
De volta o Santuário,as batalhas são duras mas grande parte delas são vencidas. Mas parece que Hades corrompera todos os cadáveres dos cavaleiros de Athena, e ainda mandara soldados para invadir o Santuário pelos portões. No portão sul, o mais próximo do cemitério os cavaleiros de bronze contiam os soldados de Hades, mais precisamente 10 cavaleiros: Altair de Águia, Alec de Unicórnio, Agatha de Medeia, Giovanni de Docrates, Jonas de Cruzeiro do Sul, Tathyane de Lince, Alexia de Pegasus, Kellen de Taça, Susan de Andrômeda e Anya de Ferramentas; mas apenas 7 deles lutam.
As amazonas de taça e ferramentas tentam ajudar os três cavaleiros de prata ali caídos, Terêncius, Gladius e Cefeus, enquanto Andrômeda aplica sua defesa nebulosa para defender suas companheiras e os pacientes, pois a armadura de Taça, tem o poder de recuperar o estado físico de qualquer humano em sua forma plena; e Ferramentas consertava os danos causados pelo ultimo combate que eles sofreram. Era difícil pois nem os cavaleiros e nem as armaduras tiveram tempo para se recuperar das missões que faziam. E Susan de Andrômeda protegia as suas companheiras e seus pacientes com sua defesa nebulosa.
Enquanto isso, os outros cavaleiros lutavam como nunca para deter o avanço da tropa de Hades por aquele flanco. Alec de Unicórnio, Altair de Águia, Alexia de Pegasus e Tathyane de Lince lutavam corporeamente com seus adversários com golpes rápidos, precisos e acrobáticos, enquanto recebiam apoio do Punho de Hércules de Giovanni, e do Raio do Cruzeiro do Sul de Jonas. Além também de receberem o auxilio dos feitiços de Agatha, pois a armadura de Medeia possui a propriedade de canalizar e ampliar os poderes obscuros de uma pessoa. Ao contrario de outros pontos do Santuário, não havia muitos problemas no setor deles.
De aproximadamente 2.000 soldados, 100 ainda estão vivos. Eles tentam correr pois mesmo os cavaleiros de bronze são poderosos demais para eles. Os cavaleiros de bronze ficam felizes, pois assim poderam ajudar em outras batalhas. Entretanto, o exercito para de correr. Todos os cavaleiros de bronze sentem um cosmo tão violento, muito similar do que eles sentiam em direção do portão Norte. De repente todos os soldados são mortos no mesmo instante, uma nuvem de poeira sobe misturado ao sangue dos soldados.
Os cavaleiros de Pegasus, Unicórnio, Águia e Lince sumiam do campo de visão dos outros cavaleiros, que naturalmente se preocupam com seus companheiros. Agatha se coloca mais a frente de todos, e manipulando os ventos dissipa toda aquela nuvem de poeira.
A cena é totalmente deprimente, todos os soldados restantes, os quais tentavam antes fugir, agora estavam mutilados, foram todos cortados por um único corte, mas não foi um golpe limpo, chegava a ser monstruoso; a expressão dos rostos dos mortos era assustadora, como se experimentassem toda a dor do mundo naquele momento. Altair, Alexia e Tathyane conseguiram escapar, mas não ilesos; mas eles tiveram mais sorte que Alec.
O cavaleiro de Unicórnio estava cortado ao meio, seu tronco estava preso apenas por uma fina tira de carne vinda de sua cintura que não durara muito tempo, seu tronco caira para um lado e o resto de seu corpo caira ajoelhado. Alexia por um momento tirava a mascara para vomitar, parecia que nem seu corpo aceitava aquela cena; Tathyane tem uma curtíssima crise de choro. Altair se aproximara de seu colega na vã esperança de o poder de Kellen ajudar, mas apesar que muito longe, a própria Kellen sabia que era necessário o poder de um deus para cura-lo; Agatha cai ajoelhada em estado de choque pois ele era seu companheiro de treinamento, era como um irmão a ela. Os demais não acreditavam mas se preocupavam mais em tentar ver quem era o causador de tamanha atrocidade.
Lá estava ele, Jonas e Giovanni tem um choque quando observam seu oponente. Este ser tem asas formadas por membranas esticadas sobre os ossos como as de um morcego. A espada na mão direita se assemelha a uma serpente venenosa mas com sua lâmina serrilhada. O escudo na mão esquerda é similar a uma cabra, cujo os chifres evocam as antigas representações do diabo. Esse aparatos fazem com que a figura pareça um fantasma desgarrado de uma cavalaria medieval. O brilho de sua armadura tem a mesma forma de um rubi, mas com a intensidade de uma estrela, mas de cor das trevas, de um brilho tão intenso que chega a ser cruel, resguardando em seu interior as labaredas de estrelas enlouquecidas. No rosto, uma mascara que imita a cara de um leão. Seu corpanzil tem mais de dois metros de altura e sua armadura parece mesmo a carapaça de um gigante.
Se eles próprios não tivessem visto tal criatura, nunca acreditariam. Aquele ser havia matado 100 soldados e Alec com um único golpe. Giovanni, não se contivera, fora correndo em um ataque em carga concentrando seu punho de Hércules. - Ninguém faz isso com um cavaleiro de Athena e vive – pensava ele. Apesar de ser literalmente um gigante, 3,90m corria numa velocidade impressionante. Alexia ia ajudar mas Tathyane a segurara para não ir. Mas parecia que Giovanni iria conseguir acertar, pois a reação do algoz de Alec era muito lenta, e sua guarda estava muito atrasada para deter o golpe Punho de Hércules.
O golpe acertava em cheio a criatura a frente deles. O golpe gerava uma onda de choque, seguido por um barulho como se algo pesado caisse no chão rápido demais. Sim, ele derrotara o inimigo. Foi um golpe de sorte. Isso foi o que os cavaleiros de bronze pensaram, mas não era a realidade. A verdade é que o golpe de Giovanni nem fora aplicado, pois o impacto veio em direção a Giovanni, e o barulho que eles ouviram na verdade era o braço de Giovanni.
Giovanni grita de desespero e dor, tentando deter o sangramento que a falta de seu braço causara. Alexia gritava e chorava, não querendo perder mais um amigo mas Tathyane sabia que não adiantaria Alexia atacar agora pois era seria a terceira vítima daquele monstro. Agatha começara a preparar um feitiço mas Jonas levantou seu braço em sinal de reprovação a ação dela. Altair, virava o rosto sabendo qual seria a próxima ação daquele estranho cavaleiro numa ação inconsciente.
O ser o qual eles lutavam colocara sua espada em posição totalmente vertical, segurando-a com as duas mãos como em um ritual sepukko, e traçava a trajetória de sua lâmina. Giovanni sabe o que vai acontecer e da adeus a Jonas, seu melhor amigo. A lâmina completa seu destino. A cabeça de Giovanni caia e rolava para longe de seu corpo que iria cair em cima do seu algoz, mas o corpo fora imediatamente cortado ao meio, fazendo que suas metades nem encostassem nele.
- Quem é você seu monstro!!! - Grita Alexia inconformada de perder dois amigos dessa maneira. - Fale quem é você!!!
- Matar... Tao... - São as únicas palavras que saem do ser a frente deles que vêm de uma voz monstruosa.
- Não adianta. Ele não entende muita coisa. - Diz uma voz jovem
- Quem esta falando? - Pergunta Jonas.
Saindo de uma sombra aparece um rapaz de cabelos ruivos e de uma armadura negra mas de belo aspecto porém deturpada. - Sou Aistar de Harpia, um servo do Imperador Hades. - Ele se apresenta.
- Servo de Hades? - indaga Altair limpando as lágrimas de seus olhos.
- Exatamente. E meu amigo aqui é um Gigas. - Explica Aistar . - Gigas são os monstros que reencarnam em uma forma semi-humana entende? Assim como os deuses mas ao contrario deles sua aparência não é das melhores. Este é Quimera, a fera pluriforme!!!
- O que? Estamos lutando contra a Quimera mitológica em sua forma humana? - pergunta Agatha
- Surpresa bruxa? - pergunta Aistar . - Ele foi derrotado apenas por duas pessoas, uma delas foi da era mitológica, o herói Belerofonte e a outra foi a mais ou menos uns duzentos anos atrás, pelo cavaleiro de libra o monge cego, creio que ele atua como Grande Mestre aqui não?
Todos se surpreendem, o Grande Mestre Tao o derrotou? Um cavaleiro de ouro foi necessário para derrota-lo sera que reles cavaleiros de bronze poderam lutar contra contra aquilo? Essa era a pergunta que pairava sobre as mentes dos cavaleiros, mas com a morte banal de seus dois companheiros a resposta era quase certa.
- Lute comigo. - diz Jonas. - Ou será que o servo de Hades é um covarde?
- Blasfeme o que quiser Cruzeiro do Sul. Mas se você sobreviver lutaremos no inferno, isso se o Santuário não for destruído primeiro. - diz Aistar se retirando da mesma forma que saíra, dentro de uma sombra, e gargalhando um riso maléfico que parecia escoar por todo o lugar.
Mas todos sabiam que seu atual inimigo não era o espectro que acabara de sair mas sim Quimera em sua forma humana. Se é que aquilo pode ser chamado de forma humana. Todos tremem diante daquele ser, e por mais que Alexia estivesse furiosa, ela sabia que o oponente na sua frente era muito mais poderoso que ela. Na verdade, todos sabiam isso.
- Como venceremos tal ser? - Indaga Agatha sem saber o que fazer.
- Não podemos vence-lo e nem vamos. - diz Jonas em resposta a Agatha.
- Como assim? Não podemos deixar ele vivo! - diz Agatha. - Você viu o que ele fez com Giovanni e Alec.
- Por isso mesmo. - explica Jonas. - Os cavaleiros de ouro estão na união dourada, os cavaleiros de prata lutam contra os antigos cavaleiros de ouro, mas ainda há uma esperança. Os três cavaleiros de prata ali caidos, os quais recebem os cuidados de Taça e Ferramentas. Se eles derrotaram a mestre do cavaleiro de Câncer eles também podem derrotar esse monstro, só temos que protege-los e ganhar tempo com isso.
- Entendo. - diz Agatha mas ainda com extremo pesar pelas mortes de seus companheiros.
Quimera esboça os primeiros passos em direção aos cavaleiros de bronze, seu andar é desajeitado e confuso, como se ele mesmo não aguentasse o peso do corpo. Nem parecia que ele havia cortado Giovanni, com o corte que não pode ser visto por eles, por tanto, um corte que superou a velocidade do som. O mais próximo dele era Altair de Águia, que estava junto ao corpo de Alec e da cabeça de Giovanni.
Todos gritam em desespero já que Altair seria a próxima vítima, Alexia não poderia ver aquilo, não com Altair, pois nutria sentimentos que superavam o da amizade, e ela era correspondida. Mas Altair parecia estar em choque, não ouvi os gritos de seus companheiros. Quimera para em frente a Altair, Altair ajoelhado no chão nem esboçava nem sequer qualquer reação, nem mesmo quando Quimera levantava sua espada contra ele.
Alexia se livrava de Tathyane para ajudar seu amado, mas em instantes o cosmo de Altair aumentava de maneira assustadora. Até Jonas que era o mais controlado dos cavaleiros presentes não deixou de ficar surpreso. Antes que Quimera pudesse perceber, recebera cadências de meteoros que o fizera volta para onde estava. Quimera vai para trás, mas sem perder seu equilíbrio e se manteve de pé mesmo sobre os ataques dos meteoros.
Ninguém acreditava, Altair que era um dos mais novos cavaleiros de bronze tendo quase nenhuma experiencia em batalhas poderia manifestar tamanho cosmo. Jonas parece compreender um pouco, ele explica que o cosmo também pode ser expressado como o sentimento colocado na luta, e Altair esta com tantos sentimentos como o ódio, raiva, esperança, dentre outros. Mas todos canalizados apenas para um motivo, derrotar Quimera.
Era apenas uma teoria, mas aquela explicação seria suficiente para que os outros cavaleiros tomassem como verdade, também era possível ver as lagrimas de Altair se evaporando com o cosmo. Era comovente e assustador ao mesmo tempo.
Altair começava a traçar no ar as estrelas que formam a constelação de Águia. Quimera, já colocava seu escudo diabólico como proteção. Se antes havia apenas a certeza da derrota, agora surgia a esperança que faltava.
- ASAS ARREBATADORAS DA ÁGUIA!!!
O ataque é impressionante, se compara até com os próprios meteoros de Demiris, há uma grande destruição no campo de batalha. As crateras eram enormes, mas pareciam covas que os nazistas usavam em seus campos de concentração; porém quando a poeira baixou lá estava Quimera intacto, atrás de seu escudo. Não era possível, ele defendera todos os ataques de Altair.
Mas pelo o que parece era a vez de Quimera atacar, ele abaixara seu escudo e deixava a guarda aberta, isso aos olhos de Altair parecia-lhe uma provocação, coisa em que seu atual estado mental, não conseguia raciocinar muito bem. Ele energizando seu cosmo em seus punhos fora correndo em direção a Quimera.
Esta talvez seja a oportunidade de Altair, pois o golpe de Quimera esta muito adiantado. O golpe de Quimera seria aplicado antes do golpe de Altair, que por sua vez, a velocidade que adquiria poderia esquivar-se facilmente para descarregar seu golpe, já que Quimera estava com a sua guarda aberta. Este era o golpe definitivo que iria decidir a batalha.
Mas, estas estatísticas só funcionariam se o oponente fosse humano, mas neste caso não era, e nem as espectativas dos cavaleiros estariam certas. Novamente, o golpe de Quimera acelerava, mas o mais impressionante que na aproximação de Altair, o corpo de Quimera, a espada e o escudo se comportavam de maneiras distintas. Como uma equipe descoordenada. Altair conseguira deter sua velocidade para tentar sair do golpe, porém não consegue. A lâmina o joga de volta ao seu destino, e Alexia pegava ele em pleno ar para amortecer sua queda.
Ninguém acreditava, o golpe era certo. Não havia jeito de sair ileso.; não havia erros, o que aconteceu. Era o que todos se perguntavam. Alexia via como estava Altair, e não acreditava. O peitoral da armadura, geralmente a parte mais sólida de qualquer armadura estava em frangalhos, havia uma hemorragia. Se Altair não tivesse detido seu ataque, a lâmina teria chegado em seu coração. Era assustador.
Mas Lince se aproveitava do momento de distração de Quimera, enquanto ele observava Altair e Alexia caindo para ataca-lo. Mas ao contrario de Altair, ela não ia direito em direção de Quimera, mas primeiro fazia movimentos evasivos para enfim achar uma brecha em sua técnica para assim acerta-lo. Quimera, ao que parecia, não conseguia acompanhar seu movimentos.
- CHAMAS DE SALÉM!!!
- RAIO DO CRUZEIRO DO SUL!!!
Sim. Tathyanne apenas o distraia para que assim Agatha e Jonas pudessem ataca-lo com tudo. Os golpes eram de uma destruição sem igual. Até Lince fora jogada para longe, graças o choque do golpe. A luz emitida era como olhar diretamente para sol. Todos os não envolvidos diretamente no golpe estavam escondendo seus rostos. Mas algo havia de errado, o golpe combinado não parecia se mover, o alcance chegava até a diminuir!!!
Jonas e Agatha forçam a vista para ver o que estava acontecendo, eles viram Quimera se defendendo de seu golpe com o escudo, novamente ele conseguia um milagre, pois mesmo com a guarda aberta e distraído ele conseguia defender desse golpe! E ele ainda caminhava em direção a eles. Os dois cavaleiros se encontram em uma situação desesperadora, eles tem que pedir ajuda mas se um deles parar de lançar seu golpe, Quimera aumentaria sua velocidade e os alcançaria rapidamente. Jonas percebendo que não haveria mais jeito cessa ra seu golpe para aplicar um soco em Agatha. O soco era tão forte que quebrara a mascara dela e a jogava para longe.
Quando a visão de todos os outros cavaleiros pararam de ser ofuscada pelo golpe e Agatha se recupera do golpe apenas vêem mais uma perda. Jonas estava preso nos chifres do escudo de Quimera. Ele estava inerte, sangrando muito, provavelmente um dos chifres acertara o coração dele. Agatha não aceitava aquilo, e culpava Jonas não deveria ter tomado aquela decisão e também se culpava por não ter tomado aquela decisão para salvar Jonas.
No momento seguinte, Jonas abre os olhos e lança seu Raio do Cruzeiro do Sul a queima roupa com toda a chama de seu cosmo. O golpe chega a ser mais forte que o golpe combinados dele e de Agatha, sim era um golpe suicida. Mas desse vez era impossível que Quimera se defendesse. Enquanto o corpo de Jonas se desfazia, ele apenas dissera adeus para Agatha.
O corpo de Quimera cai pesadamente no chão, e tudo que sobra de Jonas é a armadura de bronze do Cruzeiro do Sul. Vendo de longe, Susan de Andrômeda não podia deixar de lamentar a morte de mais um companheiro, mas essa vez era definitiva a morte de Quimera, ela olha para trás, Kellen e Anya trabalhando nos três cavaleiros de prata ali caido sem cessar nem por um instante, nem durante as tantas mortes que ocorrera ali.
Alexia e Tathyane carregam Altair, e vão em direção há Agatha que chora copiosamente. Tathyane deixa de carregar e vai em direção as Susan de Andrômeda, Kellen de Taça e Anya de Ferramentas para ver como estavam elas e os três cavaleiros de prata; e também para pedir que ajudem Altair. Alexia mantêm Altair no colo depois que Tathyane saiu, e começa a ter pena de Agatha pois ela mesmo não saberia o que faria se Altair tivesse feito o mesmo que Jonas o fez, o que faz abraça-lo mais forte ainda. Altair ainda estava inconsciente.
Mas um grito seco ecoava. Quando todos perceberam, o corpo de Agatha estava fatiado e no lugar onde ela estava, está agora a espada de Quimera encravada no chão, mas o corpo de Quimera ainda estava caido no chão. Parecia que a espada tinha vida própria, as deduções de Alexia e Tathyane levavam a teoria que, da maneira que estava o corpo de Agatha, parecia que a própria espada tinha a estrangulado como uma cobra ,mas a cortara no instante que a prensava. Mas essa hipótese era absurda, afinal a espada tinha que ser inteligente e viva para isso.
Essa teoria fora comprovada quando o cabo da espada, a qual tinha uma cabeça de cobra, dissera “matar ... Tao...” Era um choque para todos. E para piorar a situação, o corpo de Quimera se levantava. Dava a impressão que tudo que eles fizeram era inútil, e todas as mortes em vão. Mas Tathyanne lembra das palavras de Jonas que o trabalho deles era proteger as amazonas de Taça e Ferramentas,para que quando os cavaleiros de prata levantassem derrotassem esse monstro.
Tathyanne se coloca a correr em direção da fera como a primeira vez que fizera, utilizando de movimentos felinos e rápidos, ela tinha que aproveitar que ele estava sem aquela maldita espada para acerta-lo, ela também percebera que seu pescoço não tinha proteção. Era o momento certo.
- GARRAS CORTANTES DE VENTANIA!!!
O golpe é tão rápido que mal chega a ser visto por Alexia, a qual via agora que Altair se recuperava sua consciência. Quimera novamente coloca seu escudo na frente porém o golpe é demasiadamente fraco, só servia mesmo para levantar poeira. Mas quando percebera já era tarde demais.
- HERCULES RELUZENTE!!!
A voz de Tathyanne vinha atrás do monstro, suas unhas atravessaram a nuca de seu oponente. O sangue de tonalidade de um roxo vinha em seu rosto. Quimera tinha dificuldades de se virar para acerta Tathyanne, que o agarra e o joga para cair de cabeça assim fraturando seu pescoço já ferido. Sim, ela tinha conseguido. O monstro estava com sua cabeça deslocada, e o pescoço num ângulo superior a de 90 graus. Alexia não acreditava, ela tinha vencido, pois sem defender de seu escudo, enfraquecido com o golpe de Jonas e ainda pego em seu ponto fraco; era incrível a tática de Tathyanne. Embora não tivesse ficado ilesa, seus braços estavam com queimaduras que se era possível ver seus ossos, assim como suas mãos. A armadura de Quimera havia lhe queimado.
Tathyanne houve um ruido pesado, teme que seja uma cena que se repetiu muito nesta batalha. Sim, Quimera se levantara, e colocava seu pescoço antes deslocado no lugar certo. Tathyanne se utilizara de suas garras cortantes de ventania, mas graças aos ferimentos de seus braços não foi possível aplica-lo com eficiência. Quando perceber, Quimera a estava estrangulando com sua mão direita, ele não aplicava força mas o calor vindo de sua mão fazia o trabalho. Alexia, chorava. Queria ajudar e ia atacar mas Tathyanne mandou-lhe cessar o ataque.
- Minha morte tera sido em vão se você morrer agora... - falava Tathyanne com grandes dificuldades. - proteja os cavaleiros de prata... faça isso...
No momento seguinte, tathyanne tivera seu pescoço quebrado nas mão imensas de Quimera. Após jogar o corpo da amazona de lince no chão, Altair se levanta sem ajuda porém com dificuldades.
- Bem, pelo jeito serei o próximo a morrer. - diz Altair se pondo no caminho de Quimera e Andrômeda, a qual se coloca como ultima defesa dos cavaleiros de prata.
- Não permitirei isso, se for para morrer morreremos juntos. - diz Alexia indignada com o ato de Altair.
- Olha aqui. - diz Altair com raiva. - Se nós dois morrermos, todas as mortes aqui teram sido em vão como Tathyanne disse. Você esta em melhor forma que eu, duvido que eu aguente um golpe dele. Me prometa que tera filhos, e morrera de velhice.
Alexia olha tristemente para ele, ela nunca iria cumprir tal promessa, pois ela se mataria depois da morte dele.
- Vamos! Prometa! - grita mais ainda Altair.
- Sim, eu prometo. - diz Alexia.
A espada de Quimera vem rastejando em direção a ele. Subindo pela sua perna e se colocando em sua mão direita. Altair empurra Alexia dali e aumenta seu cosmo, canalizando uma esfera maciça de luz em sua mão. Altair iria usar seu golpe mais poderoso, o lampejo da Águia, um golpe selado por seu mestre. Mas Quimera não ficava para trás, ele agarrara sua espada com as duas mãos parecendo que iria aplicar seu golpe mais poderoso.
Ambos aumentavam seu cosmo, mas Altair não conseguia equiparar seu cosmo ao de Quimera. Isso era apenas para ganhar tempo, pensava ele.
Mas Quimera ataca precipitado, muito antes do que Altair previa, era o fim .
- ROMPANTE DE LAMINA!!!
Quimera ataca, o golpe é de um tamanho poder que parte dele chega onde estão os outros cavaleiros e destrói as correntes de Andrômeda, mas não chega a ferir gravemente Susan, e nem a desconcentrar Kellen e Anya. Porém o golpe não acertou Altair, acertou Alexia que no momento exato pulou na frente de Altair. Quimera via a cena e ria de uma maneira infernal.
- Por que? Por que fez isso? - pergunta Altair
- Se isso fez isso comigo, que estava ilesa, imagine com você. Não me repreenda você faria o mesmo que eu. - diz Alexia.
- É claro que eu faria, mas... mas... - diz Altair não acreditando no que acabara de acontecer.
- Acho que... não vou poder cumprir... a minha promessa... meu ultimo pedido... cumpra ela... no meu lugar... - quando Alexia acaba a frase a ultima chama de cosmo desaparece.
Altair chora. Mas seu ódio é o que alimenta seu cosmo agora, como da primeira vez. Quimera acabar de rir e percebe que o cosmo do cavaleiro a sua frente aumentava de forma impressionante. Ambos assumem suas antigas posições de batalha, mas se Altair não detivesse o próximo golpe , o golpe acertaria agora as amazonas de bronze e os cavaleiros de prata atrás de Altair.
- LAMPEJO DA ÁGUIA!!!
- ROMPANTE DE LÂMINA!!!
Dessa vez os ataques são simultâneos. O choque é impressionante, mais devastador que qualquer golpe aplicado até agora. Susan de Andrômeda, defende suas amigas do impacto dos golpes.
No centro do golpe a competição esta equilibrada, mas de repente, Quimera empurra a sua espada com o escudo, trazendo assim uma força descomunal, a força necessária para desequilibrar a balança dos poderes de ambos. Altair cai novamente, mas Quimera parece sentir o golpe pois ele cai ajoelhado e se levanta com a ajuda de sua espada. Porém continua seu caminho.
Altair só tem forças para se manter em pé, ele não teria mais forças para lançar algo que o faça cocegas, mas mesmo assim ele se coloca contra Quimera por que a única coisa que ele deseja agora é cumprir a promessa que Alexia lhe pediu. Quimera para e parece estar surpreso com a determinação de Altair mas ao que parece ele tem contas a ajustar com o cavaleiro de libra.
Subitamente, um zunido é ouvido, logo era um espada que caira próxima a Altair, ele procura de onde vêem a espada mas não localiza ninguém. A espada tem aparência vítrea, com o cabo de um branco marfim sem igual. Quimera parece esperar ele pegar a espada, Altair pega e percebe que ela é muito pesada, mas mesmo assim ele a coloca em direção a Quimera, ele sabe que os cavaleiros de Athena são proibidos de usar armas que não sejam de suas armaduras ou as armas de libra com a autorização de Athena, Altair pede perdão Athena mas vai utiliza-la. Quimera acha divertido e aceita seu desafio.
Quimera e Altair atacam mas de maneira surpreendente a espada de Quimera é cortada ao meio, e continua, Quimera coloca seu escudo que também é cortado, ele tenta escapar mas é tarde. Ele fora cortado ao meio com um corte limpo, nem sentira dor com o golpe. Altair esta chocado, como conseguira fazer aquilo, Susan também se surpreendera. Quimera estava ali, com duas metades de seu corpo e suas armas cortados ao meio. Altair larga pesadamente a espada, a qual some dali, como se nunca tivesse existido. Quimera solta suas ultimas palavras: “traidor... sangue... deus...”
Altair é amparado por Susan, que o coloca próximo aos cavaleiros de prata como o paciente seguinte. E se perguntando quem seria seu salvador...
Escondidos, duas pessoas de mantos negros conversam:
- Meu senhor, não foi um erro intervir tão drasticamente? Sera que não nos encontraram? - diz a sombra de olhos purpuras.
Não se preocupe, eles só detectam cosmos. E sim, foi necessário minha intervenção. - diz agora a sombra de olhos totalmente azuis reavendo sua espada. - Não poderia deixar alguns peões vitais a minha vingança se perderem, quem decide quem morre ou não, não é Hades. Mas sim as circunstancias.
As amazonas de taça e ferramentas tentam ajudar os três cavaleiros de prata ali caídos, Terêncius, Gladius e Cefeus, enquanto Andrômeda aplica sua defesa nebulosa para defender suas companheiras e os pacientes, pois a armadura de Taça, tem o poder de recuperar o estado físico de qualquer humano em sua forma plena; e Ferramentas consertava os danos causados pelo ultimo combate que eles sofreram. Era difícil pois nem os cavaleiros e nem as armaduras tiveram tempo para se recuperar das missões que faziam. E Susan de Andrômeda protegia as suas companheiras e seus pacientes com sua defesa nebulosa.
Enquanto isso, os outros cavaleiros lutavam como nunca para deter o avanço da tropa de Hades por aquele flanco. Alec de Unicórnio, Altair de Águia, Alexia de Pegasus e Tathyane de Lince lutavam corporeamente com seus adversários com golpes rápidos, precisos e acrobáticos, enquanto recebiam apoio do Punho de Hércules de Giovanni, e do Raio do Cruzeiro do Sul de Jonas. Além também de receberem o auxilio dos feitiços de Agatha, pois a armadura de Medeia possui a propriedade de canalizar e ampliar os poderes obscuros de uma pessoa. Ao contrario de outros pontos do Santuário, não havia muitos problemas no setor deles.
De aproximadamente 2.000 soldados, 100 ainda estão vivos. Eles tentam correr pois mesmo os cavaleiros de bronze são poderosos demais para eles. Os cavaleiros de bronze ficam felizes, pois assim poderam ajudar em outras batalhas. Entretanto, o exercito para de correr. Todos os cavaleiros de bronze sentem um cosmo tão violento, muito similar do que eles sentiam em direção do portão Norte. De repente todos os soldados são mortos no mesmo instante, uma nuvem de poeira sobe misturado ao sangue dos soldados.
Os cavaleiros de Pegasus, Unicórnio, Águia e Lince sumiam do campo de visão dos outros cavaleiros, que naturalmente se preocupam com seus companheiros. Agatha se coloca mais a frente de todos, e manipulando os ventos dissipa toda aquela nuvem de poeira.
A cena é totalmente deprimente, todos os soldados restantes, os quais tentavam antes fugir, agora estavam mutilados, foram todos cortados por um único corte, mas não foi um golpe limpo, chegava a ser monstruoso; a expressão dos rostos dos mortos era assustadora, como se experimentassem toda a dor do mundo naquele momento. Altair, Alexia e Tathyane conseguiram escapar, mas não ilesos; mas eles tiveram mais sorte que Alec.
O cavaleiro de Unicórnio estava cortado ao meio, seu tronco estava preso apenas por uma fina tira de carne vinda de sua cintura que não durara muito tempo, seu tronco caira para um lado e o resto de seu corpo caira ajoelhado. Alexia por um momento tirava a mascara para vomitar, parecia que nem seu corpo aceitava aquela cena; Tathyane tem uma curtíssima crise de choro. Altair se aproximara de seu colega na vã esperança de o poder de Kellen ajudar, mas apesar que muito longe, a própria Kellen sabia que era necessário o poder de um deus para cura-lo; Agatha cai ajoelhada em estado de choque pois ele era seu companheiro de treinamento, era como um irmão a ela. Os demais não acreditavam mas se preocupavam mais em tentar ver quem era o causador de tamanha atrocidade.
Lá estava ele, Jonas e Giovanni tem um choque quando observam seu oponente. Este ser tem asas formadas por membranas esticadas sobre os ossos como as de um morcego. A espada na mão direita se assemelha a uma serpente venenosa mas com sua lâmina serrilhada. O escudo na mão esquerda é similar a uma cabra, cujo os chifres evocam as antigas representações do diabo. Esse aparatos fazem com que a figura pareça um fantasma desgarrado de uma cavalaria medieval. O brilho de sua armadura tem a mesma forma de um rubi, mas com a intensidade de uma estrela, mas de cor das trevas, de um brilho tão intenso que chega a ser cruel, resguardando em seu interior as labaredas de estrelas enlouquecidas. No rosto, uma mascara que imita a cara de um leão. Seu corpanzil tem mais de dois metros de altura e sua armadura parece mesmo a carapaça de um gigante.
Se eles próprios não tivessem visto tal criatura, nunca acreditariam. Aquele ser havia matado 100 soldados e Alec com um único golpe. Giovanni, não se contivera, fora correndo em um ataque em carga concentrando seu punho de Hércules. - Ninguém faz isso com um cavaleiro de Athena e vive – pensava ele. Apesar de ser literalmente um gigante, 3,90m corria numa velocidade impressionante. Alexia ia ajudar mas Tathyane a segurara para não ir. Mas parecia que Giovanni iria conseguir acertar, pois a reação do algoz de Alec era muito lenta, e sua guarda estava muito atrasada para deter o golpe Punho de Hércules.
O golpe acertava em cheio a criatura a frente deles. O golpe gerava uma onda de choque, seguido por um barulho como se algo pesado caisse no chão rápido demais. Sim, ele derrotara o inimigo. Foi um golpe de sorte. Isso foi o que os cavaleiros de bronze pensaram, mas não era a realidade. A verdade é que o golpe de Giovanni nem fora aplicado, pois o impacto veio em direção a Giovanni, e o barulho que eles ouviram na verdade era o braço de Giovanni.
Giovanni grita de desespero e dor, tentando deter o sangramento que a falta de seu braço causara. Alexia gritava e chorava, não querendo perder mais um amigo mas Tathyane sabia que não adiantaria Alexia atacar agora pois era seria a terceira vítima daquele monstro. Agatha começara a preparar um feitiço mas Jonas levantou seu braço em sinal de reprovação a ação dela. Altair, virava o rosto sabendo qual seria a próxima ação daquele estranho cavaleiro numa ação inconsciente.
O ser o qual eles lutavam colocara sua espada em posição totalmente vertical, segurando-a com as duas mãos como em um ritual sepukko, e traçava a trajetória de sua lâmina. Giovanni sabe o que vai acontecer e da adeus a Jonas, seu melhor amigo. A lâmina completa seu destino. A cabeça de Giovanni caia e rolava para longe de seu corpo que iria cair em cima do seu algoz, mas o corpo fora imediatamente cortado ao meio, fazendo que suas metades nem encostassem nele.
- Quem é você seu monstro!!! - Grita Alexia inconformada de perder dois amigos dessa maneira. - Fale quem é você!!!
- Matar... Tao... - São as únicas palavras que saem do ser a frente deles que vêm de uma voz monstruosa.
- Não adianta. Ele não entende muita coisa. - Diz uma voz jovem
- Quem esta falando? - Pergunta Jonas.
Saindo de uma sombra aparece um rapaz de cabelos ruivos e de uma armadura negra mas de belo aspecto porém deturpada. - Sou Aistar de Harpia, um servo do Imperador Hades. - Ele se apresenta.
- Servo de Hades? - indaga Altair limpando as lágrimas de seus olhos.
- Exatamente. E meu amigo aqui é um Gigas. - Explica Aistar . - Gigas são os monstros que reencarnam em uma forma semi-humana entende? Assim como os deuses mas ao contrario deles sua aparência não é das melhores. Este é Quimera, a fera pluriforme!!!
- O que? Estamos lutando contra a Quimera mitológica em sua forma humana? - pergunta Agatha
- Surpresa bruxa? - pergunta Aistar . - Ele foi derrotado apenas por duas pessoas, uma delas foi da era mitológica, o herói Belerofonte e a outra foi a mais ou menos uns duzentos anos atrás, pelo cavaleiro de libra o monge cego, creio que ele atua como Grande Mestre aqui não?
Todos se surpreendem, o Grande Mestre Tao o derrotou? Um cavaleiro de ouro foi necessário para derrota-lo sera que reles cavaleiros de bronze poderam lutar contra contra aquilo? Essa era a pergunta que pairava sobre as mentes dos cavaleiros, mas com a morte banal de seus dois companheiros a resposta era quase certa.
- Lute comigo. - diz Jonas. - Ou será que o servo de Hades é um covarde?
- Blasfeme o que quiser Cruzeiro do Sul. Mas se você sobreviver lutaremos no inferno, isso se o Santuário não for destruído primeiro. - diz Aistar se retirando da mesma forma que saíra, dentro de uma sombra, e gargalhando um riso maléfico que parecia escoar por todo o lugar.
Mas todos sabiam que seu atual inimigo não era o espectro que acabara de sair mas sim Quimera em sua forma humana. Se é que aquilo pode ser chamado de forma humana. Todos tremem diante daquele ser, e por mais que Alexia estivesse furiosa, ela sabia que o oponente na sua frente era muito mais poderoso que ela. Na verdade, todos sabiam isso.
- Como venceremos tal ser? - Indaga Agatha sem saber o que fazer.
- Não podemos vence-lo e nem vamos. - diz Jonas em resposta a Agatha.
- Como assim? Não podemos deixar ele vivo! - diz Agatha. - Você viu o que ele fez com Giovanni e Alec.
- Por isso mesmo. - explica Jonas. - Os cavaleiros de ouro estão na união dourada, os cavaleiros de prata lutam contra os antigos cavaleiros de ouro, mas ainda há uma esperança. Os três cavaleiros de prata ali caidos, os quais recebem os cuidados de Taça e Ferramentas. Se eles derrotaram a mestre do cavaleiro de Câncer eles também podem derrotar esse monstro, só temos que protege-los e ganhar tempo com isso.
- Entendo. - diz Agatha mas ainda com extremo pesar pelas mortes de seus companheiros.
Quimera esboça os primeiros passos em direção aos cavaleiros de bronze, seu andar é desajeitado e confuso, como se ele mesmo não aguentasse o peso do corpo. Nem parecia que ele havia cortado Giovanni, com o corte que não pode ser visto por eles, por tanto, um corte que superou a velocidade do som. O mais próximo dele era Altair de Águia, que estava junto ao corpo de Alec e da cabeça de Giovanni.
Todos gritam em desespero já que Altair seria a próxima vítima, Alexia não poderia ver aquilo, não com Altair, pois nutria sentimentos que superavam o da amizade, e ela era correspondida. Mas Altair parecia estar em choque, não ouvi os gritos de seus companheiros. Quimera para em frente a Altair, Altair ajoelhado no chão nem esboçava nem sequer qualquer reação, nem mesmo quando Quimera levantava sua espada contra ele.
Alexia se livrava de Tathyane para ajudar seu amado, mas em instantes o cosmo de Altair aumentava de maneira assustadora. Até Jonas que era o mais controlado dos cavaleiros presentes não deixou de ficar surpreso. Antes que Quimera pudesse perceber, recebera cadências de meteoros que o fizera volta para onde estava. Quimera vai para trás, mas sem perder seu equilíbrio e se manteve de pé mesmo sobre os ataques dos meteoros.
Ninguém acreditava, Altair que era um dos mais novos cavaleiros de bronze tendo quase nenhuma experiencia em batalhas poderia manifestar tamanho cosmo. Jonas parece compreender um pouco, ele explica que o cosmo também pode ser expressado como o sentimento colocado na luta, e Altair esta com tantos sentimentos como o ódio, raiva, esperança, dentre outros. Mas todos canalizados apenas para um motivo, derrotar Quimera.
Era apenas uma teoria, mas aquela explicação seria suficiente para que os outros cavaleiros tomassem como verdade, também era possível ver as lagrimas de Altair se evaporando com o cosmo. Era comovente e assustador ao mesmo tempo.
Altair começava a traçar no ar as estrelas que formam a constelação de Águia. Quimera, já colocava seu escudo diabólico como proteção. Se antes havia apenas a certeza da derrota, agora surgia a esperança que faltava.
- ASAS ARREBATADORAS DA ÁGUIA!!!
O ataque é impressionante, se compara até com os próprios meteoros de Demiris, há uma grande destruição no campo de batalha. As crateras eram enormes, mas pareciam covas que os nazistas usavam em seus campos de concentração; porém quando a poeira baixou lá estava Quimera intacto, atrás de seu escudo. Não era possível, ele defendera todos os ataques de Altair.
Mas pelo o que parece era a vez de Quimera atacar, ele abaixara seu escudo e deixava a guarda aberta, isso aos olhos de Altair parecia-lhe uma provocação, coisa em que seu atual estado mental, não conseguia raciocinar muito bem. Ele energizando seu cosmo em seus punhos fora correndo em direção a Quimera.
Esta talvez seja a oportunidade de Altair, pois o golpe de Quimera esta muito adiantado. O golpe de Quimera seria aplicado antes do golpe de Altair, que por sua vez, a velocidade que adquiria poderia esquivar-se facilmente para descarregar seu golpe, já que Quimera estava com a sua guarda aberta. Este era o golpe definitivo que iria decidir a batalha.
Mas, estas estatísticas só funcionariam se o oponente fosse humano, mas neste caso não era, e nem as espectativas dos cavaleiros estariam certas. Novamente, o golpe de Quimera acelerava, mas o mais impressionante que na aproximação de Altair, o corpo de Quimera, a espada e o escudo se comportavam de maneiras distintas. Como uma equipe descoordenada. Altair conseguira deter sua velocidade para tentar sair do golpe, porém não consegue. A lâmina o joga de volta ao seu destino, e Alexia pegava ele em pleno ar para amortecer sua queda.
Ninguém acreditava, o golpe era certo. Não havia jeito de sair ileso.; não havia erros, o que aconteceu. Era o que todos se perguntavam. Alexia via como estava Altair, e não acreditava. O peitoral da armadura, geralmente a parte mais sólida de qualquer armadura estava em frangalhos, havia uma hemorragia. Se Altair não tivesse detido seu ataque, a lâmina teria chegado em seu coração. Era assustador.
Mas Lince se aproveitava do momento de distração de Quimera, enquanto ele observava Altair e Alexia caindo para ataca-lo. Mas ao contrario de Altair, ela não ia direito em direção de Quimera, mas primeiro fazia movimentos evasivos para enfim achar uma brecha em sua técnica para assim acerta-lo. Quimera, ao que parecia, não conseguia acompanhar seu movimentos.
- CHAMAS DE SALÉM!!!
- RAIO DO CRUZEIRO DO SUL!!!
Sim. Tathyanne apenas o distraia para que assim Agatha e Jonas pudessem ataca-lo com tudo. Os golpes eram de uma destruição sem igual. Até Lince fora jogada para longe, graças o choque do golpe. A luz emitida era como olhar diretamente para sol. Todos os não envolvidos diretamente no golpe estavam escondendo seus rostos. Mas algo havia de errado, o golpe combinado não parecia se mover, o alcance chegava até a diminuir!!!
Jonas e Agatha forçam a vista para ver o que estava acontecendo, eles viram Quimera se defendendo de seu golpe com o escudo, novamente ele conseguia um milagre, pois mesmo com a guarda aberta e distraído ele conseguia defender desse golpe! E ele ainda caminhava em direção a eles. Os dois cavaleiros se encontram em uma situação desesperadora, eles tem que pedir ajuda mas se um deles parar de lançar seu golpe, Quimera aumentaria sua velocidade e os alcançaria rapidamente. Jonas percebendo que não haveria mais jeito cessa ra seu golpe para aplicar um soco em Agatha. O soco era tão forte que quebrara a mascara dela e a jogava para longe.
Quando a visão de todos os outros cavaleiros pararam de ser ofuscada pelo golpe e Agatha se recupera do golpe apenas vêem mais uma perda. Jonas estava preso nos chifres do escudo de Quimera. Ele estava inerte, sangrando muito, provavelmente um dos chifres acertara o coração dele. Agatha não aceitava aquilo, e culpava Jonas não deveria ter tomado aquela decisão e também se culpava por não ter tomado aquela decisão para salvar Jonas.
No momento seguinte, Jonas abre os olhos e lança seu Raio do Cruzeiro do Sul a queima roupa com toda a chama de seu cosmo. O golpe chega a ser mais forte que o golpe combinados dele e de Agatha, sim era um golpe suicida. Mas desse vez era impossível que Quimera se defendesse. Enquanto o corpo de Jonas se desfazia, ele apenas dissera adeus para Agatha.
O corpo de Quimera cai pesadamente no chão, e tudo que sobra de Jonas é a armadura de bronze do Cruzeiro do Sul. Vendo de longe, Susan de Andrômeda não podia deixar de lamentar a morte de mais um companheiro, mas essa vez era definitiva a morte de Quimera, ela olha para trás, Kellen e Anya trabalhando nos três cavaleiros de prata ali caido sem cessar nem por um instante, nem durante as tantas mortes que ocorrera ali.
Alexia e Tathyane carregam Altair, e vão em direção há Agatha que chora copiosamente. Tathyane deixa de carregar e vai em direção as Susan de Andrômeda, Kellen de Taça e Anya de Ferramentas para ver como estavam elas e os três cavaleiros de prata; e também para pedir que ajudem Altair. Alexia mantêm Altair no colo depois que Tathyane saiu, e começa a ter pena de Agatha pois ela mesmo não saberia o que faria se Altair tivesse feito o mesmo que Jonas o fez, o que faz abraça-lo mais forte ainda. Altair ainda estava inconsciente.
Mas um grito seco ecoava. Quando todos perceberam, o corpo de Agatha estava fatiado e no lugar onde ela estava, está agora a espada de Quimera encravada no chão, mas o corpo de Quimera ainda estava caido no chão. Parecia que a espada tinha vida própria, as deduções de Alexia e Tathyane levavam a teoria que, da maneira que estava o corpo de Agatha, parecia que a própria espada tinha a estrangulado como uma cobra ,mas a cortara no instante que a prensava. Mas essa hipótese era absurda, afinal a espada tinha que ser inteligente e viva para isso.
Essa teoria fora comprovada quando o cabo da espada, a qual tinha uma cabeça de cobra, dissera “matar ... Tao...” Era um choque para todos. E para piorar a situação, o corpo de Quimera se levantava. Dava a impressão que tudo que eles fizeram era inútil, e todas as mortes em vão. Mas Tathyanne lembra das palavras de Jonas que o trabalho deles era proteger as amazonas de Taça e Ferramentas,para que quando os cavaleiros de prata levantassem derrotassem esse monstro.
Tathyanne se coloca a correr em direção da fera como a primeira vez que fizera, utilizando de movimentos felinos e rápidos, ela tinha que aproveitar que ele estava sem aquela maldita espada para acerta-lo, ela também percebera que seu pescoço não tinha proteção. Era o momento certo.
- GARRAS CORTANTES DE VENTANIA!!!
O golpe é tão rápido que mal chega a ser visto por Alexia, a qual via agora que Altair se recuperava sua consciência. Quimera novamente coloca seu escudo na frente porém o golpe é demasiadamente fraco, só servia mesmo para levantar poeira. Mas quando percebera já era tarde demais.
- HERCULES RELUZENTE!!!
A voz de Tathyanne vinha atrás do monstro, suas unhas atravessaram a nuca de seu oponente. O sangue de tonalidade de um roxo vinha em seu rosto. Quimera tinha dificuldades de se virar para acerta Tathyanne, que o agarra e o joga para cair de cabeça assim fraturando seu pescoço já ferido. Sim, ela tinha conseguido. O monstro estava com sua cabeça deslocada, e o pescoço num ângulo superior a de 90 graus. Alexia não acreditava, ela tinha vencido, pois sem defender de seu escudo, enfraquecido com o golpe de Jonas e ainda pego em seu ponto fraco; era incrível a tática de Tathyanne. Embora não tivesse ficado ilesa, seus braços estavam com queimaduras que se era possível ver seus ossos, assim como suas mãos. A armadura de Quimera havia lhe queimado.
Tathyanne houve um ruido pesado, teme que seja uma cena que se repetiu muito nesta batalha. Sim, Quimera se levantara, e colocava seu pescoço antes deslocado no lugar certo. Tathyanne se utilizara de suas garras cortantes de ventania, mas graças aos ferimentos de seus braços não foi possível aplica-lo com eficiência. Quando perceber, Quimera a estava estrangulando com sua mão direita, ele não aplicava força mas o calor vindo de sua mão fazia o trabalho. Alexia, chorava. Queria ajudar e ia atacar mas Tathyanne mandou-lhe cessar o ataque.
- Minha morte tera sido em vão se você morrer agora... - falava Tathyanne com grandes dificuldades. - proteja os cavaleiros de prata... faça isso...
No momento seguinte, tathyanne tivera seu pescoço quebrado nas mão imensas de Quimera. Após jogar o corpo da amazona de lince no chão, Altair se levanta sem ajuda porém com dificuldades.
- Bem, pelo jeito serei o próximo a morrer. - diz Altair se pondo no caminho de Quimera e Andrômeda, a qual se coloca como ultima defesa dos cavaleiros de prata.
- Não permitirei isso, se for para morrer morreremos juntos. - diz Alexia indignada com o ato de Altair.
- Olha aqui. - diz Altair com raiva. - Se nós dois morrermos, todas as mortes aqui teram sido em vão como Tathyanne disse. Você esta em melhor forma que eu, duvido que eu aguente um golpe dele. Me prometa que tera filhos, e morrera de velhice.
Alexia olha tristemente para ele, ela nunca iria cumprir tal promessa, pois ela se mataria depois da morte dele.
- Vamos! Prometa! - grita mais ainda Altair.
- Sim, eu prometo. - diz Alexia.
A espada de Quimera vem rastejando em direção a ele. Subindo pela sua perna e se colocando em sua mão direita. Altair empurra Alexia dali e aumenta seu cosmo, canalizando uma esfera maciça de luz em sua mão. Altair iria usar seu golpe mais poderoso, o lampejo da Águia, um golpe selado por seu mestre. Mas Quimera não ficava para trás, ele agarrara sua espada com as duas mãos parecendo que iria aplicar seu golpe mais poderoso.
Ambos aumentavam seu cosmo, mas Altair não conseguia equiparar seu cosmo ao de Quimera. Isso era apenas para ganhar tempo, pensava ele.
Mas Quimera ataca precipitado, muito antes do que Altair previa, era o fim .
- ROMPANTE DE LAMINA!!!
Quimera ataca, o golpe é de um tamanho poder que parte dele chega onde estão os outros cavaleiros e destrói as correntes de Andrômeda, mas não chega a ferir gravemente Susan, e nem a desconcentrar Kellen e Anya. Porém o golpe não acertou Altair, acertou Alexia que no momento exato pulou na frente de Altair. Quimera via a cena e ria de uma maneira infernal.
- Por que? Por que fez isso? - pergunta Altair
- Se isso fez isso comigo, que estava ilesa, imagine com você. Não me repreenda você faria o mesmo que eu. - diz Alexia.
- É claro que eu faria, mas... mas... - diz Altair não acreditando no que acabara de acontecer.
- Acho que... não vou poder cumprir... a minha promessa... meu ultimo pedido... cumpra ela... no meu lugar... - quando Alexia acaba a frase a ultima chama de cosmo desaparece.
Altair chora. Mas seu ódio é o que alimenta seu cosmo agora, como da primeira vez. Quimera acabar de rir e percebe que o cosmo do cavaleiro a sua frente aumentava de forma impressionante. Ambos assumem suas antigas posições de batalha, mas se Altair não detivesse o próximo golpe , o golpe acertaria agora as amazonas de bronze e os cavaleiros de prata atrás de Altair.
- LAMPEJO DA ÁGUIA!!!
- ROMPANTE DE LÂMINA!!!
Dessa vez os ataques são simultâneos. O choque é impressionante, mais devastador que qualquer golpe aplicado até agora. Susan de Andrômeda, defende suas amigas do impacto dos golpes.
No centro do golpe a competição esta equilibrada, mas de repente, Quimera empurra a sua espada com o escudo, trazendo assim uma força descomunal, a força necessária para desequilibrar a balança dos poderes de ambos. Altair cai novamente, mas Quimera parece sentir o golpe pois ele cai ajoelhado e se levanta com a ajuda de sua espada. Porém continua seu caminho.
Altair só tem forças para se manter em pé, ele não teria mais forças para lançar algo que o faça cocegas, mas mesmo assim ele se coloca contra Quimera por que a única coisa que ele deseja agora é cumprir a promessa que Alexia lhe pediu. Quimera para e parece estar surpreso com a determinação de Altair mas ao que parece ele tem contas a ajustar com o cavaleiro de libra.
Subitamente, um zunido é ouvido, logo era um espada que caira próxima a Altair, ele procura de onde vêem a espada mas não localiza ninguém. A espada tem aparência vítrea, com o cabo de um branco marfim sem igual. Quimera parece esperar ele pegar a espada, Altair pega e percebe que ela é muito pesada, mas mesmo assim ele a coloca em direção a Quimera, ele sabe que os cavaleiros de Athena são proibidos de usar armas que não sejam de suas armaduras ou as armas de libra com a autorização de Athena, Altair pede perdão Athena mas vai utiliza-la. Quimera acha divertido e aceita seu desafio.
Quimera e Altair atacam mas de maneira surpreendente a espada de Quimera é cortada ao meio, e continua, Quimera coloca seu escudo que também é cortado, ele tenta escapar mas é tarde. Ele fora cortado ao meio com um corte limpo, nem sentira dor com o golpe. Altair esta chocado, como conseguira fazer aquilo, Susan também se surpreendera. Quimera estava ali, com duas metades de seu corpo e suas armas cortados ao meio. Altair larga pesadamente a espada, a qual some dali, como se nunca tivesse existido. Quimera solta suas ultimas palavras: “traidor... sangue... deus...”
Altair é amparado por Susan, que o coloca próximo aos cavaleiros de prata como o paciente seguinte. E se perguntando quem seria seu salvador...
Escondidos, duas pessoas de mantos negros conversam:
- Meu senhor, não foi um erro intervir tão drasticamente? Sera que não nos encontraram? - diz a sombra de olhos purpuras.
Não se preocupe, eles só detectam cosmos. E sim, foi necessário minha intervenção. - diz agora a sombra de olhos totalmente azuis reavendo sua espada. - Não poderia deixar alguns peões vitais a minha vingança se perderem, quem decide quem morre ou não, não é Hades. Mas sim as circunstancias.
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