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Se nada mais der certo pra mim, pego esse computador bato na cabeça do meu patrão até ele desmaiar, depois roubo um caminhão e dirijo a noite toda como um prisioneiro fugitivo, aí vou para a amazonia onde começarei vida nova com uma criação de peixes voadores...
"Quando a humanidade erra, os Deuses tratam de puni-la com morte, praga, fome e guerras; mas e quando os Deuses erram? Quem os pune? E que tipo de punição eles terão?"

-Bem-vindos a Saga dos Assassinos de Deuses

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O Julgamento Escarlate

Capitulo 2: O Julgamento Escarlate

-E então Ayros de Falcão? O que pensa em fazer?

Ayros se levanta e volta o rosto com uma expressão de ódio puro, num breve momento que parecia uma eternidade. O cavaleiro de prata se aproxima o bastante para um ataque físico de Escorpião, apesar de estar sem armadura Ayros não parece se importar. Senji já preparava sua agulha escarlate, mas pelos olhos que lhe fintavam, ele acredita que aquele cavaleiro tenha despertado o sétimo sentido.

Quando o ataque dos dois fora anunciado, Senji já com o indicador de seus dedos já estava concentrado, tendo a amostra a unha de denso vermelho; mas ao contrario que Senji esperava, Ayros tem uma explosão de risos ao ponto de seu estomago doer, e acabará se apoiando numa das pesadas mesas. O taverneiro também ria descontroladamente, Senji não sabia realmente o que acontecia, e ficava imóvel apontando o indicador para Ayros.

-Sinceramente, vocês cavaleiros de ouro são umas figuras! Agora que tal você voltar para sua casinha e continuar a fingir que não tem filhos? Afinal, acho que cavaleiros de ouro não são feitos para ser pais... -Ayros fazia referencia a Senji de Escorpião e Hector de Sagitário, o último é conhecido por odiar o próprio filho.

-Se soubesse como foi difícil para deixa-los em seus cuidados...

-Sei como deve ser difícil deixar a criação de seus próprios filhos para outros, para quando eles crescerem poderosos falar que puxaram o papai, não é? Imagino como deve ser difícil deixar que outro treine um dos seus sucessores para que você fique de namorico com as servas do santuário, não é velhote?

-Meça suas palavras!

-Ou vai fazer o que? Me matar? Não me faça rir, você pode ser um cavaleiro de ouro mas acha que não está exagerando falando tão grosso? E eu ainda não faço a mínima idéia do que você quer com eles, mas agora eles são meus. Ouviu? SÃO MEUS!!! -Ayros estava visivelmente alterado. -Eu os treinei e vi como eles são poderosos, poderosos demais para serem meros cavaleiros auxiliares, provavelmente um deles será seu substituto!

-Eles tem os olhos da mãe deles... -dizia Senji quando Ayros não o deixa falar, com uma voz trêmula e baixa. -A mãe deles era uma nativa da Índia, cabelos negros e de olhos tão verdes quanto a mais belas paisagem de campos que você possa imaginar. Ela morreu quando Kensui nasceu, e eu não aguentei ver os olhos dela neles.

-Então você abandonou os dois por causa de uma fraqueza sua? Você é mais babaca que eu imaginei. -No momento que Ayros falou teve seu pescoço pego pelo cavaleiro áureo, com novamente a unha do dedo indicador pronta para o tiro escarlate. -E o pior que não aceita a verdade, por culpa sua eles vivem se sentindo como dois rejeitados, como dois bastardos; e você quer ainda que eu entenda o seu lado da história? Faça um favor a nós dois, ou me mate, ou se mate!

A mão de Senji afrouxa do pescoço do cavaleiro de prata, fazendo Ayros passar a mão no pescoço para acelerar a circulação. Os olhares se cruzam, por mais que parecesse impossível: um cavaleiro de prata venceu um cavaleiro de ouro, apenas por palavras.

O cavaleiro de Escorpião sem a mesma autoridade em que chegará, Senji apenas sai em silêncio com um pouco de dignidade que ainda possuia.

Ayros se volta para o balcão e vê todos os outros frequentadores, abismados, afinal, eles nunca viram um cavaleiro de ouro, equando vêem ele é devidamente colocado no seu lugar por um cavaleiro de prata. Rudd era o único com um sorriso enorme, afinal o seu discipulo desafiara um cavaleiro de ouro sem ao menos ter medo. Ayros estava constrangido demais para soltar alguma bravata.

-Uma rodada de cerveja pra todos. - dizia Rudd aos frequeses do estabelecimento. - Vamos comemorar que não importa a cor da armadura de um cavaleiro mas sim seu coração.

Houve apenas uma explosão de comemoração, e um cavaleiro de prata muito emcabulado...

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Daisuke voltava para a área de treinamento cambaleante, ao ver o irmão levitando era um choque. O poder de telecinese de seu irmão era potencialmente enorme, mais alguns anos ele seria tão bom quanto ele. Daisuke apenas olhava admirado com seu irmão.

Kensui sente a presença do irmão e abre seus olhos, o momento de concentração fora quebrado, Kensui cai de cara no chão. Daisuke, solta um breve riso e caminha na direção do irmão. Kensui já esperava um sermão que seu irmão sempre lhe dava, mas para ele era impossível alcança-lo, Daisuke era o ponto de chegada onde ele mesmo nunca poderia alcançar.

Kensui fora a mente numa cara fechada para abafar as criticas convencionais, mas não as ouvira, quando abriu os olhos estava o irmão com a mão estendida. O que pra ele era raro. Kensui dava a sua mão para logo em seguida ser puxado para ficar de pé.

-Estou impressionado com você Ken. -dizia Daisuke. - Você conseguiu voar, parabéns, pensei que precisariamos de mais tempo pra isso.

-Mas hein?! - Kensui inclinava cabeça para o lado, raramente vira o seu irmão leve espiritualmente. -Você é o Dai mesmo?

Daisuke ria, afinal ele estava leve mesmo, estava feliz pelo irmão. E ele fora vencido com o golpe mais previsível do mundo. Aquela noite não tinha nada de comum.

-Vamos descansar, temos mais treinamento amanhã.

-Você tá falando sério ou é sacarmo? Nunca sei diferenciar a sua voz pra isso. -dizia Kensui correndo atrás do irmão.

Aquela realmente era uma noite que eles não iriam esquecer...

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Senji de Escorpião estava na sua casa zodiacal, havia lacrado o templo, geralmente a parte de baixo era aberta para passagem e os andares superiores era realmente a moradia. Estava no único cômodo que ele não entrava em anos, revivendo todos os seus fantasmas. Um lugar que ele colocava todos os seus fantasmas e fraquezas de fé para com Athena.

Não era um lugar cheio de tesouros, itens malditos por deuses que foram esquecidos. Era um quarto de crianças com moveis a mais de casal. Fotos de uma clériga taoista ajoelhada com duas crianças ruivas, uma recém nascida e outra mais velha, roupas cerimoniais velhas, de crianças, brinquedos, acessórios femininos, etc...

Era a vida de Senji, sua única fraqueza, a sua prova de humanidade, o seu coração. Durante a batalha contra Chronos, sua mulher havia se sacrificado para defender seu vilarejo natal, ela tinha cosmo, ela tinha despertado o sétimo sentido, mas não era uma amazona, nenhuma armadura lhe protegera, e o homem que jurou a amar e a proteger falhou em seu dever. Um homem, com o sétimo sentido despertado completamente, um homem protegido por uma armadura de ouro, um homem protegido por uma constelação zodiacal.

Senji conseguira sufocar seu subconsciente, lacrando tudo que fizesse lembrar de Naru, sua mulher, mas seus filhos tinham seu olhar doce e que tinham vida e esperança como cor que exalavam. Para sufocar seu subconsciente e continuar a ser o cavaleiro que sempre foi, também se livrou deles. Passando seus filhos a um cavaleiro que nunca tivera contato. Tudo estava certo até aquela noite, até que encontrara uma pessoa com a mesma personalidade e olhos de Naru.

“-Filhos devem sempre ficar com seus pais. -dizia ela olhando para o tumulo dos filhos e do marido. -E eu vou para junto deles.”

Ela havia cometido harakiri, o suicidio pela honra. Um dos principios disso era japones, assim como Senji pensava “Antes perder a vida do que a honra”. Mas dessa vez seu subconsciente tomou forma, tomou voz, e fora um cavaleiro de prata.

“Faça um favor a nós dois, ou me mate, ou se mate!”

Era a decisão que o mundo gritava para ele recuperar sua honra e reencontra Naru.; mas tudo que ele fizera, a morte era um alivio para ele, mas deveria ser uma purificação, um purgatório. Ele sabia exatamente o que fazer...

Ele seria o Juiz, o Juri, o Carrasco e o Réu de seu Julgamento...

Apenas a dor que ele causará por tanto tempo poderia redimi-lo...

Sua unha que desferia o seu principal golpe, a Agulha Escarlate, crescia em modo de ataque. Apontando para frente, exatas catorze luzes de um vermelho intenso se espalhava pelo quarto como fadas circulando o cavaleiro de ouro, o qual ficava no centro como o sol para aquelas luzes.

Todo o quarto fica com uma luz dourada e com ocasionais feixes em vermelho vivo, dando um ar de majestade e furia, que ao se misturar a aquelas lembranças materializadas formavam um cenário psicodelico de um sonho prestes a virar um pesadelo.

-Ichi... Ni... San...

Três das luzes vermelhas pareciam ter obedecido o chamado de seu mestre, mas ao contrário do vôo perdido e sem direção que faziam, as que responderam foram agressivas, rápidas e diretas. Foram em direção de seu criador, atravessando no joelho, coxa e em seu ventre, respectivamente.

A dor essa técnica era alucinante, atacava o sistema nervoso do oponente causando um pequeno ferimento do tamanho de uma agulha que infligia ataques a esses nervos, todos eles, dependendo da perícia do cavaleiro, ele poderia causar insensibilidade do corpo, mas o que Senji queria era se purificar com sua própria dor, mas ainda não era o bastante.

-Shi... Go... Roku...

Do mesmo das anteriores, o vôo perdido se torna um ataque agressivo, acertando outros três pontos. Já era possível traçar a parte de baixo da constelação de Escorpião. Todos os seus nervos começavam a ressonar como uma corda de harpa tocada, mas ao invés da doce canção era a dor e gritos que saiam daquela medonha sinfonia.

Mas para a mente distorcida dele, tanto pela dor tanto pelas palavras aquela noite, ainda não era o suficiente. E foram seis golpes já, raramente alguém mantia a força de vontade na quinta mas Senji pretendia acabar com aquilo, naquele momento.

-Shichi... Hachi... Kyuu...

Cada agulha entrava com mais violência no corpo de Senji, a dor já era algo em sua vida naquele momento, parecia totalmente sua vida. Não sentia mais controle sobre seus corpo, A única existencia de seu corpo era para pagar seus pecados enquanto estava vivo.

Afinal, para ele, não havia mais motivos para existir, sua guerra já fora, seus amigos já morreram, seu grande amor também, seus filhos foram os que mais sofreram com as suas tolas decisões e Athena nem estava viva. Provavelmente, como Ayros disse, um deles se tornaria o seu substituto, logo sua falta com seu dever seria mínima.

-Jyuu Ichi... Jyuu Ni... Jyuu San... Jyuu Yon...

Mais quatro agulhas o atravessaram, seu corpo e sua mente eram apenas farrapos do que eram no começo de seu “julgamento”. Ele não pensava mais, não tinha mais honra, não tinha nada que lhe importava. Só tinha uma coisa, o sentimento de terminar o que começou...

-JYUU GO!!! ANTARES!!!

Agradecimentos especiais para Luciane Rangel que me ajudou com a pronuncia da numeração japonesa.

Capitulo 1: Os Dois de Escorpião

Numa das áreas remotas do Santuário, onde os cavaleiros treinavam os futuros cavaleiros, e naquele fim de tarde não era diferente. Estavam ali dos garotos, um de doze anos e outro de oito, fazendo flexões tendo como uma única área de apoio o dedo indicador. Ambos eram idênticos, cabelos de um vermelho intenso e curto cortado da mesma maneira, olhos de um verde intenso ambos com um sinal na testa. A única coisa que os diferenciava, além da altura, eram seus olhares: o do mais novo era de admiração sobre o mais velho, o do mais velho era de determinação.

A frente deles estava um jovem que estava em seus 19 anos, sentado sobre uma pedra de pernas cruzadas, de cabelos curtos e negros e com olhos castanhos, que abria uma garrafa termica, e suava sua tampa como copo. Ao lado dele estava a uma caixa de pandora, ele era o treinador daqueles jovens. Ele era Ayros de Falcão, um cavaleiro de prata.

E Ayros se perguntava quando aqueles dois iriam parar, afinal estavam nisso a mais de cinco horas consecutivas. Com certeza esse dois garotos eram os mais teimosos entre os futuros cavaleiros de Athena, e pensar que tanto potencial seria desperdiçado para que eles se tornarem os futuros cavaleiros de prata de Escultor e o cavaleiro de bronze de Ferramentas; realmente Ayros pensava que ambos deveriam ser cavaleiros de ouro.

-Daisuke! -Ayros falará para o mais velho. -Não acha que já se esforçou demais? -Ayros sabia que se Daisuke parasse seu irmão, Kensui, iria parar também, pois Daisuke era muito mais resistente que Kensui. Até mesmo pela idade.

Mas Daisuke simplesmente ignorava as ordens de seu mestre, ele não iria acabar até que sentisse que seu dedo fosse se romper, e Kensui só iria parar quando seu irmão parasse. Até que num momento Kensui pelo cansaço se desequilibra e ameaça a cair em cima de todo braço, quebrando-o durante a queda.

Daisuke num subito movimento, agarra o irmão pela cintura e salta ficando de pé com ele. Ayros tinha visto aquilo, mas sabia que Daisuke não deixaria o irmão quebrar o braço por sua culpa, no momento que ocorrerá aquilo, ele havia fechados os olhos para tomar seu chá, que era de maracuja.

-Perdoe-me mestre, me desequilibrei e segurei em Kensui para não quebrar a mão. -Daisuke olhava para baixo numa expressão triste, e Kensui apenas olhava para Ayros e Daisuke sem entender absolutamente nada. Enquanto Ayros olhava com repreensão o aluno mais velho, pensando que em vez de cavaleiro ele deveria ser ator.

-Sempre assim não é Daisuke, sempre se esforçando demais e sem reparar que suas atitudes afetam os demais. Já expliquei que tudo que você faz tem reação a sua volta, pense nisso antes de tomar alguma decisão, senão você vai acabar matando alguém com uma decisão estupida dessa. -Ayros saia da pedra onde estava e pegava sua caixa de pandora. -Agora tenho que ir, preciso de um drink. Fiquem com o resto do chá, vocês vão precisar!

Ayros sabia que o que deixava Daisuke mais frustrado era encerrar um treinamento com ele ainda com disposição, e disposição não faltava para aquele jovem, e Kensui também ficava frustrado, pois perdia uma oportunidade de ficar mais forte, para assim ficar tão forte quanto ele. Mas era necessário, afinal eles não eram cavaleiros de combate, mas sim cavaleiros-auxiliares.

Daisuke praticamente espumava de ódio, afinal era caracteristico de Ayros larga-los por dois dias enquanto eles se viravam, só porque o destino deles eram ser cavaleiros-auxiliares. Afinal eram cavaleiros de Athena.

Kensui estava coçando a cabeça pois acreditará na mentira do irmão e não entenderá muito bem o sermão de Ayros, e tentava colocar seus pensamentos no lugar. Apesar de raramente conseguir, pois aquilo mesmo era demais para uma criança de oito anos entender.

-Ken, vamos treinar. -Daisuke dizia isso com uma cara séria, e Kensui batia continencia de uma maneira tão estabanada que sempre tirava uma risada de seu irmão mais velho.

Ambos sentaram de frente de um para o outro, em posição de meditação.

-Muito bem, Ken. Você sabe que não podemos contar dos nossos dons para o Ayros certo?

-Claro mano, sei que teria um rebuliço enorme por termos esses dons.

-E porquê?

-Porque apenas Lemurianos e Reencaranações divinas tem o dom da Teleportação e nós não somos nenhum dos dois. -dizia Kensui como uma página de um livro. -Mas mano, porque não podemos contar para mestre Ayros?

-Não o chame de mestre alguém que não nos treina. E além do mais já basta ele viver nos comparando com aquele idiota que nem quer saber da nossa existência.

-Por que tanto ódio de Senji de Escorpião? Ele é um cavaleiro de ouro! Um exemplo a ser seguido mano!

-Por essa simples pergunta Ken. -Kensui não entenderá o enigma do irmão; e começava a repassar a conversa e não encontrará nada demais em suas conversas; ao ver o rosto do irmão pensativo Daisuke responde a própria indagação. -Você disse “Por que tanto ódio de Senji de Escorpião?” E não, “por que tanto ódio do nosso pai?”

Era verdade, Senji era pai de Daisuke e Kensui. E os três eram muito parecidos. Exceto pelos olhos, os de Senji eram negros, e os de Daisuke e Kensui eram verdes.

-Chega desse assunto que me embrulha o estomago, que tal nós começarmos a treinarmos? -dizia Daisuke afastando os pensamentos de ódio sobre seu pai e tomando um pouco de chá que Ayros deixava. -Hoje vamos treinar telecinésia!

-Ah, mano! Você sabe que eu preciso mais treinar mais teleportação. Preciso melhorar muito minha precisão é uma porcaria e você sabe bem disso! -dizia Kensui com um sério olhar de desânimo.

-E se eu dissesse que você poderá voar?

-Eu diria que você está bebendo não é chá!

Daisuke para de beber e olha para o chá com uma cara cômica de duvida, cheira e num gesto de “agora já era” continuar a beber até a bebida acabar.

-É verdade Ken! Com a telecinésia e um muito mais concentração é possível voar. Seria como um “levitar acelerado”, como se auto-levantar com telecinése! É possível com muito treino, esforço e concentração.

Kensui não acreditava nisso, mas já que era a dedução de seu irmão deveria estar correta. Afinal ele era um dos mais promissores dentre os cavaleiros aprendizes, que incluia a aprendiz do cavaleiro de virgem e o aprendiz do cavaleiro de Sagitário. Por mais que Kensui vivesse a sombra de seu irmão, ele era feliz e nunca desistia, pois ele achará um limite para passar, um objetivo, superar o irmão.

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Já muito longe dali, na vila de Rondiro. A mais próxima do Santuário, estava Ayros bebendo uma cerveja fabricada artesanalmente pelo dono da taverna que estava. Ele adorava aquele lugar em especial, pessoas que apenas se preocupavam com o hoje, riam, choravam suas magoas, falando as piores coisas desse mundo. Com certeza era essas pessoas que Ayros defendia, aquelas que viviam.

Mas apesar do animo do local a cerveja não estava com o gosto bom aquela noite. Pois apesar de estar feliz na medida do possível, ainda não entendia como um cavaleiro de ouro como Senji largará seus filhos com um enorme potencial a um mero cavaleiro de prata. Daisuke poderia ser muito bem o substituto de Senji se ele o treinasse para tal; por mais que ele mesmo quisesse treina-lo não poderia, pois ele mesmo não manisfestava o sétimo sentido.

-O que foi Ayros? Aquela guria que você devota a vida a conquistar lhe chutou de novo, ou foi um dos seus ruivinhos que lhe estressou hoje. -Um velho de uma farta barriga cultivada por anos de sedentarisse e muita ceveja com braços peludos e calvo. Era Rudd, o dono da taverna e o melhor amigo de Ayros. -Em garoto? Qual dos dois?

-Os três!

-Três?! Vendo que a semana foi dura! Trouxe aqui para você! Encomendei da russia, vodka da boa! Mas conta ai, que eu preciso termina a sua bibliografia de cavaleiro. -dizia o taverneiro enquanto colocava uma dose em cada copo, um para Ayros e outro para ele próprio.

-A Daphia não quer nada comigo DE NOVO. Disse que ela é uma vassala do Santuário e não pode se envolver com alguém que seja protegido por uma das oitenta e oito armaduras; treino dois moleques que tem poder o suficiente de me mandar falar com Hades pessoalmente; e ainda um cavaleiro de ouro que renega os próprios filhos, e me deixa cuidando deles. -Ayros engolia a dose o mais rápido que podia, era possivel sentir a bebida queimando por onde passava e acalmando seus nervos de maneira brusca. -Cara isso é bom! Espero que tenha uma garrafa dessa ai a mais!

-Tenho uma caixa dessa! Adoro os cavaleiros que treinam na Sibéria, sempre dá pra fazer negócios com eles. -dizia Rudd após beber a sua dose, e encher uma nova dose para ambos. -To vendo que você vai precisar da companhia dessa garrafa hein... Cada problema que você me arruma.

-E como vai a sua mulher e a sua filha? -perguntava Ayros engolindo a segunda dose da bebida.

-Nem me fale, moro com duas matracas que não param de falar. Mal chego em casa e elas começam a papagaiar, reclamam de tudo, querem dinheiro, Bah! Começo a pensar que as mulheres se comunicam conversando é mole?! -O taverneiro engolia a bebida mas sem ao menos piscar. -Falar para se comunicar. Onde já se viu?! Por isso que eu desisti de ser cavaleiro.

-Pensei que foi a sua mulher que lhe havia puxado o cabresto quando sua filha nasceu? E não para de colocar vodca não! To te pagando com o que? -Ayros batia na mesa, claro que o álcool nem começava a fazer efeito, mas Ayros adorava fingir que estava bêbado.

-Pois é... Depois de tanto falar no seu ouvido até você desistiria de ser cavaleiro, na verdade você até desistiria de ser homem se ela mandasse. Só bêbado pra aturar aquela mulher, por isso que eu desisti de ser cavaleiro e virei taverneiro! E você devia fazer o mesmo! Mestre Ayros de Falcão. - dizia Rudd enchendo mais uma dose para ambos.

-Vindo do famoso Oberon, cavaleiro de prata da constelação de Perseu, treinador de cavaleiros, líder da missão de resgate ao Ikhor de Athena lacrado no Templo Labirintico de Minos, isso é uma honra. -fazia um brinde aos Rudd, que usava esse nome desde que se tornará um cidadão. E tiverá como ultimo discípulo o próprio Ayros.

-Já disse que é pra esquecer isso, agora sou muito mais importante! Sou um taverneiro anônimo de cavaleiros que precisam do telefone do Alcoólicos Anônimos!

-Pra que eu quero ser um Alcoólico Anônimo se eu posso ser um Bêbado Famoso?

No momento que Ayros termina sua fala entra um homem de capa e capuz brancos, apenas aparecendo uma área que ia do seu nariz até o seu queixo. Uma figura imponente e única, os outros fregueses sairam, pois aparecimentos desse tipo já resultaram em destruição. Sempre quando são associados os elementos: Ayros de Falcão, o taverneiro Rudd e um elemento hostil que fazia a bebida ser incomoda.

-Ayros de Falcão, necessito falar com você urgentemente e sério. -dizia o intruso que se dirigia a Ayros.

-Um dos dois. Se for mais urgente que sério pode falar agora; se for mais sério do que urgente volte quando eu estiver sóbrio! -dizia Ayros sem ao menos se virar para trás, parecendo que ele dialogava com o pequeno copo ainda com a dose de vodca

-Eu sou Senji, o cavaleiro de ouro da casa de escorpião e exijo falar com você imediatamente. -dizia o cavaleiro dourado com muita arrogância e autoridade.

-Rudd, esconda a caixa e a garrafa. Não quero que nenhum inocente se fira! -dizia Ayros para o taverneiro que acenava a cabeça afirmativamente, levando-as para longe.

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No Santuário.

Kensui levita a alguns metros do chão enquanto Daisuke medita ainda parado no mesmo lugar. Até que Kensui cai no chão e o irmão continua a sua meditação. Antes que Kensui falasse algo, Daisuke já responderá calmamente.

-Já senti o invasor, deixe isso comigo. -dizia Daisuke ao se levantar e colocando a mão na cabeça do irmão, e olhando diretamente nos seus olhos. -Você será o primeiro cavaleiro a voar. -Logo em seguida desaparecendo como se nunca estivesse ali. Enquanto Kensui voltava a se concentrar para levitar.

Com um breve momento Daisuke já estava a trezentos metros de Kensui, procurando o cosmo do invasor, que o achara entre os arbustos. Se não fosse pelo cosmo avançado Daisuke nunca teria o achado, pois ele estava muito bem escondido. Praticamente camuflado sobre o manto da noite.

-Desculpe mas espionar treinos particulares e em zona proibida não é nada honrado para uma pessoa que habita o Santuário. Espero que tenha um bom motivo para estar aqui. -dizia o jovem ruivo para o invasor que se levantava.

Ao contrário que ele pensava, não era muito bem um “invasor” mas sim uma invasora. De um corpo escultural e bem-formado, de cabelos de um branco azulado e com uma máscara com marcas negras nos olhos. Era uma amazona, mas assim como ele era um aprendiz de cavaleiro.

O ataque da amazona foi rápido com um chute em Daisuke que bloqueia com um chute igual fazendo a amazona recuar. A amazona ataca agora com um soco direto, com um leve desvio, e aplicando precisamente um soco no estomago da amazona, fora bem colocado, não para acertar os orgãos internos, mas sim os tecidos musculares. Apesar de sentir que o soco deveria estar fazendo-a se recontorcer de dor, ela continua a lutar aplicando um chute na área genital de Daisuke, que op faz cair e gemer de dor.

Oportunidade o suficiente para ela sair correndo, enquanto Daisuke tentava controlar sua dor. Essa era uma fraqueza dos homens que toda mulher sabia acertar desde nascerá, mas que ela era linda, era. Quem sabe seu rosto não seja harmônico que nem seu rosto; que Kensui não suspeite que ele levou o golpe mais previsível do mundo.

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-E então? Ó grande cavaleiro da oitava casa zodiacal áurea quer com um mero cavaleiro de prata alcoolizado? -dizia Ayros com a voz bamba, mas forçada. Qualquer um que estivesse um pouco mais alcoolizado que ele acreditaria. Mas Senji não.

-Pare de seus joguinhos Ayros de Falcão. Venho aqui falar sobre meus dois filhos sobre a sua tutela.

-Seus filhos? -Pergunta Ayros olhando para o copo com a cabeça encostada no balcão. -Por acaso eles são ruivos, de olhos verdes amendoados, com uma pinta na testa?

-Exato!

-Não os conheço seus filhos, descrevi os meus dois discípulos que são extremamente revoltados com o pai. -Um raio vermelho é disparado sobre o copo que Ayros observava, que é quebrado imediatamente. -Sabe que isso fere o código de conduta dos cavaleiros de Athena? Atacar um outro cavaleiro de Athena sem a devida autorização pode ser compreendido em traição não sabe? -A voz antes trêmula de Ayros agora se faz tão altiva o quanto verdadeiramente é.

-E você vai fazer o que Ayros de Falcão?