do fogão, e olha para cara de Yin de maneira acusatória, enquanto a mesma ainda lia o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Onde esta a frigideira com o omelete? Ò_ó&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Qual dos dois você que saber primeiro? -dizia Yin quase como um sussurro. -_-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Como assim? O.õ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Yin aponta para Shaniqua e lentamente começa a elevar o braço, fazendo que ao mesmo tempo Sofie e Shaniqua seguissem seu dedo em direção ao teto. O qual pingava algo meio bege que deveria ser o que Shaniqua estava cozinhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Omelete. -_-()&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O dedo da chinesa não parava e começava a descer descrevendo um arco, o qual a ariana e pisciana ainda seguiam com os olhos para perto da geladeira, onde a frigideira estava jogada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Frigideira. -_-()&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E como isso aconteceu que eu não vi O.O&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Você não vê muita coisa... que tal você pegar uma comida francesa para nossa ariana aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Tá bom ^_^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Shaniqua sai da cozinha, deixando a bagunça toda que fizera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Yin, você sabe que aqui nesse bairro não tem restaurante francês, não é?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Eu sei, mas ela não u.u&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ambas riem da situação, Yin e Sofie eram opostas em muitas coisas mas parecia que uma entendia a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Me ajuda a limpar essa sujeira, sempre aprendi que temos que ocupar a mente com o que pudermos para afastar os maus pensamentos. -Dizia Yin enquanto ia pegar os produtos de limpeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Claro, porque não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sofie começava a colocar as panelas sujas na pia enquanto, Yin trazia os produtos de limpeza pra tirar a “coisa” que Shaniqua deixou no teto. Ambas trabalhavam silenciosamente enquanto tentavam ocupar suas mentes. Sofie precisava disso, muitas coisas ruim aconteceram. Não havia nada de glamour em ser uma guardiã, era apenas um fardo a todos aqueles com aqueles poderes e linha co-sanguínea. E agora, sua linha sanguínea estava amaldiçoada com o sangue youkai, dos youkais que ela tanto odiava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não se amaldiçoe. Isso poderia ter acontecido com qualquer uma de nós. -dizia Yin ainda tirando com uma espatula a omelete. -Agora você tem que garantir que essa criança cresça do jeito que ela proteja esse lado da barreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Yin, minha vida é um inferno, todos aqueles que eu amei estão mortos, minha mãe, minha filha, e o que o destino me dá? Um filho.. -Sofie faz uma longa pausa. -Não, um monstro. Um monstro no lugar da minha filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sofie apertava um dos pratos que lavava que dava a impressão de querer quebra-lo, para liberar um pouco de sua raiva e dor; mas logo ela desistia, pois sabia que seus acessos normais de raiva não lhe fariam nenhum bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Mas você ainda tem o Marco, e ele é uma benção a qualquer mulher. Agradeça por você ser a escolhida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Realmente... -A ariana largava o prato e começava a lacrimejar. -Marco deve ser a única pessoa que me mantem viva agora, ele parece que tem força para carregar todos os fardos que puder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Ele é canceriano esqueceu? -dizia Yin enquanto tirava mais um pedaço da omelete. -Ele é o guardião dos Guardiões. Ele é capaz de morrer por cada um de nós, e por você ele morreria duas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Coisa estranha... -Gabrielle parecia não acreditar naquilo, era estranho demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -O que foi? Seu computador travou de novo. -Brincava Brigite com a amiga olhando aquele computador. Uma coisa que ela não se acostumava, pois preferia falar com alguém do que ler algo e confiar em maquinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Há algo instável com a barreira. -Passava um pano nos óculos como sempre fazia para ter certeza que não enxergará errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não me diga que ela vai abrir agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não chega a ser isso, mas é bem possível que aconteça, afinal tem duas energias antagônicas no local. A youkai maior mas a outra tendendo sempre a crescer, é realmente assustador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Energia antagônicas? A única energia antagônica ao Youki é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -A energia de um guardião...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Brigite e Gabriele suam frio, afinal com a média das energias era preciso dos doze para lacrar a barreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -O que você estava procurando antes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Um veneno experimental feito com o sangue daquele Youkai que capturamos, que era filho de Kuro. Tinha conseguido fazer uma toxina anti-youkai que funcionasse em Kuro; mas o frasco inteiro sumiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Será que a idiota da Sofie fez alguma coisa? -Gabriele saia correndo procurar, Sofie. E Brigite correndo logo atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não acha burrice demais me desafiar sem os outros Guardiões por perto. -Indagava Kuro ao guardião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Pode até ser, mas você não apareceria com os outros por aqui. -Marco parecia estar em um estado absoluto de abandono, olhando para onde as ondas atacavam a rocha de maneira continua, aos poucos destruindo-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Então o que você faz aqui? Desistiu da vida e veio padecer de forma heróica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Kuro... -Marco puxava a espada de suas costas, e tentava não perder toda concentração que juntará até aquele momento. -Você me transformou em alguém que não tem mais nada que perder, me fez quebrar uma promessa que defenderia a mulher que eu amava e a minha filha de todo e qualquer mal, fez ambas sofrerem e nada do que eu dissesse podia consola-las. Não vim com o intuito de sobreviver, mas sim com de acabar com aquilo que me fez sofrer e a todos que eu amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As palavras do italiano eram pesadas e cheias de dor, tanta dor que ele não conseguia segurar suas lágrimas. Ele raramente quando sofria conseguia segurar as lágrimas, só evitava de faze-la na frente de outros, e devia evitar na frente daquele monstro. Já que ao que parecia, o youkai se alimentava da sua dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E realmente, Kuro adorava aquilo. A dor e o sofrimento causadas naquele Guardião, era como uma presa abatida mas que depois de tanta fuga decidira investir contra o predador. Chegava a ser meio que anti-natural mas ele não se importava, muito pelo contrario, quase esquecerá como era caçar sua própria presa sendo um lorde-youkai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As lágrimas de sofrimento começam a se tornar, lágrimas de indignação e com a espada em punho tornava-se cada fez mais sólida e imponente na mão do canceriano. Quase como se fosse uma extensão de sua raiva do youkai. Além da energia prata que o rodeava, ímpia e brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Hora de morrer, Humano. -Kuro começava a alongar suas unhas para partir a vontade e o corpo do Guardião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mais longe dali, no meio da estrada com uma Mercedes, estavam Andrew, o Guardião de Virgem, olhando para o próprio relógio, vendo a perfeição que os próprios ponteiros faziam sua trajetória, sempre constante e em frente. Mantendo a concentração nisso, ele poderia ignorar mais facilmente os ataques de ansiedade e mau-humor de Miguel, o Guardião de Leão que estava lá, andando de um lado para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não sei quem é mais idiota, Marco por fazer essa loucura, ou nós por participar dela. -Miguel mordia a base do dedo indicador para ver se conseguia se controlar, ele odiava aquela situação, mas aquilo tinha que dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não adianta nos recriminarmos, tudo que temos que fazer agora é seguir o cronograma. -Andrew olhava para o relógio naquela cena repetitiva e eficiente. -Mas Miguel, porque você aceitou isso no final das contas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Simplesmente porque Marco decidiu assim, de acordo com a própria Gabrielle, onze de nós já seriam mais do que suficiente. -Miguel parava de falar para respirar profundamente. -E se eu perdesse minha Shermmie e minha mulher desse a luz a um monstro, eu faria a mesma coisa que Marco vai fazer. Faço apenas o que eu gostaria que fizessem por mim. E você, Andrew?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Pensei quase a mesma coisa que você, mas Marco nunca faria isso por vingança. Ele está fazendo isso por todos nós. Todos que tem um futuro, inclusive para a filha de Sofie. -Andrew tirava os olhos do relógio e olhava em direção a praia. - Imaginar que aquele monstro ser vencido para que nossos descendentes tenham apenas que lacrar a barreira contra Youkai menores, e não sobre a mente maligna de Kuro. Marco luta por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Realmente, aquele desgraçado é o melhor de nós. -Miguel voltava a morder seu indicador para tentar se tranquilizar, enquanto Andrew olhava o relógio. O relógio de dia dos pais que ganhará de Ryan e de Eric.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ambos temiam que os outros chegassem antes do previsto, teriam que dete-los de alguma maneira, por isso que Marco tinha contando apenas para eles, pois eles seriam os únicos a entende-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Marco estava sentado no sofá com o braço cobrindo os olhos, como diversas vezes fora expulso de seu quarto por Sofie. Se culpava por ter sido fraco, por deixar todo aquele mal acontecer com sua família. E o pior que ele não conseguia odiar aquela criança, por mais que fosse filha de Kuro, ainda era filha de Sofie, uma extensão dela, e o canceriano amava cada parte de Sofie. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Aquilo martelava sua cabeça por dias a finco, mas aquele dia era diferente, uma coisa que Marco talvez nunca esperasse...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; -Realmente você não se perdoa. -uma voz feminina, decidida e forte. -Acha que vai conseguir amar aquela criança?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Era Gabrielle, ela não aguentava mais Marco fingir que estava tudo bem. Ele sempre tiverá aquela mania de o mundo estar desabando e ele ainda estar curtindo um ultimo por-do-sol ao invés de se proteger. Ela sabia que aquele era um golpe pesado demais para ele, a própria geminiana perguntava a si mesmo se aguentaria isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; -Gabi, o que te deu para falar comigo agora? -dizia Marco sem tirar o braço dos olhos, estava chorando e não queria mostrar essa fraqueza. -Não deveria esta monitorando os youkais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; -Cala essa boca e pare de bancar o machão. Isso pode colar pra quem não te conhece. -A Guardiã tirava o braço da frente dos olhos do irmão, que revelava imensas olheiras e olhos demasiadamente vermelhos. -Sempre querendo proteger os outros, sempre achando que pode carregar os fardos dos outros e o seu ao mesmo tempo, sempre querendo ajudar e nunca querendo ser ajudado. Você não é o super-guardião, você apenas o Marco! Um humano quanto a qualquer outro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; -Ela está sofrendo, Gabi. -dizia Marco com mais lágrimas nos olhos. -Ela esta sofrendo, e eu não posso fazer nada para amenizar essa dor! Eu queria poder fazer a dor dela passar para mim, queria protege-la, mas eu falhei com quem não podia falhar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Marco se sente puxando pela irmã que o abraça forte, e passa a mão em sua cabeça. Marco cede a todas aqueles sentimentos que tentava reprimir. Chorava indefinidamente no ombro de sua irmã, que raramente fizera aquilo. Ela o abraçava forte. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; -Não precisa carregar todos os seus problemas sozinhos, todos os guardiões estão sentido seus problemas, o pior é você não dividi-lo conosco. Todos os guardiões são unidos por laços que desconhecemos, e mais ainda eu e a Gautier, porque te amamos. -Marco desabava um pouco no colo de sua irmã, enquanto ela mesmo cuidava dele. - Se quiser, eu cuido da menina. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Marco se levanta e olha para os olhos de sua irmã, não acreditando na proposta que ela fez. Mas no fundo ele sabia que ela tinha um grande coração por debaixo daquele radicalismo extremista e lógico dela. E ele não tinha palavras para aquele ato, apenas abraça a irmã com todo o agradecimento do mundo e era retribuído.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Sua vaca! -Gabrielle esmurrava a francesa após tela pego bruscamente pelo ombro enquanto ela lavava um prato na cozinha. -O que você disse ao meu irmão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Antes que a italiana pudesse fazer mais alguma coisa fora imobilizada rapidamente por Kazumi, mas mesmo a dor de ter o braço quase quebrado não fazia a geminiana parar de avançar. Brigite e Yin acudiam a ariana que tinha um filete de sangue escorrendo pelo canto da boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Você vai matar meu irmão!!! Você matou meu irmão!!! -Gabriele gritava isso com os mesmos olhos de sofrimento de Marco, mas para ela própria era uma derrota a sua racionalidade. Todos estão chocados com os gritos da guardiã de Gêmeos. As guardiãs orientais, Kazumi e Yin apesar do choque, não cedem suas posições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com a gritaria, Matias, Odara, Shaniqua (que acabara de chegar com a comida) e Fox (com a filha de Sofie chorando pois fora acordada). Vendo aquela cena que ninguém compreendia, geralmente Gabriele era a mais controlada do grupo, e estava num frenesi que só era contido por Kazumi. E Sofie, que era a revoltada era a vítima. Depois de tudo aquilo, realmente o mundo estava de ponta cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Ao que parece Marco foi encarar Kuro sozinho. -dizia Brigite olhando para Sofie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A ariana sentiu seu mundo desabar novamente, do mesmo jeito que acontecerá com a morte de Giulia. Por que Marco faria isso, por que? E o bebê começa chorar incessantemente no colo de Fox que não sabia o que fazer, atraindo a ira de Sofie para a criança. Para Sofie, afinal, era tudo culpa dela. Daquela bastarda que nasceu do seu ventre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Sofie, limpe a sua mente! -Yin segurava fortemente pelos ombros da francesa. -Marco não morreu ainda, podemos ajuda-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Você também, Gabriele. -Kazumi apertava mais a chave de braço. -Todos nós, gostamos de Marco, mas com essas guerrinhas e discussões inúteis ele será apenas mais um cadáver a lamentarmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As palavras de Kazumi pesaram no estomago da italiana. Na verdade, pesaram no estômagos de todos. Desde que estavam juntos, presenciaram e viveram muitas coisas. Momentos felizes mas também muitas mortes, desde youkais e até de alguns humanos. Já presenciaram muitas coisas, quase todos tem pesadelos os dias onde a mente não se afasta de preocupações, principalmente a de Sofie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Vamos logo! -Kazumi soltava o braço de Angeli para todos irem. Fox entregava o bebe a Kazumi, e ia com os outros para os carros. Enquanto os outros iam para os carros, Yin ia carregando Sofie para fora do aposento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas Kazumi ficara parada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -O que você quer, Odara? Temos que salvar Marco! -Kazumi dizia sem se virar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Odara andava até ficar na frente a frente com a Japonesa, tirando a franja que Kazumi adotará como visual, revelando um enorme olho roxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E quem ira nos salvar? -dizia a Aquariana para ela, afinal ambos sofriam de um mesmo mal, de maneiras diferentes mas um mesmo mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Essa é talvez nossa ultima batalha, tudo vai mudar depois disso Kamadeva-san. Isso não vai mais acontecer. -Kazumi respirava fundo, mas não conseguia esconder os olhos mareados, mas mantivera sua voz. -Isso vai acabar! Isso não vai mais acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Odara se arqueia em comprimento japonês, e Kazumi faz o mesmo. Puxando sua mecha que voltava a esconder o olho roxo. Quando notou a presença de seu filho, segurando sua Katana. Para lhe entregar, apesar da pouca idade ele sabia a importância da missão de sua mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A guardiã de Sagitário pegava a katana e se agachava para se colocar a altura do filho; passava a mão no rosto de seu filho, vendo que ele puxara demais a ela do que o marido. O que para ela era uma benção, e torcia para que ele se tomasse como exemplo um dos guardiões e não do próprio pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Perdia a noção do tempo olhando para Hayato, e é pega por um abraço espontâneo de Hayato e um “eu te amo, mãe”. Aquelas palavras fizeram o mundo de Kazumi se abalar e fizera ela ter uma explosão de felicidade. Dava-lhe um beijo no rosto e pedia para que cuidasse bem de Hikari, a filha de Sofie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Hayato, com os profundos olhos negros ia vendo também a mãe se distanciar, ainda não lhe fora contado sobre Hikari o pai de Hikari, mas ele iria cumprir os designos da mãe. E levava Hikari para o quarto dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Marco com espada em punho reluzindo em prata, a cor de sua energia de guardião, investia contra o monstro, enquanto o mesmo disparava suas unhas para cima de seu oponente. O guardião se joga no chão com o um rolamento, que após completa-lo, lança uma de suas adagas, que acaba atravessando o ombro de Kuro, causando-lhe uma do alucinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O youkai não entendia porque sua barreira natural não havia funcionado contra uma simples adaga, agradecia por um de seus progenitores ter uma pele rígida na camada interior. Mas ainda era um choque para o rei dos youkais ser ferido daquele jeito. Ao voltar a mente para o combate, seu adversário estava próximo o suficiente para o combate corpo-a-corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Marco tinha apenas o alvo as partes vitais de Kuro, que se restringiam ao tronco e a cabeça. O que tornava os ataques mais previsíveis para Kuro e seria fácil desviar daqueles ataques, mas os instintos de Kuro gritavam para que ele não tentasse deter o guardião, mas sim que tentasse fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Desviava da primeira espadada que o canceriano aplicava, mas ele não suportava a idéia de escapar. Ele era o rei-youkai, o mais poderoso e temido de sua raça, o melhor e o pior que o mundo dos humanos poderia esperar de seu oponente. Escapar e se acovardar diante um combate só se custasse a sua sobrevivência. Será que aquele guardião teria algum truque na manga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Graças a confusão de sua mente, Kuro não conseguia atacar. E Marco conseguirá acerta-lo, de raspão com a espada em meio ao peito, mas era a melhor coisa que qualquer guardião poderia ter feito durante essa guerra. O sangue de Kuro pingava, era roxo e ácido. A grama daquele local era queimada quimicamente, com se o sangue do monstro tentasse também destruir o mundo dos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Kuro esta desesperado, não lembra a ultima vez que vira seu próprio sangue, nem se lembra se ele sangrava. E aquele guardião o fizera sangrar, e logo o de câncer, que diziam que tinham a fama dos mais “fracos”, mas ele era diferente. Parecia que ele iria vence-lo, logo aquele guardião! Ele que derrubara todos youkais que podia até se tornar o rei dos youkais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Marco voltava a atacar, e Kuro reage lançando suas unhas que parecem mais estacas quando  são lançadas. Numa parada brusca, o guardião defende com a chapa da espada que ele carrega quase que uma de cada vez, fazendo a trajetória não atravessar seu corpo. E volta a ataca-lo com a sua adaga restante, que esta em sua mão esquerda, e a espada na direita, ambas com um brilho prateado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E tudo que o vilão podia pensar é como ele conseguia essas façanhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1890524997916153226-884040548933262758?l=assassinodedeuses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/feeds/884040548933262758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2008/12/presente-de-amigo-oculto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/884040548933262758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/884040548933262758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2008/12/presente-de-amigo-oculto.html' title='Presente de Amigo Oculto'/><author><name>Demiris Ikarus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14863139989794869952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SUupetsftoI/AAAAAAAAAzY/YXuGqaC9M6o/S220/musicas_espada_de_ovo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1890524997916153226.post-5312643768285620553</id><published>2008-12-06T18:25:00.002-02:00</published><updated>2008-12-06T18:48:37.131-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alma Nova'/><title type='text'>Lutas Obscuras - parte 1</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;No capitulo Anterior&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Os cavaleiros acordam depois da terrível batalha contra a Amazona de Fênix, e traçam seus planos para resgatar Hana, a reencarnação de Athena nessa época. Dos quatro cavaleiros de bronze, apenas Thouma de Pegasus sofrera mais com o golpe de Esmeralda, e não acordara. E acabam descobrindo que seu anfitrião, o diretor do orfanato filho das estrelas era Shun Amaniya, o qual Pandora suspeita ser Hades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Os guerreiros se preparam para lutar contra Fênix mas eles não são os únicos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Os cavaleiros negros também se mobilizam a essa ação, para matar Athena. As lutas começaram pela vida de Athena, quem a alcançará primeiro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Okko, Isaak e Pandora se locomoviam até chegar ao monte Fuji, o cativeiro de Athena. Todos alcançavam uma velocidade que não era visível ao olho nu humano. Deixando um rastro de vento cortante que levantava tudo que a gravidade permitia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Temos que chegar o mais rápido possível. -dizia Pandora. -Mas não se desgastem, teremos muitas lutas ao que parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso é óbvio. -dizia Okko. -dá pra sentir o cheiro daqueles cosmos podres dos cavaleiros negros daqui, e nem chegamos ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Por que não deixamos Fênix matar os cavaleiros negros, e depois cuidamos de Fênix, já enfraquecida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso seria um bom plano se eles não estivessem com Athena. -dizia Pandora. -Temos que preservar sua integridade física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E somos bons o suficiente para derrotar plágios imperfeitos de cavaleiros, e agora sabemos como Fênix luta, quase não há maneira de perdemos. -dizia Okko com um sorriso selvagem no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas ela também viu nossos movimentos, seria fácil para ela nos derrotar. -Isaak respondia ao cavaleiro de Dragão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Fale isso por você, Isaak. Foram você e Pegasus que lutaram contra ela, eu e Pandora quase não fizemos nada. -Okko retrucava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mesmo que ela não veja nossos movimentos, você também sentiu o cosmo dela. -Pandora com uma seriedade mórbida. -Eu, mesmo com as correntes de Andrômeda, não creio que sozinha vou poder parar o cosmo devastador de Fênix. Realmente, aquilo parecia só ser o abrir de asas dela, e não um golpe total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Okko e Isaak também haviam sentido aquilo, o que realmente era assustador. Se aquilo fora um mero abrir de asas, imagine um golpe total. E eles ainda teriam que eliminar os cavaleiros negros, que esses com certeza iriam eliminar Athena. Iriam enfrentar inimigos que não sabiam a extensão de seus poderes e um que preferiam apenas não enfrentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Okko parecia ser o único realmente que iria proteger Athena, pois Isaak ainda não entendia nem engolia muito bem aquela história, mas se aquela jovem fosse mesmo Athena ele nunca iria se perdoar, seu mestre não iria lhe perdoar, e imagine Kamus de Aquário que fora ver ele se tornando um cavaleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Pandora que não tinha o dever de proteger Athena, seria até bom que ela morresse. Ela deveria estar ajudando os cavaleiros negros, enviando a reencarnação de Athena para os braços da morte. Parecia que aqueles anos de treinamento com Albior de Cefeus haviam a mudado, os discursos inflamados dele. Caberia a ela deixar que os deuses gêmeos guiem seus passos, apesar de odiar ser controlada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento em comum era a preocupação com Thouma de Pegasus na luta, um deles teria que lutar com Pegasus Negro, querendo admitir ou não, ele era um ótimo lutador e seria necessário suas habilidades para aquela batalha que estava a frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quatro grande cavaleiros negros, ou talvez fossem os únicos cavaleiros negros restantes. Para eles não importava, era até melhor que aqueles fracos que ousavam a zombar do título de cavaleiro negro com seus mínimos poderes. E logo eles também largariam o título de cavaleiros negros e passariam a ser cavaleiros de Athena. Graças a feliz coincidência dos “rebeldes” serem de seus “cavaleiros originais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dragão Negro pára, e olha para trás furtivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que foi? -Indaga Pegasus Negro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não sentem o cosmo dos cavaleiros de bronze vindo para cá? -Dragão Negro diz. -Realmente, vocês são fracassados como cavaleiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que foi que você disse? -dizia Cisne Negro segurando ele pelo colarinho da armadura, não que fosse uma crítica para ele, mas ele se ofendera como tudo que era dito para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que foi Cisne Negro? Ofendido por apanhar do cavaleiro de Pegasus e ser humilhado pelo mestre Jango. -Dragão Negro não tinha o costume de falar demais, mas quando o fazia parecia transformar todos em escória com meras palavras e fatos imutáveis. -Acha mesmo que vai poder derrotar Fênix sem mim, ou melhor, acha mesmo que pode contra Fênix?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegasus Negro e Andrômeda Negro riam com a situação como sempre, eles também foram ofendidos e sabiam disso, mas nada que pudessem fazer contra Dragão Negro, ele era o mais poderoso dentre eles, e também era sempre bom ver Cisne Negro dando seus ataques de fúria inútil contra Dragão Negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cisne Negro sabia que era mais fraco que Dragão, mas hoje, somente hoje, ele teria que deixar aquilo sem punição. Porque ele não pudera nem mesmo com o Pegasus original, e ao que parecia o próprio não havia sobrevivido ao ataque de Fênix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você me paga Dragão Negro. -Cisne Negro fazia aquilo como uma grande ameaça, que não passava de uma das suas inúmeras promessas vazias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então, o que faremos com os originais? Deixamos eles passarem até Fênix? -perguntava Andrômeda negro para o resto do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E isso seria bom, deixar eles se matando e aparecemos para dar o golpe final em quem estiver mais fraco, gosto muito disso. -dizia Cisne Negro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Além de fraco, covarde. -provocava Pegasus Negro. -Com medo do Cisne original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ora seu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Calem a boca. -Dragão Negro ordenava aos seus companheiros. -Essa tática é inviável, pois e se os cavaleiros de bronze se unissem a Fênix? Desse jeito seria impossível de vencê-los, e isso vai ser a prova de qual de nós e poderoso o suficiente para se tornar um cavaleiro de bronze. Iremos derrotar nossos originais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo soara como um desafio da boca de Dragão Negro, e eles odiavam ser desafiados e adoravam vencer desafios. Todos sorriram malignamente, exceto Pegasus Negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Maldição, Fênix matou o meu original. -dizia frustrado Pegasus Negro por não participar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Fique calmo, você vai matar o que vencer um de nós. -dizia Dragão Negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que vai ser provavelmente o Cisne. -soltava Andrômeda Negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cisne Negro olhava para Andrômeda querendo matá-lo, mas decidira provar sua força matando Cisne Negro e depois matando ele com a armadura original de Cisne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente na mansão de Jango, esta o líder dos cavaleiros negros na sua sexta garrafa de uma bebida que ele não sabia qual era, mas forte o suficiente para fazer seu estômago queimar, mas não estava embriagado, pois os cavaleiros negros tinham uma estranha resistência a venenos. Era uma pena, pois naquele momento Jango queria está fora de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandara os cavaleiros negros na frente pois não queria testemunhas no que ele iria fazer, aquela amazona de bronze tinha um cosmo assustador para sua feição doce e franzina. Como ele odiava Guilty, seu irmão mais velho e seu mestre. Eles foram condenados pelo Santuário a viver vigiando os cavaleiros negros, como não liderá-los? Por que não usar a lendária armadura de Fênix para seu beneficio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guilty via aquilo como uma missão sagrada, onde apenas os cavaleiros mais poderosos podiam exercer. Ele se auto-intitulava o cavaleiro do diabo, pois só sendo um demônio para chamar aquilo de lar. Seu irmão era um idiota, um idiota que adorava uma deusa que lhe enviara ao inferno na terra. E destruía a vida daquela garota, tornando um ser cheio de ódio ao invés de ser uma mulher comum amada por um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jango levantava a cabeça para tomar ar e coragem para fazer o que nenhum cavaleiro negro lhe vira fazer. Ele iria implorar pela ajuda daquele monstro que o Santuário enviou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cavaleiros de bronze chegam ao Monte Fuji, ou Montanha dos Espíritos como chamam os habitantes daquela região. O que tinha sentido, pois com a passagem por vento pelas várias cavernas do local ecoavam como gritos de almas penadas tiveram fim naquele local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E então, qual é o plano? -perguntava Isaak aos seus dois companheiros, pois ele mesmo ainda estava confuso sobre tudo aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho que a melhor abordagem é enfrentarmos nossos oponentes todos juntos, eliminando um por um. -dizia Pandora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaak torcia o nariz para aquilo, mas antes que pensar qualquer coisa Okko já lhe tomara a palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Faça isso você e Cisne, se quiser. Eu enfrentarei a todos ali e resgatarei Athena ao meu jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você é louco, só vimos o poder de Cisne Negro, desconhecemos as habilidades dos outros, e se houver mais cavaleiros negros. -dizia a Amazona de Andrômeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho que você esqueceu de uma coisa. -Dragão fazia uma pausa tomando ar, para falar. -Nós somos cavaleiros de Athena, os santos da justiça, guerreiros honrados; e apunhalar não é coisa que fazemos. Lutamos com nossa força e nossa fé, isso é que nos faz diferentes deles, não é apenas trajar uma armadura de melhor qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pandora fica chocada com o discurso dele, e olha para Cisne que balança a cabeça afirmativamente. Pandora estava chocada, não entendia como eles conseguiam pensar apenas em honra quando sua deusa estava em perigo, mas ela parava e pensava consigo que ela não entendia aquele conceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, ela era uma espiã, numa armadura que nem deveria estar usando. E que ela só usa por intervenção de Hypnos e Tanathos, e era uma ironia mesmo do destino, ela usar uma armadura que representa uma princesa que se oferecerá em sacrifício para Poseidon. Só algumas coisas mudaram, como ela ser sacrificada pelo bem de Hades e sua armadura estar cheia de morte e pesadelos. Realmente sua vida era uma macabra ironia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se aquela for realmente Athena, não há com que nos preocuparmos. -dizia Isaak cortando os pensamentos de Pandora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vocês tem razão, afinal ela é Athena. -Pandora começa a pensa que seria bom ela morrer, estaria livre do fardo de ser uma amazona. -Enfrentaremos quem estiver em nossa frente e chegaremos todos lá para exigir Athena de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Certo! -dizia Isaak com empolgação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Por que até uma idéia minha parece uma idéia sua?! -dizia Okko mas confirmando que iria seguir aquela tática. -Você devia ser sacerdotisa e não amazona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos logo. -ordenou Pandora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três correram um para cada lado, numa velocidade que a olho nu apenas era possível ver a cor predominante de suas armaduras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao longe, os cavaleiros negros sorriram com a chegada de seus “originais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No santuário, Saga estava apreensivo. Tudo aquilo demorava demais, só ter mandando os cavaleiros negros já teria dado um grande golpe, um grande barulho, mandava um dos cavaleiros para após a morte de Athena, recuperar a armadura de ouro, mandaria Shaka eliminar a todos envolvidos, tudo que ligasse a ele. Depois ele cuidaria simplesmente dos rebeldes em focos isolados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo aquilo demorava demais, tudo era uma agonia para Ares, realmente era um tormento, seus planos não estavam funcionando. A maldita rebelião de cavaleiros, dos quais conseguiam fazer estragos em sua fé como Grande Mestre, semeando a dúvida nos corações de seus vassalos. E se eles conseguirem trazer Athena, a verdadeira Athena, tudo que ele criara estaria destruído. Uma paz que não seria edificada em justiça, mas sim nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poderia mandar qualquer outros a essa missão, afinal já mandara Shaka. Não faria sentido algum mandar qualquer outro cavaleiro após tê-lo mandado. Seria arriscado e conflitante demais, mas ele poderia solucionar outros problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-SERVIÇAL!!! -Ele gritava a qualquer um dos guardas para atendê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim, Grande Mestre?! -dizia o guarda que cuidava da porta do salão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Chame Gigars onde quer que ele esteja! E AGORA!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem desesperado corre atrás do sacerdote Gigars.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Luta Isaak de Cisne Vs Cisne Negro]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaak andava perdido na base da montanha, pois até mesmo onde Fênix se encontrava era na maior montanha, e já gastara cosmo demais correndo e tinha que poupar energia. Ele simpatizava com o lugar, pela grande altura a própria temperatura era baixa, o que era melhor para ele, pois assim podia lutar melhor num lugar mais parecido com sua terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecia um pouco da sua terra para lembrar um pouco da amazona de Andrômeda que passou pelo outro lado da montanha, nunca vira ser tão belo. Ela parecia mais alguém para ser protegida e não para proteger; mas aquelas perguntas para aquele homem delicado. Eram estranhas demais, e próximas demais. O mínimo que se treina para ser um cavaleiro de bronze é sete anos, e geralmente treinam em áreas isoladas. Como pode conhecê-lo antes disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mudava a mente para aquela jovem de cabelos lilases, seria ela realmente Athena? O santuário estaria protegendo e venerando uma falsa deusa. E como Mestre Cristal não pode contar para ele depois de tantos anos? Mas será que ele também acreditaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua mente vagava até que sentirá algo se aproximado e deixava apenas o seu corpo e instinto reagir aquela situação. Pulava para trás, numa distância o suficiente para escapar do que quer que fosse. Ao reparar via estalagmites de gelo negro formado onde estava, só podia ser uma pessoa a fazer aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não esperava nada menos do cavaleiro de Cisne. - Era um dos quatro grandes cavaleiros negros, o Cisne Negro, sua cópia maligna praticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente ele sentiria o cosmo do oponente muito antes, e não só quando ele esta prestes a receber um golpe daqueles, suas inquietações pareciam atrapalhar sua concentração. Uma coisa que ele sempre odiava quando acontecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Preparado para morrer, Cisne? -Cisne negro iria mostrar aos seus companheiros que poderia derrotá-lo, e pretendia levar a cabeça de Cisne como prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A temperatura começava a cair drasticamente, com vários cristais de gelo caindo de ambas as cores: branco e preto, a medida que seus cosmos começavam a se preparar para a batalha. Que teriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era no mínimo um espetáculo lindo e mortal, num contraste, o que representava aquela cena perfeitamente. O bem e o mal lutando em um ambiente hostil e desconhecido para ambos, era a cena que retratara aquela situação perfeitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cisne Negro, que estava mais a cima em uma das várias camadas da montanha, atacava novamente com seu gelo negro contra Isaak que se movia rapidamente para sair do golpe. Apenas para reaparecer, pois ao momento que parava uma rajada negra ia em sua direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Cisne Negro aquilo era irritante, como o cavaleiro de Cisne se movia tão rápido? E assustador, ele corria como se deslizasse no gelo, e parando onde ele desejasse. Mesmo com seus golpes ele não alcançava Isaak.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que Isaak se aproxima e lhe aplica um golpe em seu queixo que o faz chocar na parede da montanha, mas Cisne Negro não tem tempo para se lamentar. Não poderia se dar ao luxo de ficar no mesmo lugar sendo alvo. E sai numa acrobacia, mas fica tempo o suficiente para ver a rajada ártica de seu oponente quase lhe acertando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao desce, Cisne Negro aparece atrás de Cisne para atacá-lo, mas Isaak ainda desvia apenas com um curto e comum passo, e agarrava o pulso de seu oponente. Cisne Negro começava a ficar apavorado, como ele poderia ser tão poderoso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Realmente, você não é um guerreiro do ártico. -Isaak arremessava-o novamente para a parede, de maneira violenta mas sem alterar seu estado emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Idiota, vou te matar. -Cisne Negro começava a traçar a cruz do norte, em posições belas e únicas. -TEMPESTADE DE GELO NEGRO!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaak olha para aquele golpe, fecha os olhos e ergue sua mão parecendo querer bloquear o golpe de Cisne Negro. O cavaleiro negro gargalhava, pois aquilo era uma tentativa de suicido; mas ao ver o resultado da cena se espantava. Apenas a mão e metade do ante-braço fora congelado, era uma vantagem que ele ganhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Idiota, agora com seu braço direito congelado pelo meu gelo negro, sua derrota é certa. -Cisne Negro estava feliz, afinal iria provar aos seus companheiros que era mais forte que seu original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ridícula cópia. -exclamava Isaak ao ver seu braço congelado. -Mas bem esforçada para uma ilha vulcânica, pena que escolheu o oponente errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gelo alvo de Isaak começava a devorar e converter o gelo negro de seu inimigo, até que o cobrisse totalmente e partindo em vários pedaços. Cisne Negro voltava a se apavorar, não acreditando naquilo que acabara de ver. O pavor se transformou em raiva e ele partia em direção do cavaleiro de Athena, mas não conseguia se mover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao prestar realmente a atenção, vê círculos de gelo ao redor dele. Não entende como o cavaleiro de Cisne fizera tudo aquilo. E como ele criara daquele jeito, um dos Quatro grandes cavaleiros negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vou ser piedoso e tirar suas dúvidas antes de te mandar para o Tártaro. Eu lhe apliquei o círculo de gelo quando você pensou que eu tinha errado o golpe. Foi apenas um chamariz, mas o que realmente me assusta é o porque você não descobriu o segredo da minha velocidade. -Isaak via a reação de espanto dele, e dava pena alguém com um título tão assustar ser tão fraco. -No lugar em que eu fui treinado, o ar é rarefeito, nosso corpo não reage muito bem, por causa da hipotermia; mas como eu disse antes, pra alguém que treinou em uma ilha vulcânica você é um pródigo, mas não soube escolher o seu adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A raiva de Cisne Negro crescia mais e mais, mas ele não conseguia se libertar daqueles frágeis círculos de gelo. E aos poucos, o ar começava a ficar mais frio, os cristais de gelo, começavam a ficar maiores e os ventos mais agressivos, Cisne Negro não acreditava que tudo aquilo era obra do cavaleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso é só uma pequena amostra do que pode um guerreiro do Ártico, e uma breve visão da morte branca conhecida como Pó de Diamante. -Cisne negro começava a ter hipotermia, começava a sentir o que era o frio que seu oponente tanto falara, era assustador, era belo e assustador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tem algo para me dizer antes de sentir o Pó de Diamante? -Isaak falava para Cisne Negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Só que vocês são loucos, desafiar o Santuário dessa maneira. E pior ainda, escolher Fênix como adversária. Você tera uma morte pior que a minha. -Cisne Negro proferia sua fala em tom de maldição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então que você sirva como exemplo para aqueles que subestimam os guerreiros do Ártico. PÓ DE DIAMANTE!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ventos se tornam agressivos e seguem um único caminho, uma direção que atravessa o corpo de Cisne Negro. O jogando de cabeça para baixo, prendendo-o de cabeça para baixo em uma das formações rochosas, deixando apenas seu braço direito e sua cabeça para fora da estalactite formada com o corpo de Cisne Negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não se preocupe, se fosse tiver mesmo força de vontade, vai sair daí vivo. Vai sair sem cosmo algum, mas vai sair vivo. -dizia Isaak olhando para o inimigo -Não vou te matar, só quero Athena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acaba de assinar seu contrato de morte, cavaleiro de Athena. - Cisne Negro tirava o emblema do cisne, praticamente decapitando sua armadura. -Sofrerá a morte negra. -Ao acabar de proferir suas palavras, fazia desaparecer o símbolo, enquanto o resto do gelo lhe consumia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaak não acreditará, Cisne Negro matara a sua armadura e a si mesmo, e com que intuito? Uma derrota não valeria uma vida, mas Isaak não tinha tempo para pensar nisso, tinha que correr para salvar Athena, ou aquela que todos diziam ser Athena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Pandora de Andrômeda Vs Andrômeda Negro]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pandora andava sobre aquela intempérie fria daquela montanha, afinal, qual era o motivo de uma espiã dentro do Santuário querer salvar Athena? E a armadura mesmo não lhe obedecia, as correntes de Andrômeda não respeitavam seu comando, mas durante a batalha contra Fênix elas reagiram muito bem. Possivelmente elas sabiam que aquela era Athena, e fizeram de tudo para protegê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas armaduras realmente tinham algum nível de consciência, um nível que os poderes de Hypnos e Tanathos não podiam dobrar nem exercer a sua influência, não totalmente. A sacerdotisa de Hades, pensava que ser uma amazona de Athena não seria tão ruim, não teria que criar uma utopia, seria apenas proteger as pessoas de seres como ela. Talvez fosse uma luta digna, talvez ela não recebesse a morte dos pais, e tivesse a alma de seu irmão tragada por Hades, e muito menos seria uma peça descartável para aqueles dois deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pandora, sente um deslocamento muito rápido e agressivo, e rapidamente desvia. Vê inúmeras cobras negras como um bote só, caso não tivesse sentido o cosmo da pessoa que as controlada, provavelmente estaria morta; mas ao que parecia elas não iriam desistir tão facilmente de sua presa e voltavam a atacar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amazona saltava para trás num impulso rápido e forte, mas as cobras se moviam praticamente a sua velocidade, impossível um animal se mover tão rápido assim. Pandora lança sua corrente triangular para cima das cobras, que não passava de uma corrente morta e sem vontade, pensava consigo mesma que seria melhor lançar uma pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cobras se dividem e atacam por todas as direções, Pandora sua a corrente da esquerda para afastá-las e consegue apenas acertar algumas. Das outras, tudo que pode fazer era fugir, sabia que seria logo encurralada naquele ritmo, mas o que podia fazer com correntes que não lhe obedeciam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao parar no chão, não via mais o céu. Só se ele se tornasse em várias cobras querendo devorar seu ser. Era o que era queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concentrara todo seu cosmo, e o soltara, um ataque básico de todos aqueles que tinham algum cosmo desenvolvido dentro de si, mas era uma manobra amadora, pois técnicas canalizavam melhor um ataque do que essa explosão, além de consumir menos suas energias, mas era tudo que ela tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cobras foram incineradas com esse ataque, e Pandora apenas caira no chão, e não se dara ao luxo de abrir sua guarda. Porque o inimigo estava mais a sua frente, olhando para ela e rindo de sua maneira ridícula de defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha cabelos negros, mas próximos de um verde muito escuro. Além da própria armadura ser idêntica a dela. Olhando bem, ela reparava traços similares ao do jovem que lhes abrigara depois do confronto contra Fênix, mas numa versão tão maligna que era facilmente diferenciados somente pelo olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Realmente, você me desapontou amazona, jurava que a minha original seria mais poderosa. Achei que no mínimo você iria usar a defesa circular, particularmente, você é deprimente. -Andrômeda Negro recolhia as suas correntes que se transformavam em cobras para atacar seu oponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possivelmente, qualquer um dos outros cavaleiros já teria derrotado a essas alturas, mas ela mesmo não era uma amazona, era uma sacerdotisa e sua própria não lhe respondera. Estava numa situação perigosa, mas uma coisa que ela não podia demonstrar era medo. Afinal, aquilo só iria alimentar as forças de seu oponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Realmente, entre nós, seu cosmo chega a ser tão pífio que eu não vejo a necessidade de usar as correntes de Andrômeda para acabar com você. Consigo vencer você apenas com as mãos, e realmente eu não fui treinada para combate. Você será minha cobaia. -Pandora assumia uma postura ereta para dar ênfase as suas palavras, já que sua máscara lhe ocultava sua face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cavaleiro negro de uma feição irônica passa para uma face obsessiva e psicótica de raiva e ódio. E volta a atacar sua oponente, com as correntes de sua armadura que em momentos depois se transformam em cobras negras. Pandora se desloca o mais rápido que pode para não ser acertada pelas correntes de Andrômeda Negro; mas não tinha muito o que fazer para contra-atacar, a não ser esperar uma brecha mas ela nunca aparecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pandora não conseguira saltar rápido o suficiente para fugir das correntes de Andrômeda Negro, a qual era uma cobra que aplicava-lhe um bote firme e doloroso. Sendo a dor alucinante, e a mesma víbora que lhe mordia parecia se multiplicar, e as que apareciam lhe aplicavam mais um ataque, até que a amazona estivesse caída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não se rendia, queria suportar, queria vencer; mas o veneno que aquelas peçonhas inocularam nela pareciam estar drenando sua força. Além do baixo nível de cosmo, não poderia fazer uma segunda explosão de cosmo. Ela começava a pensar que foi um erro ser enviada, talvez fosse melhor morrer, o pior que aconteceria, seria ela ir para “seu lar” aquele inferno, e esperar a chegada de Hades para o recepcioná-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela apenas tinha que deixar de insistir, para deixar de existir, lembrando apenas de algumas pessoas enquanto perdia os sentidos: Seus pais, seu mestre Albior, June e do cavaleiro de Cisne. Se bem que ela não fazia idéia do por quê ele aparecer em suas últimas memórias de vida, mas não foi desagradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Deixar de insistir... Desistir... -As últimas palavras de Pandora enquanto ouvia o riso estridente de seu algoz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1890524997916153226-5312643768285620553?l=assassinodedeuses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/feeds/5312643768285620553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2008/12/lutas-obscuras-parte-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/5312643768285620553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/5312643768285620553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2008/12/lutas-obscuras-parte-1.html' title='Lutas Obscuras - parte 1'/><author><name>Demiris Ikarus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14863139989794869952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SUupetsftoI/AAAAAAAAAzY/YXuGqaC9M6o/S220/musicas_espada_de_ovo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1890524997916153226.post-3771453038538051115</id><published>2008-11-22T15:10:00.001-02:00</published><updated>2008-11-28T09:57:04.239-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alma Nova'/><title type='text'>Os dias que se foram.</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;No ultimo capítulo de Alma Nova...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 255);"&gt; A luta começou entre Esmeralda e Thouma, que resultou em vitória de Fenix com uapenas um golpe, o Golpe Fantasma de Fênix. Isaak, Pandora e Okko atacam em seguida, mas o cosmo a amazona inimiga é devastador demais, que com o golpe Ave Fênix, quase mata Hana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E Hana consegue leva-la como sua isca para os cavaleiros negros; e num breve momento de consciência, Okko vê uma silhueta que não deve identificar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Será esse misterioso ser a aparecer é amigo ou inimigo? O que os cavaleiros negros iram fazer? E o dia que Shaka aparecerá está se aproximando...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No deserto ártico da Sibéria, Isaak se pegava ainda uma criança enterrando seus pais, que nasceram também naquela terra esquecida pelo sol, mas assim como as geleiras daquele lugar eles o ensinaram a nunca esmorecer, porque todo do vilarejo sabiam que viver não era um fardo, era uma dadiva que cobrava seu preço, apenas aqueles que tinham força podiam viver naquele lugar impiedoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mesmo que Isaak chorasse, as lágrimas dele se tornavam cristais de gelo. Ele começando a ver aquilo, imaginava se aquela terra não era também formada por sangue e suor daquele povo sofrido. Até que uma sombra cobria-o e a olhar vira um homem único, o guardião daquelas terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Mestre Cristal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele não respondera nada, apenas lhe oferecia a mão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; *****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Isaak despertava, num lugar que em nada parecia sua terra natal. Um lugar onde seu corpo relaxava, onde todos podiam ter um descanso, sendo amaldiçoados ou não. Era quente também, não um calor desconfortável que sentira desde que saiu da sibéria, e nem o calor assassino das asas da fênix, mas sim o calor de um abraço materno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Lembrará que fênix queria raptar aquela garota! Levantará rápido da cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Yo. -O Cavaleiro de dragão estava sentado arqueado em cima da cadeira. -espero que você não queria salvar ninguém sem armadura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Isaak realmente perceberá que estava sem armadura, e muito menos estava no aposento que estava, mas vira Thouma na cama do lado. Ainda sem consciência e cheio de bandagens, pelo menos sem aquele olhar comatoso, e ele continuava a olhar para os lados em busca de Pandora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vendo aquilo, Okko ri e aponta para cima de Isaak que percebe que a cama era uma beliche. Ao levantar via Pandora, em curvas situantes e ainda com a máscara colocada. Fez um gesto com a intenção de tira-la, mas ouvira a tosse fingida e forçada de Okko.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -A menos que você saiba que ela te ama ou queria morrer mais cedo, recomendo você não fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Isaak se amaldiçoava por estar fazendo aquilo, Cisne se afastava e voltava para a cama que anteriormente ele estava deitado. Ainda perdido com tantas informações que receberá naquele dia., mas ele tinha mais preocupação com a sagrada armadura de Cisne e com a amazona de Andrômeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Agora temos algum tempo pra conversar, poderia me explicar que história é essa? -Isaak dirigisse a Dragão. -fui mandando para levar uma reencarnação de uma deusa maligna para o Santuário, quando eu chego aqui descubro que estou sendo enganado por todos, até mesmo meu mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Deve ser que seu mestre percebeu o tão cabeça dura que você é. -Ironizava Okko. -Mas a história é realmente é essa, há aproximadamente dezoito anos atrás, aconteceu um plano para matar Athena. E o cavaleiro de Sagitário salvou Athena e a entregou a alguém, tanto que só foi achado seu corpo, sem uma criança ou armadura. E Ares continua a governar querendo se tornar Deus, manipulando os seres mais poderosos que deviam ter a missão de proteger a Terra, e não promover tirania...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E porque vocês não avisam logo ao santuário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -O mestre de Pegasus tentou, mas a noticia foi distorcida pelo Grande Mestre que eramos um grupo malignos de cavaleiros querendo dar um golpe de estado. E passamos a ser considerados um grupo terrorista, que os mais fervorosos matariam só pela suspeita. -dizia Okko agora desviando o olhar largando toda sua posse irônica e adotando um ar sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E como acreditar num grande mestre que esta sem a deusa Athena verdadeira? Isso é impossível, nem mesmo a desculpa por causa de um atentado a sua vida poderia enganar a todos por tanto tempo. -dizia Isaak menos cético a aquela história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Esse é o problema. -dizia Okko. -Existe uma deusa lá, que mantem o poder das armaduras sobre seu comando, e que ninguém ousa a contestar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E como garantir que aquela garota é Athena, não sera que vocês estão enganados? -Isaak levantasse indignado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Vou te responder com  uma pergunta para depois te responder direito. -Okko fazia uma longa pausa. -Porque você não simplesmente não foi embora, ou na suspeita dela ser uma deusa maligna não matou a garota, nem a mim e nem a Pandora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Era verdade, porque ele não simplesmente deixou que Fênix a levasse, ou mesmo ele não teria matado? Mas ela parecia a razão dele lutar, foi por causa dela que ele conseguia acompanhar os movimentos daquela amazona, ela parecia que era um patromônio a humanidade que todos deviam defender com a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Mas eu lutei contra o Pegasus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não... você apenas reagiu a uma agressão. Pegasus foi o primeiro a atacar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Você estava lá desde aquele momento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Na verdade cheguei um pouco depois do ruivo, mas vi que a batalha seria fácil para ele, e eu só interferiria se fosse extremamente necessário. -Okko estranhava o gosto daquelas palavras, afinal em outra época ele atacaria todos sem se importar com nada, desde que ele ganhara o status de cavaleiro de bronze e a armadura ele parecia ter encontrado paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E qual era a outra resposta? -Perguntava Isaak.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -A outra é que pelo simples motivo de ela falou que tinha a armadura de sagitário era uma relíquia da família dela, e que ela já encontrará um cavaleiro já. Essa noticia veio de um informante do Santuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Uau. -Isaak estava realmente sem palavras, afinal ao que parecia tudo era uma trama e um jogo onde um esperava o inimigo aparecer para esmaga-lo, ou no mínimo uma brecha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Acho que dragão explicou tudo. -Dizia Pandora tateando a face, encontrando sua máscara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Me chame de Okko, afinal somos agora companheiros de batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E temos que encontrar Fênix. -dizia Pandora. -Ela esta com Athena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E temos que ser unidos, veja o nosso amigo como ficou porque achar que podia resolver tudo sozinho. -falando de Thouma que não havia recuperado a consciência e era o mais ferido dentre os quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A maçaneta do quarto começava a girar, e os três cavaleiros conscientes se preparavam para luta quase que inconscientes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; *****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dois dias antes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Jango aplicava um soco no rosto de Cisne Negro, que caia na mesma direção de Andrômeda e Pegasus Negro, mas ao invés de segura-lo deixaram ele impactar no chão, com sorrisos sádicos no rostos. Mas antes que pudesse fazer algo, levara um pisão no rosto do mestre dos cavaleiros negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Porque agiu sem as minhas ordens seu idiota? E o pior, foi derrotado! -Jango pisava inúmeras vezes e com cada vez mais força. -E agora temos que caçar aquela idiota que esta com a filha de Guilty!!! E graças a ela eu não posso te matar porque somos os únicos cavaleiros negros que sobraram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dragão Negro estava apenas deitado sobre o sófa do escritório como se estivesse dormindo, e aparte de toda aquela cena. Enquanto Pegasus e Andrômeda riam da cena se afastando de Jango.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Jango parava de pisar no rosto dele e ia para a mesa de seu escritório, e pegava a garrafa de tequila e a engolia como se fosse água. Cisne Negro tentava se levantar, mas em suas duas primeiras tentativas fora falho, por que seu mundo girava, até que na terceira tentativa começava a se manter de pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Mas mestre -Pausava Cisne negro cuspindo o sangue excessivo de sua boca. -Porque você presume que esta com ela? Pode estar com aqueles outros cavaleiros de bronze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Porque eu presumo isso. -Jango engolia mais um pouco da bebida e a limpava com a manga do terno. -Dragão Negro, ligue a TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dragão Negro pegava o controle embaixo dele e ligava a Tv de plasma que em modo stand-by mostrava um ar fresco da capela cistina. Era noticiada um incêndio no passeio publico de Osaka, e com isso o incêndio demorava a ser controlado, o mais estranho da noticia era que as chamas não faziam uma clareira em forma de um circulo, mas sim em forma de uma avê que parecia apontar para outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Era óbvio que Fênix havia derrotado os cavaleiros de bronze, e que agora usava a garota como chamariz para eles irem até ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Temos que dar um jeito de mata-las, o quanto mais rápido possível, mas não podemos nos revelar assim. -Jango voltava a beber a tequila, ao mesmo passo que tentava afogar suas preocupações com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E se pedimos ajuda ao Santuário? -perguntava Cisne Negro que esquiva rapidamente da garrafa de tequila que acabava de ser atirada para cima dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Idiota, se isso era a nossa prova para sermos aceitos dentro das fileiras do Santuário, como iremos pedir ajuda. E mesmo se pudêssemos, onde fica o orgulho de ser um cavaleiro negro, melhor morrer a pedir ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Deve ser por isso que somos apenas nós agora. -dizia Dragão Negro para todos sem ao menos se mover do sofá que estava deitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E ao cara na outra sala? -indagava Pegasus Negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Ele?! -Jango olhava com um principio de medo para a porta que levava a tal sala. -Ele vai fazer outro trabalho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sobre as Arvores Gêmeas, Shaka estava sem armadura, com seus dois discípulos: Agóra e Shivah, ambos destinados pelo kharma e dharma de serem os cavaleiros de, respectivamente, Lótus e Pavão, para cavaleiros de prata eles eram muito poderosos, mas o cavaleiro áureo não queria que seus discípulos apenas fossem cavaleiros de prata, mas sim cavaleiros de prata com o cosmo de ouro, assim como Orfeu e Albior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Apesar de ser treinado pelo próprio Buda, Shaka sabia que apenas alguns caminhos levavam a essa elevação de poder, e mesmo assim o caminho era extremamente pessoal, mas isso era para aqueles que eram mortais e limitados, não para ele que era o homem mais “próximo dos deuses”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mesmo naquela sala em que o tempo se arrastava para passar, era necessário uma semana de treinamento intensivo naquele lugar, não apenas quatro dias que Athena lhe derá, e afinal havia algo que obstruía sua visão do cosmo inteiro de Athena, parecia que para Shaka era impossível ver o interior de uma pessoa com ela presente. E mesmo as armaduras pareciam emanar algo que ele não entendia muito bem, uma energia disforme e caatica que confundia sua mente, mas elas ainda respondiam aos seus cavaleiros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Mestre Shaka, parece que o senhor esta preocupado. -Indagava Shivah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E você deveria estar limpando sua mente para alcançar o sétimo sentido. -dizia Shaka reaprendendo seu discípulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Desculpe, mestre. -Shivah volta a limpar sua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Shaka tinha que se concentrar para pressionar o cosmo de seus discípulos, tinha também que se concentrar naquele treinamento, tinha coisas demais pra se preocupar, e se o grande mestre Shion escolheu Ares como seu sucessor após sua morte, mas ele deveria ser o escolhido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Voltando ao Tempo atual...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A maçaneta roda totalmente e a porta range, Okko e Isaak já haviam se colocado em posição de combate, no momento que a porta abriu. A aparição de uma jovem de cabelos de um azul escuro aliado a cabelos de maria-chiquinhas se assusta com a posição dos combatentes. Que logo percebem que ela não tem cosmo para ser uma ameaça e constrangidos abaixam os punhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com medo a garota corre com medo dos dois cavaleiros ameaçadores para longe. Isaak fica sem dizer nada enquanto Okko balança a cabeça negativamente .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Por que será que as mulheres sempre correm de mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pandora balança a cabeça decepcionada com seus companheiros de equipe e sai do beliche que estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Até que de todos os três em pé no meio do quarto, outro jovem se aproxima, esse de uma constituição muito mais frágil do que as de Okko e Isaak, lembrando mais a da amazona de Fênix. Vestido socialmente, com calça social branca e camisa cara verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Vejo que vocês estão bem, isso é bom. -dizia o rapaz sorridente. -Desculpe-me por Minu, ela é meio assustadiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Agradecemos a sua hospitalidade e pelos seus cuidados, mas queremos saber o porque deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pandora fora direta ao ponto, Okko e Isaak não fizeram por não serem muito comunicativos, afinal só foram treinados para não interagir com os civis, pois eles mesmo viviam reclusos e eram especialistas em combates.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; -A sim, perdoem-me. -O jovem tossia para desobstruir sua voz. -Deixe-me primeiramente me apresentar, sou Shun Amamiya. O diretor do orfanato Filho das estrelas, e cuidados de você porque assim foi especificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Como assim especificado e por quem? -indagava Okko&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Isso eu já não sei dizer muito bem, mas vamos até a sala. Já que vocês devem estar morrendo de fome, né?! -Aquele homem não era hostil, muito pelo contrario, eles estavam bem relaxados depois da aparição dele. -Só Pandora que parecia meio diferente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A mansão era realmente luxuosa, cheia de quadros que pareciam ser pessoas muito ricas, de descendência muito importantes; mas também havia brinquedos pelas escadas. Aquela residência parecia mais uma das doze casas que eles imaginavam, já que todos ali nunca as viram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Até que chegaram a copa, onde tres grandes mesas ocupavam o local com bancos enormes que acompanhavam a mesa, a qual uma delas. E a do meio tinha um verdadeiro banquete para eles, que estavam acostumados a não comer por dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Comam a vontade! -dizia o jovem de cabelos esverdeados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Okko e Isaak se entreolham e atacam a comida vorazmente, chegando a algumas vezes a pegar a mesma coisa, Pandora olha aquela cena aterrorizada, e senta a uma distancia considerável dos dois cavaleiros, e Shun lhe faz companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pandora morria de fome também, mas algo lhe impedia de atacar a comida que nem eles, talvez a etiqueta da família Heinstein, pelo menos o que ela lembrava dela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Você faz parte de aluma família nobre, não é? -Shun perguntava a sua convidada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Já fiz, mas o mais importante é explicação que você está nos devendo. -Ao ouvir aquilo, Isaak e Okko paravam de comer para ouvir o que seu anfitrião tinha a dizer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Pra ser sincero não posso nem ajudar muito, mas é que vocês estiveram dormindo por dois dias seguidos. -dizia o jovem. -Quando chegaram aqui, três pessoas trouxeram vocês e suas caixas que estão em meu quarto para nenhuma das crianças mexerem. Vocês tinham queimaduras e hematomas graves. Nos deram cinco gemas preciosas para apenas lhe darmos abrigo até que acordassem, depois descobrimos que cada uma valia no mínimo três mil dólares. E com a morte do velho Kido, nosso “bem-feitor” estávamos necessitados, e não negamos ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Três pessoas? -indagava Pandora. -E como seriam elas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Sinceramente não sei informar direito pois era de noite quando vocês chegara, e já estavam tratados os ferimentos mais graves. Só posso dizer que dois eram de nossa estatura e o terceiro, que carregava as quatro caixas, tinha o tamanho de uma das crianças do orfanato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Uma criança? Mas as caixas das armaduras eram muito pesadas para isso, para uma simples criança carregar. A menos que fosse um aprendiz de algum cavaleiro. O único que Isaak lembrava dessa forma era Jacob, mas ele teria que ter indo com ele, e o que ele estaria fazendo com duas outras pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E um deles mando-me pedir pra que eu gravasse essas fitas dos noticiários locais para vocês. Shun pedia a Minu que colocasse as fitas para que todos pudessem assistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando começaram a passar as fitas, eles viram o local o qual lutaram com Fênix, todo queimado e ao que ouviram, sem vítimas no local, o que era bom, já que isso era um sinal que Athena estava viva, mas o próprio lugar tinha a forma de uma avê. E houveram mais dois lugares no incêndio, do mesmo jeito. Um numa área de demolição e uma área queimada na praia. O noticiário diziam que podiam ser obras de Ets, ou vandalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas para os cavaleiros ali sentados era Fênix indicando onde ela estava com Athena para os cavaleiros negros, mas mesmo assim eles tinham que proteger Athena. Eles deveriam ir lá e resgata-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Me diga senhor Amamiya. -Isaak pedia atenção. -Para onde os “pássaros” estariam apontando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Bem... -Shun forçava a mente para fazer um mapa mental. -Creio que seja para uma formação rochosa bem longe da cidade, ao que parece é o monte fuji... mas não tenho certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Parece bem a cara daquela Amazona. -dizia Okko ao se levantar. -Temos que buscar nossa preciosa Athena, ou Hana... Se bem que eu prefiro Hana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Hana?! -Grita Minu. -Hana não aparece a dois dias, quer dizer que foi ela a sequestrada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Conhecem?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Sim, ela mora aqui do lado, sempre passa aqui para nos ajudar. -dizia Shun agora entendendo o desaparecimento de Hana. -Por favor, salvem-na.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Íamos fazer isso sem você pedir, não se preocupe. -Okko dizia aos dois. -Mas cuidem de nosso amigo ruivo e explique a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Minu, os acompanhe até meu quarto para que eles peguem seus pertences. -Pedia Shun a Minu que apenas balançava a cabeça e os guiava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Isaak e Okko seguiam Minu enquanto Pandora ficava parada olhando para Shun.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Er... posso ajudar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Você tem irmãos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -ter eu tinha e era só um... o Ikki, mas ele morreu depois da nossa mãe morrer, ao 15 anos. Nenhum médico soube o porquê... lembro que ele era super protetor comigo. -dizia Shun com um saudosismo doido. -Porque a pergunta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Nada em especial, mas só mais uma. Você carrega algum amuleto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Até carregava, mas deixei no túmulo do meu irmão. -respondia Shun. -Mas porque tantas perguntas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Nada, só achei que já o conhecesse, mas deve ser impressão. -dizia Pandora e saia da cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E ao sair encontrava Isaak apoiado na parede, ele ouvirá toda a conversa. Pandora apenas o ignorava, e Isaak começava a desconfiar de sua companheira de batalha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Numa caverna do Monte Fuji, com o formato de uma boca de um grande felino, estava Hana, sem entender muita coisa, e o pouco que entendia parecia surreal. Ela era a reencarnação de uma deusa que protegia a humanidade, e era servida por inúmeras pessoas vestidas de armaduras, mas algumas que deveriam servir a ela a usam como isca ou querem mata-la. Realmente era muita coisa para sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas sua sequestradora, aquela mulher de mascara não era uma má pessoa, mas parecia que ela estava sofrendo cada vez, mais com cada ato e achava que não tinha redenção até cumprir sua missão, pelo menos era isso que Hana pensava, afinal, ela até agora estava ilesa. E toda fez que ela saia, a amazona trazia cobertores, comida, pelo menos o básico para se poder viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Novamente ela chegava, com uma mochila totalmente cheia dessa vez e a jogava para perto dela. Para logo em seguida se sentar-se no chão, na entrada da caverna olhando para fora. Hana abria a mochila e vira revistas femininas de todo o tipo de todas as idades, e muitos chocolates, doces, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Obrigada, mas não acha que é melhor me soltar ao invés de me trazer essas coisas? -Hana já tentará falar inúmeras vezes com a amazona, mas no fim parecia mais um monologo, pois apenas ela falava. Hana já contara de como foi seu baile de formatura, de como era o orfanato filho das estrelas, de como era a floricultura, mas nada parecia empolga-la para se abrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Preciso de você. -dizia Esmeralda. -Os cavaleiros negros querem mata-la, e eu quero mata-los, melhor do que correr atrás deles, e faze-los vir até mim; mas não se preocupe, no que depender de mim você não será ferida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Mas por que você quer mata-los? Afinal eles também são seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Há muito tempo atrás, Athena temia que só os cavaleiros do zodíaco não dariam conta de proteger a humanidade, e pediu mais proteção para os cavaleiros que não conseguissem armadura, como copias das armaduras originais. Então criou cavaleiros negros que atuariam juntos com os cavaleiros como suporte. Mas os cavaleiros negros eram em sua maioria ressentidos com seus cavaleiros originais e começaram uma guerra interna no santuário. E Athena os baniu para a ilha da Rainha da Morte, e deixou um carcereiro, um cavaleiro de prata, para prende-los. -Mas o tempo em demasia corrompia dos cavaleiros que atuavam como carcereiros. No final, o santuário baniu a ilha da Rainha da Morte para um lugar que existe e não na terra, assim como aconteceu em alguns lugares. Atlântida, Lemuria, Avalon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Mas em parte eu entendo a Athena, afinal foi um erro dela. Ela não poderia culpar os cavaleiros negros por um erro dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Por causa deles, eu fui treinada para ser uma amazona, e por causa deles meu mestre, que foi a única pessoa que me amou apesar de tudo morreu. E morreu pelas minhas mãos. -A voz de Esmeralda começava a desabar naquele momento. -Tenho que fazer pelo menos isso, para que meu mestre descanse em paz, e para dar uma chance a esses monstros de se arrependerem em sua próxima vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Hana fora em direção de Esmeralda, enquanto a mesma ainda olhava para fora. E lhe abraçará. Esmeralda, não reagiu. Não tinha porque reagir também. Ela há muito tempo esperava por aquilo. Um momento que ela não tinha que se importar com vingança e que um pouco da sua dor se dissipara.  Por um curto momento, ela se aproximará da Esmeralda que um dia já foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao ver Esmeralda daquele jeito, ela começava a chorar inconscientemente, ninguém merecia sofrer pelo o que ela sofreu, mas isso não dava a razão para ela, mas ela não precisava de sermões, de lições de moral. Tudo que ela precisava era de uma amiga, um colo para descansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Juro que mesmo você não sendo Athena, não deixarei você se ferir. -Esmeralda murmurava baixo sob a mascara. Embalada enquanto Hana mexia em seu cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Há 10 anos atrás...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nem sempre sua nação natal o ajuda como você deveria, ter a mesma etnia nunca foi demonstração de boa fé dos dirigentes para seu povo, e geralmente numa tentativa desesperada, muitos tentam encontrar esperança e fé em uma nação que os aceite, não de braços abertos, mas sim que os aceite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E o mesmo acontecia com os irmãos Ogawara, filhos bastardos de um milionário que nunca tiveram nem sua existência comentada, e desde a morte de sua mãe, Sayuri, Seika tentava ser uma mãe ao irmão, Seiya que era rebelde e inconsequente mas tinha um bom coração e um sorriso moleque que nunca deixa Seika lhe dar uma bronca sem abraça-lo depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Podia ser uma decisão louca mas era uma chance de reconstruir uma vida, Seika ouvira que o continente americano precisava de mão-de-obra sempre, o novo mundo era sempre conhecido como a terra da oportunidade, uma nova chance é o que eles precisavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já tinha uma semana que estavam no mar, sempre estava enrolada numa capa preta e colocava seu irmão mais novo embaixo dela para que ambos não perdessem o calor que sentiam, mas ele sempre saia para ajudar os marinheiros, sempre prestativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Quem sabe Seiya se tornasse marinheiro?” - pensava Seika ao olhar o irmão, que sempre voltava com um brinquedo ou comida a mais pela colaboração do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eram realmente tempos bons... até a chegada da tempestade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Numa noite com uma lua enorme no céu, mas essa era diferente, parecia reluzir prata o suficiente para ser uma versão dia, Seika nunca virá nada parecido, era linda. Não havia se quer uma só nuvem no céu, quem sabe o destino não estava sorrindo para ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na verdade, era um sorriso irônico e debochado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A primeira onda surgiu do nada e atacava o barco com tudo, mais da metade dos imigrantes caira naquelas águas geladas, muitas morriam na mesma hora. Seika conseguia se segurar numa força que não tinha, mas engolirá muita água e tinha ansia e expelia tuido que tinha no estomago, mas tinha que achar Seiya.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas os irmãos Ogawara viam naquela noite que iria provavelmente matar-lhes, como se fossem esquenos refletores pratas canalizadas naquela enorme lua, todos alinhados numa trajetória que ia em direção do navio. Não ouve tempo pra gritar novamente, fora como uma arma prestes a ser disparada e traçando sua mira, e assim lhe vez, causando um enorme buraco no barco que ele logo se dividia em dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A parte menor começava a já afundar e a parte maior, onde ambos irmãos se encontravam começava a ficar ereta. Seika se agarrava para não cair e Seiya já estava em pisando em um mastro como se fosse seu agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -SEIKA!!! -Seiya gritava para sua irmã, mas não podia fazer nada estava a metros de distância, não podia fazer outra coisa há não ser gritar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Seiya, se preocupe com você!!! -gritava Seika, forçando sua frágil constituição para não largar as barras laterais do navio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não havia nada que ele pudesse fazer, era apenas um garoto de oito anos, mas não queria perder toda a sua família. A única pessoa que ele tinha nesse mundo, era uma dor que ele não queria suportar. Até que vira uma onde se formando, primeiro ela começava como um redemoinho para depois se elevar e se formar uma onda gigantesca. Simplesmente a onda violava as leis da natureza e se formava por uma decisão maior que ela própria, como se ela fosse obrigada a atacar-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Até que parecia que seu punho queimava, era como se seu corpo e sua alma quisessem impedir aquela onda de chegar no barco, mas não havia como, mas simplesmente ele obedeceu os impulsos. Com um soco direto, o jovem dispara uma rajada reluzente em alta velocidade, que cortava a onda exatamente onde ela deveria atingir o barco afundando, Seiya sorri e cai para dentro do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -SEIYA!!! -Seika via aquilo, mas não queria saber como o irmão fizera aquilo, mas sim manda-lo segurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com o grito da irmã, Seiya, simplesmente acorda e consegue se segurar numa das cordas que pareciam atravessar todo o barco, estava fraco, mas ainda sim tentava obedecer a irmã, mas apenas via borrão com a voz de sua irmã.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Até que finalmente o barco afundava totalmente puxando tudo que pudia com o empuxo que ele causava, arrastando objetos e pessoas junto com ele. Era realmente assustador, os que lutavam bravamente nadando sofriam afogamento, com o único pensamento de que porque não morreram logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Seiya não tinha mais forças desde que evitará aque uma das ondas acertasse o barco, pelo menos Seika iria viver, e isso era bom, não tinha nem força sequer para segurar a respiração. Apenas deixava-se ser puxado para o fundo do oceano; até que sentia uma mão lhe puxará para cima. Devia ser algum anjo lhe puxando para o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas era Seika, que conseguia puxa-lo para cima e coloca-lo num pedaço de madeira, que flutuava, se tinham que morrer, morreriam juntos ou ela primeiro que ele. Até que viam duas figuras brilhantes com asas acima deles, um com cabelos revoltos de um roxo escuro aproximando do negro e outro loiro, deveriam ser anjos que indicariam o lugar deles no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Seika tinha razão, eram anjos, mas não daquele tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E assim acaba uma futura ameaça aos deuses, certo Thesseus?! -O anjo com feição mais agressiva dizia para o companheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Um humano a mais ou a menos não fará diferença quando o julgamento final chegar. -dizia o anjo de postura mais arrogante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Do que vocês falam?! -gritava Seika. - Foram vocês que causaram toda essa tragédia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Odisseus e Thesseus estavam surpresos, humanos normais não podiam ver anjos sem um mínimo cosmo necessário para se tornar um servo dos deuses. E la uma simplória mortal estava os desafiando com o olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Humanos desse tipo são desnecessários. -dizia Odisseus ao convocar uma espécie de lança para matar a ambos os humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Espere Odysseus. -Uma voz vindo da reluzente lua atrás deles impedia-los de continuar a atacar, porém qualquer ser que existisse também pararia com um simples pedido dela, mas aquilo fora uma ordem. Uma mulher bela, de cabelos de um loiro-esverdeado idêntico aos seus olhos, que não podiam existir naquela realidade. -Tenho planos para ele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Mas deusa, as ordens são de elimina-lo. -dizia Odysseus a deusa da Lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Ele vê apenas o que pode acontecer, não o que realmente vai acontecer. -dizia Arthemys tocando o ombro dele, que o fizerá ajoelhar rapidamente. -Esse garoto tem potencial, só deve ser moldado a minha vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E acha que eu vou permitir? -Seika gritava, tremendo de frio e abraçando o irmão. -acha que vou deixar leva-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Acha mesmo que o querer humano é maior que a vontade divina? -Arthemys olhava indiferente para aquela humana. -Odysseus, não disperdesse seus poderes, use sua lança contra ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Odysseus ri e lança rapidamente a lança num movimento furioso. Seika não vê a trajetória, mas quando reve a lança ela esta encrava nela, e sente tudo se obscurecer, seu ultimo desejo é que Seiya sobreviva e seja feliz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1890524997916153226-3771453038538051115?l=assassinodedeuses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/feeds/3771453038538051115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2008/11/os-dias-que-se-foram.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/3771453038538051115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/3771453038538051115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2008/11/os-dias-que-se-foram.html' title='Os dias que se foram.'/><author><name>Demiris Ikarus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14863139989794869952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SUupetsftoI/AAAAAAAAAzY/YXuGqaC9M6o/S220/musicas_espada_de_ovo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1890524997916153226.post-53794197313074998</id><published>2008-11-22T15:02:00.002-02:00</published><updated>2008-11-28T09:57:04.240-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alma Nova'/><title type='text'>Palavras, Acordos e Chamas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;No capitulo anterior de Alma Nova...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 255);"&gt; Ares preocupado com a repercussão de ter mandado os cavaleiros negros eliminar Athena, ludibria Shaka, o cavaleiro de ouro da casa de Virgem, a destruí-los em uma semana, mas com a ajuda de Eiri, a falsa Athena o tempo é encurtado em quatro dias; mas não mandando eliminar os cavaleiros negros mas sim todos os cavaleiros associados a eles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 255);"&gt; Ainda no santuário, Marin reporta a situação atual ao líder da rebelião contra Ares, mas este teme a segurança de Athena mas mãos do jovem cavaleiro de bronze.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 255);"&gt; Já no Japão, Cisne Negro embosca Hana e tenta elimina-la, mas não consegue graças a intervenção de Thouma, que acaba sendo acompanhado também por Isaak de Cisne e Pandora de Andrômeda, após alguns maus entendidos, e a chegada de Okko de Dragão tudo fica meio que esclarecido, mas surge Esmeralda de Fênix reivindicando Hana, e ameaça aos outros cavaleiros mata-los.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 255);"&gt; Seria capaz Esmeralda capaz de mata-los e usar Athena como isca para os cavaleiros negros?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -O que você disse? -Isaak não acreditava que uma amazona tão franzina pudesse falar daquela maneira com ele, apesar dela possuir um cosmo assustador ele não aceitava o fato de ser desafiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Me entreguem a garota e ninguém precisa sair ferido... ou até mesmo morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O cosmo de Esmeralda não vacilava mesmo estando na presença de quatro cavaleiros de bronze de cosmos poderosos; seu raciocínio era lógico, os cavaleiros negros queriam a garota, se ela pegasse a garota os quatro cavaleiros negros iriam aparecer ou com sorte, até mesmo Jango. Ela não pretendia fazer mal algum a garota, Esmeralda só queria os cavaleiros negros a sua mercê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Acha mesmo que pode ameaçar quatro cavaleiros de bronze? -Você está a serviço do santuário?! -Perguntava Thouma, se preparando para a pior resposta e a um ataque rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Eu quero é mais que o Santuário e Athena morram, eles não fazem falta nenhuma a esta terra... como a deusa protetora da terra permitiu que cavaleiros negros fossem confinados e não destruídos? Como podem ainda deixar que essa humanidade podre ainda seja assim! Se a vontade divina é tão superior, porque ela não molda esse mundo! Porque se os deuses são perfeitos, porque suas criações não eram também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aquela era questão que assolava todo mortal da terra que se encontrava numa situação desesperadora, onde nem mesmo a fé mantem a força de vontade. Todos ali sentiram o peso das palavras ditas pela amazona de fênix, mas Hana lacrimeja inconscientemente, pela tristeza e revolta que ela carrega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Me entreguem a garota e ninguém sai morto. -tentava se recompor Esmeralda após aquele desabafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Thouma ataca com toda sua velocidade, com um raio energizado em seu punho visando acabar com ela antes mesmo dela atacar, pois pelo tamanho do cosmo que transbordava dela, se ela o manifestasse, eles estariam em desvantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas o golpe de Pegasus não encontra seu alvo, mais rápida do que ele, Fênix desvia com um passo para trás, o que deixa os outros cavaleiros perplexos. Hana apenas vira uma arvore cair e o ruivo com um olhar furioso para a jovem de armadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Golpe de sorte. -dizia Thouma para sua rival. -O próximo não errarei. -Ele elevava mais ainda seu cosmo, junto com a densidade do relâmpago que era alimentado pela sua vontade de derrota-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Mesmo que você queria, não vai conseguir, você é muito lento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Era a ofensa que faltava para Thouma querer matar a amazona. Zombar de seu principal atributo era o cumulo, e ainda numa velocidade assustadora, mas dessa vez Esmeralda parece também atacar. Um ataque simultâneo que quase não fora visto nem pelos cavaleiros de fora da luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No Santuário, Marin ainda não tinha noticia de Thouma e nem se ele já encontrará Athena, apenas sabia que Shina estava sobre cuidados médicos graças a agressão de seu irmão. Ela orava para que nada mais desse errado, rezava para que não fosse um erro mandar seu irmão para proteger Athena, devia ela mesmo ter ido, ela era menos impulsiva que o irmão. E será que ele estava certo. Que ela própria não conhecia, seu irmão que ela mesmo criara?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Marin?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A amazona se assustará com o chamado de seu nome, perdida em tantos pensamentos e preocupações que não notará que ela estava ainda no Santuário controlado por um tirano, não podia se dar ao luxo de abaixar a guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Esta tudo bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao se virar, ela encontra Aioria, o cavaleiro de ouro da casa de Leão. E o amor de sua vida, o homem que abaixava toda a sua guarda só em estar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Sim, só cansada de toda essa violência no Santuário, vivemos uma época de relativa paz, com nossa Deusa presente e ainda não sinto paz de espirito. Como se algo estivesse fora do seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Deve ser esse grupo de anarquistas dentro do Santuário, que querem acabar com a vida do Grande Mestre e com a vida de Athena. - Aioria cerrava os pinhos com raiva. -Mesmo com a morte de um de seus lideres que era meu irmão, sangue do meu sangue. Eles continuam existindo, como se sua morte não fosse nada além de um inconveniente aos seus vis planos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Marin apenas sente seu sangue gelar, afinal aquela era uma verdade apesar de estar bastante distorcida. Aioros havia fugido com Athena, e ao descobrir isso o “Mestre” uniu aqueles com os ideais de justiça mais fortes; mas Aioros não era o fundador, ele era o mártir daquela causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Porém, o ideal da amazona balançava quando o cavaleiro de Leão começava a proclamar aqueles discursos de “caça aos traidores remanescentes”. Ela sabia que ele não era uma má pessoa, assim como a maioria dos cavaleiros do Santuário. A real culpa era de Saga, o cavaleiro de ouro da casa de Gêmeos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No entanto, para Marin era assustador para ela pensar que poderia um dia a vir enfrentar Aioria. E se o enfrentaria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Sempre esqueço de te agradecer por ter treinado Thouma. Ele me alcançou muito rápido, se fosse treinado por mim ele não evoluiria, apenas ficaria estagnado. Muito obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não precisa agradecer, Marin. Realmente ele tem muito poder e é muito habilidoso, tanto que conseguiu me acertar; mas acho ele muito arrogante sobre as habilidades dele. Ele ainda vai sofrer quando encontrar alguém mais habilidoso que ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Do estagio que ele se encontra, ferindo você no rosto, não creio que um cavaleiro de bronze possa derrota-lo. Ele tem poder pra me derrotar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Isso não deveria ser uma coisa para você se orgulhar, Marin. -Aioria brincava com o comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Marin ria por debaixo da máscara, como se estivesse relaxa, e a verdade que estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Mestre Aioria, Mestre Marin. -O dono da voz era de um dos emissários do santuário. -Viram por acaso a mestra Shina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Aconteceu alguma coisa com Shina? -indagava Aioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Ela estava hospitalizada, junto com alguns discípulos dela, mas essa manhã ela sumiu. -Marin sabia que aquilo não era bom sinal, Shina sempre fora uma pessoa vingativa, e com certeza iria atrás de Thouma para mata-lo pela humilhação de quebrar sua máscara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E ela falou sobre seu agressor? -perguntava Marin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não... e ao que parece os seus discípulos tem ordens para não falar também. E eles morreriam antes mesmo de dar a informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Por que a preocupação, Marin? -perguntava Aioria, pois ele mesmo sempre soubera que ambas eram inimigas mortais. Desde a entrada de ambas na confradaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Marin se pega entre a cruz e a espada, devia ter interrogado o mensageiro depois. Agora se encontrava numa situação delicada em que deveria medir cada palavra sua e rápido, pois esse silêncio que ela usava para pensar, apenas fazia a semente de duvidas que Aioria tinha crescer e ter raízes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Vou continuar a procura-la, com licença. - O mensageiro se retirava velozmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Pode ser que um dos traidores tenha atacado Shina. E agora ela tenha corrido atrás do traidor como uma questão pessoal. -Não era realmente uma mentira, mas sim uma meia verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Entendo... Então devo reportar isso ao Grande Mestre o mais rápido possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -“Péssima jogada, Marin!” -pensava consigo mesma, agora ela acabará de dar informações vitais para Saga. Que provavelmente mandaria o próprio Aioria executar a todos perto de Athena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aioria se virava e ia em direção as doze casas, para reportar a suposição de Marin ao Grande Mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -“Pense, rápido.” -Gritava ela mentalmente para forçar alguma desculpa, qualquer desculpa a aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Aioria, espere...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aioria para com o pedido de Marin e se volta novamente para ela, esperando que ela falasse o que queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Acho melhor você não falar por enquanto nada Aioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E porque Marin?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Seria demais para o Grande Mestre pensar nisso, principalmente que a Shina também pode ser uma traidora. Não podemos promover um clima de paranóia entre nós cavaleiros, nós que devíamos zelar pela paz, estaríamos nos digladiando até a morte entre nós mesmos. -Agora, mais do que nunca, a amazona de Águia rezava para que Athena a ouvisse, que suas palavras fossem mais poderosas que o sétimo sentido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Tem razão, Marin. -A amazona não forçava-se a relaxar, mas agradecia mais intensamente do que pediu. -Mas ficarei de olho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Eu investigarei pessoalmente Aioria. Não se preocupe com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aioria andava em direção ainda das doze casas, mas Marin estava aliviada. E ao sair de sua vista ela desaba no chão. Sentia o estomago revirar, e tirava a mascara para soltar o que seu corpo rejeitava. Ao mesmo tempo que estava aliviada, ela estava desapontada consigo mesma. Afinal, mentira para ele; mesmo sendo por uma boa intenção, o inferno e o céu tinham os mesmos pavimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ela respirava o quanto podia sem a sua máscara para coloca-la novamente, pois agora mesmo que não queria ver seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ainda sim no Santuário, mas em um lugar macabro, com rostos gemendo de dor e desespero. O inferno para qualquer mente saudável, com gemidos de almas torturadas como um fundo musical clássico. Assim era a casa de Câncer, um lugar que até mesmo os outros cavaleiros evitavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas ali estava uma figura que constrastava com o ambiente em si, com revoltos cabelos esverdeados, constituição delgada e armadura alva, e no braço direito um instrumento musical, uma harpa. Andava confuso, evitando pisar nos rostos de dor, mas estava disposto a fazer o que decidirá fazer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -O que faz aqui, Orfeu. Minha casa não é lugar para sua música, mesmo que seja fúnebre. -Uma voz grossa que parecia surgir de todos os lugares, Orfeu começava a ver se era um dos rostos que decoravam o ambiente, mas era muito pior, era a pessoa que havia colocado aqueles rostos na casa de Câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Máscara da Morte, o cavaleiro de ouro da casa de Câncer; necessito de uma audiência com vossa senhoria. -Gritava Orfeu, mas sua voz mesmo assim era suave, uma linha de seda sonora que ecoava em lembranças de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Audiência? -O cavaleiro de ouro ainda não se revelava. -Pessoas imploram para nunca me verem, crianças tem pesadelos comigo, até mesmo meus iguais passam rapidamente por minha casa. E você quer uma audiência? Isso no mínimo vai ser divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O cavaleiro aparecia. Orfeu achava que ele era um fantasma translucido que amaldiçoava a armadura de câncer, mas era pior. Ele era humano, uma pele morena castigada bastante pelo sol, cabelos de um azul intenso assim como seus olhos, mas o seu olhar era mais assustador do que ele esperava. Um olhar que parecia atravessar seu peito e mirava em seu coração, o qual havia gelado naquele momento. Sua real dúvida se ele era realmente humano, pois ninguém que se considere minimamente humano viveria naquele lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Vai ter sua audiência! Vamos comece a falar, Lira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Orfeu reunia as forças para fazer aquilo que veio fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Vim aqui para lhe pedir um favor ou um acordo se preferir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Acha que eu sou um demônio? Faça-me o favor de ir embora, sou muito menos que um demônio, não tenho interesse em sua alma. -Máscara da Morte virava as costas e começava a andar para dentro da escuridão de sua casa. -Assim como os mortos, não gosto de ter meu sono perturbado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Eurinice está morta. -Cerrava os dentes para tentar esconder a dor e a tristeza que já transbordava por seus olhos. -A mulher que eu amo está morta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Devia agradecer, isso é a prova que ela estava viva. -O cavaleiro áureo continuava a andar, se dissipando nas trevas de seu ambiente. -Se quer procurar ela aqui, sinta-se a vontade, mas lhe garanto que eu não a matei, logo ela não esta aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -GIOVANNE!!! MINHA MULHER ESTÁ MORTA!!! -Orfeu gritava além da sua voz, suas mãos já sangravam pela pressão que os dedos faziam na palma da mão revestida com a armadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mascara da Morte para, mas não foi a noticia que Eurinice esta morta que ele parou, e muito menos pelo grito de Orfeu que ele se comoveu. Foi pelo seu nome, Giovanni Quantos anos ele não era chamado assim, junto com aquele nome esquecido veio memórias de sua humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Então foi isso que você veio negociar? Meu passado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não... - Orfeu lançava sua lira ao chão, e se ajoelhava de maneira brusca e humilhante. -Vim aqui pedir ao seu lado humano que me de a chance de reencontrar meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E acha que eu tenho poderes de ressuscitar alguém, seu idiota. -Giovanni ainda permanecia de costas para Orfeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não, mas dentre os doze cavaleiros. Você é o único que consegue enviar alguém para o fosso dos mortos, Yomotsu Hirasaka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Peça ao Shaka! Ele é quase um deus, ele pode ter piedade de um pobre coitado como você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Peço por favor, Giovanni Lembre de quando você era um mortal desesperado como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Giovanni lembra, ele sempre lembra. Por isso cada rosto que estava ali, na casa de Câncer. Para ele nunca esquecer. A dor de perder pessoas que confiavam nele, pessoas que o amavam e que ele amava. Era tanta dor que já fazia parte de sua vida, qualquer dor menos intensa que ele sentia era completamente ignorada, mas Orfeu fez o lembrar o desespero que ele passará. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E o que você pretende fazer? Para passar ao mundo dos mortos e não ser uma alma escrava de sua punição você precisa ter o oitavo sentido. Isso é uma coisa que eu e Shaka treinamos para alcançar há anos. O que o faz pensar que vai conseguir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não sei. -Orfeu chorava e ao abrir os olhos vira que suas lagrimas caiam sobre uma das faces que parecia também chorar. -Eu só sei que vou trazer Eurinice, é a única certeza que eu tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Então se eu te levar, você não contará a ninguém de meu passado. E mesmo se você morra, ninguém saberá. Acho um bom acordo. -Se virando rapidamente com um denso cosmo purpura acumulado em seu dedo indicador, como se roubasse a essência daqueles mortos e de sua constelação para aplicar o golpe no cavaleiro de prata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -ONDAS DO INFERNO!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um raio circular purpura com diversos círculos adjacentes vai em direção a Orfeu, que pega sua lira e coloca-a entre ele e o golpe, porém o feito do ataque do canceriano é arrastar corpo e alma para onde se faz a divisa entre a vida e a morte. Para onde todas as almas que padeceram caminham para seu lugar, seu novo lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Orfeu vê o que parecia a extensão natural da casa de Câncer, mas em proporções assustadoras, uma fileira de pessoas que vistas de longe, era impossível de se diferenciar. Todas sem vida, sem cor, apenas como fotos antigas que se arrastavam para uma enorme cratera que mais parecia um vulcão igualmente morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Feliz com o lugar? -Mascara da Morte estava ao seu lado, nem um pouco abalado com aquela cena, enquanto Orfeu estava aterrorizado. -Vamos, você tem que resgatar sua amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Orfeu lembra o motivo de estar naquele começo de inferno, Eurinice. Não havia escolha de voltar para trás, apenas seguir em frente para resgata-la. E levantando-se, ele vai junto com Mascara da Morte para Yomotsu Hirasaka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao chegar, o cavaleiro de Lira se deparava a uma cena chocante. Onde as almas se jogavam para dentro daquela cratera sem fundo, apenas com escuridão e gritos piores que a casa de Câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ambos estavam ali, parados olhando para baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Ainda quer fazer isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Sim, mas me responda, Giovanni - Olhava Orfeu para ele diretamente. -Com esse poder, por que você nunca tentou resgatar alguém que morreu que você amava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sem olhar para Orfeu, Giovanni responde:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Porque simplesmente ninguém que eu amei esta lá, carrego todos comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Orfeu já não tinha duvidas, Mascara da Morte era de alguma maneira ainda humano. E Eurinice lhe esperava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele salta para os domínios além do que o Mascara pode controlar, um brilho áureo do sétimo sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E tudo que sobra é o canceriano parado, que após perder o cavaleiro de prata de vista olha pra cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Pois todos aqueles que eu amei, eu carrego comigo... Boa sorte, Orfeu de Lira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mascara da Morte desaparecia se esvaindo no ar daquele mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Thouma e Esmeralda deram um golpe simultâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A ombreira da amazona explode com o raio de Pegasus, e cai ajoelhada com a mão no ferimento. Thouma se vira ileso para sua adversária com seu olhar arrogante e determinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -E então? Não disse que iria me matar? Ainda estou vivo, e você com um ferimento no ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Idiota, acha mesmo que pode me derrotar. -Esmeralda olhava para ele. -realmente, você não é capaz de se controlar, e muito menos tem palavra. Veja quem você realmente acertou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Thouma olha um pouco mais atrás de Esmeralda e vê a reencarnação de Athena quase que carbonizada por seu ataque, ela não respirava. Ele matará a Deusa protetora da terra. Thouma sente seu mundo desabar, tudo que ele defendia, tudo que ele fizera agora estava destruído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Como ela me obrigou a fazer isso” -gritava mentalmente consigo mesmo. -Como você me obrigou a fazer isso? -murmurava agora. -COMO VOCÊ ME OBRIGOU A FAZER ISSO?!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pegasus aumentava seu cosmo pela indignação e ódio que sentia, relâmpagos atravessavam seu corpo. E chegavam a acertar o chão com violências, e seus olhos eram a mais pura energia de seus cosmo refletida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fênix ria daquilo, mesmo com um ferimento no ombro. Que vendo bem, não parecia um grande ferimento, estava mas para uma leve escoriação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -É só isso que você pode alcançar? Então essa garota realmente iria morrer, você não tem força para protege-la. -A voz de Esmeralda mudava para a mesma entonação arrogante de Thouma. -E realmente, acho melhor você não usar mais cosmo que esta acostumado. Um cavaleiro tem que acostumar seu corpo ao seu próprio poder, geralmente usar demais pode causar problemas, mas qualquer aprendiz de cavaleiro sabe disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Era realmente mais ofensas que o ruivo podia aguentar, ele aumentava seu cosmo ainda mais e mais, para provar que ele não estava nem perto de seu limite, mas acontecerá o que a guerreira da Ilha da Rainha da Morte lhe profetizará. Ele começava a perder o controle do próprio poder, tentar reduzi-lo ele entrava em desespero, mas era tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um relâmpago advindo de seu próprio poder explode seu braço deixando em frangalhos, pois fora um ataque de dentro para fora. O cavaleiro do santuário olhava seu braço, e não acreditava que estava sendo consumido por seu próprio poder. Sua dúvida foi apenas o grande estopim que ocasionou outras explosões internas na coxa, joelho, estomago, olhos, ombros. Até que seus cosmo diminuirá, mas era porque sua vida também estava se esvaindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esmeralda se aproximava calmamente e olhava seu oponente caido de bruços, mal podendo sustentar seu olhar seu olhar para ela, mas mesmo assim ele continuava. Em um orgulho que ele não tinha mas como manter, mas ele tentava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Como eu disse, você não pode comigo. -Ela erguia sua mão acima da cabeça dele, acumulando o mesmo cosmo que Thouma unirá com toda dificuldade, na face de chamas que pareciam querer desintegrar qualquer existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Okko e Isaak ainda não entendiam a imobilidade dos dois cavaleiros a sua frente, mas para Pandora era óbvio. Fênix tinha algum tipo de ataque que atacava a mente de seu oponente, aquela amazona era realmente assustadora, numa aparência frágil sabia como derrotar inimigos mais poderosos que ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pegasus cai de bruços e com um olhar comatoso, como se não houvesse mais vida. Aquilo era apenas o que sobrara de um cavaleiro. Enquanto isso, Esmeralda se voltava para os outros três cavaleiros, sem ao menos um arranhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -O que você fez com Pegasus? -Isaak perguntava, pois ambos, na curta luta que tiveram, tinham o mesmo nível de cosmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -O mesmo que vai acontecer com vocês se não me derem a garota. -Realmente, Esmeralda falava sério, ela destruirá a mente de Pegasus com um só golpe, e faria de tudo para destruir os cavaleiros negros, nem que tivesse matar a própria Athena e quem precisasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Isaak se preparava para ser o próximo oponente de Fênix até que sentira uma mão em seu ombro. Era Pandora, que o detinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Não seja precipitado de ataca-la sozinho, Isaak. Não viu o que ela fez com Pegasus, se quisemos vence-la sem ferir Athena temos que atacar todos juntos, não é Dragão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Tem razão. -Okko não gostava da idéia de que precisava ser uma luta desleal, mas era por Athena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os três olhavam para Hana, que não entendia o motivo de protegerem-la com tanta vontade. Ela era apenas uma estudante que tomava conta de uma floricultura; mas aquela devoção em protege-la, no fundo, ela sentia que sabia. E tinha um carinho por eles, mesmo acabando de conhece-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os três cavaleiros se colocavam em posição de ataque contra sua oponente, pareciam companheiros de longa data. Esmeralda os invejava, queria ela poder lutar lado a lado com alguém, mas ela tem que cumprir sua vingança, e aquela jornada estava próxima de acabar. Seu mestre tinha que ter seu descanso merecido, e ele não teria com aqueles malditos cavaleiros negros ainda vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O primeiro ataque veio de Okko com um soco direto em Esmeralda que sai rapidamente de sua direção, apenas para ver a corrente triangular vindo em sua direção, a qual ela não vira pois o guerreiro de Rozan obstruía sua visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De novo ela desvia numa velocidade impressionante, mas ao reaparecer vê Cisne a sua frente e um ar frio o rodeando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -PÓ DE DIAMANTE!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os ventos gélidos atacam Esmeralda que quase não tem tempo de se desviar, e acaba desaparecendo novamente, mas Isaak sumia também. Okko e Pandora não acreditavam a velocidade dos dois, onde quer que Esmeralda fosse no segundo depois Isaak estaria lá disparando mais uma rajada gélida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pandora em um certo momento, parecia disparar a corrente de forma aleatória, mas a própria corrente começava a fazer curvas de ângulos geometricamente perfeitos prevendo onde a inimiga iria aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Quando a encurralarmos você ataca! -dizia Pandora em tom de ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Okko olha para o rosto da amazona de Andrômeda e mentalmente a ofende, pois aquilo era óbvio, e ninguém o ordenava, nem mesmo seu mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esmeralda estava em sérios apuros, eles tinham um nível superior aos cavaleiros negros, assim como o cavaleiro de Pegasus. Que ela só o venceu por causa do Golpe Fantasma, e naquele ritmo eles iriam acabar a encurralando, e a enfraquecendo bem, mas era tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esmeralda em sua ultima parada tivera a perna acertada pelo golpe do guerreiro do Ártico e presa pelo pulso pela amazona, a qual manda uma descarga elétrica pela corrente. E como se não fosse suficiente, Dragão partia na mesma direção que ela estava, com o cosmo crescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Apesar de Fênix estar encurralada, não parecia que ela estava prestes a perder. Muito pelo contrario, parecia que eles cometeram um erro há atacarem daquele jeito. E haviam cometido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O ar frio de Cisne começa a se descongela numa onda de calor repentina, que se originava dela; Pandora também sentia sua mão queimando, era por causa da corrente que estava em brasa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -DRAGÃO!!! SAIA DAI!!! -Ambos gritaram de maneira desesperada, mas era tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando Okko vê, Esmeralda esta com uma silhueta flamejante que tomavam forma de asas para a armadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Que as asas da fênix queimem sua essência!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A voz doce de Esmeralda dizendo isso pareciam um profundo sacrilégio, uma rajada de vento enorme acompanhada por labaredas de chamas atacavam todos os lados. Isaak e Pandora foram jogados quebrando algumas arvores até pararem nas mais grossas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já Okko estava parado em meio aquele inferno, graças ao aviso dos outros dois cavaleiros, resistindo bravamente com seu escudo, mas ele começava a ver tudo turvo, o horizonte parecia inclinar-se, ele estava perdendo a consciência por que as chamas queimavam o oxigênio presente. Isso também acontecia com Isaak e Pandora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esmeralda cessa o ataque por sua vontade até verem que todos estavam, no mínimo, desmaiados. E naquela clareira onde começava a ouvir som de sirenes chegando, procurava a garota, esperando não te-la matado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E vira que Pegasus, em um rápido momento havia se jogado em cima dela, recebendo todo golpe. E ela estava apenas com as roupas levemente chamuscadas, mas nenhum ferimento grave. Ela o empurrada com o pé e pegava Hana no colo, preparando para ir embora, Thouma a agarra, fracamente, pois estava destruído tanto fisicamente quanto mentalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Se quiser vê-la novamente, espere até eu matar todos os cavaleiros negros. -Esmeralda chutava o rosto de Pegasus fazendo ele perder o resto de força que lhe sobrará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esmeralda some, como se nunca estivesse ali, levando Hana consigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Okko tenta forçar a consciência mas tudo que vê é uma figura escura e imprecisa que carregava alguém e sumia novamente, sua consciência também não se mantem durante muito tempo e se esvai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1890524997916153226-53794197313074998?l=assassinodedeuses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/feeds/53794197313074998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2008/11/palavras-acordos-e-chamas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/53794197313074998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1890524997916153226/posts/default/53794197313074998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assassinodedeuses.blogspot.com/2008/11/palavras-acordos-e-chamas.html' title='Palavras, Acordos e Chamas'/><author><name>Demiris Ikarus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14863139989794869952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_OdMY8Lpr4OI/SUupetsftoI/AAAAAAAAAzY/YXuGqaC9M6o/S220/musicas_espada_de_ovo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1890524997916153226.post-6978327327293259488</id><published>2008-11-22T14:56:00.002-02:00</published><updated>2008-11-28T09:57:04.241-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alma Nova'/><title type='text'>Entre Cavaleiros e Deuses</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;No capitulo anterior...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Após os cavaleiros de bronze acabarem de receber suas respectivas armaduras, se dirigem ao Japão para encontrar Hana, cada um com seu motivo. Porém, Ares faz a sua jogada, se utilizando dos cavaleiros negros para executa-la, assim sem ligação direta com o Santuário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Será que os cavaleiros de bronze conseguiram proteger Athena? Será que Ares conseguirá concretizar seus planos? E como o Grande Mestre consegue ainda ter o controle de todo o Santuário?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então você mandou Thouma para proteger, Athena? -uma voz forte ecoava sobre Star Hill. O lugar de meditação dos Grandes Mestres do Santuário, e onde estão os corpos dos mesmos. Uma sobra altiva se mantia nas sombras enquanto Marin, a amazona de prata, estava curvada a sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim, mestre. -A amazona estava frente a frente como, aquele que ela considerava, a mente mais avançada do Santuário. - Thouma é a pessoa que eu mais confio para essa missão, ele é realmente muito poderoso, e suas intenções são nobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Marin, você sabe que o Santuário esta nesse caos pelas 'boas intenções' de uma pessoa. Seu irmão tem que encontrar a humildade e paz para crescer e poder alcançar todo o seu potencial. Atualmente ele não passa de uma criança rebelde e você sabe disso. -As palavras daquele homem junto com a sua poderosa voz eram como um soco no estomago de Marin, apesar de ser a verdade, Thouma era o sangue dela, como se fosse sua extensão natural. -Enquanto aos outros? Sabe de alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tenho apenas as mínimas informações possíveis para não suspeitarem de nossa ligação. Cristal apóia a revolução porém acha que seu discípulo mais poderoso não aceitará tomar parte dela sem provas, apenas o mais novo sabe. Cefeus tem praticamente um contingente de discípulos que não pode ser ignorado, mas que por enquanto ninguém possui o título de cavaleiro. Mestre Ancião, não temos contato com ele desde que ele adquiriu um pupilo. O segundo cavaleiro de ouro treina apenas um auxiliar mas nunca nos negou ajuda, mas mesmo assim somos poucos para um golpe de estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas desde que Ares receberá a noticia de que a armadura de Sagitário está no Japão com uma jovem que bate com as características da jovem Athena, ele mobilizará os cavaleiros renegados para caça-la. Acha mesmo que Thouma será capaz de deter os cavaleiros negros? -indagava a voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim, Thouma pode abater qualquer um, seu nível está entre um cavaleiro de prata;mas se o Grande Mestre mandar um cavaleiro de ouro não acredito que meu irmão poderá fazer algo sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Entendo, agora vá Marin. Não quero que você corra perigo desnecessário. Afinal, essa área é proibida a todos os cavaleiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim,mestre. -Marin sumia como um vulto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que Athena guie nossos passos. -A voz poderosa torna-se melancólica começava a reza para que no final a justiça prevalecesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um dia enfadonho na faculdade de Hana que apenas olhava o lindo dia que estava do lado de fora de sua sala, mas desde ontem, tudo estava estranho para ela. Ela se sentia perseguida, não ser sentia a vontade pra nada, ela temia estar com síndrome do pânico; porque não havia nada para ela temer. Porém tudo parecia mas soturno e vigilante que o normal. Hana volta a se concentrar em seus estudos, afinal tudo que lhe era ensinado seria lhe cobrado numa avaliação que estava próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal sabia ela que era verdade, sua rotina estava sendo monitorada a dois dias pelos cavaleiros negros. Que apenas pacientemente esperavam sua presa sair um pouco de sua rotina para ataca, pois ela sempre estava cercada de pessoas e de acordo com as ordens de Gigars, sua morte tinha que passar desapercebida. Sem alarde nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jango a achará rapidamente, pois realmente era assustador a precisão de tantas informações que ele lhe passou. Realmente, não tinha a menor graça para os cavaleiros negros negros cometer um simples assassino de um não-cavaleiro. Eles começaram matar todos os contrabandistas e criminosos da região, tornando dono de sues negócios. Na semana que eles chegaram já eram donos de todo submundo de Osaka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mestre Jango, porque não nos envia para matar a tal garota. Estamos prontos! -Dizia o jovem de curtos cabelos negros e olhar vivaz. -Ela não vai nem saber o que lhe atingiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pegaso Negro está certo! Devemos agir. Sabe-se lá o que o Santuário está aprontando! Devemos ser leais a eles, e trucidar a garota. -dizia o jovem de feições malignas e delicadas, aliado a um cabelo verde-escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E você, Dragão Negro? Acha que estou errado? -dizia Jango enquanto recebia caricias de duas garotas de programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não me importa o que eles pensam. Estou apenas aqui para obedecer ordens. Nem mais, nem menos. -O longo cabelo negro-azulado do jovem era um contraste maligno com seu globo ocular, qual a parte deveria ser brinca era azulada com seus cabelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Porque vocês não podem ser que nem o Dragão Negro? E o Cisne Negro? Não tenho noticias dele já algum tempo. -Após dizer isso, Jango se livrava das garotas de programa, inclinando em direção a sua mesa. -ONDE ESTÁ O CISNE NEGRO?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Realmente não tenho noticias dele desde a noite. -Pegaso Negro assustado com a voz de Jango e sua feição de raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O idiota deve ter ido atrás da garota, sempre fazendo o que quer. Espero que a garota o mate. -Dragão Negro não mostrava nenhuma expressão de raiva, sarcasmo, nada. Apenas uma voz de certeza e obviedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Procurem-lo, não quero saber! Vão os três, aquele idiota deve ser punido por desacatar minhas ordens. -Jango quebrará a mesa de onde estava com um golpe furioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andrômeda e Pegaso Negro sorriem e se dirigem a porta, Dragão Negro é o ultimo a se levantar da poltrona onde estava, curvasse perante Jango e sai para buscar Cisne Negro. O mestre dos cavaleiros negros estava frustrado. Um erro qualquer eles não só teriam fênix atrás deles, mas sim todo o Santuário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não acha que está demorando demais, Jango? -Um gigante ecoa sua voz num lado escuro da sala. -O Grande Mestre Ares, não tolera fracassos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sua missão é recuperar a armadura, a nossa é matar a garota, Não se meta nos assuntos dos cavaleiros negros. Cuide da sua parte que cuidaremos da nossa. -Jango também sai deixando o gigante às sós com as duas garotas que estavam com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um porto a noite, duas figuras haviam pulado de um barco cargueiro. Estavam soturnas apesar da luz que do sol que iluminava aquele recém-nascido dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então aqui é o Japão? -Fala a amazona de cabelos roxos para seu acompanhante, um jovem de cabelos auri-verdes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Temos que encontrar aquela garota e ir para o Santuário. -Dizia Isaak, abaixado atrás de uma caixa de suprimentos junto com a amazona de Andrômeda. Eles saberam o que fazer com o avatar dessa deusa maligna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pandora agradecia por ser uma amazona naquele momento, ela era e se sentia a pessoa mais falsa do mundo, afinal, ela só se tornará uma amazona de Athena por designo de Hypnos e Tanathos. Deuses que deveriam lhe ser gratos por tê-los liberto, mas tudo que eles fazem é manipula-la a seu bel-prazer; e agora ela estava mentindo para aquele cavaleiro que não tirava os olhos dela durante a viagem inteira, a amazona de bronze temia que ele suspeitasse dela, do mesmo jeito que Albior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos, não temos tempo a perder. -Isso era uma verdade que Pandora falara, quanto mais rápido Athena morresse, sua vida e daquela pessoa poderiam ser devolvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaak segue Pandora rumo para fora daquele lugar, ambos queriam terminar aquela missão o mais rápido mas do dois pelo motivo errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Por favor, piedade... piedade... - dizia Sagita Negro chorando e implorando para seu algoz, já sem flechas envenenadas, já sem cosmo, e já sem o braço esquerdo, ele não queria morrer. Todo cavaleiro negro sabia que no dia que fossem derrotados não teriam misericórdia, mas aquilo era uma covardia, era como um garoto queimando formigas com uma lupa a luz do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Piedade? Desculpe, mas quando eu renasci fiz questão de deixar meu coração no inferno junto com meu mestre. -Esmeralda de Fênix, não era nem sombra da doce Esmeralda que era considerada a única coisa bela da Ilha da Rainha da Morte. Ela estava mais para um anjo de asas flamejantes cheio de dor e desejo de vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agarrando o rosto de Sagita Negro, é apenas escutado um grito abafado. Esmeralda aplicava um golpe flamejante contra a face do cavaleiro negro. Ao terminar, só deixará um rosto chamuscado e desfigurado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amazona de fênix joga o corpo para o lado e vai em direção do companheiro de Sagita Negro, que era Unicórnio Negro. Sua situação era tão precária quanto ao seu finado companheiro, com várias hemorragias, e com as duas pernas quebras, e ele chorava copiosamente. Não pelo o amigo, mas sim pela impotência de não fazer nada contra aquela situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerreira da Rainha da Morte lembrava daquelas lágrimas só que em seu rosto e de maneira mais intensa e dolorida. Ela abaixava e ficava a altura dos olhos do cavaleiro negro e tirava sua mascara, mostrava-lhe seu rosto. Com olhos que variavam do azul ao verde a medida que o sol batia neles, um rosto delicado e de expressões leves, exceto por profundas olheiras e lagrimas que caiam sem cessar do rosto dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unicórnio Negro agora olha diretamente para sua algoz, e ela era linda. Até mesmo sua tristeza e dor, que pareciam infinitas perto da dele. Parecia o pior dos crimes faze-la chorar daquele jeito, era realmente perturbador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Todos aqueles que fintam os olhos nesse rosto vão morrer, isso é um fato. -Falava Esmeralda com a voz doce, mas a mesma voz que todo cavaleiro negro temia. -Você sabe um pouco da dor que eu sinto, fale-me onde Jango está!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não sei, só os Quatro Grandes Cavaleiros Negros sabem disso, tudo que posso dizer é que estamos atrás de uma garota. E que um deles já foi atrás da garota. -O cavaleiro negro sentia a vida se esvair, mas se forçava a continuar falando. -Se nós provocamos tanta dor em você, você tem o direito sagrado de se vingar. -Unicórnio Negro falecia sendo essa suas ultimas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu espero que vocês sejam purificados por essas chamas, e renasçam como boas pessoas. -Esmeralda fechava os olhos do Cavaleiro Negro, para que ele descansasse em paz. -“Tudo existe um equilíbrio, quando uma pessoa sofre uma justiça maior que seu crime, para compensar o mundo lhe dá uma vida melhor. É o equilíbrio karmico que eu acredito”. -Citava uma das frases de Guilty sem aquela mascara, a qual ela tanto odiava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amazona de bronze recoloca sua mascara e segue em direção de cosmos evoluidos e malignos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no Santuário, Milo havia ganhando uns dias de folga, e sua mente apenas vagava ainda pelos acontecimentos do Japão. Uma urna dourada encontrada em pleno Japão, não apenas uma urna dourada, mas sim a urna da armadura de Sagitário, a armadura do traidor do Santuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, tem uma antiguidade de família. Uma dessas em casa, é uma com uma alusão a um centauro arqueiro, sagitário creio eu!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cavaleiro de Escorpião ainda se lembrava daquela garota, tudo que ele lembrava era do significado de seu nome: “Flores gostam de primavera”. Realmente ela era uma flor, delicada, meiga... Estaria ele apaixonado? Ele mesmo sabia que não... ele a amava, mas não como as outras mulheres. Estava mais para uma irmã, uma mãe, alguém importante demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milo estava lá a três horas exatas com a mente vagando em pleno o nada, até que uma voz lhe tirou de seu transe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Esteve me procurando, Milo? -Era Camus, o cavaleiro de ouro da casa de Aquário; o melhor amigo do grego em todo o Santuário. -Ainda estou chocado por ver você parado. Logo, o cavaleiro mais hiperativo das doze casas, e ainda pensando? É deveras intrigante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Para você me 'elogiar' desse jeito, você deve estar muito feliz. -Milo arqueava umas das sobrancelhas em direção ao amigo que sentava ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Estou feliz apenas com o novo guerreiro do ártico, Isaak de Cisne; discípulo de Cristal. Um jovem muito promissor, devo acrescentar. -Milo fica feliz, pois apesar de todos acharem o lendário 'mago do gelo' sem emoção, ele sabia que estava feliz. Camus era muito ligado a legados, era como se enquanto houvesse cavaleiros manipulando o gelo, seu poder iria sobreviver sobre as épocas. -Mas não creio que foi para isso que passou para falar comigo, não é?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não é nada, apenas uma garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Uma garota? O grande conquistador das doze casas está apaixonado. -Camus estava realmente surpreso, afinal seu melhor amigo achará finalmente um amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não é isso que você esta pensando, Camus. Ela é apenas uma menina. -Milo pela primeira vez estava corado, quando era citado ele e uma outra mulher, mas não era isso. Aquela japonesa era bem mais que isso, se é que era japonesa, afinal seus traços eram de uma grega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não? Então me explique...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nem tudo pode ser racionalizado, seu frigido. -Milo respondia com o sorriso eterno que carregava no rosto, porém este era forçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camus notará, já que Milo era uma pessoa de riso fácil e de atitudes espontâneas. Não era do feitio do companheiro se forçar a nada. Uma coisa que Milo é extremamente sincero, fosse com os outros ou consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pois bem, vou deixa-lo filosofando sobre a vida. Tenho minhas tarefas a fazer, até logo. -Camus se levantava e fazia uma breve mensura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Obrigado, Camus. -Dizia Milo e voltando aos seus pensamentos, e a uma intuição que a garota que ele não tira da cabeça está com sérios problemas, porém os problemas do mundo superam os problemas de uma única pessoa... ou não?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No salão do Grande Mestre, Saga que fingia ser o Grande Mestre estava diante de dois cavaleiros auxiliares. Gigars, seu vassalo direto, e Píton, o vassalo de Gigars. Todos os três seres tinham uma aparência malévola e uma presença desagradável. Raramente um cavaleiro de boa índole, se sentia bem no mesmo local com esses seres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E então Gigars, já se passou uma semana e nada da morte daquela garota, não é? -O Grande Mestre Ares, era sempre exigente, e costuma dar punições exemplares para quem desobedece suas ordens e punia mais ainda quem falhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Os cavaleiros negros estão montando todo um cenário para matar a garota, já que Vossa Santidade queira que tivesse o máximo de sigilo possível. -Gigars tremia e suava excessivamente, Ares era intimidador e governava o Santuário com mãos de ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gigars convencia-o, afinal por mais que Ares quisesse a morte de Athena, ela deveria ser sutil, já que Milo entrará em contato com a mesma. E apesar de querer ignorar o fato, sabia que havia um 'movimento' contra ele dentro do Santuário. Membros sem rosto que ele desconhecia, os únicos que ele poderia realmente confiar era nos dois presentes. Afinal, eles sabiam de toda a verdade e ficaram calados, e ambos são covardes demais para tentar algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Píton, mandou quem eu ordenei? -perguntava Ares, com a mesma voz poderosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim, Vossa Santidade. Ela já está lá com o ordenado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ares sabia que se os cavaleiros negros falhassem, ele ainda teria uma carta na manga, e por mais que os anarquistas que quisessem derruba-lo, ele os mataria sem piedade. Realmente, por mais que eles fizessem alguma coisa, mas ainda não era o suficiente para ter todas as possibilidades ao seu favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passos eram escutados, em direção do salão do Grande Mestre. Píton e Gigars olham aflitos para trás, devido ao cosmo enorme que vinha. Já Ares sabia de quem se tratava e sorria por de tras da mascara. Até que os portões se abriram e revelavam o ser que adentrava ao salão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era Shaka, o cavaleiro de ouro da casa de Virgem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem loiro, de cabelos demasiadamente liso. Com uma postura sempre de concentração e de olhos fechados. Com um ponto único encontrado na testa. O mesmo homem que é considerado o “ser mais próximo dos deuses”. Sua presença já era um milagre, ele estava sempre confinado na casa de Virgem, meditando; mas aquele cavaleiro que era a reencarnação de Buda estava ali parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Chamou-me, ó Grande Mestre? -Apesar da parecia serena, o cavaleiro de Virgem possuía uma voz limpa e forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim, Shaka. -Saga queria que tudo desse certo, e quem melhor para fazer o seu serviço do que Shaka, mas aquilo era uma faca de dois gumes. Afinal, se Shaka suspeitasse dele, certamente ele estaria morto. -Preciso que você elimine os cavaleiros negros que assolam o Japão, possivelmente haja cavaleiros de Athena com eles. Se eles interferirem, elimine-os também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não acha isso um exagero de força, Grande Mestre? Não acha que é demais me mandar para elimina-los?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Está perdendo a humildade Shaka? -Saga provocava o cavaleiro mais poderoso das doze casas. -Acha que está tão acima de todos para recusar essa ordem? Ou não acha que pode cumpri-la? Será que terei que convocar Aldebaran ou Aioria para fazer realizar essa missão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente era uma carta perigosa de Saga, mas que fizera efeito. Shaka vivia ao encontro da perfeição, para além de alcançar o Nirvana, mas também para chegar aos pés de suas outras gerações. Era realmente um fardo enorme para Shaka, mas o egocentrismo que ele sofria parecia ser mais sólido que a dúvida das ações do Grande Mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso não será necessário... -Shaka caira na manipulação de Saga. -Mas necessito de uma semana para terminar de treinar meus pupilos para serem cavaleiros de prata de Lótus e Pavão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Apenas uma semana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que coisa horrorosa de se ver, um cavaleiro questionando as ordens do Grande Mestre, o porta-voz de Athena, ou seja, a minha voz no santuário. -Uma jovem de dezoito anos, de vestido branco saia de trás das cortinas. Loira de um olhar negro e profundo, porém com uma luz vivida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Athena... -Exclamavam Gigars e Píton, na visão da deusa, agora eles eram mais insignificantes do que nunca, entre as reencarnações de duas divindades. Além mesmo do Grande Mestre, que era basicamente o 'pai' de uma dessas divindades e que tinha autoridade sobre a outra. Dos presentes no Salão do Grande Mestre, apenas Gigars e Píton realmente pareciam humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eiri, você deveria estar em seu quarto descansando. Esses assuntos mundando não deveriam chegar a você. -Saga se referia a Athena pelo nome que ela ganhara no mundo dos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Me diga, Ares. Se você ouvisse, de uma pessoa que jurou-lhe proteger que acha demais agir para me proteger, e recusasse a sua missão, que lhe fora você descansaria? -Eiri foi mais cruel com as palavras, que o próprio Saga com as palavras proferidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Perdoe-me, Athena. -Shaka ajoelhava curvando mais humildemente do que Gigars e Píton naquele momento, eram cenas únicas demais para ambos num só dia. Um cavaleiro de ouro ajoelhado, uma divindade pedindo perdão, era quase que inconcebível para eles, mas não mudava o fato daquilo estar acontecendo. -Entrarei em penitencia para redimir esse meu pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sua punição vai ser acelerar o treinamento de seus discípulos, agora você terá um prazo de quatro dias. Meu renascimento, apesar de ser uma benção, é sempre um sinal de guerra santa. Preciso de todos os meus cavaleiros protegendo a mim e aos meus domínios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim, suas ordens seram acatadas, Athena. -Era inviável, acelerando o treinamento de Shiva e Agora daria em uma semana, mesmo eles treinando no Salão das Twin Sal, mas se era uma ordem de Athena, ele não poderia desacatar e em sua mente, se alguém podia fazer aquilo era ele. -Permita-me partir agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Claro, Shaka. Gigars e Píton, vão com ele. Preciso conversar com Ares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três se retiram, primeiramente Shaka, para depois Gigars e Píton. Afinal, mesmo antes dessa cena, nunca se postariam ao lado dele. E agora muito menos por ver o ser mais próximo de deus se curvar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Píton fecha a porta deixando Athena e o Grande Mestre sozinhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você veio na hora certa. -Ares levantava de sua cadeira e caminhará até ficar frente a frente de sua deusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Achava mesmo que eu deixaria o homem que eu escolhi, fazer uma jogada tão arriscada sem ter um suporte. -Eiri tirava a máscara de Ares, que revelava uma face insana de ódio e vasos capilares do globo ocular beirando ao rompimento, dando-lhe um olhar de sanguinolência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se eu contasse com você, eu seria tolo demais para confiar na deusa da discórdia, não é?! -Eiri aplica em ares um beijo que lhe é retribuído com violência, chegando a aparecer um filete de sangue onde os dois lábios se chocavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que algo interrompe o beijo de Eiri, as mãos do próprio amante estavam estrangulando-a, mas dessa vez não era Ares, era Saga, o cavaleiro de ouro da casa de Gêmeos. Apenas o olhar de Saga havia mudado para o de sempre, olhos gentis e ao mesmo tempo determinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sem você essa reunião não estaria completa, meu querido Saga. -Eiri falava com dificuldades, pois apesar de ainda ser Ares, Saga sempre tinha uma vontade mais forte que quebrava a vontade de Ares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vadia desgraçada, não vou permitir que macule o nome de Athena e seu Santuário. -Saga tentava manter sua consciência e estrangular a reencarnação de Eris, mas fazer as duas coisas era extremamente difícil, mas uma coisa dependia da outra. -Vou te matar e me matar depois, assim tudo poderá ocorrer normalmente, e você nunca tocara um dedo em Athena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inconscientemente a mão de Saga começava a afrouxar sobre o pescoço de Eiri, Ares ainda tinha posse do corpo, apesar da consciência de Saga ainda estar prevalecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não adianta Saga, a semente plantada em seu coração pelo finado Kanon é alimentada por meu cosmo. Se você apenas Ares, você poderia fazer isso, mas as armaduras respondem as minhas benções, e não as de Athena. -Eris passava a mão no pescoço recém-apertado. -Mas devo admitir que você tem uma vontade forte, mas isso é porque eu ainda não consegui adquirir meu poder total; mas quando isso acontecer... Você será apenas uma lembrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saga sabia que era verdade, apesar de ser Eris, ela falava a verdade. Era um esforço enorme que ele fazia a cada tentativa, e a cada tentativa parecia que Ares estava no controle cada vez mais. O que seria do mundo sendo regido pela deusa da discórdia? Os cavaleiros da esperança sendo manipulados por uma das vassalas de Ares, o real deus da guerra? O que ele, uma mera mente sem o um corpo poderia fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo de Saga começava a ficar vermelho de novo, sua mente começava a se esvair, para ser trancafiada numa parte esquecida da memória. E novamente Ares emergia para a consciência ativa, ele praguejava por ser fraco. Por ainda ceder espaço a mente de Saga, ele tinha uma deusa do lado dele e mesmo assim não conseguia se libertar desse fardo. Sua real fraqueza era ele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eris olhava para seu escolhido com pena e dó, afinal, ele ainda era um humano, Ares era uma criação para suprir a falta de Kanon. E o outro irmão seria mais útil que ele, mas ela também despertará tarde demais para salva-lo, mas Saga\Ares era mais poderoso que seu irmão, mas ao matar Athena, ela poderia evaporar a existência de Saga e deixar para sempre Ares no comando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aula de Hana havia acabado, para logo haver uma prova no horário seguinte. Ela sempre preferiu estudar sozinha, e fora para a área mais arborizada do campus. Um lugar enorme e tranquilo, o maior risco dela era encontrar um casal de namorados apaixonados. Carregada de livros e anotações, ela sentava num dos vários bancos que haviam lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele lugar a tranquilizava, mas apesar disso, ainda sentia medo de alguma coisa, mas ultimamente ela anda sentindo coisas demais sem explicação. E tentava voltar sua atenção a matéria, com um livro na mão e uma maçã na outra, pois não havia comido nada ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma brisa m
