Alma Nova Está de casa nova http://cdz-almanova.blogspot.com/

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Se nada mais der certo pra mim, pego esse computador bato na cabeça do meu patrão até ele desmaiar, depois roubo um caminhão e dirijo a noite toda como um prisioneiro fugitivo, aí vou para a amazonia onde começarei vida nova com uma criação de peixes voadores...
"Quando a humanidade erra, os Deuses tratam de puni-la com morte, praga, fome e guerras; mas e quando os Deuses erram? Quem os pune? E que tipo de punição eles terão?"

-Bem-vindos a Saga dos Assassinos de Deuses

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Do Divino ao Mortal


Num lugar onde a energia emana de maneira primordial e harmônica, paz e violência convivendo no mesmo lugar, a filosofia e o barbarismo, tudo coexistindo de maneira tão tênue que uma mera respiração mortal pareceria destruir tudo aquilo. Mas não poderia. Pois a essência divina que pairava ali era suprema e incontestável. Era um lugar majestoso e ilimitado não pelo seu espaço, mas sim pelo seres que ali estavam.

Num lugar, mas precisamente numa sala onde as nuvens se faziam de chão e diamante como mármore humano. E as decorações eram propriamente feitas de oricalco, ouro, prata e metais que se assemelhavam à decoração humana, mas ela própria parecia um deus. Estavam os patronos atuais da humanidade, estavam no que chamaríamos de conselho.

Uma mesa com dez lugares, com dois tronos um pouco mais afastados, e uma arquibancada onde outros seres de menor infinitude se colocavam; mas não era um mero conselho onde apenas se discutia, e sim um tribunal divino.

-Todos nós sabemos o porquê dessa reunião não é? -perguntava a mulher num dos tronos mais afastado da mesa, de cabelos castanhos e longamente encaracolados, que se fazia o ser de mais autoridade no recinto, pelo menos bem mais que o homem que estava no maior trono que quase deitava sobre o trono apoiando o rosto sobre o braço direito e com olhos fechados, como se estivesse alheio ao tribunal. -A morte de quatro de nós, por causa de mãos humanas.

Na mesa onde se postavam mais dez tronos, todos infinitamente diferentes entre si, três estavam vazios como sempre. O de Athena, pois ainda faltava dois anos para ela reencarnar, o de Poseidon, que estava lacrado; e o do finado Hades. E nos outros sete tronos estavam os deuses que ainda permaneciam no Olimpo, que preferiam não disputar a tola posse da terra: Apollo, Arthemys, Ares, Hefesto, Hermes, Héstia e Deméter; a ultima chorava copiosamente pela morte da filha amada, sendo consolada por Héstia.

-Eu sabia que essa luta ainda ocasionaria a morte de um deles. -dizia a Deusa com uma pele cálida e branca como a luz do luar, de cabelos de um loiro esverdeado preso a um rabo-de-cavalo, e de olhar de um azul tão escuro que rivalizava como a mais bela das noites e trajada como uma guerreira. Com um corpo definido e sempre tenso, pois por mais que Arthemys não interessasse por esse tipo de questões, ela estava com medo que ela fosse a próxima a padecer sobre as mãos dos humanos. Pois ela foi que viu a guerra começar, apesar de Hades ter colocado a sobra de todos os planetas a sua frente. -Esse pacto de não-morte poderia ser violado facilmente! Vocês foram mas ingênuos que eu ao acreditar nisso!

-Mas minha adorada Arthemys, se pensar bem não houve quebra de nosso pacto. -quem tomada a palavra era Hermes que tinha cabelos verdes como uma pela visão de uma plantação e olhos brancos como uma nuvem, com uma voz penetrante de carismática, e não de força. -Foram os humanos que mataram Hades, Perséfone, Hypnos e Tanathos. E não Athena. Pessoalmente apenas acho que devemos substituir Hades por outro e continuar.

-O que você disse Hermes? -Deméter tirava seus cabelos azuis do rosto, pois eles se misturaram as lagrimas de seus olhos; e se livrava do consolo de Héstia; numa expressão de raiva para Hermes. -Como você pode dizer que devemos continuar, com a morte de QUATRO DEUSES, inclusive MINHA FILHA! Os humanos devem padecer! -A dor que a Deusa da Natureza carregava era infinita assim como seus domínios, para ela, como se não bastassem, os humanos destruírem seus domínios para “evoluírem”, eles tinham que matar Perséfone!

-Parece que Ares plantou sua semente no coração da Mãe Natureza. -Hermes fala isso com um sorriso no rosto muito irônico e sarcástico, enquanto Ares estava com os pés na mesa, e acabará rindo com o comentário de Hermes.

Deméter se enche de raiva, mas é segurada por um abraço de Hestia. Enquanto na arquibancada divina, os deuses de castas menores e semi-deuses comentavam entre si, as reações de cada deus. Hera pedia silêncio enquanto seu consorte, Zeus, ainda se mantia na mesma pose leviana.

-Sempre achei que Ares que mataria um de nós. -dizia Apollo com os olhos fechados e com as mãos sobre a metade inferior de seu rosto, o ocultando sua boca. Com seus ruivos cabelos, e trajado impecavelmente. E parecia ser o mais sereno dentre os presentes.

-Eu, vigilante? -Ares respondia a Apollo com seus cabelos excessivamente negros e olhos cor de sangue, Vigilante era um dos nomes que Apollo recebia, bem como aquele-que-tudo-vê. Pois não havia nada que ele não visse na terra, fosse o que estava acontecendo, o que já aconteceu, ou o que iria acontecer. Mas mesmo com o domínio da profecia, ele não conseguira prever esta tragédia. -Se fosse eu a fazer isso, teria dado um jeito de todos aqui presentes morrerem, seria um lindo massacre divino! Mas infelizmente foram os humanos os primeiros a fazer isso, começo a gostar cada vez mais dos mortais!

O olhar de Apollo fora fulminante para Ares, ele evitava de abrir os olhos, pois sua visão chegava a ofuscar os outros deuses, sobre a vontade de Apollo, ninguém olhava diretamente para ele, mas Ares não se importava. Mesmo com os olhos em brasas ainda olhava diretamente para Apollo.

-Chega de criancice vocês dois. -Gritava Hera a seus dois filhos, Apollo e Ares se sentaram. Mas ambos sabiam que Ares tinha vencido. -A questão aqui não é sobre o pacto ancestral de não-mortis entre nós, mas sim sobre os réus, os humanos, pelo crime de matar quatro deuses. E se Athena é culpada ou não.

-Será que vocês não entendem que chega a ser insano isso! -Héstia, a Deusa de olhar mais sereno e de cabelos dourados, e de curvas mais proeminente que qualquer deusa dali, exceto Afrodite, falava para ninguém, mas fora ouvira por todos. -Todos sairemos perdendo, Hades, Persefone, Hypnos e Tanathos morreram, nada pode remediar isso. Mas começar um extermínio? Mais um por nossos erros?! Hermes está certo, devemos continuar nossas vidas, somos eternos enquanto durarmos, eles não.

Enquanto Deméter estava no colo e ouve o discurso de Héstia, a mão dela vai direto no pescoço de Héstia sufocando-a, apertando com força. Deméter queria destruir algo para aplacar a dor de seu coração.

-Héstia, como você tem coragem de me confortar e querer que os monstros que criamos chamados humanos continuem a existir? Quantos de nós tem que morrer para que você se convença que eles devem pagar? - Deméter larga o pescoço de Héstia e volta a chorar no seu colo, por mais que quisesse estrangula-la naquele momento, Héstia era a única que lhe dava conforto naquele momento.

-Errado, meus domínios e meus poderes são tão abalados quanto os seus, enquanto cada vez que a natureza é destruída você sente a dor, eu sinto a dor de cada lar destruído, de cada traição e de cada agressão; inclusive a sua dor é minha. Mas continuar nesse ciclo de destruição é o que Ares quer.

-Vocês dão muito crédito pra mim, assim vou ficar sem graça! -dizia Ares enquanto comia uma ambrosia jogando para o ar e tentando pegar com a boca.

-Levantem a mão quem de vocês acha que a humanidade deve ser destruída?

-Infelizmente sim. -Apollo levantava a mão, apesar de amar a humanidade, sempre os vendo crescer, e evoluir; mas esse era um erro que eles nunca deveriam ter cometido.

-Felizmente sim! -Arthemys levantava a mão, ela sempre desprezou os humanos em sua forma mais pura, tanto que ela preferia os animais às pessoas.

-Sim, definitivamente sim. -Deméter cheia de ódio e querendo vem a natureza sendo banhada com sangue humano.

-Não, nunca aprovei isso e nunca aprovarei isso! -dizia Héstia evitando os olhares de todos.

-Não, adoro os humanos. Sempre temos que ter um contra-ponto. -dizia Hermes.

-Não, vocês que os criaram uma arma e não esperavam que ela se voltasse para vocês, todos nós devemos pagar. -dizia Hefesto, o deus manco mas tendo o mesmo parte físico de Ares.

-Mas é claro! -Todos sabiam da resposta de Ares. -Que não! -todos olharam chocados, o Deus da Guerra não queria a carnificina dos humanos?

-Eu apoio a destruição dos humanos. -dizia Hera, então cabia decisão de manter a humanidade viva era de Zeus.

-Vamos papai, decida-se, se vamos brincar ou não de matar! -dizia Ares.

Zeus abria seus olhos que em seus globos oculares eram puro relâmpago, para depois virarem num doce azul-céu no dia mais belo de primavera.

-A humanidade não vai ser destruída, mas sim sua patrona. Se ela não quiser ser destruída terá que sacrificar a humanidade.-Era uma decisão equilibrada, mesmo que a humanidade sobrevivesse, o próximo patrono da humanidade poderia destruí-la a vontade, e com Athena morta Zeus teria menos um filho para se preocupar, já que a maldição de seu pai diz que ele morrerá para um filho dele. E Athena era a mais provável.

Todos os Deuses começam a se levantar, mas Hermes pede a atenção de todos.

-Um momento, temos mais um assunto a ser discutido. Sobre o lugar vago que Hades deixará. -Zeus e Hera torciam para que esse assunto não fosse tocado. -Afinal, quem tomara conta do mundo dos mortos?

Todos voltaram aos seus respectivos de lugares, era um fato que Hades deveria ser substituído, mas a pergunta era por quem? Um novo deus teria que acender o trono Olimpiano do submundo, e como seria a escolha?

-O novo deus dos mortos deverá ser aquele que matar Athena, seja pelas próprias mãos ou por um dos seus servos. -Os olhos e ouvidos da platéia divina se chocaram, quer dizer que qualquer um deles poderia ser o novo deus do Submundo. -Mas até esse dia chegar, Ares tomará conta do mundo dos mortos, a partir de agora!

Todos ficaram surpresos com a decisão de Zeus, a pergunta que era sussurrada era “porque Ares?” Mas para os deuses olimpianos ali presente fazia sentido, para governar o mundo dos mortos era necessário muita energia, e Deuses só podiam sair de seus reinos quando reencarnavam, Ares odiava assumir forma humana, e mesmo que ele provocasse uma guerra, todos os combatentes estariam mortos.

-E todos os deuses podem reencarnar; exceto Héstia, que ficara como líder no meu lugar; Hermes que atuara como sempre de Mensageiro, e Ares, que permanecerá no mundo dos mortos. Todos aqueles que desrespeitarem minha ordem serão mortos. -Zeus se colocava como o verdadeiro Deus dos Deuses, por mais que Apollo e Arthemys quisessem se opor não era possível, a decisão dele era suprema. -E que acaba aqui.

Todos os deuses começam a se retirar, Apollo e Arthemys saem juntos trocando olhares contra Ares, e o mesmo revida os olhares de Arthemys e Apollo, e ameaça atacar um curto gesto, fazendo ambos se assustarem antes de saírem. Héstia sai com Deméter, com a cabeça dela em seu ombro a reconfortando. Hefesto procurava Afrodite que estava flertando com Odin, e este que se colocava impassível, resistindo bravamente aos encantos da Deusa da Beleza, e furiosamente ele sai mancando. Hermes fora o ultimo a sair, olhando a reação de cada Deus, e avaliando seus rostos, para logo olhar para Zeus e Hera e sair logo em seguida.

Os únicos que permaneceram foram o casal divino e supremo, Hera e Zeus. Hera acariciava o marido, lembrando que ela amava seu jeito imponente e seu poder; mas Zeus segura a mão de Hera e começa a aperta-la, para logo em seguida larga-la e se levantar.

-Sinto que provoquei a morte de nós todos. -disse Zeus sem se virar para sua mulher.

-Porque? Sua decisão foi correta meu amor. Héstia é tão devota por paz, um pouco menos que Astéria, e um pouco mais que Athena; Ares esta de mãos atadas; Athena vai morrer, e tudo se resolverá! -Dizia Hera cuidando da própria mão, que quase fora destruída pela frustração de Zeus.

-Sim, e isso é perfeito demais. - dizia Zeus, procurando algo em sua mente que parecia fugir. -Mas pode ser só impressão. E não me espere.

-Sim, meu senhor Zeus. -Hera sabia que ele iria atrás de uma de suas amantes. Ela amava Zeus por seu poder, mas como ela odiava aquela demonstração de poder sobre ela. Talvez fosse bom que Athena matasse ele.

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Já muitas dimensões distantes dali, nos campos elissius, porém uma parte que fora esquecida a milênios pelo próprio Hades. Tanto que nem foi tocada pela destruição provida pela batalha que cominou na morte de Hades. Havia doze seres ajoelhados numa formação triangular, a primeira na formação era May, a única que não suava uma mortalha de trevas, e com a espada vítrea a sua frente, esperando ofereça-la a alguém.

A frente da formação estava um monumento estranho. Uma caixa acorrentada, com seis estatuas segurando uma corrente cada. Cada uma representando um poder divino, uma das correntes era branca e era a mais frouxa, mas com a aparência mais solida, outra estava enferrujada como se estivesse por anos sobre o efeito da maresia, a terceira era recoberta de plantas, flores, frutos e outras ramificações de uma vegetação; a quarta era toda feita de um metal sombrio e escuro, que chegava a roubar a vida em torno dela; a quinta era a mais apertada e opressora, mais era a mais ela, em cada elo havia esculpido uma história, e a sexta e ultima não era uma corrente, mas sim um relâmpago.

A caixa mais parecia uma urna funerária do tamanho em que cinco pessoas caberiam confortavelmente; porém tinha entalhes em um grego tão arcaico quanto divino, cheio de maldições, pragas, lamurias, tristezas, horrores; e sem repetir uma palavra sequer.

Até que durante um momento, tudo parou.

O vento, o sol, as flores, as nuvens, até mesmo as construções em ruínas pareciam parar.

A corrente que roubava vida se quebrará se tornando pó, para logo o mesmo pó que mal caberia num dedal sumisse, e a sua respectiva estatua tomava o mesmo destino. E a corrente que estava com cheia de vida não era a mesma, já fazia algum tempo que parecia que o inverno havia chegado para a corrente, murchando flores e frutos, e adquirindo um aspecto mais quebradiço. Essa foi a segunda corrente a se partir.

A terceira fora a mais enferrujada pela inexistente merecia que derreteu-se formando uma substancia pastosa; a quarta fora a melhor decorada, apesar de forte cada elo seu fora forçado destruido a todos igualmente; a quinta fora o relâmpago que simplesmente afinava como se perdesse a energia até extinguir-se.

A misteriosa caixa começara a se abrir, mas a corrente branca que antes pendia frouxa se apertara trancando a caixa de novo. A estatua que representava a ultima corrente agora segurava a sua corrente com as duas mãos. Era possível ouvir um urro de dentro da caixa. Cada palavra de mau-agouro começara a sair em quase uma forma divina e voava para longe. Enquanto a ultima corrente começava a se quebrar.

Apenas quando a ultima palavra se soltava do monumento, que era uma palavra que se aproximava do apocalipse porém pior, se libertava. A corrente se partira, e um homem saia de lá. Exausto e cambaleante, ele trajava uma armadura nunca vista, era vítrea assim como a espada de May, era uma beleza única. O próprio cavaleiro era lindo, de olhos azuis e de um loiro brilhante, podia ser considerado um deus na aparência, mas a beleza dele não era como a divina, era alcançável. Não havia constelação que alcançasse aquela armadura. Ela praticamente era feita de diamante, mas não o diamante vindo da terra, depois de sofrer com a pressão, temperatura e a passagem dos anos, mas sim um diamante divino.

O cavaleiro de diamante divino cairia e fora aparado pela mortalha de olhos rubros.

-Que bom que esta conosco novamente mestre. -dizia o ser de olhos rubros.

-Filho é você? -perguntava o cavaleiro tocando no rosto de quem o aparava, pois a claridade dos campos elissius o cegará momentaneamente.

De repente uma pena branca cai suavemente ao chão sobre a espada vítrea, e se torna uma pomba branca. Era o sinal.

-Sim pai, sou eu. Enock. -ao dizer isso, um rosto idêntico ao do cavaleiro cambaleante, porém de olhos verdes.

-Você não pode falar seu nome meu filho, não lembra da maldição? -dizia o cavaleiro de diamante, colocando a mão na boca do filho.

-Não meu pai, a maldição não funciona aqui. Temos um deus do nosso lado!

-É ele?

-Sim!

-Então tenho que cumprir minha promessa. - O cavaleiro olhava os outros dez que estavam ajoelhados e enquanto sua visão deixava de ser turva, ele reconhecia a todos. -Zillah, Set, Ada, Lilith, Oni, Baal, Jocasta, Echuu e Lamia. -Os primeiros cavaleiros que serviram aos deuses, quando eles nem eram chamados de cavaleiros, num tempo onde a palavra herói já bastava. -E onde estão os outros?

-Cumprindo outras tarefas meu senhor. -dizia Enock.

-Mestre, aqui esta a sua espada. -May entregava a espada ao cavaleiro de diamante que a olha, e como sempre tinha o mesmo fio.

-Obrigado por cuidar dela Zillah! -o Cavaleiro acariciava seu rosto como um adulto acarecia uma criança de 3 anos. -Mas se estou aqui significa que um deles morreu? Qual?

-Foi Hades, decidimos que ele seria a primeira vítima. -dizia Oni que fora Kellen de Taça.

-Então foram vocês que o mataram? Se arriscaram muito! -dizia o mestre daquelas doze pessoas.

-Não mestre. -dizia Baal que fora Aistar de Harpia. -Nós esperamos o momento certo, treinamos e guiamos indiretamente os novos assassinos de deuses.

-Então, há mais humanos que podem matar deuses, isso é bom!

-Agradeça isso a seus descendentes. Foram Zillah, Ada e Enock que planejaram isso. -dizia Lamia que fora Anya.

-Então novamente os deuses temeram os humanos, isso é muito bom. E é claro que vocês já pensaram nisso não é? -dizia o Cavaleiro de Diamante ao seus três descendentes; Zillah, Enock e Ada. E ambos sorriram acenado positivamente suas cabeças. -Todos temeram a Caim e os Cavaleiros Assassinos de Deuses. Que comece a era dos Humanos!

A Morte dos Mortos


-Olhe direito Hades, pois esse é o cosmo que matará um Deus!

Hades forçava a vista mais para longe e via os três cavaleiros de ouro que estavam faltando na luta, na posição da Exclamação de Athena; mas essa era diferente. Áries e Câncer estavam ajoelhados a frente de Sagitário que estava um passo atrás deles e com o arco e flecha visando o coração de Hades, mesmo com Tao na linha de tiro.

Mas não era só isso, as armaduras dos três começavam a ganhar feições maiores e artísticas, como uma Kamui, a armadura divina dos deuses. Os ante-braços da armadura de Câncer pareciam formar pinças enormes além de cada vez estar mais pontiaguda; a de Áries se mostrava mais solida, e mas curvilinea dando impressão de ser uma escultura ao invés de uma armadura; e a de Sagitário ganhava aerodinâmica, e com asas que cobriam totalmente as costas de seus dois companheiros ali ajoelhados, fora o arco que crescerá a proporção de uma de suas hastes alcançar o chão.

Hades estava horrorizado, de onde sai tanto poder dos humanos. Hades sentia novamente o desespero da morte chegando, era o momento de distração que Tao necessitava apara sair, num movimento único e explosivo empurrar-a a espada e tirava seu escudo de Hades, se impulsionando para o mais longe que pudesse.

Tao e os três cavaleiros de ouro cruzaram os olhares, esse era o sinal!

Dincht e Lithos aumentavam seus cosmos ao ápice, num nível que os corpos de ambos não poderiam aguentar, e Aurus disparava a flecha de Sagitário para num segundo movimento igualar o nível de cosmo que seus companheiros alcançavam. Três cosmos em um foi disparado sendo o enfoque a flecha, um cosmo que com certeza mataria a qualquer ser vivente.

Mas Hades discordava disso e agora mortal, ele prezava a sua vida acima de tudo. E usava seu eclipse mortal contra a Exclamação de Athena.

Tao com o impacto dos dois poderes fora jogado para longe, perdendo-se de vista dos outros cavaleiros. E os cavaleiros de prata estavam tentando se manter com grande dificuldade, já que estavam atrás de Hades, bem na linha dos golpes. Demiris, Renam e Seto mal se viam com a nuvem de destroços que iam em direção deles, e não conseguiam se comunicar por cosmo pois já era esforço demais se manterem no mesmo lugar, porém eles ouviam vozes que não permitiam eles desistirem.

“... então matem Hades por mim...”

“...vinguem os cavaleiros de prata...”

“ ... vocês são tão poderosos quanto os cavaleiros de ouro...”

Demiris se força a ficar de joelhos e com as mãos em posição de disparo; Renam e Seto se aproximam pelas laterais de Demiris e se colocam em posição, eles estavam tão perto que eles finalmente puderam se ouvir.

-Já quebramos tantas lei, uma a mais uma a menos não vai fazer diferença mesmo! -dizia Seto.

-E ai Renam? Alguma ultima palavra heróica? -dizia Demiris.

-Foi uma honra matar Hades. -diz Renam com um sorriso no rosto.

-EXCLAMAÇÃO DE ATHENA!!!!!

Hades sentia uma segunda energia atrás dele, pensava que era Tao, mas não era, eram os cavaleiros de prata assim como os cavaleiros de ouro falecidos eles estão atacando eles de ambos os lados; mas Hades não esperava que os cavaleiros de prata soubessem a exclamação de Athena. Na verdade, até os cavaleiros de ouro não sabiam disso.

Hades recua seu ataque e o transforma em uma redoma protetora, e ao notar pela segunda vez as armaduras de Demiris ganhava asas, a de Renam ganhava espadas nos braços e a de Seto mantia a ganhara a aerodinâmica do seu golpe selado. As armaduras de prata também viraram Kamuis, mas mesmo assim era questão de tempo, pois eles estavam dando a sua vida, enquanto Hades usava o resto do poder do Eclipse que estava ocorrendo.

Até que uma terceira fonte dourada aparecia sobre a de Hades, eram as doze armas de libra formando um zodíaco, e no centro ao canalizando o mesmo golpe que matará Hypnos e Tanathos. Seu golpe chegava a cobrir o eclipse que formava-se.

-FORÇA GRAVITACIONAL!!!

A esfera de poder de destruição em massa aliada as outras duas exclamações de Athena, era a certeza que todos ali iriam morrer. O choque de quatro energias tão poderosas começavam a não só destruir os lutadores, mas sim, toda a realidade a sua volta. As ligações atômicas se desfaziam com o poder que era posto aprova. E se aquilo permanecesse, talvez todos perdessem.

Até que uma nona energia chegava no campo de batalha, caminhando sobre a tempestade de cosmo hostil tranquilamente. Todos sem perder a concentração de matar ou sobreviver viram o intruso. Era um espectro de Hades, com sua armadura em cacos, com apenas uma asa com a estrutura de se manter na posição original, com cabelos curtos e negros, assim como seu olhar. Era Aquila de Garuda.

-Aquila, mate esses qualquer um desses cavaleiros, para que nós possamos vencer! -Ordena Hades ao espectro, os cavaleiros de ouro sabiam que se fraquejassem Hades poderia vencer, se qualquer um deles fosse atacado então, seria o fim de todos os esforços.

O espectro olha em volta numa expressão muito cômica, e numa expressão de não ter encontrado o que procurava, coçava a cabeça.

-Desculpa, mas não tem nenhum espectro aqui. Só vejo sete cavaleiros de Athena e um deus que vai morrer! Ops, comigo são oito! - Não era Aquila, mas sim Rhodes. O sorriso dos três cavaleiros de prata de felicidade se misturavam as suas lagrimas; enquanto Tao ria das micagens tradicionais de Rhodes, mesmo em situações criticas.

Num súbito movimento, Rhodes desaparece e aparece atrás de Hades; dentro de sua redoma. Agarrando pelas costas, os cavaleiros de prata se desesperam, mas por ordem de Tao eles continuam lançando todo seu poder na exclamação de Athena.

-O que você pensa em fazer? -dizia Hades sem saber o que aconteceria.

-Simples, quem melhor que um morto pra matar o deus dos mortos? -era possível ouvir a voz de Demiris nesta citação. -Mestre Tao, obrigado pela confiança e por me treinar e me aturar, serei eternamente grato. Aos cavaleiros de ouros, conheci seus mestres; todos pessoas mais dignas que cavaleiros; e vocês são mais dignos de ser seus sucessores; Clair, Hector e Sidarta ficariam orgulhosos de vocês. E vocês meus filhos, são os melhores. Continuem assim!

Todos os cavaleiros choravam por nunca sentir tamanha humildade e dignidade num só cosmo, e na pena de tão valorosa pessoa se sacrificar daquele jeito.

-E você Hades, vai sentir o golpe supremo de de Rhodes de Serpentauro. DEVORADOR DE MUNDOS!!!

Como num piscar de olhos, toda a energia some além de Rhodes e Hades. Tao, Demiris, Renam e Seto sabiam o que acontecia no devorador de mundos. Toda energia era acumulada e transportada para um lugar a desígnio de Rhodes para sofrer o choque final lá. E o oponente sofria o ataque junto com ele, sem chances de defesa. O real golpe suicida!

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Já no espaço, Rhodes e Hades reapareciam cruzando os olharem e Rhodes erguendo o dedo médio para Hades antes do golpe destruí-los, e sem a fonte do eclipse mortal a Kamui se desfazia. Proclamando assim, a morte de um mortal que fora um Deus por um morto.

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Todos caiam no chão e com as Kamui se desfazendo nas armaduras originais.

Os cavaleiros de prata desmaiam. Não mantendo nada, pois além de jogarem praticamente sua vida no golpe, perderam pela terceira vez a pessoa que eles tinham como pai, mestre e quase um deus.

Os únicos que se mantiam com consciência eram os cavaleiros áureos.

Mas naquele instante tudo parou, o ar, o som, a luz parecia mais cálida, é como se nem as forças da natureza acreditassem no que aconteceu. Um deus morto por mortais, não meros mortais mas ainda sim mortais. Após as perdas de vidas valorosas e insubstituíveis, logo a diante, o cadáver de Hades, o deus do submundo mortos. E debilmente em pé, três cavaleiros de ouro antes altivos usando o resto de suas forças para manteassem em pé.

- Como nós fomos capazes de fazer isso? Como matamos um deus? -Diz Dincht de Câncer como se não acreditasse que realmente tivessem matado Hades.

- Será que somos pecadores é minha pergunta. O que os outros deuses diriam sobre esse sacrilégio? - fala Lithos de Aries se apoiando em um dos tridentes de libra pra não cair.

- Ou até pior, o que Athena diria? -fala Dincht recolhendo um dos nunchakus que usou para lutar.

- Não ligo para que os Deuses pensam sobre nós, eles não pensaram quando nos tornaram cavaleiros, eles nos deram o poder para nos defender, mas eles quiseram nos escravizar, nos matar. Apenas revidamos com a mesma moeda. - Fala Aurus de Sagitário, caido pois não tem forças para se levantar.

- Mas olhe a que preço isso nos custou. Nossos amigos, nossos irmãos mortos. Será que valeu mesmo apena? - fala Dincht examinando o corpo de Arkam de Gêmeos, que ele vê que está morto.

Mas quando nos tornamos cavaleiros, nós sabíamos que isso poderia acontecer. - diz Lithos para Dincht com lágrimas nos olhos.

- Mas nunca estaríamos prontos pra isso, nem se fossemos eternos – diz Dincht levantado olhando para Lithos.

- Deixem de se lamentarem, lutamos pelas pessoas que não tem o poder para lutar, defendemos as pessoas que não tem poder para se defender. Chorar ou lamentar a perda de um cavaleiro de Athena é sofrer em vão, afinal não é essa nossa sina? Morrer combatendo o mal? -Diz Aurus em frangalhos apoiando-se em seu arco. - Certo Mestre Tao?

- Todos vocês estão certos. -diz o imponente cavaleiro de libra, que apesar de seus ferimentos nunca perdeu seu ar imponente e majestoso. - Fizemos o que tínhamos que fazer, mas nunca em nossa história humanos mataram deuses, talvez sejamos heróis, talvez pecadores de um ato que nem nossa querida deusa iria nos perdoar mas ela apesar de não ter reencarnado ainda faz morada em nossos corações. -fala o cavaleiro de libra sem olhar uma única vez para os outros três cavaleiros de ouro. - Concordo também com Dincht, nunca em toda minha existência eu vi tamanho massacre, mas tudo que podemos fazer é esperar que os cosmos de nossos companheiros retornem na forma dos próximos cavaleiros que iremos treinar.

- E pensar que somos os cavaleiros mais poderosos de toda a história, afinal matamos um Deus! - Diz Aurus se vangloriando.

- Não, tivemos apenas sorte -diz Lithos

- Não Lithos, nós não o matamos foi Rhodes, lembra, o guerreiro que morreu junto com Hades e os três cavaleiro de prata aqui caídos- diz Dincht conferindo se eles ainda estão vivos e transferindo parte se seu cosmo para estabilizar seu ferimentos.

-Sim, eles são os verdadeiros heróis, atravessaram todo o inferno detendo os espectros que apareciam, para nós passarmos, atravessaram do tártaro para os campos elissios sem temer a morte, e lutaram como nós! E eles que trouxeram Rhodes, até aqui, eles sim são os matadores de deuses. - Diz o Mestre Tao de Libra.

-Não podemos esquecer também da amazona de prata e aquele pequeno cavaleiro de bronze que detiveram que os outros espectros destruíssem o Santuário. -diz Lithos olhando para o céu.

-É mesmo, também sinto os cosmos deles - diz Aurus surpreso!

-Mas apesar de tudo sinto que cometemos uma afronta aos grandes deuses, ainda acho que foi um erro nosso, um grande erro... - diz Dincht sentido um grande pesar em seu coração.

Sagrada Morte


O eclipse estava formado, a força que aquele fenômeno possibilitava Hades a manter os planetas alinhados, assim o sol seria bloqueado, tornando assim a superfície um lugar de morte, transformando a superfície em um dos seus domínios. Esse era o plano original, mas ele agora não queria mais nada, há não ser matar esses cavaleiros que o transformaram em um humano. Com a força do Grande Eclipse, sua suplicie se tornava uma Kamui. A armadura divina que os deuses usam, mas que por algum motivo eles eram proibidos de usar. Mas para Hades, nada mais importava.

Tao, Dincht, Aurus e Lithos olhavam aquela cena assustadora. A armadura que estava em pedaços agora ganhava o molde da armadura digna do deus da Morte. Com três pares de asas maiores que o comum, maiores que as de Sagitário, era possível ver almas passando pelo purpura de sua armadura. Só duas coisas não mudavam: o corpo de Hades, que estava com todos os ferimentos e a espada a qual estava a alma de Nêmesis.

-Vocês me pagarão miseráveis! -Hades flutuava no ar, como se fosse a entidade criadora de tudo, o que naquele mundo poderia ser verdade.

-Não temam!!! -gritava Tao aos outros três cavaleiros que estavam a dois passos atrás dele sem se virar. -Se falharmos não perderemos apenas nossas vidas, mas destruiremos a humanidade e de nada adiantara todas as mortes que ocorreram para chegarmos até aqui!!!

Os três estavam com medo, mas as palavras de Tao não lhe retiraram o medo; porém as mesmas lhe deram forças para continuar a sua luta! Lithos pegava o tridente que estava com Tao e o escudo que estava com ela volta para o braço direito de Tao; Dincht novamente girava as hastes livres do nunchakus concentrando seu fogo-fátuo neles; e Aurus colocava a sua única flecha de ouro na corda do arco, mirando para Hades. Naquele momento, não havia mais medo ou excitação, nem dos cavaleiros de ouro e nem do deus dos Mortos.

Num grito de guerra incompreensível que tudo o que fazia era exprimir o sentimento dos quatro cavaleiros de ouro iam em direção de Hades.

-FORÇA GRAVITACIONAL!!!!!!!!

-REVOLUÇÃO ESTRELAR!!!!!!!!!!

-FOGO-FÁTUO!!!!!!!

-FLECHA DA JUSTIÇA DE SAGITÁRIO!!!!!!!

As quatro energias áureas se misturam como se fossem só uma, indo com todos os sentimentos que eles tinham em seu intimo e ao extremo. A flecha de Aurus parece unir os ataques num único ponto, o coração de Hades. Como a flecha de fogo que iria romper o coração das trevas. Hades com um comando simples de mão para a flecha, e a faz girar freneticamente no ar. Parando a sua ponta em direção aos cavaleiros, e se dirigindo em direção a eles.

Aurus, Dincht e Lithos não acreditam que a flecha esteja voltando, era impossível! Antes que eles possam fazer alguma coisa, Tao explode seu cosmo fazendo, atacando os três, e ao mesmo tempo o jogando longe e diminuindo o impacto da flecha. Mas mesmo assim, a flecha atravessa seu peito, sem ao menos Tao podendo se defender. Possivelmente tenha pegado no coração.

Hades não deixa tempo o suficiente para os cavaleiros raciocinarem, e lança uma verdadeira tempestade de matéria negra sobre os cavaleiros. Tao consegue ainda se manter de pé e colocar os dois escudos na sua frente. Mas os cavaleiros de ouro não conseguem acompanhar essa velocidade, e eles apenas vêem a tormenta de trevas indo em sua direção, e num gesto momentâneo e simultâneo, os três fecham os olhos esperando sobreviver a este ataque.

Mas no momento que eles fecharam os olhos, eles não sentiram o golpe no tato, mas sim algo viscoso. Ao reabrir os olhos, eles viram o que para os três era impossível. Três cavaleiros de prata chegaram e estavam bloqueando o ataque, com seus corpos e com pares das armas de libra; mas não eram simples cavaleiros de prata, mas sim os discípulos de Rhodes. E suas armaduras estavam reluzindo um dourado similar as próprias armaduras de ouro.

O ataque cessa, pois nem mesmo Hades acredita naquela cena. Tao de Libra havia conseguido sobreviver ao ataque repelido e ainda tivera tempo para se proteger e liberar três pares de armas para os cavaleiros de prata. E esses garotos ainda protegeram os outros cavaleiros de ouro.

Obviamente Demiris, Renam e Seto não ficaram ilesos. Seu sangue escorria pelo corpo, tanto por cima tanto por debaixo da armadura.

-Vocês estão bem? -pergunta Renam que esta com as duas espadas de libra, olhando para Aurus.

-É claro que eles estão bem, nós os protegemos! -retruca Seto, conferindo também se Lithos havia se ferido, e se apoiando nas barras triplas.

-Chega de papo suas velhotas. Vamos, temos um deus para matar! -dizia Demiris, vendo que ele protegera o grande Dincht e pensando que só faltou a Lucrécia pra proteger o Grande Mestre, e segurando um pouco mais forte os tonfás.

Os três ignorando todo cansaço, e todos os ferimentos que já sofreram investiam passando por Tao, sem ao menos olhar para ele. Não havia tempo para cuidar do mais forte dentre eles, eles tinham que cumprir uma promessa. Hades, aceita a provocação e desce ao chão para ataca-los também. Os três de prata sentiam o poder fluindo pela suas armaduras e pelas armas de libra, o mínimo que eles deveriam fazer é utilizar esse poder em Hades, assim eles pensavam.

Como sempre o primeiro a atacar era Seto que em vez das suas correntes usava as barras triplas para designar tal serviço. As quais não chegaram a acertar Hades, que disparou uma rajada negra que o jogou pra longe, fazendo Hades o perder de vista. Renam e Demiris atacavam pelas laterais com, respectivamente, as espadas e os tonfás, mas os dois tiveram o mesmo destino de Seto, levando rajadas negras à queima-roupa, mas não foram jogados para tão longe, e voltaram para atacar Hades.

Hades segura os pescoços de Renam e Demiris, o sufocando-os. E como uma brisa cortante, Hades vê Seto com as barras triplas em forma de bastão no estomago dele. Com um movimento brusco Demiris tenta quebrar o braço de Hades com o Tonfá, mas apesar de não conseguir ele é solto; e Renam tenta acertar o pescoço de Hades, mas ele o joga rapidamente no chão, evitando o ataque. E se prepara para atacar Seto que estava ali, parado na sua frente!

Hades lança uma imensa rajada negra em direção de Seto, o qual rapidamente usava as barras triplas como escudo, bloqueando o ataque. Apesar de Seto estar afundando no chão ele se mantia de joelhos suportando o golpe. Enquanto Demiris e Renam focalizavam, respectivamente, a Cadência de Meteoros e a Lâmina de Gladius nas armas de libra. Hades esperava o movimento dos cavaleiros de prata para ele mesmo tomar um movimento.

Mas, o primeiro ataque veio de Seto, que girava as armas de libra que ele carregava formando um grande furacão áureo que jogava Hades para cima! Seto usara força demais e voltava a se ajoelhar. Hades se surpreende, pensando que apenas os cavaleiros de ouro podiam rivalizar com os deuses. Mas rapidamente ele já havia sendo atacado por rajadas de luz que se movimentavam a velocidade da luz, era Demiris atacando por cima jogado Hades para baixo.

Hades lança mas uma de suas rajadas negras divinas, mas Demiris aceita a rajada de peito aberto e continua a lançar seus meteoros. Demiris tenta o máximo se desviar sem parar de atacar, e acaba tendo o ombro muito ferido e ainda sendo jogado para longe dali. Hades tentava planar com as asas de sua Kamui, mas bruscamente caia, eram as armas de libra novamente, as barras triplas amarravam suas asas e os puxavam para baixo. E uma dor o ataca nas costelas, era o cavaleiro do signo de Gladius que forçava as espadas de libra sobre a Kamui do Mundo dos Mortos até encontrar a carne de Hades.

Hades urrava de dor, pegando rapidamente o rosto do cavaleiro e aplicando suas rajadas negras no ventre de Renam. Seto num subto impulso vai ajudar o amigo, pois Hades era demasiadamente forte para qualquer um deles sozinhos. O que Hades realmente esperava, lançando Renam em direção de Seto, que o pega sem excitar, erro tático básico deles, pois a rajda negra já estava em anuncio nas mãos de Hades, a regra para a formação de luta dos três era "não se importar com o outro pois ele vai sobreviver”.

-Ainda tem o Demiris... -Disse Renam quando foi pego por Seto.

O que era verdade, ele atacava Hades em seu lado cego com a Centelha de Terencius, canalizada nos Tonfas de Libra, fazendo que Hades disparasse a imensa rajada negra em outra direção.

Os tres cavaleiros de ouro estavam em choque, três cavaleiros de prata com poderes dos de ouro e ainda com uma cooperação em equipe como se fossem uma única pessoa. Lithos, Dincht e Aurus, largaram seus pensamentos de admiração\inveja sobre os cavaleiros de prata e foram em direção ao Grande Mestre, que estava ajoelhado.

Ao chegarem próximo viram Tao de Libra tentando tirar a flecha dourada de seu peito que, por cinco centímetros, não atravessara seu coração. Lithos iria impedir que Tao fizesse isso, mas foi segurada por Dincht pela cintura, enquanto Aurus tentava tirar a flecha, afinal, ele já tivera essa experiencia diversas vezes em seu treinamento. Torcendo a flecha em 180 graus para afrouxar a flecha e ter a mesma direção do ferimento para não romper mas nenhuma veia ou artéria.

-Aqueles garotos são únicos, os verdadeiros herdeiros do poder de Rhodes. Nada mais justo, Rhodes era um grande homem, tinha que ser substituído por não apenas um mas três seres. -Tao falava com saudosismo do antigo discípulo, o treinador de cavaleiros, o cavaleiro sem armadura. -Eles são poderosos não por treinarem arduamente, mas sim porque não a hesitação em seus golpes, em seus objetivos. Acho que isso diferencia-los de vocês.

Tao levantava ainda com o peito sangrando, fechando a mão de Aurus na Flecha de Sagitário.

-Ouçam o que vocês vão fazer, essa será a minha última ordem... -Os cavaleiros ouviram a última ordem de Tao e ficaram chocados. Não era possível fazer aquilo, já eles iriam fazer algo proibido aos olhos de Athena, e ainda fazer algo inédito. Mas a resposta de Tao aos argumentos dos cavaleiros de ouro foi. -Temos que matar um Deus.

Os três se calaram.

Ao perceber que os três jovens áureos entenderam sua última ordem, ele ia em direção aos três garotos de prata para ajuda-los, e dando tempo para que a última ordem...

-Mas Quirón, imagine se isso fosse feito. Poderíamos muito bem vencer um Deus de Casta Baixa, ou até mesmo um Deus de poder semelhante ao de Athena.

-O que você pede é insano Tao, poderíamos em tese destruir tudo. Seja inimigo, amigo, nós próprios e aqueles que quiséssemos proteger. Todos iriam morrer. -

-Não estou perguntando a você, Astéria. Para esse golpe se realizar é necessário o poder de Quirón para isso.

-Isso não será permitido Tao, se eu proibi que vocês usassem o MEU golpe, o que dirá essa monstruosidade que você pensa em criar!

-Mas Athena...

-Ouviu Athena, Tao? E eu nunca ensinaria ou promoveria a minha linha de sucessores a tal barbárie épica.

-Desculpem-me Quirón, meus irmãos e Athena...

A luta dos três cavaleiros de prata já havia terminado para Hades, eles estavam em estados precários e Hades com três rachaduras em sua Kamui; comparando o que os cavaleiros de ouro fizeram como ele, esses cavaleiros de prata estão no mesmo nível. Se não fosse o eclipse e a Kamui, ele já estaria morto. Mas ele lembra de que qualquer maneira ele iria morrer, afinal ele era um humano agora...

Demiris, Renam e Seto não acreditam na força de Hades; eles haviam o subestimado, se eles praticamente se mataram para matar o espectro de Garuda, o que dira para matar o Deus do mundo dos mortos.

-Acho que no final não somos tão bons assim, acho que vamos morrer derrotando Hades. -dizia Seto apoiado em uma das barras triplas.

-Cumprir uma promessa pela metade é melhor do que não cumprir promessa nenhuma. - Renam estava ajoelhado, com as duas espadas de libra encravadas no chão, porém ele ainda as segurava.

-Fale isso por você! - dizia Demiris em iguais condições precárias de seus dois companheiros. -Eu vou dar um jeito de matar um deus e NÃO VOU MORRER!!!

Hades se impressionava com os cavaleiros de prata, afinal eles tinham cosmos equivalentes aos de ouro, mas tinha uma determinação que não havia igual. E ao que parecia, eles não sabiam que o Deus dos Mortos era tão mortal quanto eles. A determinação dos humanos era impressionante, e agora ele entendia isso. Mas era uma vingança, não poderia haver admiração pelos inimigos, mas sim o desejo de morte!

-Humanos desgraçados, vocês...

-CALA A BOCA!!!

Hades recebera o golpe de Tao de Libra, a Força Gravitacional, de surpresa. Hades conteve a maciça energia mas não ileso, suas mãos ficaram em carne viva com esse golpe. Os cavaleiros de prata olham para o cavaleiro de Libra e vêem que ele não esta em melhores condições que eles próprios, mas que era impressionante usar esse nível de energia para atacar. Mas dessa vez, eles não olharam para a autoridade que Tao exalava como grande mestre; mas viam o olhar que eles herdaram de Rhodes nele, ali não era o Grande Mestre, mas sim o cavaleiro de Libra.

Os três olharam para si acenando as cabeças positivamente, e perceberam que aquela luta não haviam só eles três! E avançavam contra Hades!

Hades se livrava do golpe de Tao, jogando-o para cima! Apenas para receber no abdômen a barra tripla que estava ma posse de Seto e um dos escudos de libra que estava com Tao. Ao apontar as mãos abertas para descarregar sua energia, Demiris atacava Hades com seus meteoros, que obstruíam a única vista de Hades.

Renam vindo do nada, aparece subitamente acima de Hades encravando as espadas de ouro nos ombros de Hades. Hades urra de dor, e com o bater de suas seis asas, os ventos produzidos por Hades derrubam Renam que não consegue levar as espadas com ele. Ao notar novamente a sua dianteira, fia suas mãos sendo amarradas por Seto e Tao pelas armas de Libra. E eles se afastando em direções opostas, deixando os braços dele esticados, sem defesa.

Quando Hades tentava focalizar Seto e Tao, novamente é atacado, ao olhar para seu toráx os dois tonfas estavam em seu peito. E Demiris indo em direção direta de Hades com a guarda toda aberta, Hades focalizava um ponto a sua frete coletando sua energia negra. Ao disparar a rajada, Demiris salta, tendo seu pé pego, mas seu alvo não era Hades, mas sim as espadas de ouro encravadas, ao segurar elas e seguir o fluxo da queda, Demiris acaba aumento o ferimento de Renam iniciara, e arrancava a espada do corpo de Hades, as lançando de volta a Renam, o qual as pega, e vai em direção de Demiris.

Hades usa uma explosão de cosmos, que joga todos para várias direções. Inclusive os Tonfas que estavam em seu peito. Hades ajoelha pois seu corpo já não aguenta lutar por tanto tempo, mas percebe que seu braço esquerdo ainda estava amarrado, e começara a ser puxado. Vindo da poeira, Tao surge investindo o escudo com a parte laminada visando o pescoço de Hades.

Hades consegue bloquear o golpe com o mesmo braço que estava amarrado, e ataca também o pescoço de Tao, que segura o golpe com seu braço direito, o mesmo de onde vem o escudo que segura o braço de Hades. As correntes eram tencionadas de tal maneira que as faiscas de cosmos negro e áureo transpareciam.

Ambos se olharam nos olhos pela primeira vez na história se cruzaram de maneira igual. Não havia superioridade, apenas olhos que desejam a morte um do outro. De repente uma grande explosão de cosmo é sentida, um cosmo com uma força tremenda. Um cosmo único.

Hades não acredita que um dos Deuses do Olimpo viera ajuda-lo, mas quem seria? Zeus? Poseidon? Apollo? Ares?

Tao sorria pela cara de esperança de Hades!

-Olhe direito Hades, pois esse é o cosmo que matará um Deus!

Padecendo no Paraíso

-Ora sua... -Hades queria ter uma palavra que ofendesse Nêmesis, mas nada podia exprimir seu ódio em palavras! Ele trincava os dentes, quase os quebrando.

-Fizeram um bom trabalho crianças. -diz Nêmesis tremendo com a excitação da batalha. -Deixe que eu vou me livrar dessa maldita espada que ele carrega. Afinal sem essa arminha, ele não é nada. Ai vocês podem prosseguir com o seu plano.

-Nêmesis, sua... sua... -Hades ainda forçava-se a pensar numa palavra, mas nada vinha a sua cabeça. Mas era verdade, a sua espada é a sua única resguarda contra esses cavaleiros. Mas que plano era esse, ele sabia que estava preso em um corpo humano, mas ele sentia que era temporário, afinal suas habilidades estavam voltando ao pouco com a batalha.

Nêmesis\Grael passando a língua pelos dentes acaba cortando a língua em um de seus longos caninos e apreciava o gosto de seu próprio sangue. E sorria pela ingenuidade de Hades.

-Olhe seu corpo, seu estupido!

Hades percebia que letras gregas em dourado começavam a subir pelo seu corpo apartir de seu abdômen. Ao reparar melhor, essas mesmas letras já estavam em seu pescoço, em seus ante-braços e suas coxas. Ele começa a se perguntar o porque dessas letras, e como elas apareceram sem a sua vontade. Aquilo o soava como uma maldição, um selo de Athena, mas diferente. Uma maldição áurea.

-Seu idiota, um dos cavaleiros lacrou sua alma em seu corpo. Que você poderia ter facilmente se liberto com uma densa massa de cosmo; mas não sei o que deu em você nesse momento, você foi querendo juntar sua alma ao seu corpo. Patético. Um Deus querendo virar um mortal, a cada esforço que você fazia para lutar e entrar em ressonância com esse corpo, mas sua alma se envolvia nele. E o que este garotos estavam fazendo era agravar mais sua situação para que o golpe final fosse desferido para que você morresse definitivamente.

Os três cavaleiros de ouro entram em choque, Grael contará seus planos à Hades, mas eles pensaram que era mesmo tarde demais. O cosmo de Grael estava enorme, maior talvez do que o de Tao de Libra.

Hades agora entende cada sacrifício de cada cavaleiro de ouro. Cada movimento foi pensando com esse motivo. Desde o sacrifício do cavaleiro de virgem até a ultima morte, que fora a do cavaleiro de escorpião. Quando ele entrara em desespero por sentir que era humano, e sofria as dores que os mortais sentiam. Pedia para ter poderes para infligir a mesma dor, não a mesma, uma infinitamente maior. E a cada vez mais que ele quisesse matar, se vingar, o seu próprio cosmo alimentava a maldição.

Hades cerrou os punhos e os dentes o fazendo trincar, chorava pelo único olho que possuía. E urrou. O desespero, ódio, medo estavam em seu grito.

Aurus, Dincht e Lithos; sabem o que é isso, pois em alguma vez de suas vidas já urraram assim; mas não nesta intensidade. O grito ecoou por todo Tártaro, fazendo que os mortos esquecessem seus sofrimentos para sorrir; na Terra toda a humanidade vendo o eclipse mais demorado de todos os tempos não ouviram o grito, mas o sentimento chegou a eles. Alguns se mataram, outros sofreram, outros choraram. Mas apenas um ser se deliciara com tudo aquilo, que era Nêmesis que ouvia aquele grito como alguém que ouve palavras ao pé do ouvido e sente prazer com o que é ouvido.

Hades só para de urrar quando sua voz falha.

-Nêmesis deveria estar lacrada no inferno, como ela podia jogar essa verdade para mim. Agora estou derrotado. Mesmo que eu sobreviva, eu com o passar dos anos envelhecerei e morrerei. E agora não há nada que eu possa fazer. -Pensava Hades consigo mesmo, não havia como assimilar aquilo. Hades vomitou, até mesmo seu corpo não digeria aquela informação.

Hades atacava Grael\Nêmesis com tudo que possuía, golpes que visavam apenas em destruir seu oponente! Grael\Nêmesis, esquivava com uma mobilidade impressionante, chocando até mesmo Dincht que dali era o mais poderoso. Lithos e Aurus avançaram para ajudar Grael\Nêmesis, mas Dincht se interpõe entre eles com os braços esticados.

-Seu idiota, vamos ajudar Grael! -Aurus pegava pela camisa abaixo da armadura de Dincht, e ameaçava a socar seu amigo com a mão direita.

-Não vê que Grael já morreu, quem esta ali não é somente Grael, mas Nêmesis também. Acha mesmo que Grael aceitaria dividir seu corpo com Nêmesis senão soubesse que iria morrer. -Diz Dincht com lágrimas nos olhos para Aurus; Aurus ainda vê Lithos segurando seu pulso não de maneira forte, mas sim como uma amiga que não quer que ele comenta um erro, também com lágrimas nos olhos.

Aurus joga Dincht no chão e tira o braço bruscamente de Lithos, ele não aceita que essa situação esteja acontecendo. Ele inerte vendo um amigo morrer, mas ele entendia o sentimentos de todos. O que ele odiava, pois se ele apenas ignorasse ele poderia continuar com o ataque.

A luta de Grael\Nêmesis continuava, Hades atacava com todo ódio que tinha e Nêmesis parecia apenas querer cansa-lo. Hades cansa, coloca a ponta da espada encravada no chão e se apóia nela. Nêmesis também esta ofegante, pois apesar de ser a semi-deusa da vingança, estava num corpo humano e com um espirito misturado a outro que era praticamente inflexível.

Nêmesis ataca primeiro, voando razantemente em direção de Hades que empunhava sua espada o mais rápido que podia. Nêmesis fora flanqueada pela espada, mas o que assusta Hades é que um choque desse, Nêmesis devia estar cortada ao meio, mas ela apenas recuou.

Indo para trás Nêmesis ataca com um chute giratório, Hades se esforça mais ainda para acompanhar os ataques de Nêmesis, lembrava-se qualquer golpe dela era uma navalha que ceifava vidas. O golpe era bloqueado, mas o segundo chute feito agora na vertical de baixo para cima vinha de maneira inesperada. Hades sai, com parte da sua suplicie do braço esquerdo cortada, e uma fenda fora criada pelo golpe de Nêmesis que ia até ao Salão que Hades meditava nos campos elissius.

Apoiando o pé direito, o mesmo que ataca Hades, ela toma impulso indo na direção de Hades. Que a bloqueia novamente com a espada. Ambos se encaram, Nêmesis lambia o sangue escorrendo da mão que estava bloqueando a espada sem ceder em força. Hades pedia por mais força, mas parecia que já estava no limite de suas forças, a a cada pensamento, a maldição áurea estava crescendo.

Num breve momento de distração de Hades, Nêmesis desvia a espada de fio mortis de tal maneira que Hades se pega desprotegido. E encrava os seus dois braços nas costelas de Hades que o faz cuspir sangue em cima dela. Hades num subto movimento de ódio, o único sentimento que o regia, encrava a espada no estomago de Nêmesis.

De repente, o cosmo maligno e caótico de Nêmesis começa a desaparecer, não desaparecer, se transferir para a espada de Hades. As feições demoníacas do cavaleiro de capricórnio começão a desaparecer. Sobrando apenas o cosmo e aparência do cavaleiro Grael de Capricórnio. Que agora tirava as mãos das costelas de Hades e atacava a espada de Hades.

A espada quebra e o cosmo de Grael desvanece no ar, com a missão cumprida. Lacrar Nêmesis, e se livrar do ataque\defesa efetivo de Hades. A espada do Imperador do Mundo dos Mortos estava inútil e possuída por um espirito que queria sua destruição acima de tudo!

Quando os três cavaleiros de ouro ameaçaram a dar seu primeiro passo, para investir contra seu oponente. Uma maciça e enorme esfera arroxeada vai em direção de Hades. Hades rapidamente joga a sua espada para longe para ter as mãos livres para segurar tamanho poder que rivalizava com o seu. Ele lança a grandiosa esfera de poder aos céus, só para ver o cavaleiro de libra da geração passada golpea-lo no rosto com o seu escudo.

Lithos, Aurus e Dincht não acreditam que o Grande Mestre ainda estivesse vivo, mas não era momento para aquilo. Os três também avançavam pelas costas de Tao de Libra, Aurus passa direto para atacar Hades, enquanto num subto movimento os dois nunchakus e os dois tridentes saem da armadura de libra e são pegos no mesmo momento por, respectivamente Dincht de Câncer e Lithos de Áries. Que continuam a seguir Aurus de Sagitário!

Aurus usa seu arco como uma espada para acertar Hades, porém ele esquiva de maneira fácil até, fácil até demais. Aurus soca a boca de Hades e dispara suas flechas da destruição infinita ao mesmo tempo. Provocando um grande estrago ao rosto do Deus dos Mortos, mas Hades por mais que o corpo dele doesse e pedisse para desistir ele sabia que não poderia, pois ele agora temia o reino que ele controlava, temia a morte!

Lithos teleportava-se fincando Hades no chão com os dois tridentes de libra, e teleportava-se novamente, dando a abertura para Dincht atacar Hades. Girando as hastes livres do nuchakus, ele intensificava seu fogo-fátuo, disparando contra Hades. Que acaba recebendo um golpe que não fazia tanto efeito antes contra ele, mas agora potencializado com as armas de libra tinham um poder destrutivo fenomenal.

O deus dos mortos levantasse com as labaredas queimando sua armadura que tenta absorver as chamas, mas que não consegue; no máximo ela evitava os danos secundários que as chamas produziam, que era o ataque ao espirito de uma pessoa. Hades sabia que deveria evitar mais o cavaleiro de Libra, pois ele era o mais poderoso dos quatro cavaleiros presentes, e presumia que o próximo a atacar seria ele.

E ao seu flanco direito ele via o cavaleiro vindo com o escudo de libra como um escudo. Hades salta para atacar com um chute, mas percebe que não libra que estava usando o escudo, mas sim Áries. Tao de Libra estava com o outro escudo e com o tridente em mãos. Fazendo o escudo de proteção, ele encravava o tridente no estomago de Hades. E o lançava para o alto.

Aurus estava concentrando sua destruição infinita com o poder do arco de ouro de Sagitário, disparando flechas feita de cosmo que se multiplicavam ao sair do arco, todas acertando Hades em pleno o ar. Apesar de Aurus poder continuar atirando flechas, ele cessa deixando Hades apenas cair.

Um raio purpura repentinamente se forma indo em direção do ponto de queda de Hades. Era Dincht que empregava toda sua velocidade, e concentrando seu fogo-fátuo nos nunchakus que giravam alucinadamente. E ao seu passar seu próprio corpo era tomado pelas chamas, tornando-lhe um relâmpago feito das chamas dos cosmos que os mortos forneciam. O impacto é muito forte. Fazendo que Hades caia a vários metros do ponto original de queda.

Os quatro cavaleiros de ouro estão ali de pé, todos empunhando arma e vendo que Hades não tem mais força para lutar. Mas Hades gargalha, sua suplicie começa a ganhar um tom divino, apesar de seu corpo ainda ter todas as marcas e cicatrizes. O Elissius começam a escurecer, o eclipse estava completo. Aurus, Lithos e Dincht começam a olhar apavorados para todo lugar, menos Tao que ainda olha fixamente para Hades.

-Agora, vocês vão me pagar por tudo que me fizeram seus humanos imprestáveis!

Assuntos Inacabados

Os três cavaleiros de ouro, além do deus que agora era um reles mortal sabiam o que deviam fazer com seus oponentes. Hades estava cheio de ódio dos humanos, pois essa raça desprezível tomou mataram seus iguais, Hypnos e Tanathos e seu grande amor Perséfone; e odiava mais os humanos por ele mesmo ser um!

Os três cavaleiros de ouro estam esgotados com tantas batalhas, a com menos danos possivelmente era Lithos, por ser defendida por Dincht. Aurus sabia que tomara a decisão errada em aniquilar todos os espectros do Tartaro, mas não se arrependia. E Dincht era o que tinha a maior intensidade de cosmo naquele momento, pois sua técnica evocava os cosmos dos mortos em seus ataques, e ele estava em pleno o mundo dos mortos.

Porém, algo que todos compartilhavam era que Hades estava com medo deles! Hades sangrava vermelho também, todo o cavaleiro de Athena que já tivesse enfrentado um deus, sabe que eles tem Ikhor nas veias (o sangue sagrado que corre nas veias dos deuses) era azul. Apenas sangue mortal era vermelho. De algum modo, os cavaleiros que aqui padeceram conseguiram transformar um deus em mortal! Realizaram um milagre! Cabiam a eles três agora, matar Hades. O que não seria tão fácil assim.

Hades, ainda desnorteado se arrepende muito de começado essa guerra tão precipitadamente, ele tenta com auto-afirmações que se ele começou, ele também pode terminar. Esses reles cavaleiros estão sem sua deusa. Chamando sua espada pelo controle de seu cosmo ele tenta se recompor. Mas é atingido por um soco direto em sua face. Era Lithos que havia se teleportado. Atingindo o deus da morte diretamente, e após o golpe, se teleportava novamente para escapar da lamina que via em sua direção.

A espada de Hades fazia a curva para ir em direção de seu mestre. Aurus puxa seu arco e flecha, a arma que talvez seja destinada a matar Hades. Afinal, com Grael morto com sua excalibur e Tao de Libra essa era a única arma de ouro. Quando Aurus puxava o fio da corda do arco fazendo sua melhor pontaria, é impedido por Dincht.

-Dincht seu merda, sai da frente! Essa é a nossa chance! -Os olhos de estavas com desejo de abater um deus com a sua flecha.

-Essa é nossa única arma de ouro. Temos que ter certeza do tiro, eu vou segura-lo para que ele não saia de seu alvo! Você vai saber quando atirar. - Diz Dincht na direção na flecha de Aurus. Aurus sentia exitação, sabia que aquela decisão era certa, mas sacrificar a vida de Dincht; era quase que irreal.

Aurus remonta as suas memorias ao tempo que conhecerá Dincht, que ele era uma criança ambiciosa pela armadura e Dincht uma criança que nunca quis machucar ninguém, e só queria ficar do lado das pessoas que ele amava em paz. Paz, pensava Aurus, para manter a vida de milhares, eles teriam que sempre viver de guerra, ao mesmo tempo que Aurus afrouxava a corda de seu arco, ele pensava que qual era a paz que ele teria que evitar pra tentar ser feliz?

-Tudo bem, mas que segure bem aquele infeliz. -os olhos de Aurus lacrimejavam muito. Nem ele que chorou no enterro do próprio pai e da mãe, chorava pela possível perda do amigo.

-Não foi você mesmo que me disse se eu quisesse proteger todos que eu prezo eu deveria ser mais forte que os meus inimigos e meus protegidos? -Dincht vira o rosto para Aurus e com um breve sorriso que geralmente estava em Aurus na sua infância. -Esse é meu poder lembrar? E pelo jeito serei mais forte que um Deus só para proteger todos vocês.

Lithos continua avançando para cima de Hades que se defendia do jeito que era necessário. Os golpes da amazona de Áries era demasiadamente pesados e fortes, jogando Hades sempre para longe. Ao mesmo tempo que ela se teleportava para o seu destino para interceptar sua trajetória aplicando um novo golpe. Até que ela o chutara para cima e Hades por três segundos perderá a consciência e quando recuperava-a, via um universo sendo aberto nos Campos Elissius.

REVOLUÇÃO ESTRELAR!!!

O choque dos meteoritos de Lithos acertava o corpo de Hades como uma metralhadora, fazendo o corpo mortal de Hades ter espasmos involuntários devido aos impacto do golpe. Hades cai no chão, sentindo dores horríveis! Lithos cai mas ao contrario de Hades não sofre nada na queda, e cai se apoiando com o braço esquerdo, o mesmo que ela impulsiona para seu corpo ir para onde Hades está.

Hades recupera sua espada finalmente, e espera a amazona de Áries atacara para decapita-la. Mas ao contrario que ele espera, ela se teleporta novamente, aparecendo na posição oposta; aplicando um soco na nuca de Hades. O deus\humano sente a dor e a raiva tomando-o e ataca a teleportadora com um golpe de espada indo na direção dela como um arco.

Lithos novamente se teleporta, mas dessa vez ela poderia ter morrido, pois ao aparecer ela sente que o aço gélido da espada de Hades havia acertado seu pescoço. Apesar de não ser um corte que pudesse significar uma ameaça a sua vida, doia muito. Sentia suas veias gelarem. Apesar dos poderes curativos da sua armadura, aquele ferimento não cicatrizava. Lá se ia a vantagem que ela tinha.

Hades estranhava a luta entre eles dois, afinal, Sagitário e Câncer estavam esperando algo. Mas o que era? Por que só Áries lutava?

O tempo que Hades tentava organizava seus pensamentos, era o momento que Lithos atacava novamente Hades, mas agora Hades repelia Lithos cada vez melhor, seu corpo começara a responder melhor a seus comandos. A cada ataque de sua espada, a trajetória era mais rápida e precisa. Lithos agora mais se teleportava para fugir do que para atacar.

-O que há Áries? Não esta com a mesma disposição de antes? -Era verdade, Lithos estava com seu cosmo agonizante, mas seu corpo ainda tinha força. Mas se desafiasse Hades, com certeza sucumbirá a seu próximo golpe. O plano ia de acordo com as probabilidades de Dincht.

-Queria só ver do que o deus dos mortos era capaz de fazer... -diz Lithos com uma certeza no olhar encarando seu adversário. -Não sou páreo para você, mas ele é. -Lithos aponta para Dincht.

Dincht vai até a área de batalha como se tivesse teleporte, mas na verdade ele era extremamente veloz. Na verdade Hades só sentiu o vulto dele se aproximando. Telepaticamente Lithos diz a Dincht: “Eu li a mente dele, temos uma chance”, Dincht acena a cabeça e abraça Lithos com força.

-Desculpe-me eu faze-la passar por isso. Esse devia ser o meu dever. Descanse agora. -Dincht diz isso ao pé do ouvido de Lithos, fazendo a corar.

-Vocês cavaleiros de Athena são patéticos. -diz Hades aos três cavaleiros.

Dincht não responde a provocação e se coloca lentamente em uma posição muito simples de luta, com o braço esquerdo levemente esticado e o braço direito mais arqueado ao peito, porém não esta rígido, mas sim totalmente relaxado. Hades estranha, e percebe que pode sentir cosmo novamente. E não sente nada demais nesse cavaleiro de Câncer. E como um tom irônico de desafio, se coloca em posição de combate também segurando sua espada com as duas mãos, mas ao contrario de Dincht, ele está totalmente rígido!

Hades espera o movimento do cavaleiro de Câncer, sentindo precisamente seu cosmo e suas variações. Sua mente é atacada por um clarão, ao reabrir os olhos, Hades sente o cavaleiro de câncer atras dele, encostando nas suas costas com as dele. Hades é atacado por uma dor no peito, ele cospe seu sangue fartamente, a área quebrada de sua suplicie tinha inúmeras marcas de punhos que não estavam ali.

Ao tentar se virar para atacar o cavaleiro de Câncer, suas costas explodem ele sente o fogo frio da morte, era o fogo-fátuo. As chamas purpuras que acertavam tanto corpo, quanto alma. Não era de se estranhar que esse cavaleiro tenha esse poder, pois a própria constelação de câncer é que encaminha as almas ao tartaro; mas nessa intensidade era impossível serem geradas.

Lithos e Aurus estavam boquiabertos com Dincht, afinal só se especulava sobre o poder real de Dincht. E até agora ele parecia estar escondendo tudo isso para esse momento critico.

Hades se levanta se apoiando na espada, ao se levantar e se equilibrar para não cai encontra Dincht em sua frente.

-Você vai pagar pelo que fez desgraçado! -diz Dincht chutando o rosto de Hades como uma trajetória retilínea que o faz voar. Hades sente-se zonzo e percebe que o cosmo do cavaleiro de Câncer ainda continua atras dele, ao olhar vê ele voando a mesma velocidade e de uma altura do chão de um metro e vinte centímetros.

-FOGO-FATUO!!!

Novamente a explosão de chamas vem de suas costas mudando a trajetória para um ângulo de noventa graus. Hades conseguira defender-se com a espada para não receber o ataque total. Mas que ele receberá parte do ataque ele receberá. Sentia que sua vontade estava fraca, não conseguia reagir, como se ele mesmo quisesse morrer, era um dos efeitos do fogo-fátuo.

Mas enquanto subia, ele sentira novamente o cosmo de Dincht atras dele. Realmente, Hades pensara que ele era um teleporter, mas o cosmo dele não se desintegrava e se realocava como o de Áries, mas explodia de um segundo para o outro.

-RELÂMPAGO ASTRAL!!!

Um grande relâmpago purpura atravessa o peito de Hades. Fazendo o cair de novo, mas esse golpe foi mais explosivo que os dois últimos fogo-fátuo, fazendo também Dincht voar em direção oposta. Hades coloca sua espada no chão para parar e Dincht coloca as suas duas pernas mais o braço esquerdo para frear sua rota! Hades começará a reparar que os ataques de Câncer, só tinham efeito visual, não eram tão poderosos, na verdade ele usava o mesmo tipo de energia que Hades controlava. Logo, isso não o feria tanto.

Quando voltasse, o olhar para Dincht, que estava ,muito distante dele, ele já estava a sua frente o golpeando com um soco direto em sua vista boa. Fazendo o rodar no ar, e seu sangue se espalhar por todo lugar, inclusive no rosto de Dincht.

Hades cai, ele havia conseguido realocar o soco de Dincht fazendo o acertar seu rosto, porém ele acabava de cuspir dois de seus dentes. Hades repara que estava se acostumando a lutar com Dincht, seus movimentos estavam mais lentos, mas não perdiam a força.

Dincht ia mais uma fez pra cima de Hades, mas dessa vez Hades conseguia vê-lo. Apesar de Dincht ser muito rápido. Dincht chuta de maneira giratória Hades que se protege com a parte da chapa de sua espada, mas recebia o chute da outra perna de Dincht que ocorria várias vezes, deixando o braço de Hades com uma luxação e dor imensa! Empurrando a perna que ele defenderá, ele ataca o cavaleiro de Câncer com a espada Dincht desviasse no momento exato, dando a impressão que havia o acertado.

O cavaleiro se apóia com o braço direito no chão e chuta novamente na trajetória de um arco as costelas de Hades. Hades tenta novamente atacar com sua espada, mas é inútil Dincht já havia saído dali com uma manobra digna do melhor ginasta do mundo, com um rodopio impulsionado por um único braço. Caindo em pé, pronto ao próximo ataque. Hades se aproveita da demora de seu pouso e ataca com um soco direto que é facilmente segurado por Dincht com apenas uma mão.

Hades segura o braço de Dincht e ataca com a mão que segura a espada. Dincht aplica um torção de braço com um salto mortal, mas a dor que Hades sente não faz o parar sua trajetória e Dincht no exato momento larga seu braço, mas não ileso. O fio da espada havia passado por seu rosto, passando por seu nariz, como um grande risco. Possivelmente, se esse ataque fosse bem-sucedido, teria cortado a cabeça de Dincht ao meio pela horizontal.

Mas o que surpreende mais Hades é como ele sabia do ataque, e como desvia-lo? E o porque ele não se chocara com o toque do ferro frio, de que era feito a espada? Como a amazona de Aries ficara? A resposta veio clara a mente de Hades, era a Lemuriana. A noção de combate melhora quando não estamos lutado, mas sim como estamos observamos, e Dincht é inventivo; ao contrario da amazona de Áries. Ela lia a mente de Hades do golpe e a transmitia para Dincht. Isso requer muita habilidade e treino, mas não em combate, mas horas demasiadas em meditação.

Dincht percebia que Hades descobrirá como ele lutará, mas estava feliz que Hades não sabia porque ele e Lithos estavam lutando em um nível similar ao de Hades. Era questão de tempo até que Aurus disparasse a flecha de fogo que partiria o coração das trevas. Mas até, Hades teria que lutar cada vez mais! E essa era a função de Dincht.

Tanto o cavaleiro de ouro, quanto o deus\humano estão exaustos mas seus cosmos ainda queimam, mas seus corpos começam a falhar. Hades pensa que pode pedir uma trégua para Dincht. Ledo engano, Dincht investe sobre Hades com um ataque em carga. Mas Hades agora já havia se acostumado a velocidade de Dincht, e quase o acerta com um movimento de espada. Mas Dincht conseguia parar atempo graças aos avisos telepaticos de Lithos.

Quando o segundo movimento de combate iria ser feito por ambos os lados, toda a concentração. Um cosmo maligno, selvagem, demoníaco e estridente. Dincht, Aurus e Lithos tremem que seja um aliado de Hades, pois eles não esperavam que ninguém estivesse mais vivo além de Hades, porém o que mais estranhava eles era sentir que conheciam esse ser. E Hades sabe que ninguém tinha aquele nivel demoníaco em suas tropas, nem mesmo Tanathos.

Era Grael de Capricórnio, mas com seus cabelos longos e avermelhados, caninos desenvolvidos, um olhar de sangue. Até mesmo a armadura parecia mudada, com ângulos pontiagudos, mas ao contrario da ultima vez que ele convocara Nêmesis, seu olhar e seus cabelos, não tinham o tom de vermelho-sangue. Estavam negros como sempre foram!

Hades treme, pois agora pensa que a muito mais do que sua vontade nesta guerra a visão de Grael\Nêmesis.

-Temos assuntos inacabados não é Deus dos Mortos? -diz a voz dúbia de Grael\Nêmesis.

Ser Humano



-EXPLOSÃO GALÁTICA!!!

O ataque de Arkam de Gêmeos atacava tudo a sua volta, partindo em várias partes, explodindo cada átomo, mas o alvo parecia não se impressionar com o festival de destruição que ele provocava. Muito pelo contrario, mostrava-se que era capaz de suportado totalmente. Isso não era realmente um ataque de um cavaleiro de ouro, pensava Hades.

Mas numa fração de segundo a destruição gerada por gêmeos é cortada por um feixe de luz, não só um, mas vários. Logo atrás estava Naxus de Leão atacando com toda potencia que conseguia sobre o ataque de Arkam. Hades, agora percebe que eles tentam ludibria-los com golpes falsos, possivelmente era o máximo que eles conseguissem, já que o homem que que matou Hypnos e Tanathos não estava mais vivo.

A capsula do poder de Naxus se mistura a explosão galática de Arkam numa combinação monstruosa, o impacto é realmente muito poderoso. E Hades não o desvia. Vindo de dois lados, a Investida Implacável de Aurakas de Touro e a Explosão de Escamas de Elrophin de Peixes, como uma prensa em Hades em todas as direções.

O ataque se mostra eficaz, qualquer um poderia de morrido, mas o oponente deles é um deus da linhagem de Zeus. Eles sabem que não poderiam derrota-lo assim, o que era verdade, pois Hades impulsionava-se com sua força e asas de suas suplicie para escapar do golpe. Hades não entendia como humanos tinham coragem de jurar de morte um deus.

Antes que ele mesmo pudesse concluir seus pensamentos, seu vôo é cessado por uma força que o puxa para baixo, como uma mão, mas ele não via ninguém. Mas forçando sua visão era possível ver que Kensui usava sua telecinésia, com toda a sua força para dete-lo, mas apenas diminuía a velocidade de seu vôo. Ao olhar para frente, aparecia Victor com a Execução Aurora o congelando.

Hades não parecia ter tempo de reação, os cavaleiros de ouro atacavam com seus extremo. Sem se pouparem, ou se preocuparem com o seu futuro; importando apenas o seu presente. Hades, conseguia derreter o gelo do zero absoluto de Victor de Aquário. Ao cair ouvia uma reza, ele não sabia exatamente o que era mais sabia quem estava a recitando, o cavaleiro de Virgem.

-REDENÇÃO DIVINA!!!

Hades sabe que os cavaleiros de Virgem tem muito contato com o panteão budista, o qual emprestam parte de seus poderes a eles. Mesmo em Campos Ellissius eles se mostravam presentem, possivelmente os deuses habitavam em seus corações, ou são entidades de cosmo puro. O deus dos mortos não consegue completar sua queda, pois o ataque vai como um pilar de luz. Fazendo todos os outros cavaleiros cobrirem seus rostos.

Hades, conseguira deter o golpe com a sua espada embainhada, e descia suavemente ao chão. Ao voltar o olhar para o maldito cavaleiro de Virgem, que parecia ser o mais poderoso deles recebe um soco direto de Aurakas, que o faz ir um pouco para trás. Quando Hades olhava para o ser que lhe desferiu o golpe, sente que o chão começa a ficar mais amolecido. Ao olhar, um turbilhão feito de trevas e água atacando como se quisesse devora-lo; era Elrophin de Peixes com seu Turbilhão Abissal.

Seu corpo é tomado também por uma forte corrente elétrica, a qual tinham como fonte a técnica, Presas do Leão de Naxus. Hades tenta com suas asas impulsionar-se para fora daquele golpe, mas fora empurrado novamente para baixo. Mas agora pela Explosão galática com a força máxima de Arkam, que fora teleportado por Kensui. E novamente era congelado por Victor por outra execução aurora.

O golpe deles formam um monumento composto de seus poderes e o corpo de um Deus, os seis cavaleiros que circundavam o corpo de Hades não se permitiam relaxa e pensar que tudo estava bem. Os corpos deles não aguentavam manter essa quantidade de poder, mas eles tentavam ignorar as dores e duvidas que sofriam. Naquele momento, não havia mais nada além daquela luta, eles não existiam mais como pessoas, não como salvadores do mundo, não como seres com vidas e sentimentos próprios; mas sim chegaram a plenitude de seus poderes como Cavaleiros de Athena. Lutavam como senão houvesse um amanhã para eles, mas lutavam para garantir o amanhã de todos os que Athena ama, a humanidade.

O único avesso aquele sentimento era Sidarta de Virgem que lamentava por todos os seus erros que ele cometeu e que eles estava cometendo; ele acumulava seu cosmo para atacar Hades, sabendo que ele ia se levantar; o que era uma verdade inquestionável.

O pilar de gélido é quebrado de dentro para fora com o respirar mais forte de Hades. Estacas de gelo voam por todo o lugar, as armaduras de ouro repelem as estacas de maneira impressionante, cada caveiro pode sentir que a armadura também está viva, mais do que nunca. E lutando contra Hades também.

Ao sair, Hades procura o cavaleiro de Touro que lhe atingiu a face. Olhando a sua volta, vê apenas todos os outros cavaleiros preparando o ataque, mas não encontra Aurakas.

-INVESTIDA IMPLACÁVEL!!!

O cavaleiro de Touro vinha por cima, como um meteoro humano de encontro a Hades. Hades coloca sua espada para protege-lo, sabia que se desembainhasse a espada levaria o golpe desse monstro em forma humana. A cratera feita pelo golpe de Aurakas é enorme, quase fazendo a terra engolir os cavaleiros de ouro a seu redor. Momentos depois, Aurakas aparece acima da cratera com seu abdômen cortado, e vertendo sangue que escorria pela armadura.

Kensui de Escorpião teleportava-se para pegar o amigo em pleno ar; e como um momento de reação. Os outros quatro cavaleiros atacaram com a mesma força que empregavam, sempre dando tudo de si na cratera onde Hades se encontrava. Kensui, apos de encostar o companheiro no chão aplica suas agulhas escarlate com tudo que pode!

Apenas Sidarta estava fora da batalha em posição de Lótus, ainda no campo de batalha.

Nenhum dos sete sabe quanto tempo vão conseguir manter esse nível de poder, Aurakas já fora o primeiro ferido, para o fio daquela lamina atravessar a armadura mais solida entre as doze do zodíaco. E enquanto isso, Hades apenas se protegia, e não reagia. Como se os cavaleiros de ouro não fosse mais do que crianças mal-criadas que um adulto não possa responder com a força necessária.

Mas a situação para os cavaleiros de ouro começava a piorar, pois se eles já tinham dificuldades com a espada de Hades embainhada, seus problemas só haviam começado. Arkam olhava para trás e ainda via o cosmo de Sidarta ainda se acumulando. Ele falava algo baixo para si mesmo, como se blasfema-se algo, Naxus colocava a mão no ombro do amigo, num tom de confiança. Que dava mais folego à Arkam.

-POR QUE NÃO NOS MATA LOGO?!- Elrophin grita com tudo o folego que tinha, o que era a duvida de todos; afinal estava claro que nenhum deles, a não ser Sidarta , poderia naquele momento se igualar a um deus. O que dira supera-lo.

-Simples amazona de ouro, não quero. Penso comigo que após dominar esse mundo, não haverá mais guerras contra mim, já que os deuses são intocáveis entre si. E pouquíssimos momentos um deus pode humilhar humanos pessoalmente. Deixem-me aproveitar o momento e vocês não amoleçam. -Com um sentimento de obviedade das palavras de Hades, os estômagos dos cavaleiros de ouro pesam, como se quisessem digerir aquilo.

Mas havia uma esperança, eles só queriam ganhar tempo. E não vencer Hades.

-Você quer aproveitar o momento, aproveite isso! -Elrophin ataca numa velocidade impressionante, mas eram apenas golpes marciais, nada de especial, nada que Hades não pudesse bloquear. Kensui se une ao ataque frenético de Elrophin aparecendo em vários lugares e atacando em todas as direções possíveis.

Hades consegue bloquear os ataques totalmente, ele usava a parte plana da espada para bloquear os ataques e a bainha da espada para complementar sua defesa. Hades admitia que aquela ultima luta estava realmente divertida, e que sua vitória era certa, por mais que seus servos morressem, enquanto houvesse vida nele. Ele poderia ressuscita-los com os seus poderes completos. E admitia também que também os humanos eram inventivos, por mais que a derrota estivesse certa, eles lutavam, urravam, e eram muito inventivos. Mas sem a deusa protetora deles, eles não passavam apenas de uma breve existência.

Elrophin atacava com ódio e Kensui com determinação, ambos os sentimentos se mesclavam nos golpes dando aos golpes que o deus dos mortos recebia um ódio determinado a mata-lo; mas durante uma de suas defesas foi inútil, não poque ele receberá o golpe, mas não sentia o bloquear. Kensui havia tele portado ambos para longe.

Hades só entende depois que era tarde, Arkam de Gêmeos, Naxus de Leão e Victor de Aquário preparavam a Exclamação de Athena. Técnica a qual Athena havia proibido aos cavaleiros de usarem, já que esse golpe além de produzir uma enorme onde de destruição que poderia matar tudo a sua volta, inclusive inocentes e os próprios cavaleiros. Hades admitia que se eles fossem espectros ele estaria orgulho deles.

-EXCLAMAÇÃO DE ATHENA!!!

O golpe tinha a força de três cavaleiros de ouro, que superava a técnica mais forte dos três num só ataque. Essa técnica é um ataque de um deus que eles conseguiam reproduzir com seus cosmos unidos, um golpe que lhes custariam suas vidas, mas naquele momento não havia morte.

Forçando a vista, os cavaleiros de Gêmeos, Leão e Aquário vêem que seu golpe estava fazendo surtir efeito, Hades bloqueava o golpe com dificuldades mas ainda não era o suficiente para derrota-lo. Athena era muito mais jovem que Hades, logo isso se refletia em seus poderes.

Hades agora realmente se surpreendera com seus oponentes; para seres que quase não tinham mais poderes para sequer respirar, agora exibiam um poder dessa magnitude. Era surpreendente, mas era imperfeito, apenas um deus poderia manter um golpe de tanta potencia durante tanto tempo. Mas não era apenas isso, uma elevação de cosmo atrás de Hades começava, tão poderosa quanto os cosmos que estavam a sua frente.

EXCLAMAÇÃO DE ATHENA!!!

Uma segunda exclamação de Athena fora feita por Aurakas de Touro, Kensui de Escorpião e Elrophin de Peixes. Hades cria uma redoma de poder para deter ambas as exclamações que eram potentes demais, Hades começara a pensar que essa brincadeira poderia estar indo longe demais. Os cosmos deles deveriam estar cedendo ao cansaço de seus corpos mortais, mas eles mantiam o mesmo nível de poder.

Os seis cavaleiros sabiam que estavam cometendo um crime para os olhos de Athena, mas era necessário; mas isso não era tão importante; porque após a União Dourada eles já tramaram a queda de um deus, eles já são culpados de crimes já, suas almas já serão condenadas por torturas pela eternidade. Nada mais importava há não ser salvar a humanidade.

KHAN!!!

O cosmo de Sidarta explode, era o momento que todos aguardavam e esperavam.

Sidarta de Virgem em um breve movimento desaparece e reaparece abraçando Hades. Luzes com formas de espíritos rodeiam ambos, e os seis cavaleiros de ouro não cedem em suas exclamações, lembrando que ali era o momento derradeiro. Hades não acredita no que estava acontecendo, o cavaleiro de Virgem estava tentando lacrar a sua alma no corpo dele, e no momento que isso acontecesse as duas exclamações iriam esmagar ambos numa explosão assassina!

Num breve momento, a explosão atinge seu clímax. O lado de Kensui, Aurakas e Elrophin cede em força. Mas todos são jogados em várias direções, devido ao choque, as duas equipes de cavaleiros de ouro cederam em cosmo finalmente. Eles estão em estado precários, quem se mostra mais cansado é Kensui, por seus dons de teletransporte por tanto tempo.

Após a onda de destroços se dissipar era possível ver Sidarta de pé, com cabelos loiros e curtos sem o elmo, ele parecia ter seus 18 anos. Ele olha a todos a sua volta e ecoa a sua voz no coração de cada cavaleiro.: “Meus filhos, onde há vida não há morte”, e seu corpo se desfaz em luzes, apenas apresentando a armadura de virgem em sua forma de estatua. Todos os cavaleiros lacrimejam naquele momento. Lithos que estava se dirigindo ao campo de batalha, junto com Aurus e Dincht; sente um aperto no peito, e sabe o que aconteceu. Mestre Sidarta de Virgem morrerá, mas decidira não informar isso aos seus companheiros.

Ajoelhados estava Hades olhando para seus braços e não acreditando. Ele estava vivo?! Ele sentira as dores agora, ele sentia sua suplicie fria sobre o seu corpo, ele sentia medo. De repente sua visão turvava em vermelho apenas do lado direito. Ele estava sangrando, e seu sangue estava vermelho. Seu Ikhor era vermelho como o sangue impuro daqueles cavaleiros, sentia o coração bater. Eram muitas informações para ele aceitar, mesmo sendo um Deus.

Ele tira o elmo, pois aquilo começa a lhe sufocar e tenta retomar o controle de si mesmo.

Aurakas de Touro vê uma oportunidade de ataca-lo. Mesmo com o ferimento aberto em seu estomago, ele fora o que menos recebera danos pela explosão, graças a armadura de touro ser a mais sólida do zodiaco aureo. E investe com toda força que lhe restará, Kensui e Elrophin quando o chamaram já era tarde demais. Como um verdadeiro touro ele investe contra Hades.

Hades num movimento súbito ataca com sua espada em dois movimentos pelo ar, com os olhos antes calmos, agora com um ódio imenso. Aurakas tenta se desviar mas sua inercia por causa do ataque em carga que fizerá era muito forte!

Hades volta aos seus pensamentos. Hades pensa ter matado Aurakas mas quando ele olha novamente vê o cavaleiro de touro investindo sobre ele sem os dois braços. Como um touro. Aurakas afunda os chifres de seu elmo no peito, atravessando sua suplicie. Hades urra de dor e no mesmo momento que urra ele corta a cabeça de Aurakas.

A cabeça e o corpo caem sobre os pés de Hades, podia ser um momento de uma bravata do deus dos mortos, mas sua mente não assimilava tanta dor. Ele já sofrerá golpes piores e não sentia nada, nunca sentiu, há não ser de seus iguais, os Deuses.

Dessa vez Hades vê o lado oposto ao que viera o cavaleiro de Touro, agora os cavaleiros de Gêmeos e de Leão gritando e indo ao encontro de Hades, enquanto o cavaleiro de Aquário disparava seu ar congelante para cima de Hades, só com menor intensidade que antes, mas isso não os impedia de lutar com a mesma vontade do começo.

Hades estava desnorteado ainda, mas sabia que se morresse com aquele corpo, morreria definitivamente graças ao cavaleiro de Virgem. Empunhando sua espada com as duas mãos ele vai ao encontro dos dois cavaleiros, bloqueado os golpes congelantes de Aquário.

Arkam é o primeiro a chegar próximo de Hades, mas o deus da morte enfia-lhe a espada no abdômen; Arkam sente o metal gélido atacando-lhe suas entranha, mas numa extrema força de vontade utiliza seu corpo e o resto de seu cosmo para travar a espada em seu corpo. Naxus vê a oportunidade que Arkam fizera e junta todo seu cosmo um relâmpago de plasma e salta para atacar Hades por cima.

Hades sabia que não poderia mais arriscar a receber esses golpes, pois ele mesmo sangrava muito pelo golpe do cavaleiro de Touro. Seu rosto foi tomado de ódio e forçou a espada a qual, o cavaleiro de Gêmeos segurava com seu corpo num movimento para cima. Hades traçará uma linha de corte do abdômen de Arkam passando por seu ombro esquerdo até que sua lâmina saísse do cavaleiro de Athena.

Num movimento quase invisível, Hades ainda acerta Naxus de Leão que estava em pleno o ar, fazendo um corte limpo e reto, dividindo Naxus em dois, acima da linha da cintura; porém Naxus mantem o cosmo e acerta Hades no peitoral abrindo uma fenda no peitoral a suplicie de Hades. Ao mesmo tempo que as duas metades de Naxus caem no chão e Hades urra de dor. Arkam agarra violentamente a face de Hades, e aplica o resto de seu cosmo numa ultima explosão galática.

O deus do submundo usa sua espada mas é tarde demais. Antes mesmo de Hades acertar Arkam ele já havia dado a vida nesse golpe. Hades vai para trás com muita força, mas consegue parar, mas ele percebe que ao olhar para o cavaleiro de Aquário que vinha em sua direção, via que seu campo de visão estava menor, e não enxergava mais turvo em vermelho, mas não via também mas sua espada na mão direita. Ao colocar a mão sobre o olho direito, tomara a noção do que Arkam de Gêmeos fizera. Havia desfigurado o lado direito de seu rosto.

Victor sabia que seu poder agora era ridículo comparado aos danos que Arkam e Naxus fizeram contra Hades ao custo de suas vidas. Enquanto Hades reparava o dano que a explosão galática de Arkam fizera a ele, o cavaleiro de Aquário em um único movimento brusco rasga os dois pulsos, ele levanta seus braços para aplicar sua ultima execução aurora. O sangue descia por seus braços fazendo um caminho banhando a sua propria armadura. Ele sabia que iria morrer no processo, mas não deixaria Hades ileso.

Quando Hades percebe, era tarde demais. Victor estava na sua frente aplicando sua mais grandiosa execução aurora. Elrophin e Kensui que estavam do outro lado receberam o golpe em pequena quantidade, que já era o bastante para começarem a ter hipotermia, hades num real desespero humano apenas coloca as mãos sobre o olho saudável, temendo ficar cego. Victor usava além da força de seu cosmo para lançar sua rajada de gelo deixava todo o seu sangue sair para intensificar o golpe.

Hades só não se congelou totalmente por causa de sua suplicie. E vê o corpo de seu agressor sem sangue algum no corpo, e com uma breve tonalidade azul, possivelmente morrerá congelado com o proprio golpe. Mas em sua terceira respiração sentia o ar lhe faltar, tentava puxar o ar com a garganta mas sentia a própria língua indo em direção aos seus pulmões. Ao colocar a mão sobre o peito, senta a mesma perdendo todo calor. Ao olhar vê uma grossa camada de gelo avermelhado substituindo a parte que o cavaleiro de leão havia destruído. Seu corpo tremia por dentro, não conseguia controlar as reações involuntárias de seu corpo, cada vez mais ele desejava para de lutar, ele pela primeira vez estava com medo, o medo que todo humano sofre. O medo da morte...

E o pior que ainda faltava dois cavaleiros a morrer, que era Elrophin de Peixes e Kensui de Escorpião...

-Eu sou o próximo. -Diz Kensui à Elrophin. -Tente sobreviver; Lithos, Dincht e Aurus já devem estar chegando...

Hades não tinha mais vontade de seguir o código de conduta do guerreiro. E lançara sua espada em direção do cavaleiro teleportador, mas numa súbita explosão de movimento Elrophin se lança na trajetória da espada. Sendo assim ela a vítima da lâmina de Hades. Kensui não entende e agarra a amazona antes que ela caia no chão.

-Porque isso Elrophin? Porque? -As lagrimas de Kensui se misturavam ao seu sangue e suor. -Não te entendo...

-Além de odiar de ser protegida... Eu prometi a seu irmão cuidar de você... Agora permita-me ver esse cara sofrer... -Elrophin encostara todo a sua mão suavemente sobre o rosto de Kensui doando quase todo seu cosmo.

Kensui é tomado de um ódio sem sentido, parecia que ele não havia só herdado o cosmo de Elrophin, mas sim todo o seu ódio. E num rápido movimento dispara as catorze agulhas escarlate traçando a constelação de escorpião. Hades não conseguia acompanhar os golpes, pois a cada agulha que recebia ele enlouquecia de dor, golpes finos e preciso, mas nem mesmo a explosão galática que receberá poderia ser tão infernal. Aquele golpe fazia como se ele mesmo sentisse todas as mortes naquela guerra.

-SUPER GIGANTE VERMELHA!!! ANTARES!!!

A ultima agulha era um feixe vermelho enorme, Hades tenta fugir mas seu corpo não respondia mais a velocidade de seu pensamento. Graças ao congelamento de Aquário e as agulhas de escorpião. A Antares quebra o gelo que Victor fizera e atravessa o coração de Hades, mas Hades ainda conseguia se manter. Aos poucos conseguia controlar seu corpo melhor que no começo. O que era uma pessima noticia, pois a cada momento ele estava mais ligado ao seu corpo.

Hades convoca sua espada, que sai do peito de Elrophin e vai girando na direção de Kensui que é decapitado. E nesse mesmo momento os cavaleiros de Áries, Câncer e Sagitário chegam para ver a cena. Lithos que ajudará Kensui em suas habilidades de teletransporte ajoelhará se lamentando a morte do cavaleiro de escorpião, Dincht lamentava pela demora e novamente se culpava por mais mortes, e Aurus só tem um sentimento que vingar seus companheiros.

Hades olha para a colina e vê os cavaleiros que ele pediu para Perséfone deter. E só agora percebe que não sente mais o cosmo dela; ele então assimila se eles estão vivos é porque ela estava morta, e fica no mesmo estado de Aurus. Com o ódio no olhar e raiva no coração. Aurus sentiu prazer em ver seu olhar em outra pessoa...



Prenuncio de Uma Nova Era

O eclipse está quase completo no plano material, o mundo todo comemora o acontecimento, mal sabendo da guerra que poucos tentam salvar a vida de muitos. E no castelo de Ônix, que na verdade é o castelo de alguma família nobre que não existe mais, esta Altair que acaba de acordar. O jovem cavaleiro de bronze não entende muito bem o que acontecerá, sua memoria estava turva. O que era muito estranho, tudo que ele lembrara foi das terríveis mortes que o maldito Quimera fizera em sua estadia e de algumas poucas lutas que ele fizera no portão leste do Santuário.



Sua memória não está muito bem também, afinal ele nem sabia o porque dele estar ali. Na verdade ele sabia que vinha atrás de algo, mas que agora não estava claro; estava num lugar alto, numa torre. Não entendia o porque... Mas esquecerá suas duvidas quando vira seu amigo, Lucian de Fênix morto, ali inerte e sua armadura intacta, montada ao lado dele e parecia vigiar o corpo de seu cavaleiro. Sua memória parecia clarear, eles lutavam contra um espectro ali, mas qual? E a espada?



A cada vez que a o pensamento sobre uma espada vinha a sua mente, era como se sua mente fosse explodir por não aceitar aquela informação. Mas não era momento para aquilo, talvez isso seja resquisicio de uma cisma dele. Não seria a primeira vez que uma pessoa cismasse com algo.



Altair olhava para o eclipse de trevas e chamas que se formava acima de sua cabeça, e pensava se os cavaleiros de ouro e os de prata conseguiriam matar um deus. Por mais que a idéia parecesse impossível, os cavaleiros de prata tinham um olhar tão confiante que tirava a duvida de seu coração. Queria ele ter aquele olhar...



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No Santuário, onde de presença vivas estão somente a amazona de Andromarca Lucrécia, e o traidor Daisuke no Salão do Grande Mestre. Olhando para tantas morte, eles não esperam que todas essas batalhas tenham sido em vão...



Daisuke lembra das palavras de Elrophin a ele, que iria proteger Kensui com sua vida, assim como ele fizera com ela. Cada vez mais o cavaleiro que rejeitou seu oficio se odeia por deixar sua familia ir para o inferno, possivelmente ele nunca mais veria nem Kensui e nem Elrophin.



Lucrécia que havia acabado de orar para que Athena trouxe Demiris, Renam e Seto; de volta para ela vivos. E se incomodava com a incerteza que sentia vindo de Daisuke, ela sabe que no final das contas ele esta colhendo o destino que plantou. Talvez os deuses punissem aqueles que fugissem de suas responsabilidades e de seu oficio...



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E num cenário de morte, os cavaleiros de prata acordam com suas armaduras reconstruídas. Cansados, mas parecia que a própria armadura dava parte de seu cosmo para seus respectivos cavaleiros. Demiris, Renam e Seto olhavam suas armaduras com um estranho sentimento de duvida, pavor e alegria. Afinal, seus golpes máximos também visavam em transformar suas armaduras em cosmo para seus ataques. Pelo menos elas deveriam estar semi-destruídas.



-Será que somos imortais, pensava que era só o fênix que tinha essa habilidade!-Seto não acreditava ainda percebera que eles só tinham o sangue seco em sua pele, não mais as feridas.



-Não... -dizia Renam. -Já ouvi uma história dessas, que armaduras só podiam ser revividas por duas maneiras, por sacrifício humano ou mesmo sangue de deuses.



-Tudo bem babaca, mas quem iria nos trazer de volta a vida? Afinal, eu dei todo o meu cosmo no Universo Destrutivo para que parte da armadura restasse; e aposto que vocês fizeram a mesma coisa!



O que era verdade, os três deram suas vidas nos seus respectivos ataques para poupar as armaduras. Já que os cavaleiros se sentiam culpados por sempre depender de suas armaduras que também eram vivas. Era a única coisa que eles poderiam fazer, se sacrificar para salvar as armaduras.



-Esqueçam isso, devemos ir para onde os cavaleiros de ouro foram para ajuda-los. Afinal é a nossa missão! -Renam tinha o mesmo questionamentos que seus amigos, mas seu senso dever era maior que tudo, inclusive que seu amor próprio.



-Você veio auxilia-los. - diz Demiris se levantando. -Eu vim pra pregar fazer a grande e maior irônia do mundo! Matar o deus dos mortos!



-E lembrem-se das palavras de mestre Rhodes, “somos tão poderosos quanto os cavaleiros de ouro”, é o momento ideal para provar isso não? -diz Seto que causa um sentimento negativo ao trio de prata; pois o destino fatídico de Rhodes era ser um espectro. Logo o cavaleiro sem armadura. O ódio deles por Hades aumentava, pois eles obrigaram a matar a figura paterna dos três.



-Por Rhodes!!! -Os três dizem se olhando, não era mais um dever de salvar. Era algo algo pessoal, eles iam fazer Hades sofrer provar a ira humana!!!



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Na Yomotsu Hirasaka, a alma de Grael de Capricórnio estava caminhando sem vida alguma, numa marcha fúnebre a sua própria morte. Apesar de andar em direção ao “fosso dos mortos” trazia consigo um pouco de consciência; sabia que seria melhor sua morte e que se os cavaleiros de ouro vencessem, ela não teria sido em vão. E ele carregaria um demônio com ele próprio, o ser que amaldiçoava a excalibur seria morto.



-Se render assim a morte Grael? Então é assim que os meus sucessores se comportam? Isto realmente é lamentável. -diz uma mulher linda porém diabólica, que estava sentada sobre uma rocha, com a mesma armadura de Grael, a armadura de Capricórnio! -O que houve com o senso de dever pétreo dos cavaleiros de Capricórnio? Eu pelo menos tinha, vejo que isso foi perdido.



-Um demônio querendo negociar minha alma, eu já deveria estar esperando por isso, nem sei o porque de minha surpresa. -Grael continuava a sua caminhada sem olhar para Nêmesis.



-Errado, não sou um demônio. Demônios são os espectros de Hades. Prefiro me considerar o demônio dos demônios, mas você desistiu assim de salvar a humanidade? Delegando o seu serviço a outros? -Nêmesis começa a andar ao lado de Grael sabendo que como todo os regidos por sua constelação são obstinados.



-Eu mais nada posso fazer, eu morri para que você derrotasse aquele juiz. Nosso serviço esta acabado, e vamos morrer os dois juntos. Assim você não terá mais um caminho para que volte a vida. -Grael esta firme em sua decisão, ele decidira isso quando cometeu suicido, uma das maiores desonras para um cavaleiro.



-E porque você acha que me mantiveram presa na excalibur? Foi a pedido meu, Athena não queria que alguém como eu ficasse em suas fileiras, pedi a ela que fosse usada como arma então; e agradeço muito ela por isso, e agora tanto a minha missão quanto a sua estão prestes a ser inuteis por uma decisão mais fácil. -Nêmesis começa a falar com agressividade. -Tudo que eu quero é fazer algo inétido em toda a existência. Matar um Deus.



-Então é isso? -Grael sai da fila dos mortos e aponta a sua mão direita como uma adaga no pescoço de Nêmesis. -Então una-se sua alma a minha, assim poderei controla-lá.



-Então você que se unir sua alma com a de um demônio? -Nêmesis pergunta, pois se ele não aceitar isso de coração ela não poderá unir suas almas em uma só.



-Não quero me unir ao demônio, mas sim com o demônio dos demônios. Tudo que quero também é completar minhas ordens, que são a de matar Hades. -ao falar isso, Grael não mostra mais os olhos dos que caminham para morte, mas sim com um olhar tão afiado quanto o de seus golpes.



Agora sim, as almas tinham uma ligação, tinham um elo de se mantar unidas. Pelo simples desejo de ver o sangue divino escorrer pelas suas lâminas...



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A batalha dos humanos contra Hades continua, cinco sombras se reunem com mantos que se camuflam na escuridão do Tartaro, o lugar que eles se encontram. A única coisa que as diferenciam são seus olhos.



-Tem certeza que os peões vão sobreviver? -diz o vulto de olhos vermelhos, com o tom de sua voz como a força de chamas queimando arvores, num tom realmente nervoso. -Afinal esperamos muito tempo para que as peças certas estivessem em seus lugares.



-Atuei muito tempo como guia para os três, duvidam que eles se percam, ou que morram. -diz o vulto com os olhos purpuras, uma voz obsessiva que parecia querer saciar sua vontade, seja lá qual ela fosse. -Mas acho que May se exaltou quando o cavaleiro de águia dela se feriu.



-Idiota, ele é realmente necessário em nossos planos mais para frente. Uma das principais peças. -diz May com seu globo ocular totalmente azul.



-Mas era necessário mesmo lançar a espada de nosso mestre? -diz o vulto com uma voz feminina muito sedutora e pausada.



-Esqueceram que quem planejou a libertação dele fui eu? Vocês não tem esse direito! -grita May intensificando o seu olhar azul!



-Lembresse que eu ainda sou o líder. -diz o vulto de olhar rubro.



-Será que vocês esqueceram de nossa missão? -diz o vulto de olhar amarelo com um tom cortante.

-Tem razão, essa vai ser uma era nova! A nossa era! - diz May