-Onde está seu amigo? -perguntava um belo homem enquanto pintava um quadro para Aurus.
-Sinceramente não sei mestre Valaris, deve estar por ai chorando pelos cantos. -dizia Aurus para o seu anfitrião, ambos estavam na casa que ele fora criado, um pouco mais longe do Santuário, mas antes mesmo de estar próximo da vila de Rondiro. Dincht estava lá também, mas ele saíra e Aurus lhe derá cobertura.
-Antes exprimir sua dor do que oculta-la, sinto mais dor em você que no aprendiz da Clair. -dizia o homem sem desviar a atenção do quadro que ele pintava. -Sabia que a tristeza não é bela? Apenas ficamos tristes e choramos quando é a única coisa a se fazer, quem se nega a fazer isso ou é muito forte ou é muito fraco. Nisso eu e você somos até parecidos.
-Somos? -indaga Aurus, apesar daquele assunto não ser de seu agrado, ele começava a se interessar.
-Ambos odiamos esses sentimentos e não demostramos no que fazemos, mas ao contrário de mim você não tem uma "válvula de escape", e acho que é isso que lhe acaba te dando tanta frustração. Você deveria ter uma válvula de escape sabia? -Valaris ainda não tirava os olhos de seu quadro. -Tente alguma coisa!
Aurus olhava Valaris de maneira curiosa, e via quanto os cavaleiros de ouro eram diferentes entre si. O seu pai vive de honra e ódio, mas em Valaris ele encontrará uma harmonia e simplicidade do mundo. Aurus chocava-se por sua mente aceitar pessoas tão opostas com o objetivo: proteger esse mundo. Mas Aurus não sabia se era correto perguntar para Valaris, qual era sua história, afinal ele era meramente um aprendiz de cavaleiro.
-Você quer saber mesmo da minha história? -Aurus caia da cadeira a qual estava apoiado.-Vai dizer que era isso que você ia me perguntar?
Aurus ainda tentando se recompor afirma que sim com o balançar da cabeça, imaginando que o cavaleiro de Peixes, já sabia tudo dele; que já invadira a sua mente descobrindo cada segredo mesquinho dele.
-Não se preocupe, como paranormal eu sou um ótimo charlatão. Sou apenas um clarividente latente, isto é, consigo ver o futuro próximo, mas nada que eu controle, acho que isso é mais sorte em adivinhar do que em prever. -Valaris para de pintar durando um momento para limpar o suor de sua testa. -Não consigo prever o que vai acontecer as seis horas, sabendo que são cinco e meia.
Aurus ri com do comentário e prepara-se para ouvir a história de Valaris.
-Eu vim de uma família cigana, antes que me pergunte, sim ainda existem ciganos por ai! Afinal, cavaleiros de Athena ainda existem não é? Mas apesar de amar minha família e minha vida, não me sentia satisfeito; era como se eu não fizesse parte daquele mundo apesar de ama-lo mais que a mim mesmo. Até que um dia fui a uma praia italiana, minha terra natal diga-se por passagem.
Até que vi em um rochedo um brilho dourado. Lá estava a caixa de pandora de peixes, mas sentada a cima dela estava uma mulher linda como uma sereia, e me vez umas indagações. Eu fiquei fascinado pela beleza daquela mulher. Até que o rosto da mulher caiu e eu vi apenas a sua caveira; quando dei por mim estava no meio de três ondas e o rochedo na minha frente.
-E ai? -Aurus interrompe Valaris de sua narração com uma cara única de interesse e total atenção.
-E ai que eu conto amanhã!
-Ei não vale!
-O segredo de todo bom contador de histórias é sempre deixar o ouvinte querendo mais! Isso é um fato! -Valaris terminava de dar uma ultima pincelada no quadro que pintava. -Finalmente acabei!
Aurus saia de sua cadeira para ver o quadro e via que a pintura de Valaris era quase como uma janela que capturava um momento real; mas criado pela imaginação dele. O quadro retratava três cavaleiros de ouro: Áries, Câncer e Sagitário, atacando uma jovem mulher num campo florido.
-Não acho que isso já tenha ocorrido ou que vá acontecer, mas acho que essa seja minha melhor arte. Quem sabe isso não vá ao salão do grande mestre? - Respondendo o rosto curioso de Aurus e a pergunta expressa em seu rosto.
-O cavaleiro de Sagitário é quem? Parece com meu pai! - Indaga Aurus.
-Sério? Olhando bem parece você! -Valaris comenta fazendo uma pose de critica colocando a mão no queixo.
Após o comentário de Aurus, realmente ele percebe que o cavaleiro de Sagitário é ele, o de Câncer é Dincht e Áries é uma amazona de cabelos verdes muito escuros. Realmente se aquele quadro fosse de uma cena no futuro, era uma cena de uma guerra, mas a grande pergunta é contra quem?
E quem é... - Antes mesmo que Aurus pudesse terminar de falar, com um golpe, Valaris joga Aurus pela janela do casebre, Aurus em pleno ar e no segundo seguinte estava vendo a casa sendo destruída por vários feixes de luz ocasionando uma explosão dourada. Aurus reconhecia o ataque só pela maneira da destruição. O trovão atômico de Hector de Sagitário.
Após a poeira momentânea do impacto da explosão baixar, Aurus vê os dois cavaleiros de ouro Hector e Valaris de Peixes com suas armaduras vestidas e um segurando o punho do outro, medindo forças provocando uma pressão muito forte.
-Eu esperava Sandoram ou Alexander, e não você Valaris. - dizia Hector encarando o outro cavaleiro de ouro.
-Sabe como é, eu sempre prefiro ficar com o trabalho fútil e leve. E me deram esse, sabe como é! -Apesar de ser um cavaleiro de ouro, Valaris é do tipo defensivo e auxiliar das doze casas, com capacidades curativas e de bloqueio, e não lutador como Hector.
Com um empurrão mais forte Hector afasta Valaris dele, apesar dele tentar se manter acaba caindo devido a grande força de Hector que parecia ser a maior de todos os cavaleiros naquele momento. O poder dele parecia ser alimentado pela vontade de matar seu filho. Até aquele momento, o cavaleiro de peixes achava que era boato que Hector fazia de tudo para matar seu filho, mas aquele olhar era de um assassino motivado.
-Não tenho nada contra você Valaris, mas se proteger esse ser maligno que reencarnou como meu filho considerarei você mais um traidor de Athena. - As palavras de Hector eram firmes assim como sua vontade. Valaris por um instante chega a acreditar, pois isso já acontecerá algumas vezes na história do Santuário. Um deus reencarnar e tentar ser um cavaleiro de Athena, mas Aurus tinha a mesma essência do pai, não havia como Aurus ser uma entidade maligna, a menos que Hector também fosse.
-O único erro que esse garoto cometeu foi ser seu filho.
Uma chuva de flechas douradas atacam Valaris, o qual teve apenas tempo para dilatar as pupilas para conseguir enxergar alguma coisa. Aurus que estava um pouco mais longe do ponto de impacto vê que o golpe de seu pai acerta o cavaleiro de Peixes. Após a poeira do impacto abaixar, estava lá o corpo inerte de Valaris, cheio de perfurações. Aurus se esconde atrás de uma pedra rezando para Athena que seu pai não lhe ache.
Hector não chega a acreditar que um cavaleiro de ouro chegasse a cair com uma destruição infinita apenas, Hector chuta o corpo de Valaris e na verdade era o corpo de Daylah, sua esposa. Ela que fora acertada, e não Valaris.
Hector não entende, era com Valaris que ele estava lutando, ao virar para trás e tentar correr vê agora Daylah perfurada e de pé, sangrando e olhando para ele. Hector não acredita realmente que ela.
-Como você pode tentar matar nosso filho, como você por ME matar! -Daylah gritava e batia no peito do cavaleiro de Sagitário, deixando seu sangue na armadura.
-Acha mesmo que pode me enganar Valaris? -Hector pegava Daylah pelos ombros e a olhava nos olhos. -Acha mesmo que eu vou cair nessa ilusão?
Com um único golpe Hector atravessa o braço no estomago de sua mulher que a deixa inerte no chão. Hector sente que quase cairá no truque de Valaris, mas pelo golpe que dera e as marcas de sangue de sua mão, presumia que acertará o próprio Valaris.
-Agora eu lhe pergunto meu caro cavaleiro de Sagitário? Quem disse que isso era uma ilusão? -A voz de Valaris parecia ecoar distante de todos os lados. -E me diga então poderoso Hector e perito em ilusões, descobrindo parte do truque, a ilusão não deveria ser desfeita? Ou mesmo esse sangue que esta na sua mão é meu, e o corpo de Daylah não desaparecer?
Hector começava a duvidar de seu julgamento pois os poderes de Valaris eram desconhecidos. Hector acreditava que seus poderes eram apenas de previsão latente e cura, e não que ele dominasse técnicas ilusórias. Se é que aquilo era uma ilusão. O cavaleiro de Sagitário começava a duvidar daquela ilusão-realidade; mas sabia que toda sensação podia se cortada com um ferimento infligido nele mesmo.
-Você não vai gostar disso, Hector. -dizia a voz de Valaris que vinha de todos os lados enquanto o punho de Hector se preparava para o golpe. -Sabia que dizem que o maior medo de uma pessoa é saber como ela é realmente por dentro?
Hector aplica o golpe em seu próprio ventre para sair daquela ilusão, porém sente uma dor imensa e teme que tenha exagerado na força, e ao tirar o punho do estomago vê vermes comendo sua mão e mais caindo do orifício que ele criara em seu corpo. Hector tenta gritar mas engasga com os vários insetos que saem também de sua boca.
Aurus toma coragem para ver o que acontecerá pois só ouvia se pai gritar com Valaris, e vê Sagitário ajoelhado com um grande ferimento no abdômen e sangue na mão esboçando um grito que não havia som. Encostado em uma outra rocha, totalmente perfurado e sangrando fortemente estava Valaris.
Aurus vai em direção ao cavaleiro de Peixes numa rápida corrida curta.
-Tudo bem mestre Valaris?
-Estaria se meu quadro não fosse destruído no ataque do seu pai. -Valaris cuspia um pouco de sangue pois estava gravemente ferido. -Quero que você faça um favor pra mim, vá até o Santuário e peça ajuda a um cavaleiro de ouro. Não vou poder segura-lo para sempre, mas não me traga nada menos que um cavaleiro de ouro, e senão achar, quero que se esconda no Santuário. Hector não é tão burro de invadir sozinho o Santuário.
-Mas e o senhor?
-Meu dever é te proteger ou morrer tentando. Agora vá!
Aurus se levanta obedecendo as ordens de Peixes, e promete que vai trazer alguém para ajuda-lo. E começa a correr o máximo que pode.
Já no mundo de pesadelo de Hector, os insetos e vermes param de sair de seu corpo, mas ele se sente como se estivesse menos naquele mundo. Ao ver suas mãos elas estão cadavéricas, assim como seu rosto que mostra um crânio descarnado. Olhando o mundo a sua volta, não era mais a terra, e sim Yomotsu Hirasaka. Hector via todos os mortos para um pulo suicida, mas três dos mortos saem da fila e vão em sua direção.
Hector reconhece cada um deles, eram seus antecessores a armadura de Sagitário. Seu pai, Faremyr; seu avô Aaron. Ambos tinham um olhar de reprovação para Hector; uma das coisas que ele mais temia acontecer.
-Hector, filho de Faremyr, filho de Aaron, descendente de Jasão. Como pode profanar nossa linhagem de heróis com essa atitude desprovida de sensatez? Nós que tinhamos o nome glórificados, seremos amadiçoados. Tudo por sua causa. -Aaron de Sagitário e Faremyr olhavam para Hector com os olhos da maior raiva e desprezo possível, o mesmo olhar de Hector para Aurus.
Hector tremia, tremia de medo, de ódio, de impotencia, de todo e qualquer sentimento que as pessoas em desespero notando que seu pior pesadelo existe e é pura realidade; mas algo muda o olhar de Hector que assusta Faremyr e Aaron. Hector começa a controlar seu choro, começa a forçar-se a parar de tremer.
Valaris que enxergava a realidade e o mundo que ele criará como pesadelo pessoal para Hector. Ele voltará a determinação de sua missão, de matar seu filho, a reencarnação de Antheros. Quase nada escapava do seu "reino de Pesadelos", mas Hector parecia forçar sua mente a se controlar e destruir aquele mundo ilusório com sua própria vontade.
O mundo de Pesadelo de Valaris se partia como um grosso vidro feito de magia, e Hector se levanta com asas reluzentes e cosmo assustador...
______________________________________________
Clair já corria um bom tempo, porém abafando seu cosmo ela nao poderia correr na sua velocidade normal; mas estranho era não sentir o cosmo de Hector que deveria estar a beira de uma explosão de acordo que ela sentira vindo do cabo Sunion. E nem sentia o de Aurus, que era a vítima principal de Hector.
Mas Clair sentia alguma coisa que não era o cosmo, mas sim algo incosntante que empregnava o lugar, no lugar onde ela deveria sentir cosmo, nem ela mesmo acreditava em tal energia. E o foco era tão forte e inconstante quanto a própria energia, ela não acreditava que Hector fosse capaz disso, mas sim outro ser.
Num lampejo, Clair sente uma energia familiar aquela energia caótica, correndo em direção do Santuário. Era o filho de Hector correndo o máximo que podia, ela não mais tenta ocultar seu cosmo, para intercepta-lo.
-Mestra Clair?! A senhora não deveria estar em carbides? - Clair havia aparecia na frente de Aurus como um fantasma.- E Dincht onde está?
-Dincht me tirou de lá, e já está a salvo; estou mais preocupado com você. Seu pai fugiu e tenho certeza que ele vai atrás de você. -Clair segurava os ombros de Aurus vendo se stava tudo bem com Aurus que apresentava um golpe fraco no ombro.
-Sim, ele tentou de novo. -Aurus olhava para a face mascarada de ouro. -Mestre Valaris esta detendo ele como pode, mas ele está muito ferido. Se Hector continuar no ritmo que ele estava, logo ele vai sair da ilusão de Mestre Valaris. E...
-Não se preocupe, vou te proteger. Mas o mais estranho que não consigo sentyir o cosmo nem de Hector e nem de Valaris. Você vai ter que vir comigo, tudo bem? -Clair perguntava a Aurus, com uma voz alienigena antes para ela. Falando com gentilezas e preocupação excessivas.
-S-sim, claro que guiarei a senhora. -Clair agarrava Aurus junto aele e começava a correr em alta velocidade para chegar antes que Valaris morra.
Mas não muito longe dali, uma figura de aparencia totalmente de trevas e vestido com sombras, a única coisa que permitia ser percebido eram seus olhos de um laranja radiante. Sentado sobre uma rocha enorme, com as duas mãos sobre o rosto assistindo aquela cena. E acompanhando com seu olhar o caminho que a amazona de Câncer fazia.
-O poder de uma mãe protegendo sua cria, seja ela co-sanguinea ou não é um poder que os deuses deveriam pensar antes de desafiar. -a voz era feminina e aveludada que parecia estar cheia de uma sabedoria que só a experiência era capaz de prover. -Infelizmente não gosto de presenciar esse desfecho, mas fui designada a isso. Agradeço que o próximo passo é mais prazeroso, não é?!
O vulto de olhos laranjas olhava para seu recém chegado, um outro vulto assim como ela, mas de olhos amarelos. Que não respondia, mas apenas olhava as costas do vulto de olhar laranja balançado a sua cabeça negativamente.
-Sacreficios devem ser feitos pela humanidade, quando eles juraram ser cavaleiros de Athena sabiam disso. -a voz também feminina porém mas aguda e rispida .
-Mas eles não sabem que seus destinos estão sendo manipulados, e que tudo conspira contra Athena; tenho a sensação de que somos monstros, mas lembro o porque fazemos isso. Só isso me dá forças para continuar. - o vulto de olhar alaranjado se levantava. -Vou ver como vai terminar isso, e você? Vêm?
-Não, tenho ainda que olhar os outros. -Ambos os vultos se desmancham no ar como se o vento os levassem, porém cada um desmachou para o lado oposto do outro.
Alma Nova Está de casa nova http://cdz-almanova.blogspot.com/
Quem sou eu

- Demiris Ikarus
- Se nada mais der certo pra mim, pego esse computador bato na cabeça do meu patrão até ele desmaiar, depois roubo um caminhão e dirijo a noite toda como um prisioneiro fugitivo, aí vou para a amazonia onde começarei vida nova com uma criação de peixes voadores...
"Quando a humanidade erra, os Deuses tratam de puni-la com morte, praga, fome e guerras; mas e quando os Deuses erram? Quem os pune? E que tipo de punição eles terão?"
-Bem-vindos a Saga dos Assassinos de Deuses
-Bem-vindos a Saga dos Assassinos de Deuses
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário