-Onde está seu amigo? -perguntava um belo homem enquanto pintava um quadro para Aurus.
-Sinceramente não sei mestre Valaris, deve estar por ai chorando pelos cantos. -dizia Aurus para o seu anfitrião, ambos estavam na casa que ele fora criado, um pouco mais longe do Santuário, mas antes mesmo de estar próximo da vila de Rondiro. Dincht estava lá também, mas ele saíra e Aurus lhe derá cobertura.
-Antes exprimir sua dor do que oculta-la, sinto mais dor em você que no aprendiz da Clair. -dizia o homem sem desviar a atenção do quadro que ele pintava. -Sabia que a tristeza não é bela? Apenas ficamos tristes e choramos quando é a única coisa a se fazer, quem se nega a fazer isso ou é muito forte ou é muito fraco. Nisso eu e você somos até parecidos.
-Somos? -indaga Aurus, apesar daquele assunto não ser de seu agrado, ele começava a se interessar.
-Ambos odiamos esses sentimentos e não demostramos no que fazemos, mas ao contrário de mim você não tem uma "válvula de escape", e acho que é isso que lhe acaba te dando tanta frustração. Você deveria ter uma válvula de escape sabia? -Valaris ainda não tirava os olhos de seu quadro. -Tente alguma coisa!
Aurus olhava Valaris de maneira curiosa, e via quanto os cavaleiros de ouro eram diferentes entre si. O seu pai vive de honra e ódio, mas em Valaris ele encontrará uma harmonia e simplicidade do mundo. Aurus chocava-se por sua mente aceitar pessoas tão opostas com o objetivo: proteger esse mundo. Mas Aurus não sabia se era correto perguntar para Valaris, qual era sua história, afinal ele era meramente um aprendiz de cavaleiro.
-Você quer saber mesmo da minha história? -Aurus caia da cadeira a qual estava apoiado.-Vai dizer que era isso que você ia me perguntar?
Aurus ainda tentando se recompor afirma que sim com o balançar da cabeça, imaginando que o cavaleiro de Peixes, já sabia tudo dele; que já invadira a sua mente descobrindo cada segredo mesquinho dele.
-Não se preocupe, como paranormal eu sou um ótimo charlatão. Sou apenas um clarividente latente, isto é, consigo ver o futuro próximo, mas nada que eu controle, acho que isso é mais sorte em adivinhar do que em prever. -Valaris para de pintar durando um momento para limpar o suor de sua testa. -Não consigo prever o que vai acontecer as seis horas, sabendo que são cinco e meia.
Aurus ri com do comentário e prepara-se para ouvir a história de Valaris.
-Eu vim de uma família cigana, antes que me pergunte, sim ainda existem ciganos por ai! Afinal, cavaleiros de Athena ainda existem não é? Mas apesar de amar minha família e minha vida, não me sentia satisfeito; era como se eu não fizesse parte daquele mundo apesar de ama-lo mais que a mim mesmo. Até que um dia fui a uma praia italiana, minha terra natal diga-se por passagem.
Até que vi em um rochedo um brilho dourado. Lá estava a caixa de pandora de peixes, mas sentada a cima dela estava uma mulher linda como uma sereia, e me vez umas indagações. Eu fiquei fascinado pela beleza daquela mulher. Até que o rosto da mulher caiu e eu vi apenas a sua caveira; quando dei por mim estava no meio de três ondas e o rochedo na minha frente.
-E ai? -Aurus interrompe Valaris de sua narração com uma cara única de interesse e total atenção.
-E ai que eu conto amanhã!
-Ei não vale!
-O segredo de todo bom contador de histórias é sempre deixar o ouvinte querendo mais! Isso é um fato! -Valaris terminava de dar uma ultima pincelada no quadro que pintava. -Finalmente acabei!
Aurus saia de sua cadeira para ver o quadro e via que a pintura de Valaris era quase como uma janela que capturava um momento real; mas criado pela imaginação dele. O quadro retratava três cavaleiros de ouro: Áries, Câncer e Sagitário, atacando uma jovem mulher num campo florido.
-Não acho que isso já tenha ocorrido ou que vá acontecer, mas acho que essa seja minha melhor arte. Quem sabe isso não vá ao salão do grande mestre? - Respondendo o rosto curioso de Aurus e a pergunta expressa em seu rosto.
-O cavaleiro de Sagitário é quem? Parece com meu pai! - Indaga Aurus.
-Sério? Olhando bem parece você! -Valaris comenta fazendo uma pose de critica colocando a mão no queixo.
Após o comentário de Aurus, realmente ele percebe que o cavaleiro de Sagitário é ele, o de Câncer é Dincht e Áries é uma amazona de cabelos verdes muito escuros. Realmente se aquele quadro fosse de uma cena no futuro, era uma cena de uma guerra, mas a grande pergunta é contra quem?
E quem é... - Antes mesmo que Aurus pudesse terminar de falar, com um golpe, Valaris joga Aurus pela janela do casebre, Aurus em pleno ar e no segundo seguinte estava vendo a casa sendo destruída por vários feixes de luz ocasionando uma explosão dourada. Aurus reconhecia o ataque só pela maneira da destruição. O trovão atômico de Hector de Sagitário.
Após a poeira momentânea do impacto da explosão baixar, Aurus vê os dois cavaleiros de ouro Hector e Valaris de Peixes com suas armaduras vestidas e um segurando o punho do outro, medindo forças provocando uma pressão muito forte.
-Eu esperava Sandoram ou Alexander, e não você Valaris. - dizia Hector encarando o outro cavaleiro de ouro.
-Sabe como é, eu sempre prefiro ficar com o trabalho fútil e leve. E me deram esse, sabe como é! -Apesar de ser um cavaleiro de ouro, Valaris é do tipo defensivo e auxiliar das doze casas, com capacidades curativas e de bloqueio, e não lutador como Hector.
Com um empurrão mais forte Hector afasta Valaris dele, apesar dele tentar se manter acaba caindo devido a grande força de Hector que parecia ser a maior de todos os cavaleiros naquele momento. O poder dele parecia ser alimentado pela vontade de matar seu filho. Até aquele momento, o cavaleiro de peixes achava que era boato que Hector fazia de tudo para matar seu filho, mas aquele olhar era de um assassino motivado.
-Não tenho nada contra você Valaris, mas se proteger esse ser maligno que reencarnou como meu filho considerarei você mais um traidor de Athena. - As palavras de Hector eram firmes assim como sua vontade. Valaris por um instante chega a acreditar, pois isso já acontecerá algumas vezes na história do Santuário. Um deus reencarnar e tentar ser um cavaleiro de Athena, mas Aurus tinha a mesma essência do pai, não havia como Aurus ser uma entidade maligna, a menos que Hector também fosse.
-O único erro que esse garoto cometeu foi ser seu filho.
Uma chuva de flechas douradas atacam Valaris, o qual teve apenas tempo para dilatar as pupilas para conseguir enxergar alguma coisa. Aurus que estava um pouco mais longe do ponto de impacto vê que o golpe de seu pai acerta o cavaleiro de Peixes. Após a poeira do impacto abaixar, estava lá o corpo inerte de Valaris, cheio de perfurações. Aurus se esconde atrás de uma pedra rezando para Athena que seu pai não lhe ache.
Hector não chega a acreditar que um cavaleiro de ouro chegasse a cair com uma destruição infinita apenas, Hector chuta o corpo de Valaris e na verdade era o corpo de Daylah, sua esposa. Ela que fora acertada, e não Valaris.
Hector não entende, era com Valaris que ele estava lutando, ao virar para trás e tentar correr vê agora Daylah perfurada e de pé, sangrando e olhando para ele. Hector não acredita realmente que ela.
-Como você pode tentar matar nosso filho, como você por ME matar! -Daylah gritava e batia no peito do cavaleiro de Sagitário, deixando seu sangue na armadura.
-Acha mesmo que pode me enganar Valaris? -Hector pegava Daylah pelos ombros e a olhava nos olhos. -Acha mesmo que eu vou cair nessa ilusão?
Com um único golpe Hector atravessa o braço no estomago de sua mulher que a deixa inerte no chão. Hector sente que quase cairá no truque de Valaris, mas pelo golpe que dera e as marcas de sangue de sua mão, presumia que acertará o próprio Valaris.
-Agora eu lhe pergunto meu caro cavaleiro de Sagitário? Quem disse que isso era uma ilusão? -A voz de Valaris parecia ecoar distante de todos os lados. -E me diga então poderoso Hector e perito em ilusões, descobrindo parte do truque, a ilusão não deveria ser desfeita? Ou mesmo esse sangue que esta na sua mão é meu, e o corpo de Daylah não desaparecer?
Hector começava a duvidar de seu julgamento pois os poderes de Valaris eram desconhecidos. Hector acreditava que seus poderes eram apenas de previsão latente e cura, e não que ele dominasse técnicas ilusórias. Se é que aquilo era uma ilusão. O cavaleiro de Sagitário começava a duvidar daquela ilusão-realidade; mas sabia que toda sensação podia se cortada com um ferimento infligido nele mesmo.
-Você não vai gostar disso, Hector. -dizia a voz de Valaris que vinha de todos os lados enquanto o punho de Hector se preparava para o golpe. -Sabia que dizem que o maior medo de uma pessoa é saber como ela é realmente por dentro?
Hector aplica o golpe em seu próprio ventre para sair daquela ilusão, porém sente uma dor imensa e teme que tenha exagerado na força, e ao tirar o punho do estomago vê vermes comendo sua mão e mais caindo do orifício que ele criara em seu corpo. Hector tenta gritar mas engasga com os vários insetos que saem também de sua boca.
Aurus toma coragem para ver o que acontecerá pois só ouvia se pai gritar com Valaris, e vê Sagitário ajoelhado com um grande ferimento no abdômen e sangue na mão esboçando um grito que não havia som. Encostado em uma outra rocha, totalmente perfurado e sangrando fortemente estava Valaris.
Aurus vai em direção ao cavaleiro de Peixes numa rápida corrida curta.
-Tudo bem mestre Valaris?
-Estaria se meu quadro não fosse destruído no ataque do seu pai. -Valaris cuspia um pouco de sangue pois estava gravemente ferido. -Quero que você faça um favor pra mim, vá até o Santuário e peça ajuda a um cavaleiro de ouro. Não vou poder segura-lo para sempre, mas não me traga nada menos que um cavaleiro de ouro, e senão achar, quero que se esconda no Santuário. Hector não é tão burro de invadir sozinho o Santuário.
-Mas e o senhor?
-Meu dever é te proteger ou morrer tentando. Agora vá!
Aurus se levanta obedecendo as ordens de Peixes, e promete que vai trazer alguém para ajuda-lo. E começa a correr o máximo que pode.
Já no mundo de pesadelo de Hector, os insetos e vermes param de sair de seu corpo, mas ele se sente como se estivesse menos naquele mundo. Ao ver suas mãos elas estão cadavéricas, assim como seu rosto que mostra um crânio descarnado. Olhando o mundo a sua volta, não era mais a terra, e sim Yomotsu Hirasaka. Hector via todos os mortos para um pulo suicida, mas três dos mortos saem da fila e vão em sua direção.
Hector reconhece cada um deles, eram seus antecessores a armadura de Sagitário. Seu pai, Faremyr; seu avô Aaron. Ambos tinham um olhar de reprovação para Hector; uma das coisas que ele mais temia acontecer.
-Hector, filho de Faremyr, filho de Aaron, descendente de Jasão. Como pode profanar nossa linhagem de heróis com essa atitude desprovida de sensatez? Nós que tinhamos o nome glórificados, seremos amadiçoados. Tudo por sua causa. -Aaron de Sagitário e Faremyr olhavam para Hector com os olhos da maior raiva e desprezo possível, o mesmo olhar de Hector para Aurus.
Hector tremia, tremia de medo, de ódio, de impotencia, de todo e qualquer sentimento que as pessoas em desespero notando que seu pior pesadelo existe e é pura realidade; mas algo muda o olhar de Hector que assusta Faremyr e Aaron. Hector começa a controlar seu choro, começa a forçar-se a parar de tremer.
Valaris que enxergava a realidade e o mundo que ele criará como pesadelo pessoal para Hector. Ele voltará a determinação de sua missão, de matar seu filho, a reencarnação de Antheros. Quase nada escapava do seu "reino de Pesadelos", mas Hector parecia forçar sua mente a se controlar e destruir aquele mundo ilusório com sua própria vontade.
O mundo de Pesadelo de Valaris se partia como um grosso vidro feito de magia, e Hector se levanta com asas reluzentes e cosmo assustador...
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Clair já corria um bom tempo, porém abafando seu cosmo ela nao poderia correr na sua velocidade normal; mas estranho era não sentir o cosmo de Hector que deveria estar a beira de uma explosão de acordo que ela sentira vindo do cabo Sunion. E nem sentia o de Aurus, que era a vítima principal de Hector.
Mas Clair sentia alguma coisa que não era o cosmo, mas sim algo incosntante que empregnava o lugar, no lugar onde ela deveria sentir cosmo, nem ela mesmo acreditava em tal energia. E o foco era tão forte e inconstante quanto a própria energia, ela não acreditava que Hector fosse capaz disso, mas sim outro ser.
Num lampejo, Clair sente uma energia familiar aquela energia caótica, correndo em direção do Santuário. Era o filho de Hector correndo o máximo que podia, ela não mais tenta ocultar seu cosmo, para intercepta-lo.
-Mestra Clair?! A senhora não deveria estar em carbides? - Clair havia aparecia na frente de Aurus como um fantasma.- E Dincht onde está?
-Dincht me tirou de lá, e já está a salvo; estou mais preocupado com você. Seu pai fugiu e tenho certeza que ele vai atrás de você. -Clair segurava os ombros de Aurus vendo se stava tudo bem com Aurus que apresentava um golpe fraco no ombro.
-Sim, ele tentou de novo. -Aurus olhava para a face mascarada de ouro. -Mestre Valaris esta detendo ele como pode, mas ele está muito ferido. Se Hector continuar no ritmo que ele estava, logo ele vai sair da ilusão de Mestre Valaris. E...
-Não se preocupe, vou te proteger. Mas o mais estranho que não consigo sentyir o cosmo nem de Hector e nem de Valaris. Você vai ter que vir comigo, tudo bem? -Clair perguntava a Aurus, com uma voz alienigena antes para ela. Falando com gentilezas e preocupação excessivas.
-S-sim, claro que guiarei a senhora. -Clair agarrava Aurus junto aele e começava a correr em alta velocidade para chegar antes que Valaris morra.
Mas não muito longe dali, uma figura de aparencia totalmente de trevas e vestido com sombras, a única coisa que permitia ser percebido eram seus olhos de um laranja radiante. Sentado sobre uma rocha enorme, com as duas mãos sobre o rosto assistindo aquela cena. E acompanhando com seu olhar o caminho que a amazona de Câncer fazia.
-O poder de uma mãe protegendo sua cria, seja ela co-sanguinea ou não é um poder que os deuses deveriam pensar antes de desafiar. -a voz era feminina e aveludada que parecia estar cheia de uma sabedoria que só a experiência era capaz de prover. -Infelizmente não gosto de presenciar esse desfecho, mas fui designada a isso. Agradeço que o próximo passo é mais prazeroso, não é?!
O vulto de olhos laranjas olhava para seu recém chegado, um outro vulto assim como ela, mas de olhos amarelos. Que não respondia, mas apenas olhava as costas do vulto de olhar laranja balançado a sua cabeça negativamente.
-Sacreficios devem ser feitos pela humanidade, quando eles juraram ser cavaleiros de Athena sabiam disso. -a voz também feminina porém mas aguda e rispida .
-Mas eles não sabem que seus destinos estão sendo manipulados, e que tudo conspira contra Athena; tenho a sensação de que somos monstros, mas lembro o porque fazemos isso. Só isso me dá forças para continuar. - o vulto de olhar alaranjado se levantava. -Vou ver como vai terminar isso, e você? Vêm?
-Não, tenho ainda que olhar os outros. -Ambos os vultos se desmancham no ar como se o vento os levassem, porém cada um desmachou para o lado oposto do outro.
Alma Nova Está de casa nova http://cdz-almanova.blogspot.com/
Quem sou eu
- Demiris Ikarus
- Se nada mais der certo pra mim, pego esse computador bato na cabeça do meu patrão até ele desmaiar, depois roubo um caminhão e dirijo a noite toda como um prisioneiro fugitivo, aí vou para a amazonia onde começarei vida nova com uma criação de peixes voadores...
"Quando a humanidade erra, os Deuses tratam de puni-la com morte, praga, fome e guerras; mas e quando os Deuses erram? Quem os pune? E que tipo de punição eles terão?"
-Bem-vindos a Saga dos Assassinos de Deuses
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Capitulo 5: Ironia
Ironia.
A única palavra que vinha na cabeça de Clair, que estava acorrentada com correntes do mesmo grau das que prendiam Prometheus, o titã que fora condenado a ter seu figado comido por um abutre pela eternidade por levar o fogo a humanidade. Ela presa na Prisão de Carbides, por tentar matar seu antigo melhor amigo e por quase matar seu mestre e pai. Era uma piada de mal-gosto dos deuses.
E o pior, ser protegida por Dincht. Aquela criança que daria pena até em um leproso. Realmente o mundo dava muitas voltas, até demais para ela. Hector essa hora deveria estar no Cabo Sunion, acorrentado vendo a maré subido. Enquanto ela esperava o vento gélido da madrugada, já que aquele era um dos maiores pontos de todo o Santuário.
-Pelo menos tenho uma boa vista do Santuário. -Pensava Clair.
O que era verdade, já que Clair podia ver as doze casas zodiacais, o relógio das doze casas, que em vez de horas tinham o símbolo dos signos de ouro, e Star Hill, o lugar onde o grande mestre vai meditar. Se não fosse uma prisão que passava a mais forte corrente de ar, sendo fria e cortante ao mesmo tempo, seria um bom lugar para se ficar.
Clair ouvia alguém tentando subir, mas tinha um baixo cosmo para ser um cavaleiro de ouro, deveria ser um dos cavaleiros de prata falando que o Grande Mestre quer a cabeça dela servida em uma bandeja.
Mas esse cosmo era-lhe familiar, mas familiar que o normal. Duas pequena mãos apareceram no penhasco, era Dincht. Como ele conseguirá subir até aqui? E o pior que deveria ter no mínimo de dezenas de guardas que a consideravam ameaça máxima.
E Dincht apareceria com uma enorme mochila, mas que não o fazia desequilibrar. Ele aparecia com aquele seu sorriso sempre a deixava irritada, mas que hoje talvez fosse a coisa que ela mais gostaria de ver, alguém sorrindo para ela.
-O que você esta fazendo aqui? -indaga Clair
-Vim salvar a senhora ué! E trouxe comida! -dizia Dincht com um rosto todo sujo e tirando tudo que podia da bolsa e organizando. Nada do que Dincht trazia poderia romper aquelas correntes e as barras que mantiam-na prisioneira, mas Clair lacrimeja com a idéia de Dincht de salva-la.
-Saia daqui! Se te pegarem você terá o mesmo destino que eu! -dizia Clair balançando o rosto tentando se livrar das lágrimas. E Dincht tentava abrir as grades com um pé-de-cabra enferrujado que arranjará.
-Tanto melhor! Assim ficarei com a senhora até o último momento da minha vida. -Dincht nesse momento quebra o pé-de-cabra, fazendo-o cair no chão. Olhando a ferramenta e vendo o que usaria logo em seguida com uma cara de satisfação, pois estava salvando a pessoa mais importante da sua vida.
Clair por um lado se odiava por rejeitar e por um lado agradecia por encontrar Dincht em sua vida. Como uma criança podia ser tão carinhosa assim. Ele lembrara até Celine, sua mestra, pessoa doce e única, seriam a humanidade em seus corações que transformava os cavaleiros de câncer em poderosos?
-Pode me dar um pedaço desse pão Dincht? -dizia Clair. -Já tem um bom tempo que eu não como!
-Claro mestra!!! -os olhos de Dincht brilhavam ainda mais. -Coloquei quase tudo que tinha na geladeira ai dentro!!!
Dincht segurava o pão com os pequenos braços pra dentro das grades, e Clair mordia e sentia que era a melhor coisa que ela havia comido. Obviamente ela já comerá pratos exóticos mas que nunca foram preparados especialmente para ela. Clair sabia agora o porque dos Deuses gostarem de oferendas!
Após comer todo pão, era possivel sentir um enorme cosmo explodindo em raiva e insanidade, da direção do litoral do Santuário, mas precisamente onde se localizava o Cabo Sunion. O feixe de luz podia ser visto por todo o Santuário.
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Cabo Sunion, a água fria estava no joelho de Aurus que apenas se mantia parado o pensando o porque de tanto ódio pelo filho dele, e porque tanto ódio da Clair? Não havia motivo, não havia nada, antes dele ganhar a armadura não tinha nada. Serpá que esse seria o fardo de ser um cavaleiro de ouro ou seria o fardo de ser o cavaleiro de Sagitário?
Quebrando seu martírio e seus pensamentos, aparecia sua mulher Dainah.
-Saia daqui Dainah!!! Não quero vê-la!!! -gritava Aurus virando o rosto para o lado, não querendo ver sua amada.
-Meu querido... Não vou contra você! Você esta certo, Aurus é a reencarnação do mal. Vi em algumas profecias que Aurus é a reencarnação de Antheros, o deus do ódio. Você deve acabar com esse servo de Ares; por mais que nos doa nós prometemos proteger Athena. -Dizia sua Dainah ao seu amado cavaleiro, que num toque vez seu cosmo explodir; chegando a arrebentar as correntes que lhe faziam prisioneiro.
Hector sabia agora que por mais que parecesse errado que ele fazia, era pelo bem de Athena, e com a aprovação de Dainah; a própria mãe de Aurus Era missão dele matar Antheros, mesmo que ele fosse seu filho; Athena manda sua provação para ele.
No momento que as barras e as correntes do cabo sunion se partem, dois cavaleiros de prata designados para vigiar Hector de Sagitário: Zacks de Cão Maior e Ware de Hercules. Que se assustam com a quantidade de cosmo, e com a armadura de Sagitário no corpo de Hector.
-Saiam daqui cavaleiros de prata, tenho uma missão a ser comprida, devo matar meu filho. - dizia Hector envolto de seu cosmo, com um olhar cheio de ódio. -Caso ao contrário considerarei-os traidores de Athena.
-Mestre Hector, o traidor aqui é o senhor, você atacou a Mestra Clair e quase matou mestre Rhodes. -Ao Ware dizer isso Hector tem uma dor de cabeça muito forte, chegando a cair de joelhos e urrando de dor; mas com um olhar para Dainah, a dor se ameniza e o cavaleiro dourado retomar seu olhar para os cavaleiros de prata. -Mestre Hector, pare por favor!
-Esqueça Ware, não esta vendo que Sagitário esta louco, pareceu que ele olhou para alguém, mas não há ninguém aqui além de nós. Temos que deter-lo. -dizia Zacks já se preparando para atacar junto com Ware.
-Por Athena! -gritando os dois cavaleiros de prata.
-Calem a boca traidores! TROVÃO ATÔMICO!!!
Os dois cavaleiros foram atacados por milhares meteoros que chegavam a velocidade da luz facilmente, com praticamente suas armaduras mortas além deles mesmos, inertes no chão. E Hector rumava para o Santuário, onde Aurus estava.
Dainah como uma miragem começa a se desfazer e um vulto de olhos de um amarelo que era mais reluzente que as armaduras de ouro dava adeus ao cavaleiro de Sagitário.
-Senão fosse a devoção à Athena ele talvez tivesse percebido que Dainah tivesse morrido a anos, durante o nascimento de seu filho amado. E pensar que só foi obscurecer um pouco a sua visão, mas graças a isso quase todas as peças ficaram no lugar. -O vulto colocava o corpo inerte de Dainah juntos com os cavaleiros de prata, com os mesmos danos. -Não se preocupe Hector, seu filho salvará esse mundo!
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-Eu tenho que detê-lo, é meu dever. -Clair se levantava vendo o clarão do golpe do Trovão Atômico e com dois cosmos de cavaleiros de prata desaparecerem. -Não posso deixar mais a loucura de Hector afetar ninguém, por culpa dele quase matei Rhodes.
-Não! A senhora vai morrer!!! E não vou deixar!!! -dizia Dincht com os os olhos transbordando de lágrimas. -Eu não vou deixar... não vou!!! Do que adianta eu salvar a senhora, se a senhora vai morrer!
-Esta bem. Deixe pelo menos eu sair dessas correntes, para fugir com você! Se afaste! -dizia Clair com uma voz tremula.
Dincht sai para o lado das grades da cela, e se abaixa com as mãos sobre a cabeça. Clair eleva seu cosmo ao máximo, e numa única explosão destroi as correntes e as grades, violando a ordem do Santuário de prisão. Logo os cavaleiros de prata iriam estar ali, Dincht correrá puxando a mão de sua mestra, mas não consegue.
-Espere, tem algo que eu gostaria de te mostrar algo. -Clair aproximasse do rosto de Dincht, e tira a sua mascara.
O rosto tão sonhado por Dincht, sempre imaginado, mas era mais belo do que ele imaginava. De uma feições bem maduras e femininas no seu apice de olhos tão verdes quando a plantação mais bela de qualquer época, contidos em olhos amendoados.
-A senhora é um anjo?
-Ando mais pra demônio atualmente!
-Mestra, você vai me matar? -Dincht lembrava da lei das amazonas que Elrophin sempre dizia ele, "se você ver o rosto de uma amazona, você terá que ser morto pela amazona que você viu o rosto"
Clair ri.
-Acho que Elrophin esqueceu de te dizer que há duas opções para uma amazona fazer: matar o individuo ou se apaixonar por ele. E como não se apaixonar pela pessoa que te salva não é?
-Mas eu não fiz nada, tudo que eu tentei foi em vão. Tentei lutar contra os dois cavaleiros de ouro e não fui forte bastante para vence-los; e nem fui capaz de arrebentar as grades e correntes que lhe prendiam. Já a senhora me deu um futuro, uma vida que eu podia defender outras vidas.
-Mas você salvou minha alma de um tormento eterno, de morrer e nunca perceber o quanto você é especial, meu filho. O que era mais importante você salvou! E devo tudo a você. Minha criança apaixonada. -Clair lembra que alguém alguém falou que Dincht era uma criança apaixonada, mas sinceramente não lembra aonde e nem quando.
-Filho! -Dincht chorava, ele que nunca ganhava uma palavra de agradecimento de Clair, e agora era filho considerado filho pela própria Clair, Dincht soluçava de alegria. -Agora tenho que ir ao encontro de Hector, meu filho. -Clair aplica um soco no estomago de Dincht apenas para ele perder a consciência. -Eu sempre estarei com você.
-Não... vá... -Dincht via apenas a escuridão tomar conta de sua consciência.
Mais dois cavaleiros de prata designados para tomar conta da prisão do cavaleiro de ouro chegam, Dion de Baleia e Ior de Cães de Caça; ao ver a amazona criminosa abraçada com o aprendiz ficam abismados, mas se mantêm em posição de luta.
A amazona recoloca a mascara, e deita Dincht dentro da prisão onde estava e coloca a mochila que ele trazia como travesseiro. Só para depois se voltar para os dois cavaleiros de prata que estavam ali para detê-la. Ambos sabiam que não tinham chance contra a amazona de ouro, mas essa era sua missão.
-Se vocês ouviram a explosão no Cabo Sunion, vão me deixar ir para deter Hector; não sei porque mas sinto que sou a única que pode para-lo.. -dizia Clair com a autoridade que sempre teve, porém agora havia mais doçura em suas palavras.
Os dois cavaleiros de prata se desfazem da pose de ataque e abriam caminho para Clair, ambos sabiam que ela era a pessoa que teria que confrontar o cavaleiro de Sagitário.
-Peço que cuidem do meu filho enquanto eu estiver fora, e só o levem para casa quando a luta acabar certo?! -Ambos os cavaleiros acenam positivamente.
Clair desaparece e um brilho dourado vindo da casa de câncer vai em direção dela.
Capitulo 4: Proteção
Os resultados do golpe cessam, além de várias pedras voarem como chuva em uma tempestade, enormes colunas cairam. Dincht e Aurus estavam soterrados porém ilesos, mas não sairam de onde estavam. Já que pelo o que eles ouviram essa guerra teria ainda mais novecentos e noventa e nove dias, vinte três horas e quarenta e cinco minutos. Ambos apenas levantaram a cabeça o mínimo possível para se ter um pouco de visão.
Hector e Clair estavam ilesos, nenhum deles havia sofrido nada e tinham uma cara meio indecifrável, como um misto de surpresa e vergonha. Ao meio deles, estava um homem de cabelos negros e bem aparados com o braço direito em chamas purpuras e o braço esquerdo com vários hematomas e sangramento.
Era Rhodes que deteve os golpes de ambos os cavaleiros com as mãos nuas; o que causou ferimentos graves em seus dois braços. Seu rosto também apresentava escoriações, assim como o seu dorso, mas ainda era um milagre, alguém bloquear o fogo-fátuo e a destruição infinita em duas direções opostas e ainda com as mão nuas. Hector e Clair não se moviam, o choque emocional deles era enorme. Rhodes defenderá ambos arriscando sua vida.
-Há algo de podre no reino de Athena. -diz Rhodes com dificuldades mas ainda com o seu humor único.
-Mestre Rhodes... E-eu... -Clair não conseguia dizer nada, pois ela quase matará seu mestre, e ataca Aurus por um motivo que ela mesmo desconhece.
-Vocês crianças nunca aprendem, será que não sabem o quanto um pai sofre ao ver seus filhos brigando? -Os braços de Rhodes não conseguem mais ser sustentados pelo seu dono e pendem bruscamente.
-Mestre... n-nós... -Antes mesmo que Hector conseguisse organizar seus pensamentos, Aurus cai de joelhos para logo depois cair de bruços no chão.
Clair corre em direção do corpo caido de Rhodes em desespero. Hector ainda esta em choque por não saber o que fazer. Clair confere os sinais vitais de Rhodes, e graças à Athena ele estava vivo. Valaris de Peixes e Livea de Áquario chegam ao campo de batalha, e não acreditam que Clair e Hector tivessem sido ocasionadores dessa destruição e o pior, fazendo vítima o mestre Rhodes...
Valaris vai socorrer Rhodes empurrando Clair para o lado com força, Livea já concentrava seu pó de diamante, para o primeiro que se movesse. A Dama da Morte Branca de Aquário ameaçando companheiros? Clair e Hector não acreditavam que Lívea levantasse os punhos para eles, o que sai das mentes deles já que ambos nunca pensaram que atacariam entre si, e muito menos que Rhodes seria a sua vítima.
-Livea, não faça isso. Há um grande engano aqui! -Diz Clair ainda no chão, tentando encontrar uma razão.
-Nossas ordens são de levar mestre Rhodes daqui para ser tratado, peço aos dois por todo amor que sinto por Athena que não se movam, se não terei que congelar vocês como exemplo para os próximos cavaleiros. -Livea nunca falava tão serio, numa tarde de verão como aquela os pequenos cristais de neve caiam. Hector estava ainda parado, e virava o rosto afim de não cruzar os olhares com qualquer um dos presentes.
Valaris de todos os cavaleiros de ouro, era o único que tinha técnicas curativas, e tentava estabilizar a condição de Rhodes, para tirar ele dali. Hector estava ainda parado, e virava o rosto afim de não cruzar os olhares com qualquer um dos presentes.
-Ele já esta estabilizado, vamos temos que procurar taça. -diz Valaris à Livea, que acena com a cabeça e desaparecem como se nunca tivessem ali.
Hector e Clair vêem ainda que ambos estão bem e inteiros, e o desejo de ver o cadaver do outro inerte no chão continua, não com a mesma intensidade pois eles feriram a pessoa que os criaram. Não sabe que com essa guerra insana e sem motivo quem serão as próximas vítimas.
Dincht esta muito preocupado com Clair e teme que ela esteja ferida, e sai dos escombros que estava escondido, correndo em direção à sua mestra. Aurus tenta o segurar mas não consegue. Clair quando ouve a voz de Dincht, não acredita que quase matou o garoto que ela treinava junto com a sua sucessora, e não entendia o que ele estava fazendo aqui nesse momento.
Mas um grande erro foi cometido, os olhares de Hector e Aurus se cruzaram...
Hector numa velocidade incrível puxa seu arco e uma flecha de ouro apontando para seu filho, Clair nesse momento, só viu o olhar insano de Hector, com os pequenos vasos capilares dos globos oculares de Hector arrebentando-se. Hector atira a flecha.
Tudo nesse momento para, e a única coisa que parece se mover é a flecha de Hector. Dincht que corria em direção de Clair sofre um corte em seu rosto, mesmo a flecha passando à dois palmos dele. Aurus sabia que a flecha de ouro era em direção dele, tudo que ele faz é fechar seus olhos, e pensando que não havia jeito de morrer melhor do que pela sagrada flecha de Sagitário.
O tempo volta a transcorrer normal graças a dois barulhos metálicos em sequência. Aurus retorna a abrir seus olhos, vê outra figura lendária que ele mesmo só tinha ouvido falar. O cavaleiro de Capricórnio, Sandoram, que abaixo dele havia uma poça de sangue, e ao lado da poça de sangue a flecha de sagitário cortada simetricamente.
Hector não tem tempo de pensar, pois é atingido por um impacto elétrico vindo de seu lado esquerdo, sem ver seu agressor ele sabe exatamente quem é. Alexander de Leão, o cavaleiro de ouro com maior quantidade bruta. Clair tem um choque, os dois cavaleiros mandados geralmente em missões onde a contagem de mortos chega a ser monstruosa estavam ali para dete-los; Livea e Valaris forma mandados para tirar Rhodes dali.
-Cavaleiros de ouro devem ser intocáveis entre si, a não ser por ordem do Mestre do Santuário; assim diz as ordens de Athena desde os primórdios. Sabem que essa conduta é punitiva? -diz Sandoram preparando-se para atacar.
Alexander não falava nada, apenas andava devagar e carregava seu punho com eletricidade que seu cosmo produzia. Clair e Hector sabiam que era infinitamente melhor aceitar a punição que acarretaria ali, do que tentar lutar ou fugir. Afinal, o Santuário ainda tinha Tiberius de Touro, Sidarta de Virgem e o próprio grande mestre que não se conhece a extensão de seus poderes.
-Você não vai tocar nela! -Diz Dincht se colocando entre Alexander e Clair, forçando o dedo polegar e o dedo médio da mão direita. A única coisa que ecoava na cabeça de Dincht era proteger sua mestra.
Aurus não acredita que Dincht estava fazendo, desafiando um cavaleiro de ouro para defender a pessoa que ele mais preza nesse mundo. Aurus queria sentir isso uma vez na vida, mas não sabia como. Já que seu pai queria o matar e não via sua mãe desde que entrara no treinamento, que fazia 5 anos.
-Saia da minha frente, aprendiz de cavaleiro. Ou você também é um rebelde. -Alexander falava rangendo os dentes, não acreditava que um mero apendex o desafiava. Mas ele não reparava que o cosmo de Dincht crescia, Clair e Sandoram não acreditavam que um garoto podia manifestar esse poder.
Quando Sandoram grita para Alexander tomar cuidado, Dincht faz um milagre diante os olhos de Clair. Ele se utiliza do Fogo-Fátuo, as chamas purpuras que destroem tanto alma quanto corpo, em mach 5. Essa velocidade é alcançada por cavaleiros de prata extremamente poderosos.
incht acerta o braço direito de Alexander que o joga para longe. Não que Alexander não fosse capaz de deter um golpe a mach 5 normalmente mas vindo de um garoto que nem cavaleiro era, era impossível para ele saber.
Alexander sentia uma queimadura em seu braço, e o mesmo braço parecia que era mais um pedaço de carne que não pertencia ao corpo de Alexander. Dincht respirava muito forte, devido ao cosmo que ele gastará. Sandoram aparece de repente atrás de Dincht, golpeando-o na nuca com um golpe simples. Fazendo ele apenas perder a consciência. Sandoram impede uma reação de ataque de Alexander, pois o garoto apenas estava defendendo sua mestra, a culpa era dele de subestimar o garoto.
Clair apenas está surpresa, se Dincht foi capaz de usar o Fago-Fatuo, então ele é seu sucessor, e não Elrophin. Por quantas vezes ela lembra de ter arrependido de salvar Dincht. E agora ela vê que ele era seu destino. Ela desejava a morte, por tantas vezes que humilhava Dincht e glorificava Elrophin.
Sandoram de Capricórnio a levantava pelos cabelos e forçava para ver os olhos dela atrás da mascara. Vendo que eles eram purpuras; Sandoram aplica um ataque cortante no estomago de Clair, e com a grande perda de sangue, ela perde a consciência. Enquanto Hector sua sua força para levantar e atacar Aurus, não vê Alexander que estava bem na sua frente. O qual aplica seu Relâmpago de Plasma no estomago de Hector, jogando para o ar para logo em seguida cair no chão, sem consciência.
Nem Sandoram nem Alexander, acharam que seria tão fácil levar dois cavaleiros de ouro rebeldes...
-Ei, garoto! -diz Sandoram chamando a atenção de Aurus. -Leve seu colega daqui!
Aurus acenava com a cabeça, afinal eles eram cavaleiros de ouro. Ele via Dincht caindo ali sem consciência, mas percebia que ele chorava. Carregando ele de volta para Elrophin, ele se orgulhava do amigo, e prometia a ele mesmo que se ele não tivesse ninguém para proteger, ele protegeria todos o que Dincht quisesse proteger...
Capitulo 3: Insanidade
Ao passar de cinco anos, após a condecoração dos cavaleiros de ouro de Câncer e Sagitário, ambos já escolheram seus sucessores e começam a treina-los. Nas áreas mais internas do Santuário, Clair está treinando duas crianças de oito anos, dois aspirantes a cavaleiros, Elrophin, uma mulher-cavaleiro e Dincht, seu companheiro de lutas, qual leva uma surra de Elrophin. Não era a primeira vez que aquela cena se repetia, durante seus dois anos de treinamento, Dincht nunca conseguira vencer Elrophin em combate.
-Eu não acredito que após dois anos de treino você nem ao menos consegue me dar um soco. Você quer ainda ser um cavaleiro de Athena? - diz Elrophin com desprezo para com Dincht
-Você sabe que eu não desejo ser um cavaleiro de Athena, tudo que eu quero é ficar próximo da mestra Clair, ela me salvou de um destino trágico, tudo que eu quero é ficar perto dela. Nem que pra isso eu tenha que ser um cavaleiro. - diz Dincht com a tristeza no olhar quando lembra de seu passado.
-Com esse nível de cosmo? Você não chega nem a soldado, e o pior além de se ferrar, você também me ferra, pois a Clair disse que só vai me treinar decentemente quando você estiver do mesmo nível que eu, quer dizer nunca... - diz Elrophin bufando com a incompetência de Dincht, afinal se ele não quer ser cavaleiro que fosse escravo da Clair... - Vamos molenga, levante!
-Vê se maneira com o Dincht, afinal ele não quer ser cavaleiro mesmo porque se preocupar. - diz um jovem de dez anos loiros de olhos castanhos.
-Aurus, você não deveria estar no treinamento com o seu pai. - diz Dincht vendo um bom amigo e provavelmente o futuro cavaleiro de Sagitário.
-Ou morto... -diz Elrophin em alto e bom som, pois todos no Santuário sabem que Hector de Sagitário odeia o filho, e tenta mata-lo durante o treinamento.
-Bem, provavelmente os dois mas ao que parece meu pai esta falando com a mestra de vocês, o que eu acho bem estranho. -diz Aurus coçando a cabeça num sinal que ficou sem jeito com a resposta de Elrophin. -Mas já que ele te atrasa por que não treina sozinha Elrophin?
-Até que eu queria, mas sem a mestra Clair eu não iria evoluir lá grande coisa. E ela disse que só esse paspalho chegando ao meu nível que eu e ele teríamos O Treinamento. -nesse momento Elrophin olha com arrogância Dincht que se assusta com o olhar dela. -Mas pelo jeito, nem vou ser amazona de cobre reciclado...
-Eita... façamos o seguinte, eu vou treinar o Dincht e deixar ele mais forte que você! -diz Aurus para Elrophin com um sorriso largo no rosto, e deixando Dincht com uma cara de desconfiado. - Eu só quero cinco horas!
-Pensa que é quem pra fazer milagres? Athena? Se você conseguir isso, eu juro que não serei a sucessora de Clair para a armadura de Câncer. -diz Elrophin totalmente descrente em Aurus.
-Então se contente com o que lhe vier Elrophin pois na próxima luta ele vai te vencer! Vamos Dincht! -diz Aurus
Dincht parece estar perdido nas informações que lhe eram passadas, inclusive sem o seu consentimento. Mas já que era para passar um tempo longe da Elrophin, aquilo deveria ser um presente de Athena.
Não tão longe dali estava Clair, com sua armadura completa transformando em entulhos imensas rochas com apenas um movimento de braço. Apesar do espetáculo de destruição, Clair parece frustrada.
-Esse movimento de braço é o prenuncio da excalibur, apenas os cavaleiros de capricórnio são os destinado para usar tal técnica Clair, porque tenta ainda? - diz Hector, sem armadura, em uma túnica azul clara, a qual os gregos usavam na antiguidade.
-Não me lembro de nenhum livro ou regra de Athena que proíba os cavaleiros usarem outras técnicas que não pertença ao seu signo. - diz Clair sem se virar para Hector.
-E não há, mas é óbvio isso. Seria como pedir a um peixe viver no deserto, ou até mesmo uma águia abdicar de suas asas por um mero capricho de conhecer o fundo do mar. - diz Hector olhando para Clair com seus grandes olhos castanhos com a borda da íris esverdeada.
-Mas se minhas suspeitas estiverem certas poderei fazer até a sua tão querida "Destruição Infinita", pois minha mestra, a antiga amazona de Câncer antes de mim, Celine. Conseguiu reproduzir a extinção estrelar do cavaleiro de Aríes num momento de desespero, e há outro relato que o antigo cavaleiro de escorpião Evan, conseguira fazer as ondas do inferno com um treinamento árduo. -diz Clair se virando agora para Hector.
-Então você pensa que todos os cavaleiros que possuem o signo de regência de água podem adaptar grosseiramente a técnica de outros cavaleiros, aproveitando a adaptabilidade do elemento do seu signo? - Hector, olha para o lado onde não havia nada além de pedras e retorna o olhar para Clair. - Boa tese mas você ficaria como um pato.
-Pato? Explique-se... - diz Clair sem entender a comparação.
-Simples, seu raciocínio esta certo, não encontrei falhas nele. Apenas o elemento água é dotado de adaptabilidade; os de elemento ar são inconstantes; os do elemento de terra tem como principal característica a força de se manterem; nós do elemento fogo temos o maior poder destrutivo, mas o que você quer ser é um pato. Cavalos correm bem, peixes nadam bem, águias voam bem, patos fazem os três mas nenhum deles bem. - diz Hector, como se tivesse toda a razão do mundo. - O que você quer é trocar o poder puro de seu signo pela adaptabilidade. E convenhamos, mesmo que você conseguisse reproduzir a minha Destruição Infinita, ela não teria a mesma potência que a minha.
O raciocínio de Hector era perfeito. Clair começa a pensar que ela estava sedenta de poder, suas habilidades de combate são únicas, por que ela ansiava por mais?
Próximo dali, após meia hora de caminhada Aurus para e Dincht para bruscamente com medo do treinado. Afinal, ao que parece dos "futuros cavaleiros de ouro" ele tem o treinamento mais pesado, pois contasse que a cada treino, o pai de Aurus mata-lo.
-Chegamos! - Aurus diz se jogando na grama do local. -Senta ai Dincht.
-Tá bem. -Dincht teme Aurus, pois cairá num truque parecido com a Elrophin que se fingiu machucada para ataca-lo. Um golpe que o deixou desacordado por três dias.
-Cara, porque você não espanca da cretina da Elrophin? Afinal de contas ela só te sacaneia! - diz Aurus olhando para o céu.
-Não fala assim da Elrophin, ela é como uma irmã pra mim. Ela só quer o meu melhor. -diz Dincht como uma criança triste. - E eu não quero ser cavaleiro, só quero ficar perto da Clair. É tudo que eu quero, nada mais...
-Perai! -diz Aurus se sentando rapidamente. -Você está passando um inferno que é o treinamento pra se tornar cavaleiro de Athena só pra ficar do lado da mestra Clair?
-É... -diz Dincht com o olhar vazio olhando para o chão.
-Uau... -diz Aurus tentando assimilar a informação. - Sinto inveja de você.
-De mim? -Dincht se espanta com as palavras de Aurus. -Por que? Você tem família, pai e mãe. Sua mãe é considerada uma santa e seu pai é o cavaleiro de ouro de Sagitário. E eu sou meramente eu seguidor e aspirante à cavaleiro fracassado.
-Pelo menos você foi salvo pela pessoa que você mais ama. -diz Aurus agora mostrando uma face de choro. -A pessoa que praticamente me deu a vida quer tira-la de mim, o Hector me trata como se eu tivesse matado Athena...
-Então qual é seu motivo para se tornar um cavaleiro de Athena? Não é para ficar perto de seu pai? -pergunta Dincht sem ao menos olhar para Aurus.
-Não, desde criança eu sei que eu seria o próximo cavaleiro de Sagitário. Ouço ela me chamando, eu quero ser o cavaleiro de Sagitário por mim mesmo. Quero queimar todo o mal com o meu poder. -diz Aurus com um brilho no olhar que Dincht não tinha, talvez realmente aquilo os diferenciassem a determinação no olhar. -Mas o assunto não sou eu, e sim você. Dincht o que você faria se a Clair morresse?
O mundo de Dincht para, o vento agora estava parado e abafado provocando falta de ar. Tudo ficou em silêncio. Dincht nunca pensou nessa possibilidade Clair é a pessoa mais poderosa que ele conhece, mas cavaleiros de Athena não são conhecidos por morrerem velhos em uma cadeira de balanço. Só em ver um mero arranhão em Clair, Dincht já fica preocupado; Dincht nem se imagina sem Clair
-Nunca pensou nisso né? -diz Aurus.
-Não...
-Pois bem, torne-se mais forte que ela, não, mais forte que todos. Assim você pode defender a Clair e todos que precisarem. Afinal os cavaleiros de Athena só existem para defender vidas. -diz Aurus com os olhos brilhantes. -Agora você tem um motivo para lutar.
-Sim, obrigado Aurus.
-Esquece, quero ter alguém nas doze casas que seja normal e não uma Elrophin da vida... Sujeitinha estranha. Duvido e espero que não tenha filhos, imagina aquilo com herdeiros...
-O Daisuke gosta dela.
-O filho do Senji de Escorpião? O que é treinado por um cavaleiro de prata? -Dincht balança a cabeça afirmativamente. -Corrigindo minha fala, ele é um sujeito MAIS estranho que a Elrophin; que gosto pra mulher hein...
Um estrondo muito forte vem em direção de uma cadeia colinas ali próxima. O choque é maior que o treinamento normal dos cavaleiros que acontecem, Dincht e Aurus reconhece os donos dos dois cosmos que estão em expansão e se enfrentando. Era o de Clair de Câncer e Hector de Sagitário. Os dois aspirantes a cavaleiro vão em direção ao combate que se desenrola não muito longe dali.
Ao chegar viram uma cena que muitos dariam a própria vida para ver, mas não eles dois. Clair vestida com a armadura de Câncer e Hector com a armadura de Sagitário. Em seguidas explosões graças aos seus ataques. Hector disparando vários meteoros que ele chamava de "Trovão Atômico", e Clair usava seu fogo-fatuo não como ataque mais sim como escudo para os golpes potentes de Hector; mas que não eram eficazes pois meteoros atravessavam sua barreira de fogo-fatuo a atingindo. Senão fosse a armadura de Câncer, Clair estaria em sérios problemas.
O show de destruição era assustador, chegando uma das rajadas do encontro do trovão atômico de Hector e do Fogo-Fatuo de Clair irem em direção de Dincht e Aurus. Os reflexos de Aurus são bons o suficiente para tirar Dincht e ele próprio da rota de colisão da energia emanada. Dincht se assusta pois ele vira o golpe a velocidade da luz mas estava com os reflexos lento pois temia que Clair morresse. Ao contrario de Aurus que torcia para que Clair matasse seu pai, para ele herdar a armadura de Sagitário.
A intenção de ambos era a morte de outro, isso era um fato, era possível ver nos olhos de ambos desejo de morte do oponente. O que era triste para qualquer um que conhece eles antes de se tornar cavaleiros, em algum momento da batalha ambos percebem que essa guerra seria interrompida, já que o nível deles era semelhante, e decidiram acabar tudo em um único golpe. Clair concentrara seu Relâmpago Astral e Hector concentrara sua Destruição Infinita.
As nuvens do céu começaram a se afastar graças a pressão que o choque dos cosmos dos dois cavaleiros de ouro. As pedras vão como folhas ao vento, Dincht e Aurus se mantêm com grande dificuldade no lugar onde estão, eles reconhecem o golpe máximo de seus respectivos mestres. Dincht pede para que Clair sobreviva, enquanto Aurus pedia a Athena que lhe desse a chance de se tornar o novo cavaleiro de Sagitário com a morte de seu pai.
Clair e Hector liberam seus golpes ao mesmo tempo, a única coisa que eles realmente não entendem é o porque dessa briga de vida ou morte, ou o porque o sentimento de ódio mutuo, mas mesmo que quisessem parar não conseguiriam, e mesmo assim eles não querem.
Os quatro por uma fração de segundo fecham os olhos. O feixe de luz que o choque de poderes liberara era possível ser visto na vila de Rondiro, a vila mais próxima do Santuário, a qual estava muito longe do local. Os cavaleiros de ouro presente no Santuário naquele momento: Sandoram de Capricórnio, Alexander de Leão e Tiberius de Touro que estavam em suas casas zodiacais se abalam com tanto poder liberado, Sidarta que estava mais isolados com seus alunos sentira o vento que a batalha formou, Tao de Libra esta aparente alheio a situação derrama uma singela lagrima que ultrapassa a bandagens de seus olhos...
Capitulo 2: Segredos
Ao entrar no salão do grande mestre, ela rapidamente localiza as quatro caixas de pandora, porém gritos podem ser ouvidos da área mais interna da decima terceira casa! Com toda a certeza do mundo, aquela voz de Rhodes, mas ela em vez do timbre suave e divertido que sempre teve, a voz de Rhodes estava nervosa, exaltada, carregada de indignação. A conversa deveria ser tão séria que os três cavaleiros mais poderosos do Santuário nem sentiram seu cosmo. O que significava que a coisa era séria, séria demais para ser ignorada...
Clair força sua audição ao máximo para ouvir a conversa, já que quase nunca Rhodes fora visto, ou ouvido no caso de Clair, tão alterado. Ela também se concentrava para abafar seu cosmo. Já que era um erro para qualquer um desacatar uma ordem direta; mais ainda para um cavaleiro de ouro.
-Acalme-se Rhodes, lembresse que você esta em solo sagrado. Desrespeitos usuais seus não serão tolerados. -fala mestre Sidarta de Virgem, ao cavaleiro Rhodes. -Ou...
-Ou o quê?-diz Rhodes colocando o dedo na face de Sidarta. -Vai me atacar? Lembresse que ao contrario de você não tenho uma vida sedentária de cavaleiro cerimonial. E já que gosta tanto de hierarquias, lembresse também que sou um cavaleiro de ouro com o mesmo nível de poder seu. Você quer começar a Guerra de Mil Dias?
Clair coloca a mão na boca para não soltar um ruido sequer. A lendária Guerra de Mil Dias, é quando dois cavaleiros de ouro se digladiam. Mas entre os cavaleiros atuais isso não passa de uma lenda, mas se tratando de cavaleiros do porte de mestre Rhodes e de mestre Sidarta, eles provavelmente destruiriam o santuário de Athena inteiro!
-Você sabe que cometeu um erro, você não podia ter usado sua armadura para aquilo! -diz Sidarta. -Sabe o que acontece quando você a usa?
Clair força mais ainda a mascara sobre o rosto. Rhodes tem uma armadura? E ele ainda é proibido de usa-la? Como um cavaleiro é proibido de usar sua armadura, mesmo que ela a use para beneficio próprio, a armadura o rejeitará!!! Como várias vezes já aconteceu na história!!! Mas por que ele seria proibido de usar sua armadura!!!
-Foda-se para o que você e Tao pensam, em primeiro lugar eu deveria ser o Grande Mestre do Santuário e ambos sabem disso. Em segundo lugar, apesar me limitar a usar a minha armadura, sem ela não posso manisfestar cem por cento do meu poder, e as pessoas poderiam ter se ferido. Não quero saber de suas preocupações Sidarta se elas envolverem inocentes. Nós protegemos a humanidade e não ao contrario. -Rhodes a cada palavra se alterava cada vez mais.
-Por isso que eu temo você Rhodes. - diz Sidarta de Virgem. -De todos os cavaleiros do zodiaco existentes atualmente, você é a maior propenso a...
-Sidarta, modere suas palavras. -Tao com uma voz forte, apesar de aparentar ser mais novo que os dois cavaleiros ali presente é obedecido. - Ambos são cavaleiros de ouro de uma geração atras, ambos treinaram todo o Santuário praticamente, se vocês dois começarem a degladiar-se aqui. Essa rixa vai se tornar uma guerra civil no Santuário.
Clair não havia pensando nesse ponto também, apesar de mestre Rhodes ter treinado inumeros cavaleiros assim como ela. Sempre Rhodes foi mal-visto pois treinava cavaleiros mesmo não sendo um cavaleiro de ouro real. Provavelmente, Alexander de Leão que no momento estava em missão e Sandoram de Capricórnio ficariam do lado de Sidarta, e também possivelmente Hector.
-Sidarta, lembresse que Rhodes é um cavaleiro de ouro idêntico a você ou a mim. Os títulos de cavaleiro cerimonial ou grande mestre é só por motivos de organização ancestral; não pense que você esta acima dos outros por sua experiência, poderes ou títulos. Devemos respeito com o próximo antes de sermos respeitados. -diz Tao. -E Rhodes, Sidarta esta assim porque teme por você e por todos que lhe rodeiam. Você sabe que não teve muita sorte quando nascer, você tem duas influências que podem levar a destruição de tudo e você sabe disso. O uso de sua armadura é repreensível, mesmo que fosse para salvar, mas ainda é justificável.
Neste momento Clair sai mesmo sem as armaduras o mais discretamente possível com mais dúvidas do que certezas.
Mas para os três cavaleiros de ouro ali presentes após o primeiro passo de Clair era possível saber que alguém os espiava. Rhodes e Sidarta preparavam-se para seguir o invasor quando Tao colocou suas mãos nas ombreiras dos cavaleiros.
-Deixem ir, era apenas a jovem amazona de Cancer. - diz Tao indo em direção ao trono respectivo ao do Grande Mestre.
-Como então nós não reparamos o cosmo dela? Afinal somos os cavaleiros mais poderosos do Santuário? - diz Sidarta chocado por não perceber Clair antes.
-Graças a mim. - diz Rhodes. - Uma técnica que desenvolvi que reduz a intensidade do cosmo. Clair é uma das poucas que domina, já que exige muita concentração...
-Na verdade são as duas coisas, Clair abafou seu cosmo mas mesmo assim era possível senti-la. Nós não a sentimos pelo mesmo motivo que águias não vêem formigas em seu vôo. Apenas uma coisa as interessam e mesmo com sua visão não é possível ver o que não se deseja ver.
-Então como o senhor pode saber que era Clair? Seu cosmo é o maior dentre nós três. -Pergunta Rhodes, e a resposta que Rhodes ganha é uma indicação a uma das paredes da sala. - O que significa isso?
-O que há lá cavaleiros de ouro. -pergunta Tao.
-Flores. - responde Sidarta.
-Flores não, há um boque de jamins. Jasmins tem cheiro frescal, Clair cheira adocicado, com cheiro de amêndoas. O mesmo cheiro que vinha de Celine, sua mestra.
Rhodes reparam que é verdade, o cheiro frescal das jamins se misturam com o cheiro adocicado de Clair. Quando o grande Mestre falou, parecia que o cheiro adocicado e Clair havia tomado conta de tudo.
-Como o senhor sabia desse cheiro? Eu fui companheiro de Celine por anos, treinei Clair na sua morte e nunca dei importância a esse fato! -diz Rhodes sem entender.
-Acalme-se Rhodes, -diz Sidarta. -Mestre Tao se privou da visão, seus sentidos devem ser mais apurados que os nossos.
-Esta redondamente enganado Sidarta, meus sentidos são idênticos ao de vocês. - diz Tao ao mesmo tempo que Sidarta não acredita ter errado uma conclusão. -Que tipo pai esquece as peculiaridades de cada filho?
Sidarta e Rhodes se olham, mas ao contrario do olhar reprovador de antes um para o outro, seus olharem reprovavam a si mesmo...
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Clair ao longe ofegava, já estava na casa de Câncer. E como uma criança se escondia. "E se eles reparam que eu estive lá, vou ser acusada de traição para o Santuário", pensava ela sem parar e mal acreditava que fugira daquele lugar, ilesa, com os três mais poderosos cavaleiros no mesmo lugar.
A medida que seu desespero passava, a duvida principal ecoava cada mais mais forte. Qual será a armadura de Rhodes, e porque ele é proibida de usa-la mesmo em horas de necessidade? Aquilo não entrava em sua cabeça, como um cavaleiro pode ser proibido de usar sua armadura? Cada vez ela pensava nisso ela olhava para a sua armadura, pensando o que faria não usa-la...
Clair acabara adormecendo, aquele fora o dia mais controverso pra ela em seus 17 anos de vida; para longo depois a armadura de Câncer emite uma luz de abertura uma pessoa normal. Uma jovem de cabelos longos e esverdeados trajando roupas gregas é mostrada como imagem, a qual se movimenta até a cama de Clair se ajoelhando e alisando seu cabelo.
-Não questione nada em Rhodes, ele quer só o bem de todos. E assim como cada pessoa é única, as armaduras também são, cada uma tem seu fardo. - diz a imagem quase sendo solida e viva naquele momento.
-Obrigado mestra Celine.
-Agora durma criança, seus dias de amazona dourada só começaram. -diz a imagem da antiga amazona de Câncer dando-lhe um beijo no rosto, desaparecendo logo em seguida.
Clair adormece mais segura, parecendo que todas as suas preocupações foram exauridas dela, mas ainda pensando que fora um sonho.
Capitulo 1: Começos
No momento exato em que a constelação de Câncer se coloca em um ângulo de 90° graus com o salão do grande mestre esta havendo uma celebração solene. O momento em que um cavaleiro condecorado a vestir a sagrada armadura do zodíaco mas apenas os cavaleiros de signo de ouro tem tamanho privilégio. Num momento trágico de morte de alguns cavaleiros, era comemorada também a chegada de outros. Ajoelhados estão um casal: o jovem tinha cabelos loiros e olhos de um azul profundo, ele era Hector o substituto treinado pelo finado cavaleiro Faremyr de Sagitário, e a jovem de mascara dourada e cabelos lilás Clair, treinada pela finada amazona de Celine de Câncer a ser sua sucessora.
A sua volta estão os cavaleiros mais poderosos que as armaduras já portaram: Tiberius de Touro, Sandoram de Capricórnio, Alexander de Leão, Livea de Aquário, Valaris de Peixes, o cavaleiro cerimonial Sidarta de Virgem e o Grande Mestre do Santuário Tao de Libra.
-Eu, o cavaleiro cerimonial Sidarta, o protetor da casa de Virgem apresento aqui, os antigos appendex de Câncer e de Sagitário. E que com esforço, honra e glória mostrados a nós, deixam de ser meros aprendizes e passam a se tornar mestres; deixam de ser soldados para se tornarem deuses com corações humanos, deixam de ser subalternos para serem nossos iguais. A partir de hoje vocês se tornam cavaleiros de Athena, os mais poderosos entre eles, se tornaram os cavaleiros protetores das doze casas dos signos áureos.
-Eu como mestre do Santuário saúdo vocês cavaleiros de ouro, vocês chegaram aqui graças aos seus próprios esforços, graças aos seus mestres e graças as suas constelações. Mas tal honra vem com o maior fardo que vocês teram. Proteger este mundo contra todo mal e amar Athena mais do que suas próprias vidas, com fins quase que mortais e talvez com covas sem restos mortais. Estão dispostos a fazer tal sacrifício?
-Sim, nós aceitamos nosso fardo e nosso destino honradamente. Nossa existência é para manter a paz na terra e acima de tudo, proteger cada vida humana custe o custar. Mesmo que nossa memória seja suja pela eternidade, mesmo com um fim inglório, pois nós somos os cavaleiros do zodíaco, os cavaleiros da esperança, os defensores de Athena. -Hector e Clair recitam o juramento como se fossem apenas uma só pessoa sem ao menos olhar para qualquer direção que não seja o chão.
-Pois bem, com toda a autoridade concedida por Athena a mim, eu o Grande Mestre do Santuário Tao, o protetor da casa de libra condecoro você Clair, como a nova protetora da quarta casa do zodíaco, regida pela constelação de Câncer; e você Hector, como o novo protetor da nona casa do zodíaco, regido pela constelação de sagitário. -Neste momento o Alexander de Leão e Livea de Aquario deixam as caixas de pandora respectivas de seus cavaleiros ao lado deles.
A cerimonia termina com o trajar das armaduras santas de Câncer por Clair e de Sagitário por Hector. Sidarta de Virgem e Tao de Libra se retiram para a estatua de Athena pois era o momento de festejo dos recém-ordenados cavaleiros de ouro, mas um momento de preocupação para os dois cavaleiros mais antigos do sobrevivente Santuário.
Após a saída de Sidarta e Tao, Livea abraça Clair de uma maneira tão brusca que quase chega a derrubar Clair. Livea apesar de ser amazona da casa de Aquário não possui a frieza tipica de seus antecessores, mas que não se entenda que seja sinonimo de fraqueza. Com seus cabelos longos e azuis preso em um rabo de cavalo ela chega a ser considerada a dama da morte branca. Mas ela esta feliz por ser Clair a passar pelos desafios para ser a nova amazona de câncer. Clair esta meio sem jeito mas aceita o abraço de boas-vindas de sua companheira.
Hector já comemora com sua esposa e seu filho de quatro anos no colo, o qual ele não pode ver nascendo pois estava nas provações para ser o cavaleiro de Sagitário, o que talvez pra ele tenha sido uma das maiores provações. Alexander tentava ver a criança a qual Hector falava tanto, já que era pensando em sua esposa Dainah e em seu filho Aurus que ele mantia as forças para lutar.
Tiberius e Sandoram conversam sobre as novas aquisições do Santuário e por que o jovem Dimitri se negou a ser o cavaleiro de escorpião, e com a frequente insubordinação de Rhodes de faltar a esses eventos solentes, já que correm boatos que ele foi visto próximo ao Santuário. Valaris apenas observava a cena e pensando em retratar num quadro como presente de boas-vindas aos cavaleiros recem-ordenados.
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Depois de algum tempo, nas escadarias entre a casa de peixes e o salão do grande mestre estão fugidos de todas aqueles festejos, Clair e Hector, que queriam que o mestre Rhodes estivesse em sua cerimônia, mas que não foi possível. Essa talvez fosse a única chance de conversa que eles teriam, pois não entrava muito bem em sua cabeça serem os novos cavaleiros de ouro.
-Seu filho é lindo, é a cara da mãe... pelo menos é verdade o que dizem, pai feio faz filho bonito. -diz Clair com um humor meio que fora de ora, já que ela mesma não se permitia isso.
-Não gosto daquela criança. -diz Hector cortando o assunto como uma flecha.
-Vocês homens me dão nos nervos, vai falar o que? Que a aquela santa mulher te traiu?
-Ele é meu filho, nisso eu não tenho duvidas, mas sinto algo de podre em sua alma, algo que eu não gosto.
Num movimento rápido, Clair torce o braço de Hector numa fração de segundos com o braço esquerdo e o imobiliza no chão.
-Seu babaca, você só não assumiu a idéia ainda de ser pai! O que será que as provas de ser um cavaleiro de ouro lhe deixaram louco??
O rosto de Hector se enche de raiva e num movimento brusco agarra o pescoço de Clair, com o mesmo braço que estava imobilizado e a impacta no chão com toda a sua força. Clair não consegue respirar direito, e ouve ao pé do ouvido a voz de Aurus dizendo:
-Eu disse que eu sinto algo estranho e mal vindo do meu filho, mas meu filho ainda continua sendo MEU filho se não percebeu Clair. Não se meta em meus assuntos pessoais e nem com a minha familia.
-Que agarramento é esse nas doze casas? Hector pelo que eu me lembre você é casado... -essa voz era muito familiar e muito oportuna para a situação. Era a voz do cavaleiro de ouro sem armadura, o mesmo cavaleiro que treinou ambos para os teste de cavaleiros de ouro. Era Rhodes.
-Mestre Rhodes, não é isso que o senhor esta pensando. -diz Hector com a cabeça baixa.
-Levante essa cabeça homem, eu que deveria prestar reverencia a você cavaleiro de Sagitário. -diz Rhodes abraçando Hector como um filho. -E você Clair? Vem cá me dá um abraço, ou eu não faço o seu tipo?
Clair prontamente sem argumentar vai ao encontro de Rhodes para abraça-lo, mas mesmo que quisesse questionar não poderia pois quase morrera estrangulada por Hector, e estava sem voz. O abraço que dá em Rhodes é forte, pois ele é o mais próximo de pai que tiverá, e sua mãe adotiva estava morta, a amazona Celine de Câncer.
-Pois bem crianças, podem me levar ao Tio Tao? -diz Rhodes bagunçando o cabelo dos dois como se fossem crianças de dois anos.
-Não acha que deve ter mais respeito com o Grande Mestre, Mestre Rhodes. -diz Hector.
-Eu com aquele velho senil? Faça-me o favor, ele só fica lá no Salão de Athena dizendo, Rhodes treine este cavaleiro, Rhodes não mate esse, Rhodes quantas vezes eu te disse para não deixar a tampa do banheiro levantada! Será que uma armadura de ouro deixa seu dono arrogante? Gostaria de saber... -diz Rhodes de uma maneira tão engraçada que Hector e Clair riem esquecendo de sua eventual discussão. Mas era um fato que Rhodes mesmo sem armadura era considerado um cavaleiro de ouro pelo próprio Grande Mestre, mas o fato que ele não usava nenhuma das oitenta e oito armaduras do santuário, mas seu nível de poder era maior de que qualquer cavaleiro de ouro. -Me façam o favor grandes cavaleiros de ouro e me ajudem a carregar essas caixas.
Rhodes carregava quatro caixas de pandora, com as armaduras de Terêncius, Gladius, Cefeus e Andromarca. Todas armaduras de prata, mas não era o dever de Rhodes, o cavaleiro sem armadura, treinar a geração de ouro? Mas nem Clair nem Hector se atreviam a fazer essa pergunta. Pois eles nem imaginavam a extensão de seus poderes. Ambos pegam duas caixas cada, deixando Rhodes ir mais frente porém Rhodes conversava com eles durante todo o caminho. Como se quisesse saber de toda a vida dos dois, mas os dois cavaleiros de ouro sabiam que ele não queria que ambos se digladiassem aos pés das doze casas.
Ao chegar os outros cavaleiros de ouro se entretiam com conversas amigáveis e dando atenção a Daylah e ao seu filho quando sentiram a presença de Rhodes, todos presentes, desde os cavaleiros de ouro aos serviçais que cuidavam da comida se ajoelharam em sua presença. Rhodes frisa uma de suas sobrancelhas numa cara de estranhamento muito cômica, e fala baixo "é por isso que eu não apareço aqui".
-O que faz aqui, mestre Rhodes? -pergunta Tiberius de Touro, mas mesmo ajoelhado parece que ele esta preste a atacar o convidado.
-Quantas vezes eu já mandei vocês pararem com essa mania. Somos iguais, ou melhor, quem deveria estar ajoelhado sou eu, pois sou meramente um agente do Santuário, um cavaleiro sem armadura, e vocês são a elite dourada do Santuário. Por favor né? -diz Rhodes de maneira parecer uma bronca, mas seu jeito extrovertido mais vez aqui uma risada geral. -Pois bem, levem-me ao seu líder.
-Deixe que eu faço isso. -diz Sidarta de Virgem saido das cortinas do quarto de Athena que ainda não reencarnara naquela época.
-Ora, ora Sid, deixe este mal-humor de lado. Acho que os anos de paz estão de deixando rabugento. -diz Rhodes reconhecendo o antigo companheiro de batalhas.
-Mas respeito comigo Rhodes, o cavaleiro sem armadura. Lembre-se que sou Sidarta de Virgem, o protetor da casa de Virgem. -diz Sidarta sendo irredutível a postura desleixada de Rhodes, para que esse comportamento não fosse regra entre os cavaleiros de ouro.
-Sim, Sidarta de Virgem. -diz Rhodes ficando muito sério e se ajoelhando na presença do cavaleiro de Virgem.
-Venha comigo agora! -diz Sidarta num tom ríspido. - E cavaleiros de ouro, vão para as suas respectivas casas.
Conta-se a história que Rhodes e Sidarta são sobreviventes da guerra contra os cavaleiros babilônicos. Ambos foram irmãos-de-guerra, mas essa história é seriamente condenável pois os dois se odeiam mutuamente. Os dois cavaleiros mais importantes de todo o Santuário se odeiam. Para os jovens cavaleiros de ouro isso era muito estranho. O cavaleiro sem armadura e o cavaleiro cerimonial rivais? Mas isso certamente não era problema dos cavaleiros de ouro ali ajoelhados.
Todos começam a descer as escadarias, até que Clair lembra que mestre Rhodes deixara as quatro urnas das armaduras de prata lá, apesar de ser o lugar mais protegido do Santuário, não seria bom deixar as urnas expostas, e também seria um ótimo motivo para ela conversar com Rhodes mais uma vez, já que ela não dera uma palavra com ele.
-Clair! Onde você vai? - pergunta Livea de Aquário ao ver que Clair esta voltando ao salão de Athena.
-Deixei algo lá! Pode ir que depois eu passo na casa de Aquário. -diz Clair.
Livea sabe que Clair esta aprontando algo, mas ela já esta bem crescida pra medir seus atos, e ela mesmo sabe que a certas coisas que não se precisa de companhia. Hector que esta um pouco a frente de Livea olha discretamente para Clair mas seus olhares ainda se cruzam, mas Hector volta a sua caminhada indo em direção a casa de Sagitário...
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